São muitos e variados os sepulcros que nos
mantêm presos como cadáveres. Mesmo respirando, trabalhando, comendo, parecemos
‘Lázaros ambulantes’ à procura, em vão, de vida autêntica e plena. Nem sempre
temos consciência de que estamos num rápido processo de putrefação interior,
social e ética. Imaginamos que a vida que temos e levamos é marcada quase que exclusivamente
pela carência, pela dor, pela insatisfação, pela decepção, pelo vazio interior. Chegamos a nos
conformar com a nossa situação sepulcral. Jesus hoje se dirige àqueles seres
sem esperança que aguardam uma vida nova somente no fim dos tempos. Ele nos
provoca para acreditarmos que já, agora, é possível sair de uma situação de
morte e fazermos a experiência real e histórica de voltar a viver, como seres
novos, renascidos. Não se trata, aqui, de pessoas que já sofreram a morte
biológica, - fato inelutável que não poupa ninguém, - mas daqueles seres,
supostamente vivos, que cansaram de lutar e se entregaram ao desespero. Que acham que tudo está perdido, e que nada adianta.
Hoje o grito de Jesus e de muitas pessoas que acreditam na proposta do Mestre ressoa na
nossa alma: VEM PARA FORA! Não tenhamos medo de retirar a pedra que nos mantém cativos e cadavéricos. Ousemos viver de novo, deixando
de lado conformação, desconfianças, descrenças e desânimos! A decisão de sair
dos nossos sepulcros que fedem a morte é nossa! Só nossa!
sexta-feira, 20 de março de 2026
5º Domingo de Quaresma - VEM PARA FORA, AGORA, ANTES QUE SEJA TARDE!
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