Às vezes diante de graves crises sociais marcadas pela violência generalizada, pela corrupção em todas as esferas, pela exploração escravagista nas relações de trabalho e pela lerdeza nas soluções judiciais parece surgir espontâneo invocar um salvador da pátria que ‘com braço forte’ libere a nação do caos e da desordem. Farsantes valentões metidos a redentores da pátria moldam seus discursos ao paladar de uma massa decepcionada, e prometem soluções rápidas e eficazes que, historicamente, nunca ocorrem! Ontem, como hoje, muitos discípulos de Jesus, assim como os três líderes dos apóstolos, apostam no legalismo justiceiro e punitivista de Moisés e no ‘profetismo’ agressivo e ameaçador de Elias como a única solução para reerguer uma sociedade à deriva! A catequese da Transfiguração nos ensina que a ‘solução vitoriosa’ revelada e confirmada pelo Pai continua sendo aquela anunciada e testemunhada por Jesus de Nazaré. Jesus prefere morrer a adotar a mesma metodologia do medo, da ameaça, da truculência praticada por aqueles que produziram caos, desamparo social e alienação religiosa. Prefere morrer a abandonar as vítimas nas garras dos falsos salvadores da pátria! Nem Moisés e nem Elias, só Jesus de Nazaré no meio!
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