terça-feira, 11 de junho de 2019

LAVA-JATO condenou Lula sem provas e o perseguiu para tirá-lo da disputa eleitoral. AGORA EXISTEM PROVAS! O TSUNAMI CHEGOU!

A publicação de mensagens privadas que expõem as relações promíscuas entre Sergio Moro e os procuradores de Curitiba, durante toda a condução da operação Lava Jato, são provas “diretas e irrefutáveis de uma conspiração que destruiu o Estado de Direito no Brasil.”

A operação “manipulou a opinião pública para fraudar as eleições” e, com isso, “criou as condições para que tivéssemos na presidência da República um homem notoriamente despreparado que está destruindo o que podíamos ter de sociedade democrática e transformando o país em selvagem terra de ninguém, um faroeste sem lei e sem regras.”

As revelações contra Moro e Dallagnol respingam ainda na falta de legitimidade de Jair Bolsonaro “e de mandatos do Congresso Nacional, eleitos em solares violações da ordem democrática, do turvamento da vontade popular, da manipulação dos grandes órgãos de imprensa, das máfias das poucas ‘famiglie’ que controlam a comunicação no país e direcionam a opinião pública.”Importante sublinhar, ainda, que “já havia provas suficientes deste imoral e ilegal conluio antes mesmo da revelação do já histórico trabalho jornalístico do The Intercept. As autoridades brasileiras preferiram, como se diz em linguagem da internet, ‘passar o pano’. O mérito das revelações é que isto, agora, é grande demais para as instituições abafarem, o rei está nu.”

Que Moro seja afastado; que Lula seja solto, e os membros da Lava Jato, investigados por suas condutas criminosas. Que novas eleições sejam convocadas. A análise é dos advogados Marcio Sotelo Felippe, Patrick Mariano e Giane Ambrósio Alvares, em artigo divulgado no site da revista Cult, na noite desta segunda (10). (GGN)

sábado, 8 de junho de 2019

É PENTECOSTES quando.....(Jo.20,19-23)

È Pentecostes....
....Quando deixamos de nos submeter a fórmulas dogmáticas e a liturgias espetaculares, e proclamamos com gestos de verdadeiro serviço o ‘hino da caridade’!

...Quando deixamos de competir com outros grupos, pastorais e movimentos para ver quem faz ‘mais bonito’, e começamos a balbuciar a linguagem do diálogo fraterno e da colaboração sincera.

....Quando deixamos de apontar o dedo e prejulgar aqueles que caminham ao nosso lado, e começamos a tratá-los como parceiros e aliados. 

... Quando somos intolerantes com a nossa própria intolerância, com os nossos preconceitos e racismos, e abraçamos com firmeza e ternura aquele que nunca nos rejeitou!

....Quando tiramos a máscara dos que promovem os espetáculos da fé, e a indústria dos milagres, e começamos a acreditar com fé nos gestos singelos de generosidade e de compaixão dos pequenos invisíveis e anônimos. 

.....Quando renunciamos aos cargos e promoções eclesiásticos e aos títulos altissonantes, às vestes litúrgicas multicoloridas e aos altares sacrificantes, e começamos a vestir a toalha para lavar os pés de tantos descalços e maltrapilhos. 

.....Quando deixamos de exaltar os brutos que nos governam, que massacram pais de família e que roubam o futuro de nossa juventude, e assumimos a missão de administrar, nós mesmos, o ‘reino’ que preserva e promove vidas!

.....Quando começamos a aprender que Deus não se adora nem na igreja, nem no templo, nem na sinagoga, nem na mesquita, nem no céu infinito, mas em ‘espírito e verdade’, em toda montanha, em toda planície, em toda mata, em todo riacho e mar, em todo coração manso, e em todo hálito de vida!

...Quando descobrimos pela fé que o ‘Espírito do Ressuscitado’ é o Espírito de todos aqueles que seguem o exemplo de Jesus de Nazaré, e que continuam a se lançar, impávidos, nos braços da humanidade para humanizá-la. 

