terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não à PEC 215 que quer transferir para o congresso a função de demarcar terras indígenas! Com esse congresso TUDO será possível!

Nesta terça, às 16h, tem tuitaço contra a PEC 215, que pretende transferir para o Congresso Nacional a função de aprovar a demarcação de Terras Indígenas.
Vamos espalhar o chamado e pedir para o presidente da Câmara, Henrique E. Alves não instalar a Comissão Especial! #PEC215 Nao


Carta inédita de Clara a 'Francesco' - A história parece se repetir, mas, Deus queira, não como farsa!

A carta provocou muito desgosto para Francisco de Assis. Ele sabia que Clara nunca a teria escrito se os fatos não fossem até piores. Elias de Cortona, que estava com ele na Terra Santa, lembra que o amigo, ao lê-la, tinha lágrimas nos olhos, mas não revelou o conteúdo a ninguém. Mas decidiu voltar para a Itália com a primeira nau possível.

"Caríssimo irmão em Cristo, que o Pai te dê paz e saúde. Queria te escrever apenas para te dar notícias de alegria, mas este não é o momento. A fraternitas é como um pobre barco no meio de uma grande tempestade e corre o risco de ser submerso. Eis a causa. Quem o guia na tua ausência dá ordens aos Irmãos e às Irmãs opostos e contrários ao que tu pretendias. Isso provoca discussões e disputas contínuas que conheces, mas que tu sabias gerir com paciência e sabedoria. Leão, Egídio e alguns outros vinham muito tristes nos contar o que acontecia. E tu podes imaginar o que acontecia. Propunham novamente para a Fraternidade uma Regra de vida oposta à que tu tinhas indicado com tanta clareza e paciência. Quem se opunha era calado e expulso. Por isso, muitos Irmãos estão confusos, outros muito tristes e dispersos. Muitos, ao invés, estão contentes em seguir as novas diretrizes.....

A primeira consequência é que a nossa amadíssima Senhora Pobreza, fiel companheira das nossas vidas, foi expulsa com incômodo e até mesmo desprezo. Os Irmãos que continuam a amá-la são acusados de heresia e expulsos, mas o verdadeiro motivo é que são considerados fiéis demais às tuas diretrizes. O coração de toda a questão que tu conheces bem. Eles dizem que tu lhes negavas o direito de estudar e de aprofundar com o estudo a palavra de Jesus Cristo. Eles sabem muito bem que tu dizes coisas bem diferentes. Tu dizias que o estudo é importante quando ajuda as pessoas a serem livres e também dizias que o estudo é até mesmo santo se está a serviço da Verdade e da Vida. E para ti justamente Cristo é a Verdade e a Vida. Para muitos deles, ao invés, o estudo é um meio para submeter aqueles que não estudaram e não conhece as palavras para pedir justiça. E é justamente a palavra fraternitas que parece irritar esses doutos, como se não compreendessem o seu significado avassalador, aquele que te avassalou e, através de ti, muitos homens e mulheres, incluindo eu....E é por causa de tudo isso que a tempestade se abateu também sobre nós, Irmãzinhas tuas.....A ordem de Roma impôs imediatamente que nós, Irmãs, nunca mais saíssemos e não encontrássemos mais os Irmãos, nenhum deles. Além dos portões e das cancelas, as grades nas janelas também nos separam de todos. Não pudemos mais ir trabalhar, seja aquelas em serviço em uma casa de ricos, seja aquelas na fábrica para obter o sustento para nós e para os nossos irmãos pobres ou doentes....Tu te perguntarás de que vivemos. Eis aqui a maior surpresa. O alimento nos vem das entregas dos 'nossos camponeses' que nos trazem todos os bens de Deus. Tornamo-nos, de fato, as suas 'patroas'. Em suma, a Igreja nos conferiu rendas e assim vivemos de renda. Parece quase uma piada, se pensares que eu e outras irmãs deixamos cômodos palácios e ricas mesas para abraçar a Senhora Pobreza por vergonha diante dos irmãos em desvantagem. Somos novamente privilegiadas e protegidas, e nos sentimos como aquelas bonecas com as quais brincamos quando crianças e que são jogadas aqui e ali. 

