sábado, 30 de abril de 2016

'Pela primeira vez na minha vida senti vergonha de ser barsileiro' diz Drauzio Varella, sobre votação do dia 17 de abril

"Pela primeira vez em 70 anos senti vergonha de ser brasileiro. Culpa da TV, que me manteve hipnotizado na frente da tela, enquanto transmitia a votação do impeachment na Câmara, duas semanas atrás", diz o médico e escritor Drauzio Varella, sobre a votação de 17 de abril; "Todos sabem que é lamentável o nível da maioria de nossos deputados, mas vê-los em conjunto despejando cretinices no microfone foi assistir a um espetáculo deprimente protagonizado por exibicionistas espertalhões, travestidos em patriotas tementes a Deus"

Para que continuar a farsa no senado? Todos eles já decidiram qual será a sentença final, não importando as justificativas de ambas as partes....

Uma pergunta que não quer calar: para que continuar a levar adiante um processo de impeachment no senado se a grande maioria dos senadores já se manifestou de forma irrevogável - a favor ou contra do impeachment - antes mesmo de proceder ao julgamento formal? Ou seja, não importa quais forem as justificativas a favor ou contra dos crimes de responsabilidade (pedaladas fiscais) e se efetivamente isso seria crime, ELES JÁ TÊM OPINIÃO FECHADA, já emitiram dentro de si a sua sentença final. É como dizer que o juiz antes mesmo de ouvir a acusação e a defesa ele já emitiu 'in pectore' a sua sentença. Seria mais honesto dizer: votem logo e vamos acabar com essa farsa, seja o que for. No entanto, esse modo de proceder do senado é uma verdadeira palhaçada, desmoraliza-o totalmente, pois nem as clássicas posturas da imparcialidade, da sabedoria, do equilíbrio, da impessoalidade (são julgadores, afinal....não esqueçamos!) os senadores sabem respeitar. Evidente que pelas falas daqueles senhores transparecem mais os sentimentos de rancor, de raiva, de vingança, de punição por aquilo que o governo e a presidente fez ao longo desses anos! Já não interessa o mérito legal do julgamento. Ela, Dilma e os petistas, têm que pagar por não ter atendido aos muitos pedidos apresentados, pelo fato de Lula chamar um senador de 'velhinho babaca', ou o STF de 'acovardado', etc. por ter chegado a hora de outros também assumir plenamente o governo e manipular de acordo com os seus interesses de parte. De políticos que pautam a sua atuação em sentimentos desse feitio podemos esperar de tudo, inclusive o pisoteamento da Constituição.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Senador Randolfe engana Janaína Paschoal, a possuída, e faz com que ela apoie impeachment de Temer.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) esperou até 1h da manhã para poder pregar uma peça na autora do pedido de impeachment, Janaína Paschoal, na sessão dedicada a ouvir os denunciantes. Ele fez uma explanação apresentando a edição de decretos de créditos suplementares específicos e pediu, em seguida, a opinião de Janaína sobre essas atitudes. A jurista defendeu que os créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional configuram crime de responsabilidade e devem ser punidos com o impeachment. "Muito bem, fico feliz com sua opinião, porque a senhora acabou de concordar com o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Essas ações que eu li foram tomadas pelo vice", disse Randolfe. A professora ficou constrangida e tentou se explicar.

OBRAS DE MISERICÓRDIA III - Dar água ao sedento, e saciar a sua sede de justiça

A crise de abastecimento de água potável está a atingir todas as regiões do nosso País, mas de forma mais dramática, a região do Nordeste do Brasil. É um drama mundial. Contudo, a crise da água afeta sempre as populações mais pobres. Nos interiores nordestinos, milhares de pessoas, todos os dias, têm que percorrer vários quilômetros para buscar água de péssima qualidade em açudes públicos, bicas, cacimbas, ou aguardar um carro-pipa que demora dias para chegar. Certamente são louváveis os inúmeros projetos federais de construção de cisternas permitindo a captação e o uso doméstico das águas pluviais. Todavia, não há como esconder que são formas paliativas, principalmente se observarmos a existência ‘açudes bem abastecidos’ em fazendas de deputados e de coronéis da mesma região. Essa desigualdade não advém da seca somente,mas é fruto de má gestão e de egoísmos humanos. Já a Campanha da Fraternidade de 2004 ‘Água é vida’ nos alertava sobre a dramaticidade da falta de água para as populações mais pobres. A CF desse ano nos informa que mais de 15% dos nossos domicílios não possuem água devidamente tratada. E cerca de 40% de toda a água tratada no país é desperdiçada, quando em países da Europa não passa de 9%. Nem falemos das indústrias das ‘águas minerais’ que sob a duvidosa bandeira da venda de água cristalina fazem verdadeiras fortunas, e ludibriam milhões de incautos clientes. Há algo diabólico nisso tudo. De um lado a nossa escassa educação em utilizar de forma responsável o precioso líquido, ‘o ouro branco’. Do outro lado, há em curso, mundialmente, uma clara tentativa de administrar a água como sendo uma mercadoria igual a tantas outras, onde só quem tem dinheiro pode usufruir. Isto já vem gerando conflitos de todo tipo. O que significa, então, ‘dar de beber a quem tem sede’ no contexto de hoje? É profundamente ético e expressão de autêntica caridade ‘dar um copo de água fresca a esses pequeninos’, (Mt. 10,42) - mas é evidente que, hoje, o desafio bem maior é o de ‘saciar a sede de justiça’ que arde em tantas terras áridas e em tantos corpos ressequidos pela fome, a sede e a exclusão. Matar a sua sede significa articulação social e política para exigir o respeito radical aos direitos fundamentais de todo ser vivo, e a execução de políticas públicas que garantam água potável para todos. Custe o que custar. A plenitude de vida que Jesus anunciou através de inúmeros gestos de misericórdia continua sendo o horizonte comum a ser construído sistematicamente, - e não somente idealizado, - por cada cristão. (Artigo escrito pelo blogueiro e publicado no Jornal do Maranhão da Arquidiocese de São Luis)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