......Quando deixamos de falar ‘as línguas’ da ganância e da ambição, da truculência e da maledicência, da corrupção e da violência, e pronunciarmos 'soletrando' com gestos de fraternidade a linguagem do pão partilhado e do vinho do amor derramado em todo canto e beco, em toda praça e ruela, em toda escola e hospital..

Será a festa do Espírito da liberdade, Aquele que derrota a escravidão e a cegueira, e nos abre à verdadeira prática da CARIDADE!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

BOLSONARO: MILITAR OU MILICIANO? Por Francisco Celso Calmon


O militar 'Bolsonaro'
Quando militar, Bolsonaro atentou contra a hierarquia e a disciplina. Foi preso e respondeu a inquérito. “Punido por ter elaborado e feito publicar, em uma revista semanal, de tiragem nacional, sem conhecimento e autorização de seus superiores, artigo em que tece comentários sobre a política de remuneração do pessoal civil e militar da União; ter abordado aspectos da política econômica e financeira fora de sua esfera de atribuição e sem possuir um nível de conhecimento global que lhe facultasse a correta análise; por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina; por ter censurado a política governamental; por ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da OM (Organização Militar) e da Força e por ter contribuído para prejudicar o excelente conceito da tropa paraquedista no âmbito do Exército e da Nação (NR 63, 65, 66, 68 e 106 do anexo I, com agravantes do NR 2 e letra “C” NR 6 do artigo 18, tudo do RDE, fica preso por 15 (quinze) dias”. (Relatório secreto do Centro de Inteligência do Exército (CIE), nº 394, de 1990, com 96 páginas, publicado pelo DCM pela primeira vez).
“Canalha”; “covarde”; “contrabandista”. Era a reputação de Jair Bolsonaro no tempo em que serviu o Exército.
Ao invés de fazer croqui de bombas, escreva quantas vezes você foi ao Paraguai trazer muamba. Conte sobre os seus problemas no Mato Grosso. Verifique qual é o seu conceito na Brigada Paraquedista.”, diz a missiva, em parte referindo-se ao episódio narrado pelo próprio Bolsonaro à Veja, de que preparava atentados à bomba para promover sua campanha por aumentos de salários. (Informações em reportagem no site Pragmatismo Político)  Em uma outra carta revelada pela imprensa em maio de 91, o então chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Jonas de Morais Correia Neto, o chama de “embusteiro, intrigante e covarde”, acusando-o de “inventar e deturpar visando aos interesses pessoais e da política”, como mostra reportagem abaixo, de 16 de abril de 1991. Em outubro daquele mesmo ano, quando Bolsonaro já era deputado federal então pelo PDC-RJ (Partido Democrata Cristão), suas frequentes visitas ao antigo emprego para fazer propaganda política e angariar votos contrariaram de tal maneira seus ex-comandantes que estes proibiram a entrada de Jair Bolsonaro nos quartéis do Rio de Janeiro. É que, de acordo com o Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército Brasileiro, Jair Bolsonaro estava insuflando a revolta na tropa. O general Alberto dos Santos Lima Fajardo, então comandante do Coter, explicou a punição em entrevistas à imprensa. Disse que Jair Bolsonaro estava “insuflando oficiais superiores e sargentos com panfletos criticando exaustivamente o comando da tropa”.
A vida pregressa do ex-capitão Bolsonaro demonstra que a sua estada no Exército foi mais de agitador e terrorista do que de um militar, conforme o manual da corporação. Ele vai para a vida pública política mostrando ressentimento e não amor à farda. Bolsonaro é um recalcado por não ter continuado no Exército e um ressentido pelo que o Exército lhe fez, pois, a rigor, pela hierarquia da tropa, ele fora expulso, e conseguiu manter-se indo para a reserva pela via jurídica – STM.


E quanto a ser miliciano?

