Um grupo de indígenas faz nesta quinta-feira 6 uma manifestação pacífica em Brasília, onde pede uma audiência com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Entre as reivindicações das lideranças está a permanência da Funai (Fundação Nacional do índio) no Ministério da Justiça e o fim de comparações de índios em reservas a "animais em zoológicos", como fez o político recentemente. O futuro governo cogita mover a Funai para o Ministério da Agricultura ou da Cidadania. "A Funai vai para algum lugar", disse nesta semana Bolsonaro, com descaso. Ele também insiste em minimizar a importância das reservas indígenas, garantidas pela Constituição de 1988. No grupo que está em Brasília, há representantes de algumas tribos de vários estados, como Tocantins, Bahia, Pará, Espírito Santo, São Paulo e Ceará, que viajou até a capital federal para um fórum de saúde da área.O coordenador executivo da Abip (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) pela região Sul, Kretã, da tribo Kaingang no Paraná, afirmou que os povos indígenas se sentiram ofendidos pela maneira como vêm sendo tratados por Jair Bolsonaro, relata reportagem do UOL.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Poeme-se- Tião Nunes, ex-poeta, poeta 38.80 por Romério Rômulo
1. O poeta Tião Nunes
um homem que é só amor
beija meus versos impunes
como se beija uma flor.
2.A poesia é meia trava
e o poeta Tião Nunes
vê o osso da palavra
num bordel de vaga-lumes.
3.O sertão é gado limpo
música semi-colcheia
com que roupa eu chego lá?
que pente que me penteia?
4. Responde, Tião, agora
lua-baixa, lua cheia
com o sertão mundo afora
que gado eu tomo na veia?
um homem que é só amor
beija meus versos impunes
como se beija uma flor.
2.A poesia é meia trava
e o poeta Tião Nunes
vê o osso da palavra
num bordel de vaga-lumes.
3.O sertão é gado limpo
música semi-colcheia
com que roupa eu chego lá?
que pente que me penteia?
4. Responde, Tião, agora
lua-baixa, lua cheia
com o sertão mundo afora
que gado eu tomo na veia?
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Brasil do Temer-ário pós golpe: aumenta a extrema pobreza!
O número de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou de 6,6% da população em 2016 para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por mês. Segundo o IBGE, o crescimento do percentual nessa faixa subiu em todo o país, com exceção da Região Norte onde ficou estável. Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que entende o estudo como “um conjunto de informações sobre a realidade social do país”. O trabalho elaborado por pesquisadores da instituição tem como principal fonte de dados para a construção dos indicadores a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Ó Capitão! meu Capitão! Por Walt Whitman
Ó Capitão! meu Capitão! Finda é a temível jornada,
Vencida cada tormenta, a busca foi laureada.
O porto é ali, os sinos ouvi, exulta o povo inteiro,
Com o olhar na quilha estanque do vaso ousado e austero.
Mas ó coração, coração!
O sangue mancha o navio,
No convés, meu Capitão
Vai caído, morto e frio.
Ó Capitão! meu Capitão! Ergue-te ao dobre dos sinos;
Por ti se agita o pendão e os clarins tocam teus hinos.
Por ti buquês, guirlandas... Multidões as praias lotam,
Teu nome é o que elas clamam; para ti os olhos voltam,
Capitão, querido pai,
Dormes no braço macio...
É meu sonho que ao convés
Vais caído, morto e frio.
Ah! meu Capitão não fala, foi do lábio o sopro expulso,
Meu calor meu pai não sente, já não tem vontade ou pulso.
Da nau ancorada e ilesa, a jornada é concluída.
E lá vem ela em triunfo da viagem antes temida.
Povo, exulta! Sino, dobra!
Mas meu passo é tão sombrio...
No convés meu Capitão
Vai caído, morto e frio.
Walter Whitman (1819-1882), Extraído do blogue Poesia contra a guerra, o poema acima foi publicado em livro em 1867. A tradução é de Luciano Alves Meira.
Vencida cada tormenta, a busca foi laureada.
O porto é ali, os sinos ouvi, exulta o povo inteiro,
Com o olhar na quilha estanque do vaso ousado e austero.
Mas ó coração, coração!
O sangue mancha o navio,
No convés, meu Capitão
Vai caído, morto e frio.
Ó Capitão! meu Capitão! Ergue-te ao dobre dos sinos;
Por ti se agita o pendão e os clarins tocam teus hinos.
Por ti buquês, guirlandas... Multidões as praias lotam,
Teu nome é o que elas clamam; para ti os olhos voltam,
Capitão, querido pai,
Dormes no braço macio...
