segunda-feira, 29 de agosto de 2016

GOLPE - Quem quer apagar a história desses dois? Quem quer esconder a história e os rostos dos algozes?



É impossível não associar a inquirição atual àquela de novembro de 1970, no Rio de Janeiro, onde a jovem Dilma, com 22 anos, após 22 dias de tortura nos cárceres da ditadura, era interpelada por uma junta de covardes uniformizados, com as mãos sobre os rostos para esconder suas identidade 




GLOBO VOLTA ATRÁS E DIZ QUE BASE PARA INDICIAMENTO DE LULA É FRACO....
A Globo fez na noite de ontem um dos movimentos mais inesperados desde que iniciou seu projeto para destruir o ex-presidente Lula; texto publicado por Época afirma que o relatório da Polícia Federal sobre o "triplex de Lula" é fraco e que "a acusação terá grandes chances de ser considerada inepta – de ir para o lixo"; a questão é saber por que a Globo recuou, mas há algumas hipóteses: (1) o risco de sair derrotada no golpe de 2016, (2) a percepção generalizada no mundo de que há um golpe e uma caçada judicial a Lula, como foi denunciado à ONU e (3) a busca de um pacto para evitar a destruição do sistema político brasileiro, depois que líderes tucanos foram atingidos por acusações bem mais sérias do que as que pesam contra Lula

sábado, 27 de agosto de 2016

Terremoto - Bombeiro pede desculpas à criança por ter chegado atrasado...para salvá-la


Procurador Vladimir Aras - 'indiciamento é etiqueta desnecessária que serve só a interesse corporativos...' Calma, leitor, ele escreveu isso antes do indiciamento do Lula!

“O indiciamento não tem qualquer função relevante no processo penal. Tal ato policial é uma excrescência no devido processo legal e não se justifica no modelo acusatório, no qual a Polícia é um órgão auxiliar do Ministério Público, e não parte. Contudo, como a imprensa adora rótulos, as manchetes espocam: ’Fulano foi indiciado’”. Segundo Aras, o indiciamento não significa rigorosamente nada. “Ou melhor, significa uma etiqueta desnecessária, um estigma inútil aplicado a supostos criminosos por uma instância formal de controle social”. Continua Aras, lembrando que “um dos maiores tesouros do Estado de Direito é a presunção de inocência. O indiciamento, como medida unilateral da Polícia, baixada ao final da investigação policial (inquisitorial) serve a interesses corporativos, e não à boa administração da Justiça”. Indiciar, segundo Aras, “corresponde à ação de reunir indícios precários sobre certa pessoa suspeita de um crime”. É um ato que é baixado pelo delegado de Polícia antes da formação da culpa e fora do processo. “O indiciamento só se tem prestado à espetacularização midiática em detrimento do estado de inocência do investigado, “que poderá ser acusado pelo Ministério Público, ou não. Escrito em abril, o artigo não se refere ao indiciamento de ontem, de Lula e Mariza. É um alerta contra o exibicionismo irresponsável de delegados de polícia que não honram a corporação. “Tal dispositivo, fruto de uma campanha corporativa que não foi percebida a tempo pelo Congresso Nacional, agora cobra seu preço. Manchetes garantidas. No caso Lava Jato, perante o STF, uma senadora indiciada pela Polícia; no caso Acrônimo (Inquérito 1168), perante o STJ, um governador de Estado também foi indiciado, isso tudo antes de o processo penal ser iniciado…”. Aparentemente, a Polícia Federal continua sem comando.

De novo o triplex que não pertence a Lula. Coincidência fatal: depois de dois anos PF conclui o inquérito nos dias do julgamento de Dilma.

A assessoria de imprensa do Instituto Lula divulgou na última sexta-feira (26) uma nota repercutindo o relatório do delegado Marcio Anselmo sobre a investigação do tríplex no Guarujá. De acordo com os advogados do ex-presidente, o documento é “uma peça de ficção”.“É a prova cabal de que, após dois anos de investigações marcadas por abusos e ilegalidades, os operadores da Lava Jato não encontraram nenhuma prova ou indício de envolvimento do ex-presidente Lula nos desvios da Petrobrás”, disse o Instituto Lula na nota. Segundo o Instituo, sem conseguir reunir provas contra Lula, os operadores da Lava Jato não querem assumir que erraram o alvo e estão produzindo factóides para alimentar a imprensa.“O povo brasileiro reconhece Lula como o melhor presidente que o país já teve, o que está claro nas pesquisas sobre as eleições de 2018.  O povo está percebendo, a cada dia com mais clareza, os movimentos da mídia, dos partidos adversários do PT e de agentes do estado, que não atuam de forma republicana, para afastar Lula do processo político, por vias tortuosas e autoritárias”.

Comentário do blogueiro - Dinheiro público está sendo gasto pela PF para manter viva sua obsessão em detonar Lula como candidato em 2018. Vale tudo. Inclusive depoimentos coercitivos sem intimação....algo estarrecedor no mundo civilizado, e outras sujeiras típicas de noviços democráticos....O relatório final da PF é de estudantes universitários que devem elaborar uma hipótese para a sua tese e pegam a mais 'original' sem comprovação de campo. No caso da PF não existe nem tese e nem comprovação: só a obsessão de acabar com o 'sapo barbudo' difícil de ser engolido! Que nojo! Até com os inimigos precisa um mínimo de ....decência!

Por que fogem dos debates os senadores julgadores de Dilma? 40 senadores são investigados e deveriam se declarar 'IMPEDIDOS"

Esvaziamento: noite de sexta-feira, votação importantíssima para o país à frente, e os senadores somem do debate, seguindo sua rotina. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que o Senado esvaziado “mostra o ‘interesse’ (dos opositores de Dilma) por este momento do nosso país”. “Eles não falam, não questionam, não entram no debate. Quem não quer debater tem medo do debate. A acusação está fugindo.” A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) acrescentou que o desinteresse dos senadores pró-impeachment pelos depoimentos da defesa revela que eles “perderam a compostura e sequer disfarçam” diante da importância do julgamento. "Só querem condenar." O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, ressaltou a importância do depoimento de Luiz Cláudio Costa pelo fato de que, sendo professor e pesquisador da área de educação, pôde confirmar em sua área o que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo e o consultor jurídico Geraldo Prado afirmaram anteriormente: que não existe crime de responsabilidade de Dilma, que deve ir ao Senado na segunda-feira (29) fazer sua própria defesa.

LE MOND sobre o julgamento a Dilma ' Ou é GOLPE ou é FARSA'!

Se esse não é um golpe de Estado, é no mínimo uma farsa. E as verdadeiras vítimas dessa tragicomédia política infelizmente são os brasileiros", diz editorial do jornal francês Le Monde, um dos mais influentes da Europa; "O homem que deu início ao processo de impeachment, Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, é acusado de corrupção e de lavagem de dinheiro. A presidente do Brasil está sendo julgada por um Senado que tem um terço de seus representantes, segundo o site Congresso em Foco, como alvos de processos criminais", lembra ainda a publicação, que lembra o papel da Globo na desestabilização do Brasil

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Gilmar Mendes e janot jogam no mesmo time: inviabilizar a delação da OAS para poupar Serra e Aécio. Viva a justiça!

Sob anonimato, um procurador da Operação Lava Jato disse à jornalista Natuza Nery, responsável pelo Painel da Folha desta quarta (24), que o sentimento comum na força-tarefa hoje é de que eles foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff e, agora que o impeachment está quase consolidado, estão sendo descartados. "Éramos lindos até o impeachment ser irreversível. Agora que já nos usaram, dizem chega”, disse o procurador. A fala do procurador ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes reagir ao vazamento de suposta delação da OAS citando Dias Toffoli, membro da Corte, apenas para criar constrangimentos. Segundo a colunista, "o Estado-maior da Lava Jato é unânime: o avanço das investigações sobre setores do Judiciário pode acabar se transformando em um freio na operação." O ministro também disparou contra uma das propostas defendida pelos membros da operação no Congresso, que trata da permissão de usar provas obtidas de maneira irregular, desde que de boa-fé. Chegou a dizer que isso é coisa de "cretino".Com a reação do ministro do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot veio à tona defender a Lava Jato do vazamento. Disse que a responsabilidade pelo factóide entregue à Veja era dos advogados da OAS, que estariam fazendo pressão para fechar a delação de Leo Pinheiro. Ele também afirmou que não existe nenhuma menção a Toffoli no depoimento. O PGR usou esse argumento para suspender as negociações. 

Histórico de abusos - A suspensão e a pressão do Supremo para isso são atitudes inéditas na Lava Jato. Não é como se a operação já não tivesse se envolvido em episódios polêmicos que colocaram em xeque os limites de sua atuação. A título de exemplo, no caso do vazamento de um grampo presidencial, por exemplo, o máximo que ocorreu foi o juiz federal Sergio Moro pedir desculpas a Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Dilma Rousseff, que foi derrubada na Câmara dias após esse vazamento, aponta que esse tipo de vazamento "é crime em qualquer lugar do mundo". Além disso, foram mais de 13 delações vazadas para a imprensa, sem nenhuma reação. O que levanta a pergunta: por que após dois anos e meio de Lava Jato, só agora Janot quer findar um acordo de cooperação por causa de um vazamento?