Que vermelho é esse nos teus olhos?Reflexos de paixões incendiadas,
revérbero de fogueiras apaixonadas?Que vermelho é esse nos teus olhos?
Ódio rubro ensandecido,ódio de fraternos divididos?
Que vermelho é esse nos teus olhos?Herança de lágrimas,ou lembranças umedecidas?
Que vermelho é esse em teu rosto?O vermelho da vergonha ou o vermelho do gozo?
Que vermelho é esse em tua boca?O salgado vermelho da agressão,ou salgado dos beijos tresloucados?
O batom borrado de lábios delirantesou sangue de lábios dilacerados?
Que vermelho é esse em teu peito?O vermelho do teu coração pulsante,ou o vermelho do teu coração crivado?Que vermelho é esse em tuas palavras?O vermelho da luta ou o vermelho da guerra,o vermelho da lâmina ou o vermelho da terra?
Que vermelho é esse em tuas ruas?Que vermelho é esse entre tuas pernas nuas?
O vermelho de tua Pátria desvirginada?O vermelho de tua irmandade violentada?
O vermelho em tua bandeira, verde-amarela ensanguentada?O vermelho dos sacrifícios, ou o vermelho dos fogos de artifício?
sábado, 2 de abril de 2016
MORO - Ele continua aprontando e desmoraliza o bom que poderia fazer para inibir a corrupção no País
'Fui surpreendido, na manhã de hoje (1º/04), com a notícia de que a Policia Federal havia comparecido à minha casa, em São Paulo, com um mandado de condução coercitiva e outro de busca e apreensão. Tinha viajado a Brasília para participar de atividades da Jornada Nacional pela Democracia, que ontem (31/03) reuniu duzentas mil pessoas apenas na capital do país. Atendendo a orientação dos próprios agentes federais, compareci à sede brasiliense da instituição. Meu depoimento foi tomado durante cerca de uma hora, em clima cordial e respeitoso. Minhas declarações sobre a investigação em curso, no entanto, poderiam ter sido tomadas através de intimação regular, com data e horário determinados pelas autoridades. O fato é que jamais tinha recebido qualquer convocação prévia para depor. Aliás, assim foi procedido com demais depoentes do inquérito que envolve meu nome: nenhum deles tinha sido levado a depor sob vara, até esta sexta-feira, respeitando norma legal que estabelece coerção somente para quem foge de comparecer a atos judiciais ou oferece risco à ordem pública.Só posso reagir com indignação ao regime de exceção que o juiz Sérgio Moro resolveu estabelecer para alguns dos intimados da chamada Operação Carbono 14.Infelizmente não é novidade. O atropelo de garantias constitucionais é a prática predominante do magistrado Sérgio Moro e de procuradores que atuam em sua corte. Desde a condução coercitiva do ex-presidente Lula, tem ficado mais claro aos brasileiros que a Lava Jato faz da intimidação, do espetáculo e do arbítrio suas principais ferramentas de intervenção. ( Por Breno Altman)
Ele, Moro, esculacha a Constituição, e depois pede perdão ao STF! Cínico!
Moro não cometeu simples 'erros' ao vazar escutas telefônicas; ele cometeu crimes com dolo, e deve ser tratado como qualquer cidadão quando pratica delitos. “O fascista fala o tempo todo em corrupção. Fez isso na Itália em 1922, na Alemanha em 1933 e no Brasil em 1964. Ele acusa, insulta, agride como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso, um sociopata que persegue carreira política. No poder, não hesita em torturar, estuprar, roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos. Mais que corrupção, o fascista pratica a maldade.” -Norberto Bobbio, filósofo, jurista e pensador italiano.
