sábado, 20 de julho de 2024

16° domenica comune - Pastori empatici e compassivi per sconfiggere i lupi della violenza e dell'indifferenza

Ci consideriamo indipendenti ma senza la collaborazione di altri esseri non esistiremmo. Ci consideriamo emancipati ma senza l’appoggio, la vicinanza affettiva ed effettiva di amici e famigliari saremmo trottole la cui vita ha perso valore. Ci sentiamo potenti ma abbiamo la necessitá di essere capiti, protetti, accolti e amati. Il vangelo domenicale ci invita a vincere l’indifferenza e la mancanza di empatia ed essere persone cariche di compassione. Persone che si fanno carico di altre persone abbandonate a se stesse, senza affetti e diletti. Aver cura di tutti coloro che sono stati scaricati dai falsi pastori-curatori e vagano in cerca di um ovile umano che li protegga e difenda. Oggi la sensazione di essere in balia di noi stessi, di essere soli nel cuore della terra trasforma la vita in disperazione e senza senso. É urgente assumere la missione di essere pastori empatici e compassivi.

sábado, 13 de julho de 2024

15° domenica comune - O si esce dalle sagrestie e dai templi o non si liberano gli schiavi dal potere degli 'spiriti impuri'

 Con i tempi che corrono molti pensano che si puó annunciare la buona novella usando solamente i sofisticati mezzi tecnologici moderni, efficaci e convincenti. Si pensa che il contatto diretto, personale, stretto e presenziale sia ormai scaduto e dispensabile. Molti ignorano che annunciare non é convincere qualcuno su qualcosa e nemmeno realizzare lavaggi cerebrali spirituali o teologici. Secondo il vangelo di oggi tuttora valido, nonostante le trasformazioni sociali e culturali, l’annuncio richiede la presenza dell’annunciatore che visita, che sta con le persone e che libera. L’obiettivo infatti é eliminare gli spiriti immondi che schiavizzano e che minacciano la vita, affinché la persona, uma volta libera, si metta a servizio del nuovo modo di governare di Dio. E il metodo da seguire per essere credibili rimane sempre lo stesso: semplicitá di mezzi e di vita, rispetto per la libertá delle persone, senza insistere o pressionare, accettare ció che é offerto e andarsene da un’altra parte se non ci sará accoglienza. Annuncio é proposta di vita e non indottrinamento, é testimonianza e non minaccia di castigo divino. É il povero, il piccolo, l’invisibile che libera il povero e il dipendente. Solo loro per capire e lottare contro coloro che vogliono ancora morte, sofferenze e schiavitú.

sábado, 6 de julho de 2024

14° domenica comune - Apriti al tuo vicino che pensi di conoscere e scopri la ricchezza umana che c'é in lui


Gesú ritorna al suo paese, dopo il battesimo, trasformato e irriconoscibile. I suoi compaesani e famigliari non capiscono e non accettano che uno come loro possa parlare con autorevolezza, e meglio ancora dei loro profissionisti scribi. I suoi compaesani vivono ingessati nel loro modo ottuso  di vedere le cose e le persone. Non ammettono e non tollerano che un semplice falegname che ha sempre convissuto tra di loro possa esibire saggezza e conoscenza rompendo i consolidati e tradizionali schemi mentali e sociali. Invece di gioire e di rimanerne orgogliosi si scandalizzano! Purtroppo é troppo frequente anche oggi nella chiesa e nella societá l’incapacitá di ammettere la possibilitá che ogni persona ha di cambiare sempre, e cambiare in meglio. É come se qualcuno fosse nato solo per servire e un altro per comandare, uno per insegnare e un altro solo per imparare. La chiusura mentale e l’intolleranza ci portano a non vedere e a non apprezzare il bello e il buono che esiste in ogni persona, principalmente in quelle che noi pensiamo di conoscere ma che, spesso, giudichiamo incapaci e limitate. Perdiamo cosí veri tesori umani capaci di scuoterci e rinnovarci. 

sexta-feira, 28 de junho de 2024

13° Domenica comune - Mai rassegnarsi, ma cercare sempre di eliminare le emorragie imposte dalle sanguisughe sociali e religiose

 La morte sembra meno tragica quando avviene in maniera indolore e rapida. Spesso, peró, la vita ci é tolta lentamente, progressivamente e quasi silenziosamente. Il drammatico, tuttavia, é quando scopriamo che le persone che ci vivono accanto, invece do appoggiarci nel nostro sforzo e voglia di pienezza di vita, ci mettono limiti e ostacoli di ogni sorta. La donna del vangelo odierno é il simbolo di tutti coloro che da uma vita (12 é símbolo di totalitá) vivono essendo dissanguati lentamente dall’esclusione, dallo sfruttamento, dai pregiudizi e dall’umigliazione. Allo stesso tempo, peró, diventa il modello di resistenza e persistenza perché non si rassegna con la sua situazione di marginalizzazione e dai limiti imposti dalle leggi e dalle norme di quelle sanguisughe sociali e religiose che la vorrebbero rassegnata e innoqua. Agli occhi ipocriti dei bigottoni la donna appare impura e infrattora delle norme di purezza, ma agli occhi di Gesú lei é il modello di fede autentica e tenace. Infatti ha saputo trasporre i confini imposti dalle istituzioni e religioni per cercare di porre fine all’emorragia che la faceva morire lentamente e l’ha trovata in quel Maestro che ha sempre creduto che i figli e le figlie di Dio sono chiamati a vivere sempre nella libertá, nella felicitá e pienezza di vita.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

12° domingo comum - Se as águas do mar da vida quiserem te afogar segura na mão do Ressuscitado e atravessa!

