É
um grande equívoco achar que hoje é mais difícil enganar alguém, supostamente
por existirem formas sofisticadas de desmascaramento. Promessas vazias ainda iludem muitos ingênuos, e as Fake News continuam a desvirtuar
uma realidade que, aparentemente, parece inegável. Jesus de Nazaré, já dois mil
anos atrás, não só ‘falava a verdade’ como ‘fazia a verdade acontecer’. Na
narração evangélica de hoje, a uma comissão enviada por João para saber se Jesus
era o enviado ungido, o Mestre não responde com peças de autopropaganda ilusionistas. Ele lista ações concretas que provam a adoção definitiva da compaixão
e do cuidado misericordioso para com as ‘ovelhas feridas, humilhadas e
desgarradas’ da nação. Jesus rejeita, assim, a metodologia assumida pelos radicais nacionalistas forçavam pela violência e a manipulação a ‘Governança de Deus’, e se escandalizavam pelas opções de Jesus. Jesus, diferentemente deles, inaugura o ‘verdadeiro modo de
administrar do Pai’ que faz da graça e da acolhida ilimitada dos esquecidos e dos pequeninos o seu princípio norteador. Acabou, enfim, o governo da vingança e do castigo divinos! João, mesmo sendo um grande
profeta, flertava ainda com o Deus do castigo e da chantagem. Por
isso que Jesus sentenciou sem titubear: o menor microscópico, o aparentemente
insignificante da sociedade, na nova Governança de Deus-Pai, é, desde já, muito maior do que
João o Batista.
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