sábado, 21 de outubro de 2017

29º domingo – ‘A César a sua moeda de ferro, e a Deus a terra e as pessoas! (Mt. 22. 15-21) Nesse mês missionário somos convidados a dizer e a provar o que de fato pertence a Deus, e o que pertence aos Césares governantes deste mundo, conforme nos sugere Jesus no texto evangélico. Numa sociedade em que se faz do culto e da religião uma moeda de barganha e se submete a fé em Deus aos interesses financeiros, os missionários são chamados, hoje, a romper com tamanha hipocrisia. A hipocrisia consiste em manipular a identidade de Deus e usar o seu santo nome para justificar injustiças, dominação e negação de direitos. O missionário tem a missão de desmascarar os interesses de governos e estados que se opõem aos projetos e às preocupações do Deus de Jesus. Os ‘Césares’ deste mundo legislam e governam em causa própria, visando quase que exclusivamente seus interesses pessoais e do seu grupo. Já o modo de governar daqueles que assumem o jeito de Jesus de Nazaré se colocam à escuta e a serviço das pessoas, principalmente das feridas e desamparadas. Afinal, a justiça de Deus é dar mais a quem precisa mais, e suprimir privilégios! Jesus foi enfático ao afirmar que àqueles que governam como ‘César’ só lhes pertence a sua própria ‘imagem’ impressa numa moeda de ferro. Nada mais! Já a Deus, os missionários e missionárias lhes devem adoração, pois somente a Ele, governante justo, pertencem as pessoas e a terra. Pessoas livres e não escravizadas. Pessoas protegidas e não ameaçadas pelo César de turno. A Deus pertence a terra como bem comum, a ser respeitada e trabalhada, e não para ser ocupada e arrasada como fazem os Césares e seus cúmplices. Que sejamos missionários denunciadores dos abusos de César, e construtores da paz e do direito que vem de Deus!

Nesse mês missionário somos convidados a dizer e a provar o que de fato pertence a Deus, e o que pertence aos Césares governantes deste mundo, conforme nos sugere Jesus no texto evangélico. Numa sociedade em que se faz do culto e da religião uma moeda de barganha e se submete a fé em Deus aos interesses financeiros, os missionários são chamados, hoje, a romper com tamanha hipocrisia. A hipocrisia consiste em manipular a identidade de Deus e usar o seu santo nome para justificar injustiças, dominação e negação de direitos. O missionário tem a missão de desmascarar os interesses de governos e estados que se opõem aos projetos e às preocupações do Deus de Jesus. Os ‘Césares’ deste mundo legislam e governam em causa própria, visando quase que exclusivamente seus interesses pessoais e do seu grupo. Já o modo de governar daqueles que assumem o jeito de Jesus de Nazaré se colocam à escuta e a serviço das pessoas, principalmente das feridas e desamparadas. Afinal, a justiça de Deus é dar mais a quem precisa mais, e suprimir privilégios! Jesus foi enfático ao afirmar que àqueles que governam como ‘César’ só lhes pertence a sua própria ‘imagem’ impressa numa moeda de ferro. Nada mais! Já a Deus, os missionários e missionárias lhes devem adoração, pois somente a Ele, governante  justo, pertencem as pessoas e a terra. Pessoas livres e não escravizadas. Pessoas protegidas e não ameaçadas pelo César de turno. A Deus pertence a terra como bem comum,  a ser respeitada e trabalhada, e não para ser ocupada e arrasada como fazem os Césares e seus cúmplices. Que sejamos missionários denunciadores dos abusos de César, e construtores da paz e do direito que vem de Deus!


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Com Temer-ário escravagistas estão com a bola toda. Até FHC se envergonha!

A decisão de tornar mais difíceis a caracterização e a punição do trabalho semiescravo ou análogo à escravidão origina-se em um desprezo sórdido pelo sofrimento alheio, pela própria desgraça humana. Não foi o suficiente para dispensar um agravante: esse ato de torpeza absoluta é em benefício próprio, comprovando uma indignidade pessoal só possível no mais baixo nível da escala. 