O oficial pontifício que nos trouxe o documento a respeito do usufruto das terras que eles nos conferiram riu quando eu lhe disse que não queríamos esse privilégio de renda, mas sim o privilégio de ser pobres. Ele nos indicou que muitíssimos irmãos haviam ficado bem felizes por terem obtido assentos confortáveis para o estudo e a oração. Não houve jeito de fazê-lo entender que estávamos felizes por ganhar a vida como fazem a maior parte dos 'irmãos'. Foi um diálogo impossível. Nos primeiros tempos, quase não conseguíamos comer por causa do embaraço. Envergonhávamo-nos e doávamos tudo. Depois, junto com Leão e Pedro, fui ao encontro do Bispo para lhe falar com ele e assim, entrando em acordo com ele, com ele apenas, assim que escurece, eu e algumas irmãs saímos para levar comida e assistência aos nossos irmãos em dificuldade. 

Mas o principal impulso para a nossa resistência é a certeza de que, quando tu voltares, será esclarecido esse equívoco. Uma interpretação tão errada das palavras do Evangelho só pode ser um equívoco. E justamente por causa desse equívoco tantos Irmãos aceitaram casas e até palácios para viver no conforto. Eles dizem que estudam e que, por isso, precisam repousar comodamente, alimentar-se com comidas delicadas e vestir-se com tecidos macios. Não pensam assim os primeiros que chegaram à fraternitas, Leão, Rufino, Pedro, Egídio e outros. Eles permaneceram fiéis ao Evangelho ao pé da letra e, portanto, continuam vivendo como antes, mas esperam e rezam para que logo tudo se esclareça. Tu não podes sequer imaginar o quanto é necessário que tu existas. Chegou aqui a notícia, graças a um mercador que a espalhou, que tu encontraste o Sultão e que vocês falaram sobre uma possível Paz. O bispo veio para nos relatar isso pessoalmente. Ele exultava de alegria, mas parece que em Roma eles têm outras ideias. É evidente que, na Terra Santa, eles precisam de ti, e eu e as Irmãs corremos o risco de ser inoportunas. Mas é justo que tu conheças tudo para poder decidir, e por isso rezamos muito e...".
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A carta se interrompe aqui. Essa carta nunca foi lida por nenhum biógrafo. Nas Fontes Franciscanas, no entanto, lê-se uma carta enviada por Clara a Francisco em que ela pedia que ele voltasse. De fato, era o período em que havia grandes desavenças dentro da fraternitas. Eu (Liliana Cavani, roteirista e diretora de cinema) a escrevi imaginando-a. Agora, parece-me tão verdadeira que não posso destruí-la. (Fonte: IHU - síntese elaborada pelo blogueiro)

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O Papa peregrino na Úmbria nas pegadas de São Francisco, padroeiro da Itália. Foi apresentado nesta segunda-feira, na sala da "espoliação" da sede do episcopado de Assis, o programa da visita do Papa Francisco à cidade de Assis, em 4 de outubro próximo. O 4 de outubro será um dia intenso para o Papa em Assis, na festa do Santo padroeiro da Itália, em quem Bergoglio inspirou o seu Pontificado.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mamma Gina compie 82 anni. AUGURI

Mamma Gina, 82, prima a destra con amici del Crobio

3 settembre del 1932, il giorno della nascita di Gina Bertagnoli, mia mamma. 
Carissima, quest´anno, differentemente dall’anno scorso, celebraremo il tuo complenno separati fisicamente, ma non sará certamente l´Oceano Atlantico a impedire che possiamo sentirci uniti in questo giorno per ringraziare il Signore di esistere nella nostra vita e di godere, tutto sommato, una buona salute e luciditá. Nella tua vita hai conosciuto vari ‘inverni’ atroci che sembravano minacciare la robustezza della tua anima, e che hanno prodotto sofferenze e ferite. Oggi, peró, dall´alto dei tuoi 82 anni, possiamo dire che con coraggio, fede e caparbietá hai saputo ‘fare molte primavere’, cariche di luce, di speranze ritrovate non solo per te, ma per coloro che ti vivevano accanto.  Oggi, per coloro che affermano che un ottantenne starebbe al tramonto della sua vita, noi vogliamo contrapporre che non é l’etá biologica che determina il tramonto o il sorgere di una persona, ma la sua carica umana, la sua traiettoria di vita e i valori che sá trasmettere. É questo tuo patrimonio umano e spirituale che non conosce tramonto, perché vá oltre lo stato biologico di una persona, che ci fá capire che stai risorgendo e illuminando continuamente. Grazie per ció che sei e ci dai. Auguri, intramontabile mamma! 

