domingo, 17 de fevereiro de 2019

Indígena do povo Pareci é roubado, torturado e tem braço amputado devido aos ferimentos

A polícia ainda não sabe quem roubou, sequestrou e torturou um indígena da etnia pareci, de 39 anos, residente em São Carlos, interior de São Paulo. No dia 18 de janeiro, ele teve ferramentas de sua oficina roubadas, foi violentamente agredido por três homens e sequestrado por algumas horas, até que foi abandonado perto de um conjunto habitacional. Segundo relato em uma rede social, os criminosos diziam "que agora o presidente autorizou matar índio". A vítima foi socorrida e levada para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e depois transferida para a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos com lesões graves. A polícia só tomou conhecimento do caso quase um mês depois, no dia 12 de fevereiro, por meio de uma denúncia.

Fotos postadas por moradores em uma rede social mostram que ele teve um braço amputado devido à gravidade dos ferimentos. Segundo relatos de parentes, que não se identificaram temendo represálias, o índio levou marteladas na cabeça e em todo o corpo, além de ter sido mordido no braço e na mão. Como se fosse pouco, os agressores ainda usaram a porta do carro para esmagar o braço. Aos parentes, o índio contou que se fingiu de morto e, por isso, foi jogado em um local conhecido como buracão do Zavaglia. O boletim de ocorrência registrado na 2º DP de São Carlos, ao qual o Estadão Conteúdo teve acesso, não menciona a condição da vítima, nem aponta os possíveis suspeitos do crime.

Mas registra que vítima alegou ter ido a um bar com um conhecido após o trabalho. Houve uma discussão, na qual um homem alegou que havia sumido R$ 100 do seu carro e culpava o indígena pelo sumiço do dinheiro. O homem deixou o local, mas voltou com outras duas pessoas. Os três passaram a agredi-lo. Em seguida, os suspeitos o sequestraram o levaram para uma comunidade, onde continuaram com as agressões. Ainda conforme o registro, os agressores então o levaram até a oficina, com a intenção de obter algo de valor como suposto ressarcimento do dinheiro supostamente sumido. Como nada teriam encontrado, agrediram ainda mais o indígena e o abandonaram, ferido, nas imediações de um conjunto habitacional. A vítima pediu socorro e, após passar pela UPA, foi internada no hospital.
Na rede social, os moradores afirmam que o caso será levado ao conhecimento do Ministério Público Estadual. A vítima, que não teve o nome revelado, teria sido alvo de crime de ódio por sua origem. Ele deixou a terra indígena Uirapuru, na região de Cáceres (MT), há 27 anos, quando se mudou para São Carlos, onde a sua família tem uma pequena oficina. (Brasil 247)

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O triste caso da militarização das escolas no Distrito Federal por Max Maciel



O novo governo do Distrito Federal (DF) inicia seu mandato sob várias polêmicas, vide as propostas que se apresenta o governador Ibaneis Rocha (MDB). Em paralelo ao corte do passe livre aos estudantes, ele emenda uma portaria para uma intervenção militar em quatro escolas da rede pública. Esse fenômeno vem ganhando espaço no país, e Goiás é a unidade de federação que possui o maior número: são 46 escolas em cuja gestão atuam policiais militares. A militarização das escolas não é nova, e seu argumento parte de uma lógica de incidir em territórios vulneráveis. O objetivo é a resolução da violência, e para isso é preciso inserir a comunidade no medo. Ainda mais em um momento em que uma onda conservadora de moral barata ganha a narrativa.

Para os pais, esta parece ser a saída para uma boa educação – e é aí que mora o problema. Há uma clara diferença entre colégio militar e uma intervenção militar, que é o caso no DF. A portaria foi a toque de caixa, fere a Lei de Diretrizes e Bases da educação, a Lei Orgânica do DF e a própria lei de gestão democrática. Colégio militar é uma estrutura em que quem adentra sabe o que vai encontrar. Ela é destinada aos filhos de oficiais e tem como critério uma prova de seleção que reproduz privilégios. É como um funil, onde só passam aqueles que já dominam os principais conteúdos. Além disso, os colégios militares têm quase três vezes mais recurso que os do ensino regular. Tudo isso dificulta a comparação e põe em dúvida sua efetividade, uma vez que dispõem de uma estrutura que não é a realidade da educação pública brasileira.

