FESTA
DA COLHEITA 2026 – MORADIA E POLÍTICAS PÚBLICAS
Não existe colheita se não há frutos! Como celebrar a Festa da Colheita se há escassez de frutos porque não houve verdadeira semeadura, ou por ela ter sido inadequada?
Muitos de nós que vêm se engajando e
participando da tradicional Festa da Colheita que, há mais de 10 anos a igreja
católica da região pastoral de Açailândia vem promovendo, gostariam de saborear
alguns frutos das Políticas Públicas que são implementadas no nosso território.
Infelizmente, estamos submetidos a uma espécie de jejum forçado. Constatamos
uma grave escassez de frutos maduros quanto ao reconhecimento concreto dos
nossos direitos à habitação, à educação, à saúde, às infraestruturas, ao ambiente,
à assistência para quem produz e trabalha na terra.
O tema da Festa da Colheita – Moradia e Políticas Públicas, - deste
ano se transforma num grito de alerta para que os gestores públicos do nosso
município despertem, e cuidem conosco do imenso solo que somos nós, cidadãos e
cidadãs de Açailândia!
Em primeiro lugar a moradia, - que é o tema central da
Campanha da Fraternidade deste ano, - entendida como espaço não somente físico,
mas como lugar humanizador de direitos.
Moradia
como ‘manjedoura acolhedora’, onde nos sentimos aliados uns dos outros,
protegidos e amados. Onde deveríamos experimentar respeito e paz, segurança afetiva
e alimentar, moral e ambiental, para nós e para os nossos filhos.
Lamentavelmente, constatamos que a
maioria absoluta das nossas moradias carece ainda de saneamento básico, de água
potável, de calçamento adequado, e iluminação pública suficiente, entre outros,
no entanto os valores das taxas públicas que temos que pagar, mensalmente, chegam
a ser escorchantes. Muitas das nossas famílias ainda não possuem casa própria,
vivem precariamente, sem documentação, e de aluguel, cujos valores aumentam a
cada dia.
Em segundo lugar, o prato das Políticas Públicas que nos é servido
pela administração municipal e estadual comprova que faltam aquelas ‘primícias
essenciais’ que ardentemente almejamos, e que desde há muito tempo nos foram
prometidas.
Muitas famílias gostariam de colher e de
se fartar dos frutos maduros de um sistema educacional abrangente e de
qualidade; de um acompanhamento atencioso à saúde preventiva, - principalmente
para os mais fragilizados, - e no atendimento médico-hospitalar digno; de uma
implementação urgente e definitiva de um sistema de saneamento básico para
todos e, enfim, de mecanismos efetivos para combater e evitar a poluição que
vem destruindo vidas.
Que nesta Festa da Colheita nos sintamos autênticos semeadores,
dedicados, e conscientes de que temos muitas sementes boas para plantar no
nosso território. Que ninguém desperdice essas sementes e que ninguém se canse de
preparar adequadamente o ‘solo humano-espiritual’ de cada cidadão e
cidadã para que germine e floresça, abundantemente, a justiça, a paz, e o
BEM-VIVER!