Escuridão
e trevas parecem marcar a nossa existência muito mais do que a luz. A mídia
parece até sentir um gostinho mórbido em publicizar homicídios brutais,
guerras, abusos de todo tipo e violência generalizada. Como acreditar que nesse
inferno é possível achar e emitir raios luminosos de esperança? Nós mesmos nos
autoconvencemos de que somos, mesmo que indiretamente, alimentadores e
cúmplices da deterioração social e do obscurantismo político e econômico que
corrói a humanidade. Sentimentos de culpa e de impotência se misturam com
expectativas de que, se algo bom e iluminador poderá acontecer, num futuro
próximo, este só pode vir de fora, jamais a partir de nós mesmos! No entanto,
Jesus de Nazaré, continua a convidar um grupinho, um resto minoritário de
discípulos, de ontem e de hoje, a ser luz do mundo e sal da terra. Jesus não é
ingênuo. Sabe que não se trata somente de disputa simbólica com os produtores
de trevas e de ‘não sentido’ que parece dominar mentes e corações. Chegou a
hora, e é agora, em que as vítimas da escuridão e do desespero precisam ver e
sentir que ainda há pessoas que resistem às trevas da mentira e da manipulação,
e que estão dispostas a caminhar ao seu lado para dar sentido ao vazio e à dor
que imobilizam sonhos e esperanças. Não desista: seja luz. Seja sal!
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