O que se apresenta no DF não é isso. Trata-se de uma intervenção autoritária e anti-democrática, ferindo leis já existentes sem diálogo amplo com a comunidade. Esta apoia porque está tomada pelo medo.A educação pública é de responsabilidade das secretarias de educação, e não da PM. Ter policiais na gestão é sim um desvio de função, uma vez que muitos sequer têm formação pedagógica para lidar com a diversidade dos territórios. Apresentam-se como gestão compartilhada e jogam no lixo a gestão democrática, os conselhos escolares e os grêmios estudantis. Ferem, por que impõem um único estilo de comportamento, com corte de cabelos e vestimentas que inibem a individualidade de cada um, a pluralidade dos indivíduos.

No DF, destinaram de 20 a 25 policiais que estavam fora das ruas ou na reserva. Sem contar que não há nada, em lugar nenhum, sobre os dados esperados, as condições de monitoramento e os recursos necessários para transformar a escola. O recurso que se tem é R$ 200 mil ano para cada escola – não para a sua estrutura, mas para bonificação dos policiais destacados.Não se pode negar que há um desafio na educação brasileira. Contudo, não é com polícia que se resolve. Polícia tem de ser parte, de forma comunitária, com ronda e presença no território. Educação se resolve com muito investimento, sem muros, com um plano que desenvolva em cada estudante os seus sonhos e os prepare para a vida e não apenas para uma prova.Esse tipo de política, autoritária, é uma inversão total. Ela coloca o Estado Penal em detrimento do Estado democrático de direito. Uma escola que pune o pensamento crítico, em que não pode se expressar o que é e como é, é um espaço repressor – visto talvez, só em espaços prisionais.
Outra educação é possível.

Max Maciel é pedagogo, especialista em Gestão de Políticas Públicas e consultor da Rede Urbana de Ações Sócioculturais (RUAS).



VI domingo comum – Pobres nunca são bem-aventurados! Bem-aventurados são os que se solidarizam e os libertam de toda miséria! (Lc.6, 17.20-26)


Quem deseja seguir Jesus tem que assumir suas opções de vida. A primeira opção é a de estar sempre do lado daquelas pessoas que foram expropriadas de seus bens e de suas esperanças. E reduzidas à pobreza absoluta. Bem-aventurados não são os pobres, mas aqueles discípulos que mesmo não sendo pobres se colocam ao seu lado. E partilham com eles seus bens e suas qualidades. Ao fazer assim esses discípulos inauguram o novo jeito de governar de Deus! E superam o modo perverso de administrar daqueles  governantes de turno que nunca olham para os invisíveis e humildes da sociedade. Ser pobre não é manifestação de bênção divina, mas ser plenamente solidário, agora, com aqueles que passam fome, e vivem no desespero, - os que choram, - é, para Jesus, garantia de felicidade permanente! Da mesma forma, experimentam paz interior esses mesmos discípulos quando são caluniados e perseguidos por defenderem os indefesos, e por denunciarem aqueles que os reduzem à miséria. Infelizmente, aqueles discípulos que não conseguem ou não querem viver a plena solidariedade com tantos pobres, agora, segurando para si seus bens e qualidades, já estão mortos por dentro. ‘Ai de vós...’ não é uma ameaça, mas é uma lamentação fúnebre que Jesus dirige a todos aqueles que pensam em salvar suas vidas salvaguardando seus bens. E dão as costas a tantos órfãos, viúvas, mendigos, endividados e doentes. Na realidade, a recompensa que já estão recebendo, agora, é a sua própria infelicidade. A morte moral e espiritual. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Governo do clã Bolsonaro está à deriva....Haverá alguém tocando o violino na hora de afogar?

O governo Bolsonaro, os Ministros de confiança de seus filhos, compõem a mais estabanada equipe ministerial da história. Tem-se um Ministro da Educação, Ricardo Velez,  sem nenhuma noção do ofício; uma Ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, que parece vendedora de Bíblia do velho oeste; um Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, delirante; um Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,  ignorante e com condenação por falsificação de documento público, e um chefe da articulação política, Onix Lorenzoni, o mais completo caso de solenidade vazia da República.Não há a menor condição de ter vida longa. A maior prova é do STF (Supremo Tribunal Federal) começar a colocar as mangas de fora. A dúvida é sobre o que virá depois. Pelo simples fato de falar coisa com coisa, o general Hamilton Mourão emerge como a salvação da lavoura – apesar de sua única atitude concreta ter levado à inviabilização da Lei da Transparência.(Luís Nassif)

Governo Bozo: 45 dias para provar que é um despreparado!

