segunda-feira, 15 de outubro de 2018

DIA DO PROFESSOR - A VOCÊ ....EDUCADOR/A.....

Não lhe chamo de professor. 

Desejo e ouso acreditar que você é e será sempre um educador/a...Um educador que não repassa conhecimentos que podem ser pesquisados no Google, que não esteja preocupado só com o ponto de entrada e saída da escola, ou com o plano de aula só porque lhe é cobrado diariamente....Nem com o PPP que é só para o gestor se pavonear, sem ter a mínima preocupação em em pô-lo em prática....

Hoje, no seu dia o venero como professor porque gostaria que você valorizasse os conhecimentos que eu também tenho, adquiridos no dia a dia, e que podem ser somados aos seus...

Gostaria que me tratasse não só como um aluno, um nome avulso de uma lista que dá direito ao FUNDEB, mas como pessoa que tem sentimentos, dificuldades e sonhos....e identidade.

Gostaria que você como professor tivesse um partido,...e assumisse a causa daquelas crianças e jovens que nunca puderam entrar numa sala de aula, ou que tiveram que desistir dela...que viram sonhos e potencial se esvaírem por aqueles que defendem 'escolas sem partido'. 

Gostaria que tivesse mais coragem para enfrentar as orientações e as pressões dos gestores públicos e privados que fazem da escola uma indústria rentável, mas falida como espaço de convivência e de amadurecimento da consciência...onde você e eu somos, afinal, só 'números'...

Gostaria, enfim, que não sentisse medo dos tempos sombrios que o futuro próximo parece nos reservar...Você e eu já passamos por isso num passado não tão remoto. Não venda sua alma e suas habilidades aos comerciantes de ideologias que nada têm a ver com a plenitude da nossa humanidade. 
Seja para todos nós o irmão maior não temos, um segundo pai quase sempre ausente, uma mãe auxiliar, o ombro amigo que já perdemos ...Sejamos um para o outro educador/a e cuidarmos juntos do jardim que é essa humanidade.....

domingo, 14 de outubro de 2018

XXVIII Domingo – Marcos 10,17-30 – Para ser feliz é preciso libertar-se dos demônios da riqueza e seguir o Mestre


A fome e sede de plenitude de vida nos acompanham permanentemente. Mergulhamos em mil experiências e aventuras imaginando saborear felicidade gratificante. Acumulamos, no entanto, dependências de todo tipo. Perdemos a liberdade de discernir e escolher o que poderia nos saciar de verdade. Tornamo-nos cativos de experiências fracassadas ou apegados a posses e formas de reconhecimento social que nos iludem que poderão nos oferecer plenitude de vida...eterna! A pessoa que no evangelho hodierno procura Jesus é um verdadeiro possuído. Deseja plenitude de vida, mas não consegue se libertar daquilo que o mantém escravo. Ele pergunta como ganhar ‘vida eterna’, ou seja, ser realizado e feliz. Jesus cita somente os mandamentos que tem relação com os humanos. Jesus até acrescenta um novo tirado do Deuteronômio ‘não prejudicarás ninguém’, ou seja, pagarás direitinho o salário...O homem fica feliz porque tinha cumprido tudo isso. Jesus o olha com amor, ou seja, em profundidade, e penetrando na sua realidade mais verdadeira. Jesus conhece a verdadeira angústia e aspiração do homem. E acrescenta ‘Te falta uma coisa, um mandamento’! Quer dizer, falta ao homem o mais importante. Ao usar a expressão ‘te falta um’, segundo a cultura deles, está FALTANDO TUDO! O que, afinal? ‘Vender tudo e doar aos pobres tudo o que tinha’, ou seja, depositar a sua segurança exclusivamente em Deus em não nos seus bens. O homem, afinal, tinha ido a Jesus para ‘TER MAIS’ (vida eterna) e Jesus lhe pede para ‘DAR MAIS’. Jesus acrescenta que depois de vender tudo poderia segui-lo, mas o homem ficou triste porque tinha muitos bens. Ou seja, ele era um dominado e possuído pelo demônio da riqueza. Era um coitado dependente de suas falsas seguranças. Diante da perturbação dos seus, Jesus confirma que é difícil para os ricos assumirem a disposição e a lógica do Reino de Deus e serem felizes (salvos). Eles têm dificuldade a aprender a DAR! Finalmente, é importante seguir sim o Mestre, mas assumindo suas opções, acolhendo suas propostas e renunciando a tudo o que se torna um obstáculo à verdadeira e total doação que pode ser o pai, a mãe, as casas, os campos....

