Para que ‘levar para o Céu’ um corpo que já ao existir está totalmente imbuído de Céu? Ou seria, por acaso, o ‘sequestro seletivo’ de um corpo privilegiado de uma ‘mulher especial’ para, supostamente, resguardá-la da inescapável corrupção comum a todos os seres humanos? Seja o que for, Maria, humana, é filha da terra porque a própria terra já possui energia celestial. Porque o próprio Céu não existiria sem que haja o reconhecimento da presença da terra-corporeidade. Até os nossos corpos orgânicos são feitos de poeira estrelar/celestial em plena comunhão com o próprio universo em contínua transformação. ‘A terra nunca subiu, nem o Céu nunca desceu’, pois, as duas dimensões são uma realidade só, inseparável! A Realeza de Deus, o imperscrutável, pertence aos humanos não divinizados como Maria, e existe para humanos como Maria! É na plena humanidade feita de serviço gratuito, de amor intenso e de compaixão infinita que tomamos consciência do divino-celestial que já está em nós! O Céu existe-vive em corpos que são incorruptíveis, que não morrem, mas que se transformam e continuam a alimentar as frágeis, mas Celestiais Estrelas Humanas!
sábado, 19 de agosto de 2023
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Maranhão: terceiro estado mais....incendiário do Brasil. Fogo avança nas terras indígenas dos Canela!
As queimadas ocorridas no Parque Estadual do Mirador já avançaram para as terras indígenas situadas no município de Fernando Falcão, a 554 km de São Luís, segundo informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Na última sexta-feira (11) agentes da Força Nacional chegaram ao Maranhão para auxiliar no combate a incêndios florestais em áreas indígenas próximas ao Parque Estadual do Mirador, na região Sul do Maranhão. Segundo a superintendente do Ibama, Flávia Alves, duas frentes estão atuando na região que compreende o Parque Estadual do Mirador. De acordo com a superintendente, a Brigada do Corpo de Bombeiros, que combate focos dentro do Parque Estadual com 35 brigadistas e a Força Nacional, coordenada pelo Ibama, que está na região de sobreposição no limite entre o parque e as terras indígenas Canela e Porquinhos. “Já foram combatidos várias frentes de fogo e, inclusive, na área de sobreposição entre o Parque Estadual do Mirador e as áreas das terras indígenas Porquinhos e Canela. Desde ontem notamos uma expansão do fogo nas terras indígenas Porquinhos e estamos enviando, além de reforços, com a Brigada Indígena Porquinhos e a Brigada Especializada de Grajaú, que serão divididos em dois grupos, ambos compostos por brigadistas do Prev fogo e brigadistas das Forças Nacionais para uma atuação ainda mais a Norte dentro da terra indígena Porquinhos. Estamos enviando também mais instrumentos, mais equipamentos de combate ao incêndio como drones, sopradores e temos dado uma assistência muito grande a área do Parque Estadual do Mirador, onde tem fronteira com as terras indígenas e, inclusive trabalhando a prevenção do incêndio nas áreas de nascente através de aceiros, através de técnicas que impeçam que esse fogo alcance as nascentes”, revelou a superintendente do Ibama.
Conforme informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Maranhão caiu para a terceira posição ficando atrás de Mato Grosso e Pará. De janeiro até essa quarta-feira (16) foram registrados no 6.438 focos de incêndio, sendo 343 só nas últimas 24h. (G1)
Comunidade Guarani e Kaiowá do tekoha Avae’te é novamente atacada por pistoleiros
Um grupo armado invadiu, nesta tarde (16), o tekoha Avae’te, em Dourados (MS), do povo Guarani e Kaiowá. “Eles vieram pelo mato e atiraram umas quatro vezes, e [um dos disparos] quase acertou nosso parente”, relata Yvyraija Miri, liderança da comunidade. Segundo relatos dos indígenas, o grupo de pistoleiros monitora a comunidade por meio de drones a fim de localizar e alvejar os moradores. “Se a gente sair para filmar, eles dão tiro porque o drone fica em cima, até agora está aqui em cima” conta a liderança.
Na madrugada de terça-feira (15), um outro ataque foi empreendido por pistoleiros que invadiram e incendiaram dez das trinta casas do tekoha Avae’te. Os indígenas tiveram que se esconder no mato para se proteger dos tiros disparados pelo grupo armado que adentrou de forma violenta o território, tendo quase alvejado uma anciã e uma criança.“Eles vieram em duas caminhonetes com oito pessoas a pé para queimar as nossas casas. Eles têm armas pesadas, dão tiro para matar. Nós estamos correndo perigo, lutando pelos nossos direitos, pela nossa terra”, narra Yvyraija Miri.