É meu sonho que ao convés
Vais caído, morto e frio.
Ah! meu Capitão não fala, foi do lábio o sopro expulso,
Meu calor meu pai não sente, já não tem vontade ou pulso.
Da nau ancorada e ilesa, a jornada é concluída.
E lá vem ela em triunfo da viagem antes temida.
Povo, exulta! Sino, dobra!
Mas meu passo é tão sombrio...
No convés meu Capitão
Vai caído, morto e frio.
Walter Whitman (1819-1882), Extraído do blogue Poesia contra a guerra, o poema acima foi publicado em livro em 1867. A tradução é de Luciano Alves Meira.
Igreja católica responde às declarações estarrecedoras do 'Coiso' sobre os povos indígenas do Brasil
A igreja católica do Brasil mediante o seu braço missionário juntos aos povos indígenas respondeu às declarações absurdas do presidente eleito do Brasil alguns dias atrás......
"Bolsonaro insiste em equiparar os povos a animais em zoológicos, o que é, por si só, inaceitável. Ao fazer isso, o presidente eleito sinaliza que os povos podem ser caçados e expulsos por aqueles que têm interesse na exploração dos territórios indígenas e que pensam como ele. O presidente eleito retoma o discurso integracionista, marca dos governos ditatoriais das décadas de 1960 a 1980. A ideologia do integracionismo deu margem para ações de agentes estatais e privados que resultaram no assassinato de ao menos 08 mil indígenas no período citado, como atesta o Relatório da Comissão Nacional da Verdade. Ao afirmar que as demarcações de terras indígenas no Brasil teriam origem em pressões externas, o presidente eleito falta com a verdade. O fato é que a Constituição Brasileira de 1988, que em seu Artigo 231 reconhece a legitimidade e o direito dos povos indígenas à sua organização social, aos seus usos, costumes, crenças, tradições e às suas terras originárias; é a mesma Lei Maior de nosso país que obriga o Estado brasileiro a promover a demarcação, a proteção e fazer respeitar todos os seus bens nelas existentes.
Demonstra ainda profunda ignorância quanto ao teor da nossa Carta Magna que elenca as terras indígenas como Bens do Estado brasileiro (Artigo 20), registrados como patrimônio da União nos Cartórios de Imóveis locais e na Secretaria de Patrimônio da União, de acordo com o Decreto 1775/96, que regulamenta os procedimentos administrativos correspondentes. Além de extremamente desrespeitosas para com os povos, as declarações do presidente eleito dão guarida ideológica para a inoperância do Estado em efetivar o direito dos povos esbulhados historicamente de suas terras, bem como, para ações ilegais e criminosas de invasão, loteamento, venda e apossamento de lotes, desmatamento e estabelecimento de unidades de produção no interior de terras indígenas já regularizadas, que caracterizam a mais nova faze de esbulho possessório em curso no Brasil contra os povos. Por fim, é inequívoco que as palavras do presidente eleito servem de incentivo e referendam as ações que atentam contra a vida dos Povos Indígenas no Brasil, antagônicas, portanto, ao dever do Estado de efetivar as demarcações, a proteção dos territórios e da vida destes povos. Diante de tantas agressões, o Conselho Indigenista Missionário-Cimi manifesta irrestrita solidariedade aos 305 povos indígenas brasileiros e reafirma o compromisso histórico e inquebrantável de estar junto com os mesmos na defesa de suas vidas e seus projetos de futuro."
Brasília, DF, 01 de dezembro de 2018
Conselho Indigenista Missionário – Cimi
O presidente do Brasil, 'Coiso', pentecostal, vai à Canção Nova e é recebido pelos xiitas católicos como um 'messias'!
São constrangedoras e até chocantes as imagens da visita de Jair Bolsonaro à sede da Canção Nova na última sexta-feira (30). Foi recebido com tapete vermelho, com júbilo de reverência pelos líderes do importante movimento carismático-pentecostal católico. Mas, para além do aspecto constrangedor e chocante, o episódio foi revelador: desnudou o fato de que hoje, especialmente dentro do cristianismo, as afinidades não se dividem mais por adesões institucionais, como no passado. A diferença e distância não é mais pautada pela pertença, por exemplo, à Igreja Católica ou à Igreja Universal do Reino de Deus. O evento na Canção Nova é uma comprovação viva de que as afinidades estão traçadas pelo crescimento do fundamentalismo no interior das diversas denominações cristãs. Jonas Abib, o líder da Canção Nova, tem mais afinidade com Silas Malafia do que com o Papa Francisco.
Os católicos de extrema-direita apoiaram Bolsonaro nas eleições e agora recebem-no como um dos “seus”. No entanto, o presidente eleito não é católico. Antes de começar a campanha presidencial e iniciar viagens quase diárias pelo país, Bolsonaro foi batizado na Assembleia de Deus. Isso não impede que ele seja idolatrado na Canção Nova e por outros ramos do catolicismo de direita. Lula, que é católico, foi casado por mais de 40 anos com Marisa Letícia, uma católica fervorosa. No entanto, os católicos de direita e extrema-direita, conservadores e fundamentalistas, devotam ódio explícito a ele, a ponto de desejarem publicamente sua morte. A identidade entre o fundamentalismo católico e o evangélico, entre os católicos de direita e extrema-direita e seus correspondentes em outras denominações cristãs é cada dia mais patente. O cardeal do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, recebeu Jair Bolsonaro em 17 de outubro em clima de intimidade. Houve festa entre funcionárias bolsonaristas na Arquidiocese, que foram flagradas diante de uma imagem do Sagrado Coração de Jesus fazendo, em êxtase, o gesto que identifica Bolsonaro: os dedos simulando um revólver, disparando contra “bandidos”, “sem terra” e “a petralhada”. Na eleição para a Prefeitura do Rio, em 2016, dom Orani apoiou abertamente o candidato Marcelo Crivella, que venceu o pleito -ele é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.
Os cristãos e cristãs católicos comprometidos com a mensagem original de Jesus Cristo de caminho com os pobres e que mantêm identidade com o Concílio Vaticano II estão cada dia mais distantes dos segmentos de direita e extrema-direita que aderiram ao fundamentalismo. Sua afinidade é maior com cristãos da Reforma, evangélicos e segmentos das religiões afro, budismo, espiritismo e outras, com ateus e ateias que, de acordo com sua cultura e fé, defendem um mundo de partilha, paz e compaixão. Enquanto isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sustenta um equilíbrio precário diante da realidade da divisão profunda que marca a Igreja no Brasil. Apesar de sua direção ser alinhada com o Papa Francisco, evita qualquer confronto com os poderosos fundamentalistas, enquanto é fustigada diariamente por eles. Está em silêncio, move-se com o máximo de discrição, enquanto o líder máximo da Igreja, o papa, enfrenta os conservadores em campo aberto. A direção da CNBB recebeu Haddad durante a campanha eleitoral. Mas o medo da cúpula da entidade é tamanho que não houve sequer uma foto do encontro. Lula é católico. Mas nenhum bispo ou delegação da CNBB foi até a prisão em Curitiba visitá-lo até hoje.
sábado, 1 de dezembro de 2018
Iº domingo de advento – Antenados com a realidade para não sermos cúmplices com sistemas que se acham eternos! - Lc.21,25-28.34-36 –
Jesus afirma que todo poder tem limites. Mais cedo ou mais tarde aqueles que se acham imortais cairão, e serão destruídos. Aqueles impérios que acham que brilham como o sol ou como a lua têm seus dias contados. E todo potente que acha que tem luz própria, que se acha ‘estrela’ só porque tem fama e prestígio, deixará de brilhar. Os sinais de decadência e de falência desses falsos todo-poderosos provocará medo nas pessoas, pois elas acham que essas mudanças significam o fim do mundo. Mas é contrário! É o sinal de que o novo chegou. ‘As forças de céu’ serão abaladas’ porque os usurpadores que se colocavam no lugar de Deus entrarão em crise profunda com o anúncio da Boa Nova. Com o novo modo de governar do ‘filho do Homem’ termina o falso poder divino deles. O novo reinado ‘plenamente humano’, ocupará o seu justo lugar ‘nas nuvens (céu) apagando o seu brilho que eles achavam eterno. Quando esses sinais de fraqueza dos grandes poderes aparecerem é para ficar alegres. Não precisa ter medo porque é o início da verdadeira libertação. O ‘filho do homem’, de fato, é o único que vem para servir e respeitar os humanos, e não para dominá-los como fazem as falsas estrelas! Portanto, como igreja e como humanidade devemos estar antenados para não sermos cúmplices desses sistemas injustos, decadentes e dominadores. Temos que estar do lado daqueles que não se vendem às falsas estrelas para não sermos destruídos juntamente com elas! Nossa missão é reunir de uma extremidade a outra da terra todas as pessoas e grupos que resistem aos encantos dos poderes que produzem trevas e morte e provam que a Boa Nova é vida plena para todos.
Assinar:
Postagens (Atom)