Em 2008, como deputado federal, defendeu as milícias: “Elas oferecem segurança e, desta forma, conseguem manter a ordem e a disciplina nas comunidades. É o que se chama de milícia. O governo deveria apoiá-las, já que não consegue combater os traficantes de drogas”. Abro aspas para a reportagem do jornalista Gil Alessi no jornal El País.
“Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega. As duas mulheres são o elo entre o senador eleito Flávio Bolsonaro e o grupo miliciano Escritório do Crime, um dos mais poderosos do Rio. O grupo é também suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. 
Segundo o jornal O Globo, Raimunda e Danielle são, respectivamente, mãe e mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, vulgo Gordinho, tido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como uma das lideranças do Escritório do Crime. As duas foram lotadas no gabinete do então deputado estadual Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, mas o filho do presidente diz não ter sido responsável pelas nomeações. Foram presos cinco suspeitos de integrar a milícia que agia nas comunidades de Rio das Pedras e Muzema. Além do suposto envolvimento no assassinato de Marielle e Anderson, o grupo é acusado de extorsão de moradores e comerciantes, agiotagem, pagamento de propina e grilagem de terras.
Entre os detidos está o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, vulgo Tartaruga, que irá a júri popular no caso da chacina da Via Show, ocorrida em 2003. Apesar disso, em 2004 o deputado Flávio Bolsonaro propôs uma “menção de louvor e congratulações” ao então capitão Pereira. Adriano também foi homenageado. Tanto Ronald como Adriano foram ouvidos em 2018 pela Delegacia de Homicídios como parte das investigações do caso Marielle.”

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva denuncia que foi vítima de espionagem do então juiz MORO!


A Operação Lava Jato, sob o comando do então juiz Sergio Moro, fez interceptação telefônica do escritório dos advogados de Lula e violaram a lei ao produzir relatórios que detalharam ao menos 14 horas de conversas entre os defensores do ex-presidente. A denúncia está em reportagem de Wálter Nunes da Folha de S.Paulo, em que  aponta que esta é a base de uma aposta da defesa de Lula para tentar anular no STF (Supremo Tribunal Federal) a condenação do ex-presidente no caso do tríplex de Guarujá (SP). A ação que pede a anulação do processo no STF se baseia no relato do advogado Pedro Henrique Viana Martinez. Ele não faz mais parte da equipe contratada por Lula, mas diz ter visto na 13ª Vara Federal de Curitiba os relatórios produzidos a partir das interceptações telefônicas do ramal-tronco do escritório Teixeira Martins & Advogados, responsável pela defesa técnica de Lula.

Quem atuava nessa vara era exatamente o então juiz e hoje ministro da Justiça do governo de extrema-direita Sergio Moro. 

FOLHA DE SÃO PAULO: Bolsonaro é um 'presidente sem noção'!


O jornal Folha de S.Paulo publica em sua edição desta quinta-feira (6) editorial afirmando que o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro é "sem noção" e age como se ainda fosse "um deputado de causas nanicas". A crítica se volta contra o decreto assinado pelo presidente flexibilizando e extinguindo penalidades para infratores no trânsito. Em especial, o editorial condena a eliminação das sanções para quem desrespeita regras de transporte de crianças em automóveis. "Em um país cujo trânsito figura entre os mais violentos do mundo, é chocante ver o presidente da República empenhando-se na defesa de políticas que tendem antes a aumentar que a diminuir a quantidade de acidentes em ruas e estradas", diz o editorial. "Assim age Jair Bolsonaro (PSL), como se ainda fosse um deputado de causas nanicas", ressalta. O jornal aponta que as alterações propostas por Bolsonaro no Código Brasileiro de Trânsito estão na contramão do que recomendam a literatura especializada e o exemplo de países desenvolvidos.

Comentário à margem - Uma pena que a Folha pouco fez para esclarecer o grande público sobre essa figura quando da campanha eleitoral....e se alinhou à onda 'mais antes ele, do que o petista'....