Ninguém ficou ferido, mas a promessa de um novo ataque, anunciada no momento da investida, tem causado medo e pânico dentre os indígenas. “Eles, em gritos de ameaça, prometeram voltar hoje à noite, gritando que ‘à noite é o Caveirão que manda’”, narrou um morador do tekoha, em mensagem de Whatsapp, a uma pessoa do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).O caveirão – um trator blindado e modificado com chapas de metal – já é velho conhecido dos Guarani e Kaiowá de retomadas localizadas em áreas próximas aos atuais limites da reserva indígena de Dourados, cujo território é reivindicado pelos indígenas como parte de sua terra de ocupação tradicional.
O veículo é utilizado para atacar as comunidades Guarani e Kaiowá e derrubar os barracos das retomadas. Segundo relatos dos indígenas, o trator serve ainda como plataforma de tiro contra os Guarani e Kaiowá, sendo por este motivo, apelidado de “caveirão”.Além das casas incendiadas, os indígenas denunciaram o despejo de lixo no território da comunidade. “Eles jogam lixo, entulho dentro do tekoha, em frente às nossas casas”, relata, ainda, a liderança. Segundo Yvyraija Miri, esse foi o mais recente ataque ocorrido esse ano, mas os atentados contra a comunidade são frequentes, tendo o último ocorrido três dias atrás.As investidas contra a comunidade de Avae’te e as outras retomadas do entorno da reserva têm se intensificado desde 2018, quando iniciou-se o processo de retomada das áreas. Em 2021, ao menos três casas de indígenas foram queimadas por seguranças privados de fazendeiros no tekoha Avae’té. “Agora [2023] sobraram 20 casas do total de 30 da nossa comunidade”, lamenta a liderança. (IHU)
Com 100 mil agricultoras em Brasília, Marcha das Margaridas cobra acesso à terra e combate à violência
Brasília amanheceu, nesta quarta (16), com 100 mil mulheres caminhando em passeata até o Congresso Nacional. Com chapéus de palha e roupas de cor lilás dando o tom estético do ato, a sétima edição da Marcha das Margaridas – composta por agricultoras, ribeirinhas, quilombolas, indígenas, marisqueiras, entre outras – tem como tema "Pela reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver". Participam, ainda, representantes de movimentos populares de 33 países.
A agricultora Neri dos Santos viajou do Acampamento produtivo Dom Tomás Balduíno, em Formosa (GO), para participar do ato, cujas atividades começaram na terça (15). "Estou aqui lutando pela terra", ressalta ela, que há oito anos espera que sua comunidade seja regularizada como assentamento da reforma agrária."É difícil, mas quem quer as coisas tem que correr atrás. A gente tem filho, tem neto, e a gente precisa de uma terra para mor de sobreviver dentro dela. Na cidade não dá para viver", diz a camponesa. Para Neri, que participa do ato há anos – "em todas as Margaridas eu estou dentro" – o fim da violência contra as mulheres é ponto central da luta das mulheres da cidade, do campo, da floresta e das águas. "Estupro, feminicídio, as coisas muito difíceis. Então a gente precisa lutar para não ver as companheiras morrerem, como estão morrendo. Não é fácil, além de trabalhar, ainda ser morta pelo companheiro", denuncia. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 1.437 feminicídios no país em 2022, um aumento de 6,1% em relação ao ano anterior.
Walkíria Alves foi para a Marcha das Margaridas saindo da cidade de Cabo de Santo Agostinho (PE), onde, segundo ela, 35% da população vive na área rural. Os saberes do trabalho com a terra passaram por gerações de sua família até chegaram a ela. Seus avós são da área rural de Garanhuns, agreste pernambucano. Hoje Walkíria está a frente da Secretaria de Mulheres do seu município. "A gente está aqui porque, além de serem as nossas raízes, estamos na retomada da democracia neste momento de luta, de estarmos juntas e de dizer que a gente não vai aceitar nenhum direito a menos", diz Walkíria. (Brasil de fato)
A Terra não nos pertence. Por favor não façam a guerra atômica
O professor Bernard Lowen, da Harvard School of Public Health, um dos fundadores da IPPNW (organização médicos internacionais para prevenção contra a guerra), declarou em uma palestra recente:“… Nenhum perigo para a saúde pública jamais enfrentado pela humanidade se iguala à ameaça de uma guerra nuclear. Nunca antes de agora o homem possuiu os recursos destrutivos para tornar este planeta inabitável... A medicina moderna não tem nada a oferecer, nem mesmo uma vantagem simbólica, no caso de uma guerra nuclear. ... Somos apenas passageiros transitórios neste planeta Terra. Ela não nos pertence. Não somos livres para condenar gerações ainda não nascidas. Não somos livres para apagar o passado da humanidade ou ofuscar seu futuro. Os sistemas sociais não duram para sempre. Somente a vida pode reivindicar uma continuidade ininterrupta. Essa continuidade é sagrada."