Em “A cura de Schopenhauer”, o psiquiatra e escritor norte-americano Irvin D. Yalom, ao analisar comportamentos psicopatas, se apóia na expressão iídiche “chutzpah”, que ele traduz como sendo “ousadia descarada, palavra sem uma correspondência exata em outras línguas, mas bem definida na história do menino que matou os pais e depois pediu clemência aos jurados por ser órfão”. O Juiz Sérgio Moro, nos esclarecimentos remetidos ao juiz do STF Teori Zavascki sobre a interceptação e divulgação ilegal de conversas telefônicas da Presidente Dilma com o ex-presidente Lula, revela os traços de uma personalidade cínica, descarada. Ele parece o personagem saído do livro de Yalom – aquele que conscientemente assassina os pais e depois roga clemência e perdão do Tribunal por ser órfão!' (Por Jeferson Miola)
sexta-feira, 1 de abril de 2016
OBRAS DE MISERICÓRDIA - 3. Assistir os enfermos, curar suas feridas e amenizar sua dor
Às vezes fazemos a experiência de nos sentir potentes. Sentimos que as nossas forças físicas e mentais respondem positiva e sincronicamente às solicitações dos compromissos do nosso cotidiano. Sentimos uma enorme disposição interior tão grande que podemos enfrentar os piores desgastes, sem sentir cansaço. A vida parece correr serena e repleta de sentido. Sonhamos e torcemos para que esse estado de bem-estar intenso possa perdurar infinitamente. Quem já não afirmou em alto e bom som: “Saúde é o que interessa.”? Mas, a vida real de todos os mortais não é assim. Verdade é que quando fazemos a experiência contrária, a do mal-estar físico e mental, da doença, da dor, da fragilidade, nos sentimos totalmente deslocados. A terra parece faltar debaixo de nossos pés. Começamos a nos interrogar sobre o porquê de tamanho sofrimento conosco. Perguntamo-nos, até, se não seria, por acaso, o resultado de alguma punição divina. Na doença tudo parece se inverter. A vida parece perder o seu sentido e brilho. Tornamo-nos tristes e indispostos. Descobrimos que quando adoecemos é o nosso ser como um todo que padece. E mesmo quando temos condições de ter um ótimo tratamento clínico nem sempre mantemos a serenidade interior que tínhamos outrora. Descobrimos que somos fatalmente vulneráveis, e isso nos assusta. Nessas horas damos fé que precisamos sim de atendimento médico digno, mas também de alguém que esteja bem próximo apertando com carinho nossas mãos. Precisamos de assistência médica eficaz, mas principalmente de companhia, de colo, de presença amável. Precisamos de acesso gratuito e universal a consultas, internações e remédios, mas também de pessoas atenciosas que nos ajudem a dar sentido à nossa dor.
Aquele que é misericordioso para com os doentes sente que deve abraçar a causa de todos os doentes, e não somente a dos seus. Por isso o misericordioso se indigna, denuncia e clama quando os nossos hospitais e clínicas, asilos e ‘santas casas’, se transformam em empresas mercantilistas. Quando os nossos profissionais nos tratam como ‘mercadorias sanitárias’. Que especulam sobre a nossa dor e o nosso sofrimento para lucrar, e não para humanizar uma realidade que parece nos destruir. Os evangelhos nos mostram quão intensa era a atividade misericordiosa de Jesus para com os ‘doentes impuros’. Era a sua compaixão visceral que motivava Jesus a superar o medo de tocá-los e de se contaminar, e de ir ao seu encontro. Jesus, como dócil assistente dos doentes e fragilizados, compreendia que lhe cabia somente o gesto de ‘levantá-los e reerguê-los’ humana e moralmente. Ou seja, a missão de mostrar concretamente que a doença não era castigo do Pai. Que cabia a Jesus o desafio de valorizar a fé interior do prostrado, e alavancar a sua vontade de voltar ao convívio social. Afinal, era a fé do próprio doente que, de fato, o poderia curar. Sabemos que nem sempre a nossa fé nos cura da forma que nós desejamos. Quando fazemos a experiência de doenças prolongadas ou irreversíveis, talvez a fé nos ajude a somente encarar com firmeza e a aceitar aquela dor aparentemente inexplicável. Paradoxalmente, compreendemos o poder da fé que ‘cura’ quando ao nosso lado, nos momentos de maior fragilidade encontramos quem nos assiste diuturnamente. Que não desperdiça palavras para nos consolar ou para nos conformar, mas que simplesmente está conosco, em silêncio. Talvez sejam essas atitudes misericordiosas o verdadeiro milagre da cura de tantos enfermos que, apesar do sofrimento, ainda têm força interior para continuar a sorrir à vida, mesmo no leito da dor. (O artigo foi publicado no Jornal do Maranhão, da Arquidiocese de São Luís)
Breves, e quentes
Globo coloca e depois apaga a palavra 'golpe' no seu Twitter
Durante a cobertura das manifestações em defesa da democracia em Brasília, o jornal O Globo deu a primeira demonstração de que o que patrocina contra a presidente Dilma Rousseff é de fato um golpe; em sua conta no Twitter, o jornal da família Marinho escreveu: "Manifestantes se concentram para protesto pró-Dilma e contra o golpe, em Brasília"; tweet sinceridade foi apagado pouco tempo depois.
Membros e consultores do conselho de administração da Globo advertem a presidência que numa pesquisa de mercado 'muitos' não querem mais veicular seus produtos via emissora, por ela estar associada à ideia de manipulação midiática, o que prejudica a aceitação do produto.
Chega ao STF pedido de impeachment contra Temer
Pedido de abertura de impeachment contra o vice-presidente, Michel Temer, chegou nesta sexta-feira 1º Supremo Tribunal Federal e será relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, que deve decidir sobre o caso na próxima semana; o autor da petição é o advogado mineiro Mariel Márley Marra, que já havia protocolado em dezembro um pedido de impeachment contra Temer, arquivado pelo aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara; ele acusa o vice de ter assinado os decretos que autorizaram as chamadas 'pedaladas fiscais', mesmo motivo do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; agora, o advogado afirma ao STF que Cunha não poderia ter julgado o caso sozinho; o ex-governador do Ceará Cid Gomes também deve protocolar nesta sexta na Câmara um pedido de impeachment contra Michel Temer
Manifestações contra o golpe apontam que o jogo continua aberto
Para a jornalista Tereza Cruvinel, "a semana que começou com uma derrota para o governo, na terça-feira em que o PMDB anunciou o rompimento, termina com uma conjugação de fatos que avisam ao outro lado: O jogo ainda não acabou"; "As manifestações de ontem foram as maiores já realizadas em defesa da democracia e em apoio à presidente Dilma, com ganhos de representatividade para a frente política contra o impeachment, que ultrapassa o petismo e o sindicalismo", destaca a colunista do 247, que cita também "a decisão do STF que manteve no âmbito da mais alta corte as investigações iniciadas pelo juiz Moro", "manifestações de alta ressonância, do alto e da base da pirâmide brasileira" contra o impedimento da presidente ao longo da semana e o fato de que, "apesar de toda a campanha da mídia grande, a palavra golpe pegou"
Durante a cobertura das manifestações em defesa da democracia em Brasília, o jornal O Globo deu a primeira demonstração de que o que patrocina contra a presidente Dilma Rousseff é de fato um golpe; em sua conta no Twitter, o jornal da família Marinho escreveu: "Manifestantes se concentram para protesto pró-Dilma e contra o golpe, em Brasília"; tweet sinceridade foi apagado pouco tempo depois.
Membros e consultores do conselho de administração da Globo advertem a presidência que numa pesquisa de mercado 'muitos' não querem mais veicular seus produtos via emissora, por ela estar associada à ideia de manipulação midiática, o que prejudica a aceitação do produto.
Chega ao STF pedido de impeachment contra Temer
Pedido de abertura de impeachment contra o vice-presidente, Michel Temer, chegou nesta sexta-feira 1º Supremo Tribunal Federal e será relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, que deve decidir sobre o caso na próxima semana; o autor da petição é o advogado mineiro Mariel Márley Marra, que já havia protocolado em dezembro um pedido de impeachment contra Temer, arquivado pelo aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara; ele acusa o vice de ter assinado os decretos que autorizaram as chamadas 'pedaladas fiscais', mesmo motivo do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; agora, o advogado afirma ao STF que Cunha não poderia ter julgado o caso sozinho; o ex-governador do Ceará Cid Gomes também deve protocolar nesta sexta na Câmara um pedido de impeachment contra Michel Temer
Manifestações contra o golpe apontam que o jogo continua aberto
Para a jornalista Tereza Cruvinel, "a semana que começou com uma derrota para o governo, na terça-feira em que o PMDB anunciou o rompimento, termina com uma conjugação de fatos que avisam ao outro lado: O jogo ainda não acabou"; "As manifestações de ontem foram as maiores já realizadas em defesa da democracia e em apoio à presidente Dilma, com ganhos de representatividade para a frente política contra o impeachment, que ultrapassa o petismo e o sindicalismo", destaca a colunista do 247, que cita também "a decisão do STF que manteve no âmbito da mais alta corte as investigações iniciadas pelo juiz Moro", "manifestações de alta ressonância, do alto e da base da pirâmide brasileira" contra o impedimento da presidente ao longo da semana e o fato de que, "apesar de toda a campanha da mídia grande, a palavra golpe pegou"
Golpe - Objetivo é a renúncia, e não o impeachment, que não passaria.....
