Certa
vez um ex-ministro da economia elogiou publicamente um ex-presidente da República,
seu opositor político, por ter ele tirado da fome mais de 30 milhões de pessoas, num breve espaço de tempo, com baixos investimentos e com alguns ajustes nos programas sociais. Sem mágicas, aquele mandatário mostrou que com pouco se pode
fazer muito em favor de quem passa fome, e que não pode ‘comprar’ comida. A
preocupação de Jesus no evangelho de hoje não é tanto com a falta de alimento,
pois Ele sabia que, mesmo mal distribuído, já se encontrava no meio da
multidão. A angústia do Mestre era, antes, ‘multiplicar o pão da compaixão e da
generosidade’ daqueles que têm abundância de comida, mas têm escassez de sensibilidade.Diante
do drama de um povo faminto, Jesus descarta, radicalmente, aderir à lógica do
mercado: comprar e vender; quem têm dinheiro, compra, quem não têm, passa necessidade. Entende que poucos pães e alguns peixes, - se, generosamente,
postos em comum, - poderiam saciar um grande número de famintos. Ao persuadir
pessoas, - geralmente egoístas e indiferentes, - a colocarem em comum a sua comida pessoal
em favor de todos, Jesus opera um verdadeiro ‘milagre’. Um gesto-sinal que, no entanto, está ao
nosso alcance! Que sejamos incansáveis multiplicadores e reprodutores de
compaixão e de justiça para os que têm fome e sede de equidade!
quarta-feira, 29 de julho de 2026
18° Domingo Comum - MULTIPLICAR COMPAIXÃO PARA QUE NINGUÉM PASSE FOME!
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