Javier Perez de Cuellar, ex-secretário-geral das Nações Unidas, ressaltou o mesmo ponto em um de seus discursos:“Sinto”, diz ele, “que a pergunta pode ser posta justamente às principais potências nucleares: com que direito decidem o destino da humanidade? Da Escandinávia à América Latina, da Europa e África ao Extremo Oriente, o destino de cada homem e de cada mulher é marcado por suas ações. Ninguém pode esperar escapar das consequências catastróficas de uma guerra nuclear na frágil estrutura deste planeta. (…)
Nenhum confronto ideológico pode comprometer o futuro da humanidade. O que está em jogo é nada menos que isto: as decisões de hoje não dizem respeito apenas ao presente; também colocam em risco as gerações vindouras. Como árbitros supremos, com nossas controvérsias do momento, ameaçamos cortar o futuro e extinguir a vida de milhões de inocentes que ainda não nasceram. Não pode haver maior arrogância. Ao mesmo tempo, as vidas de todos os que viveram antes de nós podem perder o significado; pois temos o poder de dissolver em um conflito de horas ou minutos toda a obra da civilização, com todo o brilhante patrimônio cultural da humanidade. (…) Em uma era nuclear, as decisões sobre guerra e paz não podem ser deixadas para os estrategistas militares e nem mesmo aos governos. Na verdade, são responsabilidade de cada homem e mulher. E é, portanto, responsabilidade de todos nós... interromper o círculo vicioso de desconfiança e da insegurança e responder ao anseio de paz da humanidade."
Mas hoje, o desenvolvimento de armas nucleares destrutivas colocou a guerra completamente além dos limites da sanidade mental e da humanidade elementar. Não podemos nos livrar tanto das armas nucleares como da própria instituição da guerra? Devemos agir com rapidez e decisão antes que tudo o que amamos em nosso maravilhoso mundo seja reduzido a cinzas radioativas.(IHU)
sábado, 12 de agosto de 2023
‘Se as águas do mar da vida quiserem te afogar.....’ (Mt.14,22-33)
‘Se as águas do mar da vida quiserem te afogar.....’ é preciso, primeiramente, enfrentá-las, antes mesmo de achar que elas irão nos afogar! Diante dos inevitáveis conflitos e tempestades da vida muitas pessoas se apavoram, e ficam paralisadas; já outras, percebem a gravidade da ventania e fogem, fingindo que nada está a acontecer; e, outras, enfim, mesmo tremendo de pavor, peitam os ventos impetuosos da vida. É nadando que se aprende a nadar! É encarando os conflitos e os fantasmas da nossa existência que aprendemos a superá-los ou, pelo menos, a conviver com eles. Contudo, ao evitar ou ao adiar o enfrentamento dos conflitos da vida, estaremos contribuindo para que eles se agigantem sempre mais. Jesus aparece no texto hodierno como aquele que supera a impetuosidade das tempestades da vida ao mergulhar nelas! Jesus, da fato, está fora da barca, e flutua nas ondas como se fossem o seu habitat natural. Ele se dispõe a ‘educar os seus seguidores’ a fazerem o mesmo. Daí o convite a Pedro: ’VEM’ ....e não tenha medo.... de sentir medo’! A nós a escolha de permanecer no barco com a ilusão de nos sentir seguros e protegidos ou de pular e ‘caminhar com fé sobre as ondas impetuosas da vida’!
domingo, 6 de agosto de 2023
Transfiguração de Jesus, oportunidade para superar o medo da derrota e da morte!
O texto evangélico inicia falando em esplendor, brancura, em transfiguração, seja de Jesus bem como de Moisés e Elias. Tanta luz, contudo, não consegue ocultar uma realidade tão trágica quanto a morte iminente de Jesus. Mateus parece nos dizer que nesses momentos dramáticos de medo, dor, abandono da nossa existência é preciso se transfigurar, mudar radicalmente de perspectivas. Vislumbrar o que outros não conseguem enxergar. Precisamos deixar de considerar derrotas e aparentes fracassos como o fim de tudo. É preciso resgatar o testemunho de quantos passaram por essas mesmas situações e, mesmo assim, fizeram acontecer! Foi nessas experiências angustiantes que Jesus vislumbrou também a sua superação. Ao fazer a experiência da dor educamo-nos progressivamente a lidar com ela; ao fazer a experiência da aparente derrota, apreendemos a vencer e a superar todo tipo de obstáculos. É nas experiências perturbadoras do medo, do sentimento de solidão e do abandono que podemos nos sentir confirmados na nossa missão! É nas crises extremas e aparentemente sem saída que, em geral, encontramos saídas inéditas e criativas. Que isto aconteça conosco e com a humanidade!