Militares podem derrubar Bolsonaro e haverá a paz dos cemitérios - Por Luis Nassif

No início, o governo Bolsonaro não será expressão do poder militar, mas apenas um celerado no poder. Com o caos, haverá razões de sobra para as Forças Armadas entrarem em cena, contendo as loucuras até o limite de substituir Bolsonaro por um governo militar autêntico, tocado pelo candidato a vice-presidente general Mourão. Aí, a loucura ultradireitista será submetida a um modelo racional e inevitavelmente autoritário, expressão autêntica da racionalidade militar. No plano econômico, um bom exemplo é o que ocorreu recentemente. Antes de se verem na perspectiva de poder, o discurso dos generais era uma réplica do neoliberalismo fútil da Globonews. Quando começaram a se debruçar sobre questões reais, caiu a ficha sobre o papel de estatais estratégicas. O próprio Bolsonaro veio a público declarar que jamais abrirá mão da Eletrobras como geradora de energia, e apontou o risco da invasão chinesa no Brasil. Certamente não chegou a tal conclusão amparado em seus próprios conhecimentos.
Não cometerão as barbaridades anunciadas por Bolsonaro. Manterão políticas sociais, mas despregadas de qualquer possibilidade de ativismo social. Por sua própria característica – de não abrir mão do controle sobre todas as variáveis, comportamento típico da disciplina e da estratégia militar – será um governo controlador na economia e, principalmente, na política. O próprio fato do poder civil ter levado o país até o limite do caos, na figura de Bolsonaro, será o fator legitimador do próximo tempo.Aí o país encontrará de novo a paz dos cemitérios. E todos aqueles que se auto-iludiram em um momento crucial para o país, terão o resto de suas existências para fazerem autocrítica

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

CARTA ABERTA ÀS COMUNIDADES DA PARÓQUIA SÃO DANIEL COMBONI SOBRE O ATUAL MOMENTO POLÍTICO


São Luís, 12 de outubro de 2018 – Festa de Nª Sra. Aparecida

Prezad@s, que o ‘Príncipe da paz’ reine no nosso coração e no nosso meio. 
Sentimos que não podemos permanecer omissos diante do momento político crucial pelo qual o nosso País está passando. Não podemos deixar de manifestar o nosso pensamento diante do preocupante acirramento de ânimos que permeia as relações sociais e humanas, inclusive na nossa paróquia. Respeitamos a autonomia da consciência de cada pessoa, e não cabe a nós induzir ou pressionar em qual candidato votar. Fieis, no entanto, às orientações da coordenação nacional da CNBB, aos inúmeros apelos do papa Francisco e aos valores evangélicos queremos que fique claro, e registrado, qual é a nossa posição como humildes pastores dessa paróquia.

1. O que está em jogo nessa eleição presidencial são dois projetos distintos e antagônicos de nação, e não simplesmente uma disputa de dois políticos. Cabe a cada pessoa séria conhecer, indagar, e analisar de forma crítica as propostas que estão em disputa. Não podemos nos deixar conduzir pelas inúmeras e falsas informações (Fake news) que vêm sendo espalhadas irresponsavelmente pelas redes sociais, a não ser que reproduzam fielmente as declarações dos ‘próprios candidatos’! É nosso dever de pastores nos colocar na situação de milhões de pais de família e de pobres, e verificarmos qual desses projetos representados pelos dois candidatos garante mais proteção, mais inclusão social e econômica, mais respeito aos direitos conquistados às duras penas ao longo de tantos anos para todas as pessoas. 

2. Não costumamos tomar nossas decisões influenciados pelo ‘efeito manada’, - e irmos aonde a maioria parece ir. Nem tampouco escolher um candidato por simpatias pessoais, por sugestão divina, ou simplesmente pelo medo irracional e ingênuo de supostos fantasmas de regimes comunistas que nunca vingaram até hoje nesse País. Principalmente no Brasil em que já tivemos, e temos, governos estaduais dirigidos por partidos de esquerda que, em momento algum, ameaçaram a democracia e os valores cristãos. 

3. Ficamos espantados, isso sim, com a nova configuração do congresso nacional. Mais uma vez os ricaços desse País, denominados deputados da Bala, do Boi, e da Bíblia possuem, novamente, ampla maioria. Esses deputados já escolheram o seu candidato a presidente, e o projeto de nação que irão apoiar: contra os trabalhadores, contra a educação e a saúde gratuita e universal, contra uma aposentadoria que não premia quem produziu ao longo de muitos anos com suor e sangue, contra a taxação das grandes fortunas, entre outros. Eles foram votados poucos dias atrás pelas suas próprias vítimas, incautas e desinformadas que, mais uma vez, sofrerão as consequências dessa sua escolha. 

