segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Imprensa alemã pede sanções contra o Brasil pela irresponsabilidade ambiental do Bozo!

A economia brasileira, em especial o agronegócio, está prestes a começar pagar a conta da irresponsabilidade de Jair Bolsonaro em relação ao meio ambiente. Dois dos principais veículos de comunicação da Alemanha, a Der Spiegel e o jornal Die Zeit, já cobram sanções contra o Brasil. “A Europa não deve ficar de braços cruzados enquanto um preconceituoso cético da ciência, movido pelo ódio, sacrifica vastas áreas de floresta para pecuaristas e plantações de soja”, diz a revista

sábado, 17 de agosto de 2019

Assunção de Maria – Subir ao céu para trazer para a terra o governo de céu (Lc. 1,39-56)


Vivemos uma época em que é preciso provar de que lado nós estamos. Se estamos com os famintos, ou com aqueles que cobiçam e roubam o pão, o trabalho e a esperança de milhões de famílias. Provar se andamos de mãos dadas com os poderosos que escravizam e humilham, ou se fazemos, concretamente, uma verdadeira aliança com ‘o Poderoso’. O único que tem o poder de proteger, assistir e governar seus filhos: o Nosso Pai! Maria fez uma escolha bem clara e definitiva antes mesmo de dar à luz o seu filho Jesus. Ela, como Isabel, acreditou que ‘o Poderoso’ faz coisas grandiosas e surpreendentes na história do seu povo. Mas, diferentemente, de Zacarias, - o sacerdote profissional incrédulo, esposo de Isabel, - é preciso acreditar. Bem-aventurados são aqueles que acreditam, como Maria e Isabel, que o Espírito do Senhor olha sempre com carinho especial todos aqueles que vivem humilhados. Que esse mesmo Espírito tem poder de capacitar os que acreditam a derrubarem ‘os poderosos’ arrogantes de seus tronos. E de esvaziarem o seu poder, deixando suas mãos, seus armazéns e seus bancos sem nada! Celebrar a ‘ASSUNÇÃO’ de Maria significa ‘ASSUMIR’ o compromisso de transformar a terra, trazendo entre nós, aqui e agora, o ‘governo celestial’ de Deus Pai. E resgatar tantos filhos e filhas que vivem esmagados por diabólicos inimigos da ‘Boa Nova’.

domingo, 11 de agosto de 2019

17 juristas internacionais e ex-ministros da justiça e cortes superiores de oito Países pedem LULA LIVRE e condenam a farsa do julgamento.

O Supremo Tribunal Federal é o alvo de uma carta assinada por 17 juristas, advogados, ex-ministros da Justiça e ex-magistrados de cortes superiores de 8 países, que pedem a libertação de Lula e criticam seu processo. Eles afirmam, no texto, que as mensagens trocadas entre os procuradores de Curitiba e o ex-juiz Sergio Moro, detonando conluio na Lava Jato, “estarreceram todos os profissionais do direito.”

“Hoje, está claro que Lula não teve direito a um julgamento imparcial”, avaliaram. “Não foi julgado, foi vítima de uma perseguição política.”“Num país onde a Justiça é a mesma para todos, um juiz não pode ser simultaneamente juiz e parte num processo”, defenderam.

“Ficamos chocados ao ver como as regras fundamentais do devido processo legal brasileiro foram violadas sem qualquer pudor”, afirmaram.“Por causa dessas práticas ilegais e imorais, a Justiça brasileira vive atualmente uma grave crise de credibilidade dentro da comunidade jurídica internacional”, dispararam.
Os juristas que assinam o manifesto são de países como França, Espanha, Itália, Portugal, Bélgica, México, EUA e Colômbia.“Entre os signatários está Susan Rose-Ackerman, professora de jurisprudência da Universidade de Yale, nos EUA. Ela é considerada uma das maiores especialistas do mundo em combate à corrupção.”Dall' Agnol já recomendou leituras da professora. O marido dela, Bruce Ackerman, foi professor do ministro do STF Luis Roberto Barroso, em Yale.“Outros nomes de peso que assinam a carta são o professor italiano Luigi Ferrajoli, referência do garantismo jurídico no mundo, o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, que condenou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet por crimes contra a humanidade, Alberto Costa, ex-ministro da Justiça de Portugal, e Herta Daubler-Gmelin, ex-ministra da Justiça da Alemanha.”