Quantas angústias e tempestades interiores experimentamos quando temos que abandonar a nossa margem e ir á outra margem! A margem do mundo do outro, conhecer sua realidade, dores e tragédias para lhe  manifestar amizade, solidariedade e compaixão! O medo de perder segurança e estabilidade e o temor de sermos rejeitados e perseguidos pela 'outra margem' parecem nos paralisar. Nessa travessia desafiadora nos sentimos questionados no nosso modo de ser e de agir, e tudo parece se revoltar. Toda vez que Jesus convida os seus a ir á outra margem do lago, a habitada pelos estrangeiros e pagãos os seus discípulos resistem. Temem enfrentar conflitos e rejeições. Preferem permanecer no certo do que encarar ou incerto, temem perder o seguro pelo inseguro. É a imagem de uma igreja de sacristia, fechada e acomodada que é chamada a sair de si mesma e a não ter medo de encarar lobos e ovelhas, e de mergulhar nos normais conflitos e tempestades da história. Afinal, é a mesma igreja que de um lado proclama que Jesus venceu o mar da morte, da violência e da opressão, mas que do outro lado se sente dominada pela sua pouca fé, pelo medo de afogar e ser engolida pelas ondas das forças diabólicas da brutalidade humana. É preciso recuperar, hoje, a certeza de que se o Ressuscitado está no nosso mesmo barco, que 'Ele já venceu o mundo' e que, mesmo que um tanto adormecido, jamais iremos naufragar! Temos fé para tanto?

sexta-feira, 14 de junho de 2024

11 domingo comum - Tremem: a semente do inédito de Deus foi plantada. Nada será como antes!

Em geral aqueles que ocupam lugares de poder temem o semeador de ideias inéditas. Temem perder o controle sobre as mentes. Apavoram-se só em pensar que alguém poderia ocupar o seu lugar valendo-se de pensamentos e práticas que eles abominam. Os senhores do poder político, religioso e econômico diante de novas ideias e práticas podem, inicialmente, até esnobar não lhes dando o devido valor, pois acreditam que jamais irão vingar. Contudo, basta eles identificarem pequenos sinais de que aquelas ideias estão germinando e dando frutos para iniciarem um movimento de perseguição. Jesus narra a parábola da semente para aqueles seguidores seus que, diante das perseguições, eram tentados em desistir de semear a ideia/sonho de um novo jeito de governar de Deus, e desacreditavam o poder da própria semente. Jesus lembra-lhes que a semente possui uma dinâmica interna própria que não depende exclusivamente do semeador. Depende de muitos outros fatores que escapam do controle do próprio semeador. Um fato é inegável: a semente pequena ou grande já foi lançada no solo e aí seus frutos são imprevisíveis. Não há como voltar atrás. Na história, às vezes, o poderoso vistoso é destronado, e o invisível humilhado se torna um influente referencial. É preciso acreditar! 


Morre aos 98 anos o teólogo Jurgen Moltmann o pai da Teologia da esperança

Moltmann já foi um dos teólogos mais proeminentes do mundo – tanto no pensamento protestante quanto no católico. Após a morte de Moltmann, um comentarista disse que é “quase impossível entender a teologia protestante moderna sem ler O Deus Crucificado”. Na Teologia da Libertação, ele foi uma espécie de pai fundador. Um indicador revelador da importância de Moltmann pode ser encontrado num artigo de 1972 publicado pela revista America que criticava em grande parte os teólogos da época. “Como toda teoria, a teologia é essencialmente derivada e secundária”, escreveu Russell Barta, professor de ciências sociais no Mundelein College na época. “A Boa Nova, em suma, vem do Evangelho e da boca de Jesus – não de um Rahner ou de um Moltmann”. Lembre-se: você não é ninguém até que alguém diga que você não é Jesus.

