Frequentemente as nossas atitudes e perspectivas denunciam que somos ainda demasiadamente terrenos, quase rasteiros. Não conseguimos nos desvencilhar de um imediatismo interesseiro e opaco. Temos dificuldade de nos transcender, de enxergar um pouco mais além do nosso nariz. Afinal, somos crias e multiplicadores de uma cultura supostamente pragmática e eficiente do aqui e agora. Jesus, no evangelho de hoje, ao se distanciar fisicamente dos seus discípulos, em lugar de consolá-los e conformá-los, os incentiva a fazer novos discípulos, novas testemunhas do Pai. Em outras palavras, os catapulta para fora do mundinho tapado em que viviam e atuavam, e os envia para se inserirem nos grandes cenários e desafios da sociedade. Jesus não quer uma seita de cultuadores piedosos, adoradores submissos da sua pessoa, mas reprodutores incansáveis de sua prática, e protagonistas ousados da Boa Nova nos quatro cantos do planeta. Chegou a hora de pensar e agir grande. De olharmos a nossa realidade com os olhos de quem a vê desde o Céu. Que sabem descortinar com clarividência, agora, novos e invisíveis horizontes e perspectivas de vida. Mas para tanto é preciso, urgentemente, que aprendamos a nos elevar, a nos distanciar de nós mesmos e a nos educar a enxergar as pessoas da nossa humanidade que ninguém vê e ninguém convida!
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