LE MONDE - Destituir Dilma não resolve. Brasil escravo dos demônios do passado!

Jornal francês publica artigo de Laurent Vidal, professor da Universidade de La Rochelle, dizendo que "destituir Dilma Rousseff não resolverá nada"; o historiador ressalta que “esse país do futuro” está acorrentado a demônios do passado; cita o chamado escândalo do mensalão e casos de corrupção envolvendo membros do PSDB, principal partido de oposição; lembra que o perdedor de 2014, o tucano Aécio Neves, nunca aceitou sua derrota e tentou criar a ideia de que Dilma foi eleita por um Brasil arcaico, sensível aos apelos populistas, sobretudo pelo Norte e Nordeste; "nada é mais falso do que isso", diz Vidal; segundo ele, essa crise mostra sobretudo uma forma de desprezo social que parece ter se instalado na sociedade brasileira; “o excluído não é mais aquele que sofre de carências materiais, mas o que não é reconhecido como um sujeito digno de se pronunciar sobre uma escolha política e social”; para ele, enquanto a questão da desigualdade não for enfrentada, é difícil imaginar um novo projeto de governo capaz de restaurar a confiança e o respeito entre brasileiros

terça-feira, 26 de abril de 2016

Cinismo de FHC - Dilma é honesta mas tem que cair! Mais impostos e menos gasto social é o que vai vir, diz ele!

Um dos principais apoiadores do impeachment, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reitera que a presidente Dilma Rousseff é honesta, mas deve sair por ser vítima de "um processo político"; ele diz ainda que o PSDB tem obrigação de aderir ao eventual governo de Michel Temer, inclusive com cargos, por ter ajudado a derrubar Dilma; sobre o futuro, ele diz que a sociedade terá que inevitavelmente aceitar mais impostos e menos gastos sociais; ele também sinalizou que o PSDB poderá ficar a reboque do PMDB, ao dizer que Temer terá todo o direito de disputar a reeleição; "É bom para o PSDB? Não, o PSDB quer ir direto para o governo, mas se Temer for bom, e o Brasil quiser isso..."(Brasil 247)

O ministro Teori aceita mais duas denúncias de investigação contra CUNHA, mas os bandidos da Câmara já preparam a anistia dele! Circo dos horrores continua na republiqueta verde-amarela!

Nos dias que precederam a votação do impeachment, tornou-se cristalina uma trama de venda casada. Enquanto trabalhava pela abertura do processo contra Dilma Rousseff, uma expressiva bancada de parlamentares articulava uma “anistia” ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Nem mesmo a delação de Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, constrangeu a turma. O empresário entregou aos investigadores da Lava Jato uma tabela que aponta 22 depósitos, no valor total de 4,6 milhões de dólares, em propinas repassadas ao peemedebista entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014. A planilha foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira 15, dois dias antes da derrota do governo no plenário. Antes mesmo do desfecho, os aliados mais próximos do peemedebista não escondiam as cartadas lançadas nos bastidores. “Sem ele não teríamos o processo de impeachment. Por isso, Cunha merece ser anistiado”, afirmou o deputado Paulinho da Força, do Solidariedade, ao site Congresso em Foco. 

Com o placar consolidado, Osmar Serraglio, do PMDB do Paraná, também passou a defender publicamente uma “retribuição” ao correligionário pelo presente. Integrante da tropa de choque de Cunha no Conselho de Ética, Carlos Marun, do PMDB de Mato Grosso do Sul, já ensaia o discurso: “Entendo que deva haver uma punição, mas não entendo que deva ser a cassação”. Com o apoio de partidos do chamado Centrão, entre eles PP, PRB e PSD, além do Solidariedade e de parte do DEM, Cunha mostra-se confiante na absolvição no Conselho de Ética da Câmara, onde enfrenta processo por quebra de decoro parlamentar. “Não tenho nenhuma preocupação, estou absolutamente em condições de ser inocentado”, afirmou na tarde da segunda 18, após entregar a papelada do processo contra Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros.