Cerca de 30% dos moradores de favelas brasileiras já sofreram preconceito, afirma a pesquisa Radiografia das Favelas Brasileiras, a primeira do Instituto Data Favela, lançada no 1º Fórum Nova Favela Brasileira. De acordo com o estudo, 59% dos moradores das comunidades concordam que quem mora em comunidades da periferia é discriminado. Para 32% dos que se disseram vítimas de preconceito, a cor da pele foi a motivação e para 30%, morar em uma favela foi o motivo. Para 20%, o preconceito decorreu da falta de dinheiro e, para 8%, das roupas que vestiam. A pesquisa mostra também que 37% dos moradores de favela já foram revistados por policiais, proporção que chega a 65% quando se trata de jovens de 18 a 29 anos. Entre os que já foram revistados, a média chega a 5,8 abordagens na vida. "Temos um lado da presença do Estado que ajuda e outro que mostra preconceito", disse Renato Meirelles, um dos fundadores do Data Favela.Por outro lado, a pesquisa constatou que 75% dos moradores de favela são totalmente ou parcialmente favoráveis à pacificação. Ao todo, 73% dos moradores acham as favelas violentas, sendo que 18% as consideram muito violentas.Para mais de 60%, no entanto, a comunidade melhorou nos últimos anos, e 76% acreditam que vai melhorar nos próximos anos. Sair da favela não é o desejo de 66% dos entrevistados, e 94% se consideram felizes, um ponto percentual a menos do que a média nacional, segundo o Data Favela. (Fonte: Agência Brasil)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Pistoleiros invadem acampamento indígena Guarani em uma fazenda que está dentro da terra indígena
Em Yvy Katu, um grupo de homens armados invadiu e atirou contra a comunidade indígena Guarani Ñandeva acampada na fazenda São Jorge, na noite de sábado, 2 de novembro. A Justiça Federal de Naviraí concedeu, em 31 de outubro, reintegração de posse a Luiz Carlos Tormena, proprietário da fazenda Chaparral, também ocupada pelos Guarani. Ambas as fazendas - de um total de 14 propriedades - incidem sobre a Terra Indígena Yvy Katu, localizada entre os municípios de Japorã e Iguatemi (MS), declarada em 2005 mas com processo de demarcação parado.Segundo indígenas acampados na fazenda São Jorge, homens armados em caminhonetes foram até a área ocupada e cercaram o acampamento, no sábado. Os homens foram embora, mas retornaram na noite do mesmo dia. “Ficaram rodeando aqui, lumiando com a lanterna pra tudo quanto é lado, até embaixo da chuva. Deu quatro tiros por cima de nós", relata a mulher. Não houve feridos. Pistoleiros estão espalhados pelas áreas da fazenda. Iniciada há 29 anos, a demarcação da Terra Indígena Yvy Katu, na qual Porto Lindo está incorporada, foi interrompida diversas vezes por recursos judiciais. Em 2003, para pressionar o governo e o judiciário, os indígenas realizaram a primeira retomada de seu território tradicional, expulsando não-indígenas de 14 diferentes fazendas na área reivindicada. Em junho de 2005, o Ministério da Justiça editou uma portaria declarando a terra como de posse permanente do grupo, com área de 9,4 mil hectares. A demarcação física já foi realizada, faltando apenas a homologação pela Presidência da República, ato final da demarcação. Os indígenas ocupam, atualmente, 10% do total da área demarcada, por força de decisão judicial.Em março deste ano, a Justiça considerou nulos os títulos de propriedade incidentes sobre a Terra Indígena Yvy Katu, atestando a validade do processo demarcatório da área.(Fonte IHU)
VALE ferrovia - Mais um acidente! Até quando VALE?
Um trágico acidente aconteceu neste domingo, 03 de novembro, na Estrada de Ferro Carajás, no trecho compreendido entre Monção e Igarapé do Meio, onde o trem de passageiros da Companhia de Mineração, VALE, fazia o percurso de Parauapebas a São Luis, no momento da passagem de nível que fica no limite entre as duas cidades, colidiu com um veículo modelo, Classic bege placa NXI 8033 - MONÇÃO - MA, arrastando-o por mais de 800 metros. O impacto da colisão foi tão grande que o condutor do veículo, o sr. Leandrio Machado, 31 anos, mais conhecido por "Doutor" que residia no povoado Rita, Monção - MA e era sobrinho do ex-vereador Alexandre Gaspar não teve tempo de ser socorrido, ficando preso nas ferragens, vindo a óbito instantaneamente. O Corpo de Bombeiros foi chamado para fazer a remoção do corpo, pois a vitima se encontrava preso nas ferragens, porém com a demora da chegada destes profissionais que teriam que se deslocar da cidade de Santa Inês-MA o mesmo foi removido por familiares (inclusive um irmão) e voluntários com a ajuda dos próprios funcionários da empresa. O Trem de passageiros lotado começou a ser depredado pela multidão que se aglomerou no local, diante disso teve que engatar marcha ré e se evadir do recinto, voltando a passar somente 6 horas após o acidente. O acidente deste domingo, engrossa as tristes estatísticas de tragédias acontecidas pelos mais de 800km da Estrada de Ferro Carajás que liga os estados do Maranhão e Pará. (Fonte: Vias de fato)
Estupros - No Brasil, em 2012 houve aumento de 20% de casos de estupro. Estupra-se mais do que se mata!
Segundo a 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2012 foram registrados 50.617 casos de estupro no país, número superior ao de homicídios dolosos (47.136). Um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior. Isso significa que, a cada dia, 138 vítimas vão à polícia relatar um estupro. Por hora, seis pessoas buscam o Estado para procurar justiça. O Anuário traz apenas dados registrados, de gente que falou a respeito do crime. Há incontáveis casos que ficarão para sempre escondidos, por medo, vergonha, culpa, e pela certeza de que o poder público, por meio de suas instituições, ainda não está preparado para lidar multidisciplinarmente com as vítimas de violência sexual. Uma prova disso? Depois de mais de 150 veículos de informação terem repercutido os dados do Anuário, nem a Secretaria de Direitos Humanos, nem a Secretaria de Políticas para as Mulheres, ambas da Presidência da República, se posicionaram a respeito das descobertas da nova pesquisa. A quantidade assombrosa de estupros não surpreende feministas. Quem lida com isso no dia a dia sabe perfeitamente acerca da sub-notificação dos crimes de caráter sexual. Muitas vítimas se culpam pelo que lhes aconteceu, enquanto outras muitas sequer sabem que o crime ocorreu; é o caso do estupro marital, quando a esposa transa com o parceiro, mesmo sem vontade, por acreditar que aquela é sua obrigação. Nas explicações de tais aumentos tira-se muitas vezes o foco de quem se deve: o estuprador. Não são só 50.617 estupros. São dezenas de milhares de estupradores. Não é o mesmo criminoso que ataca mulheres do Oiapoque ao Chuí, freneticamente. São muitos estupradores, milhares, que se satisfazem com a submissão, com o poder, com a humilhação da vítima. Coloquemos o foco nele. (Fonte: Carta Capital)
Comentário do blogueiro - existe o perigo de repetir as mesmas e clássicas explicações sobre esse crime hediondo, entretanto, uma coisa parece certa: os supostos 'machos' estão declarando do Norte ao Sul a sua 'inferioridade genética', ou seja, reconhecem que o 'pitecantropo' e o 'homo de Neandertal' que estão nele são um verdadeiros gentlemans.
Sangue na Nigéria - Radicais islâmicos continuam semeando o terror entre os católicos
É de 30 vítimas o balanço do atentado perpetrado sábado, durante um matrimônio no Estado de Borno. A polícia aponta o dedo contra a seita radical islâmica Boko Haram; outra tragédia se verificou no sul do país onde 28 fiéis católicos perderam a vida no empurra-empurra na saída da igreja de São Domingos: na origem do tumulto talvez um princípio de incêndio.“Uma cena cruenta, uma massacre com os corpos das vítimas dispersos pela rua”: dessa maneira algumas testemunhas descrevem o ataque contra um grupo de pessoas que participou de um matrimônio no Estado nigeriano de Borno e que estava retornando a Maiduguri após a cerimônia e a festa. Entre as vítimas também o esposo, que morreu no local, e alguns parentes e amigos. Os agressores que fugiram estão sendo procurados pela polícia.O grupo integralista Boko Haram, que foi atacado nos últimos dias pelo exército do governo, reivindicou o atentado. O porta-voz da segurança definiu o atentado “brutal e cruento” assegurando que será feita justiça.Entretanto, subiu a 28 o número das vítimas, todos fiéis católicos, em conseqüência do tumulto que se criou em um uma igreja de Uke, no Estado sul-oriental de Anambra, durante a vigília de Todos os Santos. Algumas reconstruções falam de falso alarme de incêndio, outras de uma briga que teve início por motivos de política local. De fato, dentro da igreja de São Domingos havia um número de fiéis muito superior à capacidade do edifício, disseram as autoridades locais.(Fonte: Radio Vaticano)
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
CARTA DO PRIMEIRO ENCONTRO DA IGREJA CATÓLICA NA AMAZÔNIA LEGAL
Síntese da carta...