O que os golpistas querem de verdade é a renúncia da presidente. O enredo escrito pelas elites e entregue nas mãos de Michel Temer para ser executado tem por objetivo levar Dilma, Lula e o PT à loucura. Desgastados politicamente eles jogariam a toalha e pediriam para ir embora. Neste caso apostam no “quanto pior, melhor”. Qualquer estagiário de direito – que não tenha sido aluno de Hélio Bicudo ou de Miguel Reale – sabe que não há como destituir a presidente legalmente, por conta de pedaladas fiscais. Basta ver que isso não é crime de responsabilidade como determina a Constituição de 88.
O rito estabelecido para o impeachment prevê três etapas. A primeira – a que está em curso – é para saber se a Câmara dos Deputados irá autorizar a abertura do processo. Se a oposição conseguir aglutinar 342 parlamentares, a coisa terá que ser aprovada pelo Senado Federal. Vencida esta segunda etapa, abre-se um processo presidido pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para saber se as acusações são procedentes. Nesta fase, a presidente é afastada por 180 dias e o País passa a ser administrado pelo vice. Há, portanto, um longo e tormentoso caminho pela frente. Se tudo correr dentro da celeridade com que o “impoluto” Eduardo Cunha, presidente da Câmara, sonha, esta história só poderá ter um desfecho em novembro deste ano.
O senador tucano Aloysio Nunes também não esconde o jogo. “Não quero o impeachment. Quero vê-la sangrar até 2018”, disse o nobre representante dos paulistas, que nas priscas eras chegou a flertar com o maoísmo, no exílio em Paris. O problema é que Dilma já disse várias vezes que não é mulher de renunciar e muito menos atirar contra o próprio peito.
Provavelmente,se Dilma e Lula resistirem toda a sorte de pressões, ameaças e chantagens o pessoal de Curitiba, capitaneados pelo juiz Sérgio Moro, irá se encarregar de “engendrar” uma ilação qualquer para apeá-los do Planalto. Nada que uma escuta autorizada não resolva. O que o constitucionalista Michel Temer e seus fiéis escudeiros nesta aventura não souberam prever é se o País resistirá a tanta esperteza. Talvez, no meio desta representação a plateia resolva enxotá-los para sempre da política nacional e do mundo artístico. (Fonte: Arnaldo César)
Desigualdades - Brasil continua sendo paraíso tributário para os mais ricos. Imaginem num governo de 'direita'!!
Os mais ricos representam 71 mil pessoas (0,05% da população adulta brasileira) e se beneficiam de isenções de impostos sobre lucros e dividendos, uma de suas principais fontes de renda. Entre os países da OCDE, além do Brasil somente a Estônia oferece esse tipo de isenção tributária ao topo da pirâmide.Os brasileiros super-ricos pagam menos imposto, na proporção da sua renda, que um cidadão típico de classe média alta, sobretudo assalariado, o que viola o princípio da progressividade tributária, segundo o qual o nível de tributação deve crescer com a renda.Essa é uma das conclusões de artigo publicado em dezembro pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O estudo, que analisou dados de Imposto de Renda referentes ao período de 2007 a 2013, mostrou que os brasileiros “super-ricos” do topo da pirâmide social somam aproximadamente 71 mil pessoas (0,05% da população adulta), que ganharam, em média, 4,1 milhões de reais em 2013.
Dilma regulariza terras de quilombolas! Será que voltou, enfim, a governar?
A presidente Dilma Rousseff assinou Atos para a Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas, na manhã desta sexta (01), com a aprovação de quatro decretos de regularização de territórios quilombolas para 799 famílias nos estados do Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e Sergipe, e outros 21 decretos para assegurar 35,5 mil hectares de terras para a reforma agrária em 14 estados. "É muito importante para mim porque hoje estou levando um documento que liberta o nosso povo", disse Xifroneze Santos, da comunidade quilombola de Caraíbas (SE), destacando a importância dos atos assinados hoje. "Nós já estamos no território, queremos agora documentar isso. Nós queremos que o governo nos reconheça", manifestou a representante da Coordenação Nacional das Articulações das Comunidades Quilombolas (Conaq), Katia Penha. Os decretos para os quilombolas irão representar a regularização de 22,2 mil hectares ocupados pelas comunidades Caraíbas, em Sergipe; Gurupá, no Pará; Macambira, no Rio Grande do Norte; e Monge Belo, no Maranhão. Em discurso, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o país dá um passo para diminuir a imensa desigualdade e ressaltou que os Atos assinados ajudam a produzir bem-estar para as famílias. "O acesso à terra bem cultivada significa riqueza para brasileiros e brasileiras", disse a presidente
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