sábado, 15 de dezembro de 2018

III domingo advento - Obras dignas e não cultos vazios! (Lc 3,10-18 )

Em nada adianta fazer apoteóticas manifestações litúrgicas, longas orações com jejuns, gemidos, gritos e desmaios espirituais, falar línguas, sem que haja ações que visem transformar a realidade em que vivemos. Já São Tiago nos lembra que a fé sem as obras não serve! João Batista caminhava na mesma direção e condicionava o seu batismo a uma mudança radical de mentalidade. E exigia uma autêntica guinada no comportamento social e humano de todas as camadas sociais. No evangelho de hoje percebemos, de imediato, que todas as categoria recebem bem as condições para o batismo de conversão, menos os sacerdotes, os escribas, e os doutores da lei. Eles são sempre os grandes ausentes. E os mais refratários a qualquer tipo de mudança e novidade. João, aos candidatos ao batismo não pede rezas e nem cultos. Pede que façam ‘obras dignas’.

E ele deixa claro quais são as obras dignas: 1. Praticar a solidariedade radical, a compaixão, superando a indiferença e o egoísmo, dando pão e roupa para quem não tem. 2. Os ladrões públicos da Receita também vislumbram uma chance para eles e, de fato, João não os repele. A eles pede que cumpram honestamente as cobranças, sem praticar corrupção e desvios. 3. Praticar a justiça respeitando o direito, não cometendo abusos de autoridade, não extorquindo e não saquear os cidadãos. João com muito realismo declara também qual é o seu papel nesse novo cenário em que Jesus se faz presente na história de Israel. Deixa claro que ele não é digno sequer de ‘Desamarrar as correias das sandálias’. Este era um rito descrito em Deuteronômio 25 em que um homem tinha o direito de engravidar a viúva de um irmão que tinha falecido (lei do Levirato). Essa prática era para que o nascituro tivesse o mesmo nome do pai que faleceu. Se esse irmão se recusasse a engravidar a cunhada esse direito passava para outro membro da família, e o rito previsto era ‘desamarrar a correia das sandálias’. João está dizendo que quem tem direito de produzir novos filhos para Israel é Jesus, e não ele! Jesus mediante o seu anúncio esperançoso e as suas obras de compaixão, - e não pelo fogo destruidor pregado por João, - iria gestar um novo povo. Inaugurando uma nova prática. É o que nós precisamos fazer, hoje: dar vida a pessoas com uma ‘nova mentalidade, e com uma prática evangélica inovadora’ mostrando 'obras dignas' e não cultos vazios!   

ONG da futura ministra de Mulher, Família, blá...blá....blá é acusada de tráfico e sequestro de crianças e incitação ao ódio contra indígena.

A ONG Atini, entidade fundada por Damares Alves, futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, é alvo de denúncias no Ministério Público por crime de tráfico e sequestro de crianças e incitação ao ódio contra indígenas.

De acordo com matéria da Folha de S. Paulo, a Atini, sob um falso selo humanitário, é acusada de explorar o infanticídio de crianças indígenas para legitimar sua agenda. Em 2016, a Polícia Federal pediu informações à Funai (Fundação Nacional do Índio) sobre supostos "tráfico e exploração sexual" de indígenas para apurar a atuação da fundação da ministra e outras duas ONGs.A Funai, a partir de 2019, ficará sob guarda da pasta chefiada por Damares, que prometeu pôr em sua presidência alguém que "ame desesperadamente os índios". O processo sobre as organizações ainda tramita no órgão. Damares fundou a Atini em 2006 e se vangloriava por supostamente ter alvo ao menos 50 crianças em situação de risco, algumas delas enterradas vivas. Ela se afastou da Atini em 2015 para integrar o gabinete do senador Magno Malta (PR-ES), onde prestava assessoria jurídica à bancada evangélica no Congresso

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Brasil sem casa - 7 milhões de brasileiros não têm casa própria....e PM contribui com o déficit ateando fogo a 400 casas!!!