O ator e Wagner Moura divulgou vídeo em que pede resistência contra a portaria do Ministério do Trabalho que permite a volta do trabalho escravo no Brasil, como contrapartida de Michel Temer à bancada ruralista para se salvar da denúncia de organização criminosa e obstrução da Justiça que tramita na Câmara; "Nós tínhamos a definição de trabalho escravo das mais modernas do mundo e isso está sendo destruído pelo governo Temer, sob pressão da bancada ruralista", disse Moura; "A situação é muito, muito grave e nos resta resistir e trabalhar para que esta portaria covarde, cruel e absurda seja revogada" 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Funaro afirma que Cunha comprou votos para cassar Dilma e a agora o STF vai dizer o que?

Em qual país do mundo a maior corte de Justiça ficaria inerte diante de evidências de que a democracia foi subvertida com a derrubada de uma presidente eleita por parlamentares que venderam seu voto? Depois que Lúcio Funaro confessou ter providenciado R$ 1 milhão para Eduardo Cunha comprar votos para o impeachment, o silêncio do STF constituirá sua nódoa histórica mais grave. Diante de um conflito potencial entre o Senado e a corte, por conta das sanções impostas ao senador Aécio Neves, a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, tratou de acelerar a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que permitiu a saída salomônica: medidas cautelares podem ser impostas mas com aval da respectiva casa parlamentar. Agora, diante da revelação de Funaro sobre a compra de votos para o golpe, irá a presidente do STF pautar a apreciação do recurso em que o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, pede a anulação da votação vergonhosa de 17 de abril do ano passado? Para fazer isso, basta-lhe um gesto: pedir ao ministro Alexandre de Moraes que libere logo o processo, com seu voto, para que a matéria possa ser pautada....diz Tereza Cruvinel. Duvido que faça isso, por uma razão simples. O STF foi peça principal no golpe por ter se omitido o tempo todo e a Procuradoria Geral da República mesmo conhecendo a delação de Funaro de que houve compra de votos deixou escandalosamente o barco correr....

Moro, jamais poderia sentenciar Lula, na Itália, afirma ex-magistrado de 'Mão Limpas'!

O ex-magistrado italiano Gherardo Colombo, que atuou na Operação Mãos Limpas, diz em entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo que na Itália não seria possível para o juiz Sérgio Moro ao mesmo tempo conduzir a investigação e julgar sozinho o ex-presidente Lula; “Notei que o juiz (Sérgio Moro) que fez a investigação contra Lula é o mesmo da sentença e isso me deixou um pouco surpreso porque aqui na Itália isso não poderia acontecer”.Além disso, eu nunca falei sobre a situação de um acusado, mas somente sobre atos judiciários. Eu pessoalmente evito falar de pessoas que foram meus acusados, mesmo depois do processo. Quando vou às escolas, eu procuro evitar falar de acusados, mesmo depois de passados dez anos, 15 anos. É uma questão que, pelo que me diz respeito, que vai além do texto legal", disse Gherardo Colombo, em entrevista destacada pelo jornalista Kiko Nogueira 
Outro famoso jurista argentino na semana passada afirmou o mesmo: no Pais vizinho o sistema jurídico não permite que um juiz seja o mesmo que investigue,  instrua o processo e sentencie....Só aqui mesmo, e vejamos no que dá. 

Ciro Gomes chama Temer-ário de 'integrante de quadrilha do PMDB' e juiz federal o absolve. Verdade não é crime!!!!

O ex-ministro e presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, foi absolvido na Justiça Federal em Brasília da acusação de ter atentado contra a honra de Michel Temer, ao tê-lo chamado, entre outras coisas de "capitão do golpe" e integrante de "quadrilha do PMDB"; segundo informação da coluna Expresso, o juiz entendeu que Ciro dirigiu críticas a um adversário no momento em que a política está conturbada

