Infelizmente
existem pessoas que escolhem a obediência cega às leis, às nomenclaturas canônicas e aos preceitos achando que vão encontrar vida. Não suspeitam que por trás disso pode se esconder a
armadilha da manipulação e da ilusão de achar que estão quites consigo mesmos e
com Deus. É preciso libertarmo-nos do jugo do legalismo anestesiante e irmos
para além daquilo que a fria lei manda. Só
assim é que fazemos a experiência de sermos discípulos de Jesus e não alunos de
qualquer escola de direito ou de moral. No evangelho hodierno Jesus disseca e
denuncia as posturas hipócritas e alienantes daqueles numerosos religiosos que
se atêm ao rígido cumprimento das normas e proibições, mas são incapazes de
sentir dentro deles o ‘imperativo ético’ de, não somente evitar o mal, mas de produzir
o bem. Afirmam que nunca desrespeitaram a lei que proíbe de
matar, mas, hipocritamente, aplaudem as matanças praticadas por policiais, os linchamentos de
ladrão de iPod, e as práticas de difamação e de fake News. Juram de pé junto que nunca traíram a sua legítima esposa, mas, longe dela, são assediadores e predadores patológicos, promotores
e coniventes com inúmeras formas de objetificação da mulher. São incapazes de
sentir a dor alheia e de ser empáticos com quantos sofrem os abusos da lei e de seus intérpretes. Detestam quem muda uma vírgula do script litúrgico e ritual, mas são incapazes de tornar atual o 'banquete que acolhe!' É
PRECISO ‘MORRER PARA A LEI’, como nos lembra Paulo, e assumir a armadura da
compaixão e da caridade!
Nenhum comentário:
Postar um comentário