sábado, 10 de agosto de 2019

19º domingo – Arregaçar as mangas e servir, sem lero-lero (Lc. 12,32-48)


Jesus entrega a missão de ‘gerenciar’ o Governo de Deus não aos sabidos e grandes, mas aos pequeninos que o seguem. E que assumem as suas mesmas atitudes. Quais? A primeira atitude é doar-se, e doar tudo aos pobres. A cobiça e a ganância são incompatíveis para quem quer construir a ‘Governança de Deus’! A acumulação de bens sequestra a consciência e o coração das pessoas. O desprendimento e a caridade é o verdadeiro tesouro que não será sequestrado jamais. E que nunca se estraga. A segunda atitude é estar em permanente situação de serviço. Amarrar a túnica na cintura significa estar sempre trabalhando para os outros. E sempre a cominho. Jamais acomodados e despreocupados. E a terceira atitude é manter as lâmpadas acesas como os caminhantes faziam, no deserto, em suas tendas. A lâmpada sempre acesa era sacramento da presença sempre viva e luminosa de Javé no meio do seu povo. Jesus declara bem-aventurados aqueles discípulos que agem assim, pois será o próprio ‘noivo Jesus’ a servi-los à mesa. Uma referência clara à presença de Jesus que se doa e serve na sua missão eucarística. Não num rito mecânico, e nem numa celebração eucarística repetitiva. Mas na atitude permanente do seguidor de Jesus que é chamado a viver servindo as pessoas. Principalmente os famintos, os mendigos, os excluídos do banquete da vida. O seguidor de Jesus que trai esta missão, e se coloca na comunidade como aquele que manda e que domina, que exclui e julga, será ‘partido ao meio’. Esta era a pena reservada aos traidores e infiéis. Que cada um de nós aja como um verdadeiro pai que está no meio da sua família servindo. Protegendo. Acolhendo. Amando. Feliz dia dos Pais!

sábado, 3 de agosto de 2019

XVIII domingo comum – Estúpido, hoje mesmo vai perder tudo, e o que você acumulou vai para quem, hein? (Lc. 12, 13-21)

Divisões de heranças sempre têm provocado conflitos e intrigas entre os beneficiários. Destroem afetos e indispõem irmãos. O simples fato de ter uma herança, seja qual for, é a prova concreta de que existe uma doença chamada ganância. De fato, se sobrou riqueza para ser repartida é porque alguém não quis distribuir generosamente quando em vida. Pensou unicamente em si próprio. Jesus deixa claro que quando uma pessoa vive só em função de acumular riquezas torna-se um ‘estúpido e um insano’. Deixa de ser uma pessoa livre. E se torna vítima de sua própria sede de possuir e acumular. A parábola narrada por Jesus não se dirige somente aos grandes ricos, mas a cada pessoa que coloca em primeiro lugar o ter só para si. Não importa a quantidade da sua riqueza, e sim, a sua fome insaciável de acumular bens e fama! Quem age assim é prova de que perdeu o rumo na vida. Vê a vida de forma deformada. Pensa que com a riqueza poderá dominar o mundo. Mas desgraça a sua vida, e a dos outros. Principalmente daqueles com os quais ele não partilhou. E daqueles de quem arrancou suor e sangue para enriquecer. O ganancioso é um doente terminal. Não há tratamento eficaz para ele. Ele mesmo se autodestrói, e se consome. Chegou a hora de aceitarmos o ‘tratamento’ da generosidade e da solidariedade e curarmos outros doentes incapazes de descobrirem os verdadeiros tesouros da vida!

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Por unanimidade STF mantém demarcação de terras indígenas sob a FUNAI. Bozo sofre nova derrota


Por unanimidade, o plenário do Supremo Tribunal Federal referendou, nesta quinta-feira (1º/8), liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso em três ações para suspender a validade da medida provisória que transferiu para o Ministério da Agricultura a demarcação de terras indígenas. Na sessão desta quinta-feira, o ministro Barroso votou pela ratificação da liminar. "Houve reedição da medida provisória, o que é vedado pela Constituição. A se admitir tal situação, não se chegaria jamais a uma decisão definitiva e haveria clara situação de violação ao princípio da separação dos poderes”. Segundo Barroso, o artigo 62, parágrafo 10, da Constituição da República veda expressamente a reedição de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido a sua eficácia por decurso de prazo na mesma sessão legislativa e cujo teor literal não suscite qualquer divergência.