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

COMBONI, UM PROFETA CONTRA A ESCRAVIDÃO PARA TODOS OS CONTINENTES

Carta de Daniel Comboni a padre Nicola Mazza

Cartum, 28 de junho de 1868

Meu estimado padre,
 que o coração de Jesus bom pastor nos preencha com o seu amor infinito e nos torne sempre mais semelhantes a ele. Meu querido padre, quero abrir hoje o meu coração com o senhor que tantas vezes ouviu as minhas confissões. Sinto-me ainda indignado e estarrecido com o que presenciei ontem no mercado central de Cartum. Centenas de escravos acorrentados um no outro, em sua maioria entre 15 a 30 anos, vinham chegando como numa procissão, sujos e trôpegos, bem na hora em que estava me aproximando da praça do mercado, o lugar onde acontecem os vergonhosos leilões. A minha vontade, naquela hora, foi a de gritar. Sei muito bem que essa chaga da escravidão ainda é tolerada por essas terras, mas não por isso pode ser considerada legal e aceita por vários governos. Às vezes me pergunto se eu mesmo não deveria ter sido mais ousado junto às embaixadas e pressionar com mais vigor a condenação daqueles que praticam tal horrível vergonha. Meu querido padre, como tolerar ainda aqueles que tratam humanos como animais? Como aceitar que se venda uma criatura humana como se fosse um bicho? Na minha última carta o informei sobre o êxito que tivemos no mês de março passado quando resgatamos através de negociações e doações mais de 160 homens que foram postos em liberdade. Mas o que é isso diante de milhares de escravos que são arrancados à força de suas esposas, filhos, pais e embarcados para trabalhar em outras terras sem ter nunca mais a chance de se reencontrarem?  Peço constantemente nas minhas orações que um dia o chicote dos diabólicos escravagistas seja substituído pelo cajado do Bom Pastor e as correntes de ferro deixem lugar aos direitos divinos da liberdade e da dignidade, as bem-aventuranças do nosso Salvador Jesus. Recebam o meu abraço e peço devotamente a sua bênção,

Seu Daniel

(livremente transcrita pelo blogueiro)

Paróquia São Daniel Comboni da Vila Embratel, São Luis, celebra festejo do seu padroeiro

A paróquia São Daniel Comboni conta com 11 comunidade e de 08 a 15 de outubro está celebrando festejo em memória do seu padroeiro São Daniel Comboni, missionário na África Central (Sudão do Sul) O tema do festejo ' Com Comboni e a Mãe Morena queremos combater todo tipo de violência física e moral na família e na sociedade.


Carta de Dom Daniel Comboni a seus pais

Korosko 23 de abril de 1857

Meus queridos fico feliz em lhes dizer que estou bem de saúde. Saibam que rezo sempre por vocês todos os dias. Escrevo-lhes nessa terça feira, dois dias após a minha chegada à cidade de Korosko. Consegui me recuperar do cansaço que me havia dominado principalmente nos últimos três dias da nossa longa e extenuante viagem. Queridos pais nem imaginam o quanto vocês estiveram presentes nos meus pensamentos. A lembrança de vocês vem me ajudando a encarar essa nova etapa da minha vida. O que mais aflora à minha mente é o vosso jeito bonito de cuidar de mim desde os meus primeiros anos de vida, antes de entrar no seminário. Nunca ganhei uma palmada, ao contrário, muita conversa ao pé do ouvido e um carinho sem fim. Pergunto-me como teria sido a minha vida se vocês não me tivessem ajudado a enfrentar com otimismo e firmeza a dureza do trabalho, a escassez de alimentos, e as dificuldades de toda ordem pelas quais passamos juntos. Pai lhe agradeço de coração quando o senhor me alertava em não me atrasar no trabalho nas oliveiras, na escola, nas celebrações da nossa bela igrejinha, pois o senhor me repetia que mesmo sendo eu uma criança tinha que ser um homem de palavra e de responsabilidade. Como aprecio hoje o que o senhor me lembrava quase cotidianamente, dizendo-me que um homem de verdade tinha que ser honesto, sempre, e que era preferível passar necessidade do que se aproveitar astutamente de algo ou de alguém. Hoje eu digo as suas mesmas palavras aos meus colegas missionários. Mãe adorável sempre lembro aquele domingo de Páscoa antes de ir para a santa missa em que a senhora me dizia que missa não era uma simples função religiosa, e sim um reviver sempre os sofrimentos e a morte de Cristo, mas principalmente era reviver a sua Ressurreição. Hoje, nessa terra esquecida pelos governos humanos, entendo que o medo, a solidão, a escravidão, a violência e a morte não poderão jamais prevalecer na vida desses povos e na minha. Aquelas suas palavras de esperança ressoam dentro de mim sem cessar. Peço ao Pai de todas as graças que a nossa missão entre os abandonados da África Central seja fonte de regeneração e de vida abundante. Peço que Deus lhes dê sempre saúde e coragem. Recebam o meu mais caloroso e filial abraço,

Vosso Daniel
(carta livremente transcrita pelo blogueiro)