Irmãs e irmãos, reunidos no Primeiro Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, em Manaus, entre os dias 28 e 31 de outubro de 2013, nós, bispos, presbíteros, religiosas e religiosos, agentes de pastoral leigas e leigos, queremos partilhar com vocês as reflexões e análises sobre a situação atual da nossa região e as respostas que, como pastores, pretendemos dar aos desafios de nossos tempos...Mesmo antes da criação da Amazônia Legal em 1953, a Igreja católica na Amazônia se reunia através dos seus bispos para posicionar-se pastoralmente diante dos problemas sofridos pelos povos desta região e enfrentar os grandes desafios que se anunciavam, pelas intervenções políticas e econômicas. Naquele documento final se afirmava que ‘Se o governo vai tentar o soerguimento econômico destas regiões, é urgente que um largo surto espiritual se antecipe aos progressos materiais, e os acompanhe, e os envolva, dando-lhes rumo seguro e feliz’. Ao longo de seis décadas, desde o primeiro encontro dos bispos em Manaus, a Igreja tem demonstrado sua vitalidade e posicionamento profético e solidário. A Igreja na Amazônia adotou e incorporou as novas orientações eclesiológicas e pastorais vindas do Concílio Vaticano II, de Medellín e Puebla, Santo Domingo e Aparecida e buscou evangelizar a partir de uma visão mais ampla e profunda da vida e da realidade amazônicas. Cala fundo em nosso coração a expressão do Papa Francisco de que a Amazônia é “teste decisivo, banco de prova para a Igreja e a sociedade brasileiras” (Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013). Refletimos nestes dias sobre problemas que continuam a atingir e causar danos e ameaças à vida e à existência de pessoas e povos e ao meio ambiente na Amazônia.
Analisamos e discutimos a realidade urbana e a mobilidade humana que tantos sofrimentos têm causado aos povos amazônidas;verificamos um acentuado crescimento das igrejas evangélicas e dos sem-religião também na Amazônia, como consequência da precária presença de nossa Igreja; fomos informados a respeito dos grandes projetos implementados na região, de modo especial as hidrelétricas, que representam uma nova invasão do capital provocando a destruição da vida e da história de muitos povos tradicionais; o desmatamento contínuo e novamente crescente das florestas amazônicas; constatamos o crime impune da prática do trabalho escravo; ficamos horrorizados ante o criminoso tráfico de pessoas e drogas, sustentado pela ganância, miséria e impunidade, e o assassinato de jovens; ouvimos ainda os relatos de um representante dos povos indígenas e de um quilombola que nos falaram de suas organizações, lutas e conquistas e nos alertaram para os graves riscos de perderem, através da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 215)....Enfim, constatamos que o domínio de um sistema único de mercado, o individualismo típico da cultura/sociedade de hoje e a violência urbana destroem os laços e as relações tradicionais: a família, a natureza, o mundo dos povos indígenas, dos caboclos, seringueiros, agricultores, ribeirinhos. Esses problemas atingem também os fiéis em suas necessidades subjetivas: sua busca de Deus e sua noção de vinculação com a Igreja. Está na hora de valorizarmos a religiosidade do povo e ampliarmos o diálogo ecumênico e inter-religioso.
COMPROMISSOS
- Reafirmamos nossa identidade de ser Igreja discípula da Palavra, testemunha do dialogo, servidora e defensora da vida, irmã da criação, missionária e ministerial...
- Causa-nos uma profunda dor ver milhares de nossas comunidades excluídas da eucaristia dominical. A maioria delas só tem a graça de celebrar o Memorial da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor uma, duas ou três vezes ao ano....
