Nós
não temos corpo, nós somos corpo! É através dele que entramos em sintonia com
as pessoas na sua integralidade e com a própria transcendência. Sem o corpo não
existiria nem amor nem compaixão, nem solidariedade e nem caridade. Celebrar a
solenidade do Corpo e do Sangue de Jesus é mergulhar na plenitude da Sua
humanidade: identificar-se com sua sensibilidade, sua empatia e, também, com sua
capacidade de ‘sair do seu corpo’ para cuidar de outros corpos, feridos,
perseguidos, torturados, escravizados, famintos e violentados. Escandalizamo-nos
quando existe uma profanação da ‘hóstia consagrada’, mas permanecemos indiferentes
quando o corpo de um filho de Deus, que é o verdadeiro templo e sacrário do
Pai, é linchado e desfigurado. Revoltamo-nos com quem não se ajoelha para
adorar e venerar a ‘hóstia santa’ num ostensório dourado, mas somos incapazes
de nos ajoelhar para lavar os pés dos nossos irmãos como Jesus fez. Afinal,
nunca passou pela cabeça de Jesus de exigir reverência e adoração ao seu ‘corpo’,
- algo fácil de se fazer, - mas, ao contrário, Jesus colocou toda a sua
corporeidade a serviço daqueles corpos desfigurados pelo egoísmo e pelo ódio.
Fez do seu corpo o alimento para saciar a fome e sede de respeito e de amor de
quem não se alimenta de poder, de dinheiro, de prestígio, de alienação.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Solenidade do Corpo eSangue de Jesus - Servir, defender e proteger corpos desfigurados, sacrários do amor do Pai!
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