Celso ainda afirmou que o comportamento do atual presidente da República, revelado na reedição de MP rejeitada, "traduz clara e inaceitável transgressão a autoridade suprema da Constituição Federal. Uma inadmissível e perigosa transgressão da separação de poderes". Na opinião de Celso, parece ainda haver, na intimidade do poder, um resíduo de “indisfarçável autoritarismo", que "transgride a autoridade da Constituição. É preciso repelir qualquer ensaio de controle hegemônico do aparelho de Estado por um dos poderes da República", afirmou. 

O ministro foi seguido pelos ministros Luiz Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli (Gabriela Coelho, do Conjur - )

Rede de corrupção entre membros do Judiciário tornou eleição de Bolsonaro uma farsa, diz filósofo Safatle

O Brasil não teve eleições à Presidência da República em 2018 e Jair Bolsonaro (PSL) não é presidente do Brasil. A reflexão, do filósofo Vladimir Safatle, parte do teor das mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgadas desde junho pelo site The Intercept Brasil. As conversas mostram que o processo eleitoral que alçou Bolsonaro ao cargo mais alto da República foi ilegítimo.

“O que vimos foi simplesmente um processo sem condição alguma de preencher critérios básicos de legitimidade. Ou seja, uma farsa, mesmo para os padrões elásticos da democracia liberal”, afirma Safatle. Sem rodeios, ele avalia que as mensagens demonstram ter havido “uma rede de corrupção envolvendo membros do poder judiciário”. Os exemplos são muitos: Moro e Dallagnol discutindo o uso de R$ 38 mil da 13ª Vara para o pagamento de campanha publicitária; palestras milionárias com informações privilegiadas; e tentativa de se apoderar de R$ 2,5 bilhões da Petrobras. Tudo em nome ao combate à corrupção.E houve ainda a revelação do juiz Sergio Moro “melhorando provas” e atuando em conluio com o Ministério Público Federal (MPF) para prender e tirar da disputa eleitoral Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato que liderava todas as pesquisas de intenção de voto. “Todos, independente de quem sejam, têm o direito a um julgamento justo e imparcial. Mas isto não aconteceu no caso que estava sob sua jurisdição”, pondera o filósofo, quase forçado a dizer o óbvio nesses tempos estranhos.

“Na verdade, o sr. Moro quebrou todas as regras possíveis para benefício próprio, ou seja, para prender o candidato à Presidência que impedia seu próprio projeto pessoal de se tornar presidente em 2022. Ninguém que tem interesse pessoal em um processo pode ser o juiz do mesmo. Mas como ninguém parou o sr. Moro, ele pode ser agora catapultado para o centro da política brasileira pelas mãos de um político que ele, mais do que ninguém, elegeu ao tirar o primeiro colocado de circulação, ao alimentar o noticiário com notícias construídas tendo em vista o calendário eleitoral. Que ninguém se engane. Este senhor já está em campanha, sua mulher já está em campanha, seus apoiadores já estão em campanha”, alerta Safatle.

Com todo esse roteiro, Safatle defende que o Brasil está sem presidente. Há no poder uma pessoa que sabe disto, que finge governar para a maioria do povo brasileiro, mas na verdade governa para “os porões da caserna de onde saiu”, e para manter a mobilização dos 30% da população que segue lhe dando apoio. A declaração sórdida de Bolsonaro sobre um desaparecido político morto pela ditadura, para o filósofo, não é “mais uma derrapada”, como muitos dizem, mas sim um ato de governo pensado e encenado.

“É a sua real concepção de governo e que consiste em mudar paulatinamente o centro dos limites do intolerável. Os que dizem que ‘são só palavras’ não entendem nada sobre o que palavras realmente são. Palavras são o que temos de mais real, pois sua circulação autoriza ações, violências, afetos e túmulos”, diz Safatle, em artigo publicado no site do jornal El Pais. (Da RBA)