- A corresponsabilidade e participação de leigas e leigos, como sujeitos com vez e voz, deve acontecer na elaboração e execução dos planejamentos pastorais, nos centros de discussão e decisão das Igrejas Particulares.
- “Urge formar ministérios adequados às necessidades das comunidades, especialmente do Ministério do Pastoreio de comunidades, exercido por leigas e leigos que sejam servas e servos do povo, abertos ao diálogo e ao trabalho em equipe, e que, devidamente preparados, assumam em nome da Igreja a direção pastoral de uma comunidade” (A Igreja arma sua tenda na Amazônia, Manaus, 9 a 18 de setembro de 1997, n. 47).
- Almejamos investir na formação de presbíteros e de irmãos e irmãs de vida consagrada – autóctones e os que chegam de fora – para que sejam despojados, simples, não busquem a autopromoção.
- Comprometemo-nos em a dar visibilidade ao tráfico de pessoas para enfrentar esses crimes hediondos contra a liberdade e dignidade da pessoa humana.
Conscientes de que a problemática da Amazônia é global, queremos abrir-nos a uma visão panamazônica que nos convoca a buscar caminhos de colaboração e compromisso entre as Igrejas na América Latina.A Igreja Católica na Amazônia Legal vive e cresce com características próprias, enraizadas na sabedoria tradicional e na religiosidade popular que durante séculos alimentou e continua a manter viva a espiritualidade dos povos da floresta e das águas, e agora, do mundo urbano. Enfrenta com alegria as dificuldades das distâncias e da falta de comunicação para encontrar e oferecer ao rebanho, confiado a nós pelo Senhor da messe, a luz da Palavra de Deus e a Eucaristia como alimentos que revigoram e animam as forças para viver a comunhão com Deus e cuidar da Amazônia como chão da partilha, pátria solidária, “morada de povos irmãos e casa dos pobres” (DAp 8). A carinhosa devoção a Nossa Senhora de Nazaré, Rainha da Amazônia, nos leve a cumprir o que ela nos pede: “Fazei o que Ele vos disser!” (Jo 2,5).
Vaticano promoveu Conferência Internacional sobre o tráfico de seres humanos.
Encerrou-se este domingo, na Casina Pio IV, no Vaticano, a Conferência internacional sobre o tráfico de seres humanos. Os dois principais aspectos no centro desta conferência foram a situação atual do tráfico humanos bem como um plano de ação para combatê-lo. A Organização Internacional do Trabalho estima que entre 2002 e 2010, cerca de 21 milhões foram vítimas do trabalho forçado, entendido também como exploração sexual.Todos os anos, cerca de dois milhões de pessoas são vítimas de tráfico sexual, 60% das quais são meninas, enquanto o tráfico de órgãos humanos atinge quase 11% do total. Quem recorda estes dados é Dom Marcelo Sánchez Sorondo, Chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais. Ele recorda o que o papa Fransceso lhe havia dito: "Marcelo, quero que se estude o problema das novas formas de escravidão e do tráfico de pessoas, incluindo o problema da venda de órgãos". Dom Marcelo a partir disso começou a trabalhar no assunto:'Vimos que era necessário envolver os médicos e por isso chamamos os médicos católicos, através da Federação Internacional das Associações Médicas Católicas; em seguida, também a Academia de Ciências, porque as soluções também podem ser de carácter científico. Assim nasceu a iniciativa.O que nós queremos é perceber a real dimensão do fenômeno, que um pouco já se sabe, mas queremos ter dados mais precisos. Queremos também alcançar uma ideia comum para a Igreja, para as Conferências Episcopais. Existem Conferências Episcopais que elaboraram alguns documentos, mas creio que a Igreja como um todo não tem suficiente consciência do problema. As pessoas são vendidas, mas ninguém se importa com a pessoa humana, a única coisa que importa é o dinheiro, ou melhor: ganha-se dinheiro com as pessoas como se fazia há tempos com a escravidão, e de certa maneira é ainda pior! Sobretudo se consideramos o aspecto sexual, em que estão envolvidos e comprometidos meninas e também meninos. É uma das coisas mais trágicas do mundo global, juntamente com a imigração, cujos efeitos vimos em Lampedusa'. (Fonte: Rádio Vaticano)
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