sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

III Domingo de Advento - É preciso entrar na lógica da 'nova governança' de Deus-Pai, inaugurada por Jesus, caso contrário, permanece no Antigo Testamento!

 

É um grande equívoco achar que hoje é mais difícil enganar alguém, supostamente por existirem formas sofisticadas de desmascaramento. Promessas vazias ainda iludem muitos ingênuos, e as Fake News continuam a desvirtuar uma realidade que, aparentemente, parece inegável. Jesus de Nazaré, já dois mil anos atrás, não só ‘falava a verdade’ como ‘fazia a verdade acontecer’. Na narração evangélica de hoje, a uma comissão enviada por João para saber se Jesus era o enviado ungido, o Mestre não responde com peças de autopropaganda ilusionistas. Ele lista ações concretas que provam a adoção definitiva da compaixão e do cuidado misericordioso para com as ‘ovelhas feridas, humilhadas e desgarradas’ da nação. Jesus rejeita, assim, a metodologia assumida pelos radicais nacionalistas forçavam pela violência e a manipulação a ‘Governança de Deus’, e se escandalizavam pelas opções de Jesus. Jesus, diferentemente deles, inaugura o ‘verdadeiro modo de administrar do Pai’ que faz da graça e da acolhida ilimitada dos esquecidos e dos pequeninos o seu princípio norteador. Acabou, enfim, o governo da vingança e do castigo divinos! João, mesmo sendo um grande profeta, flertava ainda com o Deus do castigo e da chantagem. Por isso que Jesus sentenciou sem titubear: o menor microscópico, o aparentemente insignificante da sociedade, na nova Governança de Deus-Pai, é, desde já, muito maior do que João o Batista. 

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