Pelo fim do voto secreto no congresso. Votemos já!

Dias atrás, a Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato de um deputado condenado por roubar 8 milhões de reais dos cofres públicos e já na prisão. Essa decisão insana nunca teria acontecido se os deputados soubessem que seus votos seriam públicos! Vamos fazer desta a última vez em que o sistema duvidoso de votação secreta foi usado para resgatar um parlamentar corrupto! Envergonhado por essa medida anti-democrática, o presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves prometeu não colocar mais nenhuma proposta de cassação na pauta até que o fim do voto secreto seja votado. Esta é a nossa chance! Precisamos acabar com o voto secreto o mais cedo possível, ou então os parlamentares condenados no processo do Mensalão continuarão em seus mandatos – exatamente como aconteceu ontem com Donadon. Precisamos agir agora e exigir o fim do voto secreto! Quase 500 mil membros da Avaaz já se uniram à petição -- vamos nos juntar a eles e entregar nossas vozes à Câmara para assegurar que os deputados acabem com o voto secreto. 

604,085 assinaram. Ajude-nos a chegar a 750,000! - 

https://secure.avaaz.org/po/brazil_open_vote_nd/?bJTMvbb&v=28677

Cai, enfim, o Nº 2 do Vaticano, Bertone. Francesco começa a construir um novo jeito de governar/servir a igreja católica e o mundo

Alguns afirmam que o papado de Francisco só começou realmente nesse sábado com a escolha do novo Secretário de Estado, Dom Parolin, no lugar de Bertone. Uma confirmação de que, sem a remoção desse último, o divisor de águas entre passado e presente permanecia nebuloso, incompleto. Provavelmente, Bertone começava a pressentir isso. No entanto, não quis, ou talvez não foi capaz, de entender que a sua época tinha acabado: tinha se concluído no dia 28 de fevereiro, com a renúncia de Bento XVI e tinha sido enterrada com a eleição de Jorge Mario Bergoglio. Contudo, ele não quis ou não soube entender que o momento era de deixar. Revistas agora, as suas raras imagens ao lado do Papa Francisco na recente viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, relatam uma relação quase inexistente. Bertone pensava em continuar desempenhando um papel ao menos semelhante ao que lhe havia sido concedido por Bento XVI. A sua última tentativa foi de resistir à cúpula da comissão cardinalícia que controla o IOR. A conversa com Francisco em meados de agosto teria sido uma espécie de diálogo breve, embaraçoso entre surdos. De fato, o pedido de Bertone agravou as suspeitas daqueles que se perguntam se ele quer acompanhar a problemática operação de transparência financeira do IOR só pelo bem da Igreja ou porque há interesses encorpados e incômodos para defender. Nisso, Francisco demonstrou que não quer recuar um centímetro.
O declínio de Bertone, portanto, não será indolor, porque não é só o de um alto prelado, mas também de um sistema de governo e de uma mentalidade dos quais, apesar dele, ele se tornou há muito tempo o símbolo e a metáfora. Não existem problemas pessoais com o novo pontífice. Mas o ex-arcebispo jesuíta de Buenos Aires é a expressão de um conclave que queria e conseguiu eleger um papa chamado para eliminar aquilo que o agora ex-secretário de Estado representou, para além das suas reais responsabilidades.O retorno a Roma do "jovem" Pietro Parolin, o diplomata da escola de Agostino Casaroli, que ainda não é nem cardeal, soa como a derrota total do modelo anterior. Indica sobretudo a vontade do Vaticano de voltar a fazer política externa, depois de uma fase de imobilismo e improvisação.Que fique claro: Bertone não foi a causa do ataque do coração do poder vaticano; no máximo o revelou. Mas, certamente, a sua figura controversa assinalou e tornou extremas as suas contradições e o seu anacronismo. Nesse ponto, ficou ainda mais claro para os episcopados mundiais que o sistema devia ser radicalmente reformado, a fim de evitar desvios e guerras internas devastadoras.Mas o universo autorreferencial de Bertone já estava periclitante. Francisco e o conclave apenas reconheceram isso, com tempos lentos, mas inexoráveis, de uma igreja que voltou a olhar para frente.(Fonte: IHU)

