sexta-feira, 6 de maio de 2016

ASCENSÃO DE JESUS: O CÉU NA TERRA PARA DIVINIZÁ-LA

Frequentemente ao longo da nossa vida fazemos a experiência de uma dúplice dimensão dentro de nós mesmos. De um lado vivemos a plena materialidade, a corporeidade, mas aspiramos alcançar realidades que vão além dela. Percebemos que existe algo mais e mais profundo, mesmo que não palpável. Fazemos a experiência da angústia, da dúvida, mas ao mesmo tempo almejamos o seu oposto: desejamos a paz interior permanente, a certeza e a segurança ilimitada. Sentimos o que significa sofrimento, dor, morte, mas possuímos dentro de nós a capacidade de imaginar e desejar serenidade, felicidade, vida plena e permanente. A catequese/acontecimento da ascensão de Jesus nos faz mergulhar nas dinâmicas mais profundas da nossa vida: o morto voltou a viver, o humilhado foi exaltado, o escravo da ‘terra finita’ conquistou definitivamente o céu da liberdade plena. São duas faces da mesma moeda. Realidades aparentemente contraditórias formam uma unidade integrada do processo existencial de cada pessoa: vida e morte, terra e céu, luz e sombra, humilhação e exaltação, fidelidade e traição, medo e coragem, paz e guerra...fechamento e abertura ao outro, ao mundo!É claro que na vida real isso não se dá de uma forma sempre clara e distinta. O importante é percebermos que tudo isso está potencialmente dentro de nós ao mesmo tempo, sincronicamente, e que podemos, em parte, construir historicamente uma ou outra dimensão, a depender das escolhas e opções de vida que fizermos. 

Jesus anunciou e lutou pelo direito à vida, à felicidade, à saúde. Alimentou o sonho dos pobres da Palestina por uma existência que fosse além de conquistas imediatas e circunstanciais. Educou-os a sonhar ‘alto’ e a olhar ‘longe’. Ajudou-os a compreender que a existência humana não acabava naquilo que eles viam e sentiam. Que era possível construir outra realidade que não se acaba’. Ajudou-os a transcender, a ir além do imediato. Propunha a eles não uma realidade ‘celestial’, desencarnada da história, mas uma realidade finalmente livre de opressões e abusos. E a partir de agora. Jesus mostrou que nas duas faces da moeda Ele escolheu e lutou por um lado: o da vida, da luz, da liberdade, da felicidade e da vida infinita como o é o ‘céu’. Ascensão de Jesus significa reconhecer que é possível libertar-se dos condicionamentos e escravidões, de interesses materiais e mesquinhos, de tudo o que nos prende e nos apavora. Significa de um lado saber permanecer no lugar do desafio, da confrontação, em Jerusalém, mas saber compreender quando está na hora de sair para ‘Betânia’, o lugar da ‘revelação e da bênção’, a porta de entrada para o mundo. Não mais presos a um lugar específico, estreito, mas disponíveis para reiniciar em todos os lugares e tempos a mesma prática Daquele que nunca subiu para o ‘céu’ porque o céu já o havia trazido para a terra para libertá-la definitivamente de suas amarras e, enfim, divinizá-la!

A VALE e a 'nova estratégia' de judicializar tudo e todos, com mão de ferro e prepotência