Política Ambiental do governo é pior do que a da época da ditadura, afirma especialista

 Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado ontem (5), o professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP) Wagner Ribeiro faz um balanço, em entrevista à Rádio Brasil Atual, sobre os seis meses do governo de Jair Bolsonaro e da gestão do ministro Ricardo Salles à frente da pasta do Meio Ambiente. Com propostas que acabam com a participação popular no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e promovem o desmonte de institutos ambientais e de grupos de combate ao desmatamento, passando às mais recentes declarações de integrantes do governo sobre a reestruturação do Fundo Amazônia e a terceirização do monitoramento da região, fica evidente a construção de uma agenda voltada aos interesses do agronegócio.
"A ação do Ricardo Salles tem sido muito mais de desarticular tudo o que foi construído", avalia Wagner Ribeiro à jornalista Marilu Cabañas. "Desde a ditadura militar está sendo construída a política ambiental no Brasil, os próprios militares tinham uma visão do meio ambiente muito melhor do que o que a gente está assistindo hoje", adverte.
No comando do Meio Ambiente, o ministro tem justificado suas ações alegando uma suposta defesa da qualidade de vida urbana algo que, no entanto, o professor diz não ser uma novidade. Ribeiro, que acaba de retornar de uma expedição que fez à Amazônia, pelo projeto Baixo Rio Branco, iniciativa do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Roraima (UFRR), diz ainda que o Salles ignora a existência de projetos alternativos criados em prol da preservação ambiental, perdendo inclusive o protagonismo do país no setor. "Estamos falando de seis meses de gestão de um país que tem potencial. A gente vai para essas comunidades (na Amazônia) e vê as pessoas vivendo com ciclos econômicos produtivos, ninguém fica parado em momento algum. A cada três meses eles estão fazendo um tipo de atividade diferente, o que falta é apoio", observa. 

sábado, 1 de junho de 2019

Ascensão – Transformar a terra num Céu, amando como um ‘divino humano’ faz! (Lc.24.46-53)


Jesus nunca subiu ao céu, porque nunca se afastou daqueles que Ele sempre amou, aqui, na terra. Jesus, ao contrário, tentou trazer o ‘Céu’ para cá. Trazer aos humanos a plenitude do Divino: a liberdade e a vida eterna/plena, aqui, na terra. Ele tentou, em diferentes modos, aqui, na terra, ‘afastar e libertar’ os seus daqueles lugares e instituições que escravizavam corpos e manipulavam consciências. Jesus queria que as pessoas compreendessem que o ‘Céu’ já tinha chegado, definitivamente, até elas. Através do Seu amor e da Sua compaixão. Quem via Jesus, via o Pai. Sim, Aquele que ninguém viu! Mesmo assim, ainda hoje nós continuamos ansiosos em desejar e procurar um céu mítico e inexistente. Pior, o procuramos através de práticas religiosas bitoladas e alienantes. É preciso que libertemos nossas mentes para compreendermos a mensagem da festa de hoje. A Ascensão de Jesus não significa afastamento físico. Tampouco subida sideral. Significa, isso sim, ‘liberdade pura’. Vitória total sobre todas as instituições, regimes, forças e formas terrenas de prender, escravizar e destruir vidas, pessoas. Por isso, o evangelista Lucas adota o mesmo verbo utilizado em Êxodo para identificar a saída do povo de Israel da escravidão para a terra prometida. Jesus ‘CONDUZIU’ os apóstolos para fora da cidade (v.50). Porque a ‘terra prometida’ havia se tornado uma ‘terra escravizada’ pelas elites religiosas e políticas. Era preciso retomar a missão de Jesus: trazer novamente o ‘Céu’ para uma terra desesperançada e alienada. Não esquecer que com Jesus o ‘Divino Céu foi humanizado e ficou ao nosso alcance’, e que o ‘Humano foi divinizado e reerguido’. É preciso, portanto, hoje, fazer outras opções de vida. Não mais ‘buscar‘ num fantasioso céu um Deus que já veio e vive entre nós. Não mais voltar a se submeter a instituições e crenças que nos distanciam de um ‘Divino que liberta’, como fizeram os apóstolos que acabaram voltando, novamente, ao templo! Mas, ao contrário: adorar Aquele que vive e que não está mais amarrado às coisas terrenas anunciando-O a todos. Libertando todos os povos, todas as mentes e todo coração. Provando que o ‘Céu da liberdade e da vida plena’ é possível aqui, na terra!