Setembro mês da bíblia - Palavras não escritas que continuam a inspirar e a motivar pessoas e culturas!

Bíblia, que em grego significa ‘livros’, não é sinônimo de ‘palavra de Deus’, ou seja, a Bíblia não contém toda a Palavra revelada por Deus. Esta se manifesta o tempo todo através de profecias, gestos e opções de vida que são inspirados e reconhecidos como vindos do espírito de Deus. Deus não terminou de falar com o último livro da Bíblia (Apocalipse), mas continua a falar e a inspirar de forma significativa hoje.

Para descobrir e compreender o fascínio e a grandeza da Palavra contida na Bíblia é preciso ter um engajamento anterior (ou simultâneo), ou seja, viver a fraternidade e a justiça. Sem essa prática torna-se difícil compreender a lógica e a mensagem bíblica. Do mesmo jeito que ninguém aprende a jogar futebol assistindo na sala um jogo do Palmeiras, mas entrando em campo e ...’bater bola’, treinando e ensaiando.

A Bíblia não é um livro de história, ou de física, de caráter científico, mesmo contendo informações históricas. Ela tem o objetivo de produzir nos leitores e interlocutores motivações para ser discípulos/as e ser enviados; quer despertar admiração e  empolgação com as palavras e os gestos das personagens bíblicas, imitar e reproduzir suas opções de vida, sem se importar excessivamente se o dado histórico (data, pessoas, acontecimento, etc.) é consistente.

Na Bíblia existe um grande horizonte comum, mas existem muitos e variados caminhos e metodologias para alcançá-lo. Na Bíblia existem vários projetos de vida, alguns chocantes e contraditórios entre si. Existem, de fato, várias visões do ‘Único Deus’, a depender de quem escreve. Por isso que na leitura-meditação da Bíblia é fundamental saber contextualizar os textos (quem escreve, para quem, quais interesses, quais influências, quais possíveis intenções se escondem, onde se situa um determinado acontecimento....)

A Bíblia é como uma imensa cidade com muitas ruas e avenidas, praças e monumentos, bairros e espaços verdes, e para não nos perder precisamos saber utilizar o mapa daquela, ou seja, compreender a ‘chave de leitura’, a que não nos permite perder. Sem isso, a Bíblia pode dar a impressão de ser um conjunto muito confuso de acontecimentos, histórias, personagens, aventuras, guerras, etc. misturado com experiências de profecia, de espiritualidade e de místicas arrebatadoras. 

A Bíblia não foi escrita ao longo de alguns anos, mas ao longo de muitos séculos (o livro do Gênese, por exemplo, ao longo de 500-600 anos) por muitos autores, com muitas interferências e que escreviam a uma enorme variedade de grupos e pessoas. A depender para quem se queria falar, ou provocar, ou suscitar novas atitudes, os dados históricos e os textos eram adaptados.

A chave de leitura, por excelência, para compreender a riqueza das experiências bíblicas poderia ser: libertar e se libertar de toda escravidão (ouvi os clamores do meu povo, vi sua aflição....desci para libertá-lo! Ex.3,7) A experiência de libertação da escravidão ‘dos faraós’, a saída do Egito e a conquista de uma terra livre e espaçosa para viver em liberdade é a experiência central que marcará a pregação e as opções de vida de inúmeros personagens (juízes, profetas, Jesus, apóstolos, etc.). Fuga de ‘tantos Egitos e faraós’, mas não por medo de enfrentá-los, mas para poder construir uma nova terra-reino, não segundo as normas dos Faraós, mas as de Deus, o defensor dos pequenos e oprimidos. Novas leis e nova ética!