A VALE faz de tudo para não se mostrar acuada. Nem após os seus envolvimentos diretos nos desastres de Mariana ela mostra sinais de humildade e autocrítica. Descumpre acordos e atrasa seus compromissos com a justiça. Até agora não fez um ‘mea culpa’ público, verbal e concreto para tentar amenizar os danos produzidos em corpos e almas de milhares de pessoas vítimas de sua criminosa negligência. Opa, devagar com o andor das palavras porque ela poderia estar apresentando em qualquer comarca desse interior do Maranhão uma queixa crime contra os blogueiros de turno que comentam em voz alta o que milhares sussurram lá por onde a empresa passa. Com o seu farto exército de advogados e ‘aspirantes constitucionalistas’ a empresa 100% nacional não vem dando fôlego a nenhum ator social que tenta levantar a voz contra seus inúmeros abusos. Nas comunidades por onde passa a duplicação da ferrovia a VALE faz de tudo para controlar o pensamento e a consciência dos moradores locais. Tem construído uma rede de informantes diretos e indiretos, e uma tropa de profissionais contratados só para exercer a função de ‘lavadeiras de cérebros’. Uma permanente lavagem cerebral com o intuito de desinformar e de vender a ilusão da multiplicação de empregos para jovens desempregados e para homens sem qualificação das comunidades impactadas. Claro, em troca da aceitação integral de suas instalações e atividades. Um pacto silencioso e assimétrico em que a grande empresa Vale se compromete verbalmente a beneficiar direta e indiretamente, via COMEFEC (Consórcio dos Municípios da estrada de ferro Carajás), algumas das muitas comunidades pelas quais passa o trem da riqueza exportada, em troca do seu silêncio, e da aceitação obediente de tudo o que vier a realizar na sua região. 
Assumiu, enfim, descaradamente, o que alguns chamam de ‘nova estratégia’ da Vale com braço de ferro, sem pena e sem dó. Para quem visita aquelas comunidades, - que possuem nomes e identidades próprias, histórias e sonhos de vida, - pode ouvir relatos estarrecedores de ameaças explícitas, de rispidez e rigidez nos contatos informais, na ausência de diálogo e de informação, sem falar nas atitudes arrogantes de quem já sabe que nada vai mudar porque, afinal, a faca e o queijo estão com a todo-poderosa Vale. A ponta de lança, contudo, da nova estratégia da Vale é a judicialização de tudo e de todos. Os cidadãos indignados que manifestam publicamente sua insatisfação são tachados de criminosos, e são formalmente denunciados.  Uma manifestação pública ou um protesto seguido de caminhada já pode dar uma denúncia por tentativa de boicotar as obras, por danos morais e materiais. As fotos dos manifestantes se traduzem em nomes concretos de denunciados na comarca local. Dezenas de cidadãos devem responder a inquéritos e processos em pelo menos 8 municípios do corredor. Mais que isso. Os advogados da Vale atuam até de forma preventiva, sem ter em mãos o objeto do crime. Até aquelas reuniões de articulação, de debate e de ‘livre associação’ são vistas pelos advogados da empresa como um fato criminoso de domínio público, passível de denúncia. A empresa acredita, dessa forma, poder inibir eventuais cidadãos rebeldes e inconformados com tantos descasos. Os juízes das comarcas regionais se vêem investidos por avalanches de denúncias que sabem infundadas, mas que têm a obrigação de dar sequência tirando energias e tempo precioso para elucidar e julgar crimes bem mais sérios.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Procurador do MP junto ao Tribunal de Contas da União afirma que Dilma em 2015 NÃO PRATICOU AS PEDALADAS. Oposição enlouquece no senado!

Uma das testemunhas no processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira, admitiu que não houve as chamadas "pedaladas fiscais" em 2015, contrariando os argumentos da denúncia.  Júlio Marcelo de Oliveira é um dos técnicos que integraram a equipe que analisou e recomendou ao TCU a rejeição das contas de Dilma referentes ao ano de 2014. Ao explicar que Dilma usou os bancos como um "cheque especial" e que, por meio das pedaladas fiscais, o contingenciamento foi "fraudado" em 2014, Oliveira disse que em 2015 o governo já não praticou mais o ato, não devendo mais à Caixa.  "Houve realmente a utilização da Caixa como cheque especial e que isso não era prática de governos anteriores. Isso acontece realmente em 2013 e 2014", disse o procurador, relatando sobre a prática que, na sua visão, configurou-se como empréstimo a bancos públicos pelo Tesouro, o que é ilegal. Mas ao ser questionado por governistas se a prática se manteve, Oliveira admitiu que não, que o governo efetuou o repasse no final de 2014 e em 2015 já não devia mais ao banco público. A declaração gerou polêmica entre os senadores, que lembraram que a denúncia contra a presidente Dilma Rousseff trata das pedaladas fiscais em 2015, não ao mandato anterior, em 2014. Além disso, o processo de impeachment considera, ainda, repasses do Banco do Brasil relativos ao Plano Safra, e não os repasses da Caixa."Isso não entrou na denúncia", exclamou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Todos nós aqui sabemos disso", respondeu o presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB). (Fonte: GGN)

JANOT, finalmente, envia ao STF pedido para abertura de inquérito contra Aécio, Jucá, Raupp, Calheiros e cambada. Até que enfim....