"Agora, que o país vai descobrindo, a cada dia mais assombrado, de quem se trata, não adianta repetir que 'é preciso torcer para dar certo porque estamos todos no mesmo avião'", avalia o jornalista Ricardo Kotscho, do Jornalistas pela Democracia, sobre as sucessivas crises que acometem o início do governo de Jair Bolsonaro; "Das duas uma: ou os generais vão tutelar o ex-capitão por mais quatro anos ou o país enfrentará uma crise institucional sem precedentes. A primeira providência deveria ser tirar os celulares das mãos dos Bolsonaros"

Humilhado publicamente pelo vereador Carlos Bolsonaro e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, o ministro Gustavo Bebianno mandou um recado direto aos que defendem sua demissão por conta do escândalo de candidaturas laranjas do PSL; "Eu posso cair. Caso isso aconteça, Bolsonaro cai junto!", disse Bebianno a um jornalista, de acordo com o deputado Paulo Teixeira; mais cedo, Bebianno já havia dito que "não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado"; governo vai pagar para ver?

Deixem de lado a Venezuela e cuidem da ....nação brasileira!!!!!!

VALE: falta de vergonha e de respeito!

O depoimento do presidente da mineradora Vale, Fabio Schvartsman, que esteve na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (14) para uma audiência pública na Comissão Externa de Brumadinho (MG), gerou revolta entre parlamentares. 

Durante seis horas, Schvartsman deu sua versão sobre o caso e respondeu perguntas de deputados do colegiado. O executivo afirmou que a parte operacional de acompanhamento das barragens é feita por "um sistema de delegação", e que "não é necessária uma burocracia" para decidir se é preciso agir rapidamente diante de um problema. "Passando por todos os processos de monitoramento, com alta repetição de monitoramento, de tal forma, nós tivemos a convicção de que nada aconteceria com ela", disse Schvartsman, após mencionar que a Vale "continua sem saber os motivos" do rompimento.
Um flagrante registrado pelo fotógrafo Lula Marques mostrou que, quando os participantes da audiência fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de Brumadinho, o presidente da Vale foi o único a não se levantar.

"Eu acho que isso é uma certa ameaça, porque a Vale é muito poderosa, tem muito poder econômico, pode deixar de minerar e prejudicar o estado [de Minas Gerais]. Então, eu senti como uma ameaça. A resposta que nós temos que dar é a formação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que vai ser a única forma de responsabilizar a Vale. Eles não vão ceder a nada", afirmou Rogério Correia (PT-MG). Na quarta-feira (13), o petista e outros deputados da bancada de Minas articularam uma lista de assinaturas para solicitar a criação de uma CPMI para apurar o caso. O pedido aguarda despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Malucos no governo: eles não têm culpa. Quem votou neles se igualou a eles!

1. O presidente Jair Bolsonaro anunciou pelo Twitter na manhã desta quarta-feira que os patrocínios concedidos pela Petrobrás estão sendo revistos; a Petrobrás é a principal empresa brasileira de fomento à cultura; com a decisão, o governo Bolsonaro amplia a ofensiva contra os produtores culturais e artistas do país

2. O deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL), do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro, propôs homenagens na Alerj aos policiais envolvidos na operação que matou 15 suspeitos. ele é mesmo parlamentar que, no ano passado, quebrou uma placa com o nome da ex-vereadora Marielle Franco (PSol), assassinada com suspeita crime encomendado

3. Filiado ao PRTB, o vice-presidente da República Hamilton Mourão afirmou que o PSL deve explicações sobre o uso de laranjas em campanhas eleitorais; ele disse, literalmente: "o partido que se explique"; ao deixar o Palácio do Planalto na noite desta terça-feira (12), Mourão disse não saber se Bolsonaro pediu explicações ao PSL sobre as suspeitas; o Ministério Público de Minas Gerais vai investigar o caso de Marcelo Álvaro Antônio (PSL), ministro do turismo envolvido com quatro candidatas laranja no estado. "O ruralismo político no laranjal do PSL Flávio Bolsonaro inaugurou a pândega. Depois o ministro do Turismo Marcelo Álvaro em MG. Em seguida o presidente nacional do PSL Luciano Bivar com o laranjal em Pernambuco. Agora o ministro Bebbiano. Bolsonaro: o governo que virou suco", afirmou o deputado do PSol-SP

4. O coordenador de campanha de Jair Bolsonaro e ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, autorizou R$ 250 mil de verba pública para a campanha eleitoral de uma ex-assessora; Érika Santos repassou parcela desse valor para uma gráfica de fachada, sem maquinário para impressões; a ex-assessora de Bebbiano obteve apenas 1.315 votos para deputada estadual no estado de Pernambuco, mas foi a oitava pessoa que mais recebeu dinheiro do PSL em todo o país