4. Esse poderoso bloco apoia, hoje, decididamente, um candidato que encarna claramente o fim da liberdade e de tantos direitos, utilizando-se, de forma hipócrita, da bandeira da defesa da segurança, da família, da vida, de Deus, mas provando, na prática, uma moral familiar desajustada, incentivando o comércio e a utilização de armas contra opositores e supostos bandidos, apelando à tortura, debochando dos direitos humanos e das opções sexuais das pessoas, entre outras. Ele está praticando um verdadeiro estelionato espiritual iludindo e enganando muitos cristãos, pois ele sim, renega os valores centrais pregados por Jesus de Nazaré e pela nossa igreja católica! 

5. Condenamos, enfim, veementemente, as agressões físicas e verbais que os apoiadores desse caudilho e do bloco do atraso vêm praticando, impunemente, no Brasil, de Norte a Sul contra aqueles cidadãos que resistem à sua metodologia nefasta. Lamentamos que não tenha havido até agora punição exemplar para esses criminosos! Foi assim que começou o fascismo na Itália e o nazismo na Alemanha! O que está em jogo é uma nação civilizada ou um povo refém da barbárie. Nós padres dessa Paróquia não queremos ser acusados de cumplicidade ou de omissão nos próximos meses! 

Temos consciência, enfim, que não existem messias, nem presidentes operadores de mudanças milagrosas. Só uma nação organizada e consciente de seus direitos poderá garantir para si mesma segurança, democracia e paz! Que o Espírito da liberdade, e não do medo, nos conduza com a sua sabedoria, e que não desistamos de lutar, sem medo, por direitos e justiça social! 
Pe. Cláudio Bombieri e padre Raimundo Rocha

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Brasil afundando - A história, mais uma vez, se repete como TRAGÉDIA graças a um FARSANTE!



Quem não sabe votar são os sulistas....governadores nordestinos ganham sem fazer assistencialismo como eles acham....

A grande mídia e setores da sociedade rica do Sul e Sudeste do Brasil se irritam facilmente com o voto e avaliação do Nordeste por governos progressistas gerando preconceitos e xingamentos, mas tudo isso não vale mais do que a constatação de que o nível de gestão dos governadores nordestinos é muito melhor do que do Sul e Sudeste. Ao contrário do preconceito Sudestino, a opção por governadores da nova safra é resultado fiscal, econômico e social com inclusão social e desenvolvimento humano, portanto, na sequência, o apoio a Fernando Haddad é movimento que alia sintonia de resultados dos atuais Governos com impacto parecido da fase Lula e PT. Repetimos: eles representam, diferente e longe dos preconceitos reproduzidos pelo Sudeste, a nova safra de gestores capazes com resultados de alta repercussão econômica e social por adotarem políticas de equilíbrio fiscal, como não acontece em muitos Estados ricos do País.

POLITIZAÇÃO PURA
O resultado das urnas não tem nenhuma dependência de assistencialismo, como pressupõem os Sulistas porque a fase de exploração humana nos tempos dos velhos coronéis da política está inteiramente superada pela existência dos novos líderes qualitativos. A eleição ou reeleição de governadores somente se deu em 7 dos 9 estados no primeiro turno com chances de se ampliar no segundo porque a nova mentalidade política e o nível das gestões têm atendido às reivindicações da sociedade do Nordeste com postura diferenciada. Isto chama-se sabedoria politica do eleitorado melhor politizado nos últimos tempos em face de nova realidade dos Estados do Nordeste.

PRECONCEITO INACEITÁVEL
 Está mais do que na hora da Elite paulistana, sulista, etc acabar de vez com essa história de preconceito inaceitável contra o voto do Nordestino – para quem não sabe, o lugar da primeira Capital do País e o ambiente da resistência democrática por saber fazer melhor juízo de valores e assim ter melhores escolhas.

SUDESTE RETROCEDE
Atraso mesmo está em diversos Estados do Sudeste elegendo figuras desqualificadas, mas que a Democracia permite pelo voto livre e soberano dos seus eleitores. Cada um colhe o que planta. No caso do Nordeste, é preciso aprender a lição básica sobre como formar lideres políticos progressistas e capazes como faz falta no Sul e no Sudeste brasileiros.Chega de preconceito! (Por Walter Santos)

barbárie não é só uma palavra - por romério rômulo


barbárie é uma palavra difícil
e eu não sei onde cabe.
quanto de barbárie cabe minha mão?
há barbárie no meu gesto perdido?

quem tiver resposta
me acrescente.

a mata atlântica já comportou barbárie?
há rastro de barbárie sobre as carnes?
a boca revela quanto em quantos gestos?
faço tantas perguntas ou me calo?

quem tiver a resposta
me entregue.

fico posto numa vila à espera.