Segundo o IBGE existem 69,2 milhões de domicílios no Brasil. Destes, 86% são casas e 13,7 são apartamentos. São números importantes porque significam que muita gente tem um lugar onde descansar a cabeça. O IBGE não explicita se são casas boas, se têm condições razoáveis de uso, mas sabe-se que ter uma casa para morar já é um meio caminho andado na batalha por viver. Por outro lado, os números também revelam que existe aí nesses Brasilzão um número bastante expressivo de gente que não tem casa para morar. Segundo o IBGE são quase sete milhões de pessoas que precisam se submeter a altos aluguéis, sub-moradias ou situação de rua.  Sete milhões. Não é bolinho. São pessoas, com sonhos, com família, com história. Dentre esses sete milhões estão essas criaturas que tiveram seus barracos incendiados por “homens da lei” no último final de semana (8), em Curitiba. Trezentas moradias viraram cinzas na Ocupação 24 de março, na qual desde há quatro anos 400 famílias lutavam para garantir esse sonho de é de todos: uma casinha para morar. Soldados da PM do Paraná atearam fogo nas casas para vingar a morte de um colega, que teria sido morto em ação na comunidade. Ou seja, os homens da lei não investigaram quem matou o soldado, não usaram a lei. Apenas invadiram a comunidade com galões de gasolina e atearam fogo, pouco se importando se ali também viviam pessoas que nada tinham a ver com a morte do PM. A polícia, assim como quase todos aqueles que transcenderam à pobreza, acreditam piamente que pobre é sinônimo de ladrão e bandido. Então, para eles, pouco importa que morram. O dramático é: os homens da lei não se importam com a lei. Eles se vingam. Ou seja, não há justiça. Não há tampouco a lei de talião, olho por olho, dente por dente, porque na vingança, perecem outros seres, inocentes. É a barbárie. (GGN)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O Coiso é diplomado no pior dia da sua vida!


"Não mais corrupção, mentiras e manipulação ideológicas', ele disse.....KKKKKKKKKKKKK






70 anos de VIOLAÇÃO CONTRA OS DIREITOS DOS HUMANOS! Dois homicídios na Paraíba envergonham e adoloram a nação!

NOTA DE SOLIDARIEDADE DA ARTICULAÇÃO COMBONIANA DE DIREITOS HUMANOS

“Ai daqueles que, deitados na cama, ficam planejando a injustiça e tramando o mal! É só o dia amanhecer, já o executam, porque têm o poder nas mãos” (Miquéias 2,1).

Hoje, enquanto celebramos os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, estamos de luto e com a alma ferida por duas vidas brutalmente tiradas do nosso meio. O fato aconteceu no dia 8 de dezembro no acampamento Dom José Maria Pires, município de Alhandra, na Paraíba. Os companheiros José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando, e Rodrigo Celestino foram covardemente assassinados por homens encapuzados e armados enquanto as famílias estavam jantando.Nessa região, 450 famílias estão produzindo alimentos numa terra que foi encontrada abandonada, totalmente improdutiva, e que havia se tornado apenas um bambuzal, propriedade do grupo Santa Tereza.

O fato é tão grave que até a Procuradoria Geral da República, a Procuradoria Geral dos Direitos do Cidadão e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão na Paraíba publicaram uma nota de solidariedade às famílias das vítimas, e de repúdio, denunciando “o contexto sombrio de violência contra os movimentos sociais”. De fato, os movimentos sociais, as comunidades e os povos que clamam pelo direito a terra, casa, trabalho e pão são constantemente criminalizados, ameaçados, expulsos e mortos e, muitas vezes, acusados injusta e levianamente de terrorismo.   

A verdade é que a reforma agrária, a distribuição das terras improdutivas, a integração das famílias no campo, a demarcação das terras indígenas e a proteção dos territórios das comunidades tradicionais quilombolas, a agricultura familiar e agroecologia são caminhos sustentáveis indispensáveis para mitigar a violência crescente no País, especialmente nas periferias das grandes cidades, além de contribuir com a segurança alimentar.

Recorda-se aqui que, em campanha eleitoral, o recém-eleito Presidente se referia “à esquerda e ao MST” como movimentos a serem enfrentados com uso de balas. No domingo, 9 de dezembro, o mesmo Presidente eleito indicou o senhor Ricardo Salles como futuro Ministro do Meio Ambiente. Com denúncias de improbidade administrativa e fraudes em favor de empresas quando era Secretário Estadual do Meio Ambiente em São Paulo, muito próximo aos ruralistas, o Sr. Salles relativiza o perigo do aquecimento global e poderá adequar a agenda do Meio Ambiente aos mandos do Ministério da Agricultura, que melhor deveria ser chamado “do Agronegócio”.


O crime de Alhandra precisa ser investigado e os culpados imediatamente punidos. A postura agressiva e violenta de muitos integrantes do futuro Governo deve ser constantemente reprimida pelas Instituições. Os Direitos Humanos não são bandeira de um partido, ou só de alguns militantes, mas a ‘Carta Magna’ da civilização e a garantia de um futuro de paz para essa e as novas gerações.

Em solidariedade, indignação e resistência,

A Articulação Comboniana de Direitos Humanos

São Paulo, 10 de Dezembro de 2018.

Lula Livre - 70 anos de violações sistemáticas contra os Direitos Humanos ...por humanos que se consideram ....Direitos