Com base na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF pedido para que sejam abertos inquéritos contra o senador Aécio Neves e a cúpula do PMDB no Senado, incluindo Romero Jucá (RR), Jader Barbalho (PA), Valdir Raupp (RO) e Renan Calheiros (AL), presidente da Casa; caso o ministro Teori Zavascki determine o início das investigações, Aécio passará a ser oficialmente investigado pela Lava Jato; contra ele, há duas linhas de investigação: uma envolvendo suposto recebimento de propina de Furnas, e outra sobre maquiagem de dados do Banco Rural em CPI para esconder irregularidades envolvendo o PSDB.

Faço uma aposta - A peça de Janot será propositalmente tão inconsistente que o Teori não vai aceitar...Mãos à palmatória!

Superavit de abril o melhor desde 1989. Com Dima ou sem ela, com Temer ou Cunha, há um Brasil produtor que ninguém vai parar!

Balança comercial brasileira teve superávit de US$ 4,861 bilhões em abril, no melhor resultado para o período desde o início da série histórica em 1989, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; no primeiro quadrimestre do ano a balança acumula saldo positivo de US$ 13,249 bilhões 
Prestem atenção: quando temer assumir dentro de duas semanas o congresso irá aprovar tudo o que negou a Dilma (CPMF) reforma da Previdência....juntamente com muitas pílulas amargas detonando direitos trabalhistas consolidados e aprovando propostas de emendas constitucionais contra indígenas, quilombolas, mulheres, etc. Aguardar para conferir!

BRESSER PEREIRA, o sábio e responsável afirma que a direita do PSDB e PMDB paralisaram o Brasil

Fundador do PSDB, economista e ex-ministro dos governos Sarney e FHC, Luiz Carlos Bresser Pereira alerta para o risco de retrocesso que o País está assumindo com o golpe em curso no Senado; "O Brasil perdeu o rumo. Em nome do Combate à Corrupção, estamos trocando um presidente sobre o qual não há qualquer processo, por um vice-presidente envolvido sob diversas maneiras na Operação Lava Jato", diz; Bresser critica também a eventual mudança de Nelson Barbosa por Henrique Meirelles na Fazenda e chamou de "irresponsabilidade" a atuação conjunta da oposição; "Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel Temer, PSDB e PMDB, a direita e a classe média tradicional venceram. Paralisaram o Brasil, desestabilizaram a democracia, tornaram o país sujeito a crises políticas sempre que a popularidade do presidente da República cair, trocaram o acordo pela luta de classes, mas satisfizeram seu desejo de poder. Que desastre, que loucura, que irresponsabilidade!"

O pacote de 'bondades' de Dilma já tinha sido aprovado pelo congresso. Não são concessões de última hora. Com Temer, salve-se quem puder!

Em nove meses, o Programa de Proteção ao Emprego teve 54 mil trabalhadores inscritos no programa que tiveram seus empregos preservadores. Os setores com maior participação no programação forma o automotivo e o metalúrgico. No PPE, as empresas reduzem em até 30% a carga horária dos funcionários, assim como o salário, e metade da redução salarial é ressarcida pelo governo, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. No total, o governo gastou R$ 149,7 milhões com o programa, que teve 82% das empresas inscritas na região Sudeste. Para Rafael Moura, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o programa cumpriu seu papel, mas ainda são necessárias medidas para estimular o mercado. 
A presidenta Dilma Rousseff anunciou ontem (1º), em ato promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o reajuste de 9% para os beneficiários do Programa Bolsa Família - o aumento entrará em vigor ainda em 2016. Dilma Rousseff anunciou também correção de 5% da tabela do Imposto de Renda para o próximo ano; a contratação de, no mínimo, 25 mil moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida e a extensão da licença-paternidade de cinco para 20 dias aos funcionários públicos federais. “Quero lembrar que essa proposta [de reajuste do programa Bolsa Família] não nasceu hoje. Elas estavam previstas quando enviamos o Orçamento em agosto de 2015 para o Congresso. Essa proposta foi aprovada pelo Congresso.