O grande desafio, contudo, a respeito da Bíblia continua um só: não só estudá-la, lê-la, compreendê-la, mas pô-la em prática! (Lc. 6,46-49) Uma Palavra de vida que se revela através de tantos pequenos invisíveis que testemunham a ‘nova Realeza de Deus’!

domingo, 1 de setembro de 2013

Papa Franceso em discurso contundente, hoje, afirma que 'guerra chama guerra' e convoca jejum e oração no dia 7 pela paz na Síria

O Papa convidou este domingo os fiéis de todas as Igrejas e religiões, as pessoas que não crêem e todos os homens e mulheres de boa vontade a praticarem o jejum e a oração no dia 7 de setembro, em favor da Síria. Visivelmente preocupado, Francisco dedicou inteiramente seu encontro de domingo à situação no país médio-oriental, onde a guerra civil já matou mais de 100 mil pessoas em três anos. Foi a primeira vez que o Papa não fez alguma menção à liturgia do dia antes de rezar a oração mariana do Angelus no Vaticano. 

A multidão que lotava a Praça São Pedro ouviu as palavras do Pontífice com atenção e aplaudiu a decisão de Francisco de promover o “Dia de oração e jejum pela Síria”:“Decidi convocar toda a Igreja, no dia 7 de setembro, vigília da Natividade de Maria, Rainha da Paz, para um dia de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. Convido a unir-se a esta iniciativa, do modo que considerarem mais oportuno, os irmãos cristãos não-católicos, os fiéis de outras religiões e todos os homens de boa vontade”. Francisco disse que queria interpretar o grito que “se eleva de todos os cantos e povos da terra, do coração de cada um e da única família, que é a humanidade: o grito da paz”. “Nunca mais a guerra! A paz é um dom precioso demais; deve ser promovido e tutelado”. Evocando as “terríveis imagens” vistas nos últimos dias na Síria, o Papa disse estar angustiado pelos “dramáticos eventos que ainda podem acontecer” e fez um apelo por negociações e contra o uso de armas, condenando a utilização de gases químicos: “Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! 

Com firmeza especial, condeno o uso de armas químicas. Existe o juízo de Deus e também o juízo da História sobre as nossas ações, e a estes ninguém pode se subtrair! O uso da violência nunca gera paz. Guerra chama guerra, violência chama violência! Com toda a minha força, peço aos envolvidos neste conflito que ouçam as suas consciências, que não se fechem em seus interesses, mas que vejam o próximo como seu irmão, que empreendam com coragem e decisão o caminho do encontro e das negociações, superando cegas contraposições. Exorto com igual firmeza a Comunidade Internacional a fazer todo esforço para promover e não protelar iniciativas claras pela paz, baseadas no diálogo, pelo bem de todo o povo sírio”. Francisco pediu ainda que não se poupem esforços para garantir assistência humanitária aos afetados por este terrível conflito, especialmente aos desalojados no país e aos inúmeros refugiados nos países vizinhos. E que aos agentes humanitários seja assegurada a possibilidade de prestar a ajuda necessária. O compromisso pela Paz proposto pelo Papa se estende a todos, pois “a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade”. “Repito em alta voz: não é a cultura do atrito, a cultura do conflito que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas a cultura do encontro, a cultura do diálogo: esta é a única via para a paz. Que o grito de paz se eleve e chegue aos corações de todos, para que deponham as armas e se deixem guiar pelo anseio de paz”. “E nós, o que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia Papa João XXIII, todos têm o dever de recompor as relações de convivência na justiça e no amor”. E no espírito da “corrente de empenho pela paz para unir os homens e mulheres de boa vontade", marcou encontro: “Aqui, de 19h até meia-noite, vamos nos reunir em oração e em penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e ouvir palavras de esperança e de paz!”. (Fonte:Rádio Vaticano)