Moltmann nasceu em 1926 em Hamburgo, na Alemanha. Convocado para o exército alemão ainda adolescente durante a Segunda Guerra Mundial, ele escapou por pouco da morte durante os bombardeios aliados em Hamburgo. Mais tarde, refletiu que as suas experiências na guerra (e depois em vários campos de prisioneiros de guerra) lhe ensinaram muito sobre esperança e sofrimento – e sobre como a humanidade pode encontrar significado num mundo profundamente desumano. Em um campo, Moltmann recebeu um exemplar do Novo Testamento e de A natureza e o destino do homem, de Reinhold Niebuhr, livro que mais tarde ele atribuiu por tê-lo feito querer seguir a teologia.Recebeu seu título de doutor em teologia pela Universidade de Göttingen em 1952. Em 1963, foi contratado pela Universidade de Bonn; quatro anos depois, mudou-se para a Universidade de Tübingen, onde permaneceria como professor de Teologia Sistemática até se aposentar em 1994. Também recebeu nomeações como professor visitante em várias universidades na América do Norte e na Europa.

Moltmann é autor de mais de 40 livros, incluindo sua famosa trilogia Teologia da Esperança (1964), O Deus Crucificado (1972) e A Igreja no Poder do Espírito (1975) e uma série posterior de “contribuições sistemáticas”, incluindo A Trindade e o ReinoDeus na CriaçãoO Caminho de JesusO Espírito de VidaA Vinda de Deus e Experiências em TeologiaNa Teologia da EsperançaMoltmann começou a expor sua escatologia do “Reino de Deus”, baseada na esperança na ressurreição, mas mais focada no aqui e agora do que em qualquer julgamento final ou individual. Ele também rejeitou qualquer noção de que o cristianismo pudesse ser reduzido à busca pessoal de um indivíduo para alcançar a salvação. “Se a esperança cristã for reduzida à salvação da alma num céu para além da morte, ela perde o seu poder de renovar a vida e mudar o mundo, e a sua chama é apagada”, escreveu mais tarde, um sentimento central também para a Teologia da Libertação.

Moltmann foi profundamente influenciado pela “filosofia da esperança” de matiz marxista do filósofo e crítico social alemão Ernst Bloch, embora o trabalho de Bloch raramente tenha sido traduzido para o inglês por muitos anos, fazendo da “teologia da esperança” de Moltmann a introdução aos insights e influência de Bloch para muitos teólogos de língua inglesa.Como Moltmann também enfatizou que a ação de Deus na ressurreição oferecia a promessa de salvação para todos, a sua teologia forneceu uma base para muitos teólogos da libertação emergentes que enfatizariam a opção preferencial da Igreja pelos pobres. Embora Moltmann acreditasse que a história da salvação incluiria, em última análise, a reconciliação do opressor com os oprimidos, a libertação destes últimos teve precedência.

Ele também acreditava firmemente que qualquer teologia, a cruz ou a ressurreição era, por natureza, teologia política, na medida em que não podia aceitar o status quo ou afirmar que a salvação era possível fora da história – uma afirmação semelhante à do seu homólogo católico, Johann Baptist Metz.

Em O Deus CrucificadoMoltmann sugeriu – contrariamente à maior parte da teologia cristã – que Deus, o Pai, sofreu na paixão terrena de Jesus e que a crucificação faz parte da identificação de Deus com o sofrimento humano em geral. Se você é um caçador de heresias, isso soa como patripassianismo ou modalismo; mas se você procurar entender em um mundo pós-Holocausto como Deus permite um sofrimento tão enorme, isso oferece uma espécie de chave interpretativa. O Deus Crucificado contou com uma resenha publicado pela revista America em 1972 por Leo O'Donovan, SJ (ele mesmo um ex-aluno de Rahner), que notou o envolvimento de Moltmann com a “Escola de Frankfurt” de teoria crítica, incluindo Max Horkheimer e Theodor Adorno, e escreveu que Moltmann “examina nosso passado comum em busca da fonte de nossa esperança futura de ressurreição. Seu foco está na identificação de Deus, através da cruz de Cristo, com os sofrimentos do homem”. O'Donovan resumiu o argumento de Moltmann em O Deus Crucificado como uma pergunta: “Como podemos encontrar um Deus humano num mundo desumanizado?”

 A “trilogia” original de Moltmann trouxe-lhe destaque no mundo da teologia e permitiu-lhe influenciar várias gerações de estudantes e colegas e apresentar as suas ideias teológicas a um mundo mais amplo. Em 1968, ele apareceu no New York Times em uma matéria de primeira página sobre a “teologia da esperança”. (Apareceu ao lado de “Ativismo Político Nova 'Coisa' Hippie'”). Em 1984-1985, ele proferiu as prestigiadas palestras de Gifford (Gifford Lectures) na Universidade de EdimburgoDepois que sua esposa Elizabeth morreu em 2016, ele escreveu Resurrected to Eternal Life: On Dying and Rising, uma meditação sobre a morte e a ressurreição. Foi publicado em inglês em 2021.

No mencionado artigo de 1968 no New York TimesMartin Marty, de quarenta e poucos anos (já na Universidade de Chicago), comentou o pensamento de Moltmann. É “uma teologia que poderia fazer a diferença num mundo revolucionário”, disse Marty, continuando: "Poderia ajudar a informar e inspirar uma Igreja incerta. Poderia forçar a repensar os princípios e mandatos cristãos básicos; poderia libertar as pessoas das mãos mortas de um passado morto".