quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Principal financiador do filme sobre Lava-Jato é investigado por vários crimes ambientais e financeiros - por Luis Nassif

Principal financiador do filme sobre a Lava Jato, o empresário Sérgio Amoroso é um tipo controvertido. Self-made-man, começou a vida como office boy, montou uma companhia de venda de papéis e, em 1999 conseguiu assumir o controle do Projeto Jari, que estava sob intervenção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), pagando 1 real e assumindo as dívidas.
.....O golpe da Jari se ampliou com a compra de créditos para comercialização de ipê de sete empresas próximas a Belém. A fraude era tão escancarada que os registros indicavam que a madeira levou 10 minutos para ser transportada de Almerim a Belém, a 800 km de distância.Foi apenas o desfecho de uma aventura empresarial enganosa. Amoroso criava uma falsa blindagem com seus projetos beneméritos. Mas desde a compra do Jari mergulhou em vários problemas financeiros. Em uma de suas últimas crises, contou com a ajuda de deputados do PT e do PSOL para obter ajuda do BNDES.Sobram denúncias de abusos cometidos na Amazônia. Montou um negócio de madeira em que o plantio era de sitiantes. Aqueles que não concordavam em aderir ao plantio eram ameaçados.Em duas ocasiões realizou demissões maciças de trabalhadores. Em 2008 recebeu R$ 170 milhões do BNDES para o financiamento do plantio de eucalipto, com a condição de manter os empregos. Para firmar posição a favor do emprego admitiu 800 trabalhadores. Mal recebeu o financiamento, demitiu 700.Em 2016, contou com a ajuda dos senadores Davi Alcolumbre (DEM) e João Capiberibe (PSB) e Paulo Rocha (PT) para solicitar novo apoio ao BNDES.Este ano, surgiram notícias de dificuldade de pagamentos a terceirizados, além de alguns pedidos de falência. Aparentemente, financiando o filme, Amoroso visou comprar proteção (síntese feita pelo blogueiro)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Caos Brasil - Governo dos golpistas cria o maior rombo fiscal em um mês, desde 1997

A destruição econômica produzida pelo golpe de 2016 – uma conspiração liderada por Michel Temer, Aécio Cunha e Aécio Neves, hoje os três políticos mais rejeitados do Brasil – foi retratada na capa do jornal Valor Econômico, da Globo. No segundo trimestre deste ano, o Brasil tinha 15,2 milhões de lares onde ninguém trabalhava, 2,8 milhões a mais do que no mesmo período de 2014 – um incremento de 22%. Isso significa que um em cada cinco domicílios (21,8% do total) não tinha renda fruto do trabalho (formal ou informal); isso demonstra que a recessão provocada primeiro pela Lava Jato e pela política do "quanto pior, melhor", que antecedeu o golpe, e depois pelo desastre Temer-Meirelles, atingiu diretamente as famílias brasileiras

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta terça-feira, 29, que o governo de Michel Temer apresentou um déficit primário nas contas de R$ 20,15 bilhões somente no mês de julho deste ano; é o maior rombo nas contas públicas em um mês desde 1997, início da série histórica; no acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as contas do governo registram um déficit fiscal de R$ 76,27 bilhões - no que também foi o pior resultado para este período em 21 anos; números comprovam que, ao invés de recuperar a economia, a política de Henrique Meirelles está aprofundando depressão econômica do País, enquanto Temer sugere vender empresas e ativos públicos como saída

sábado, 26 de agosto de 2017

21º Domingo – “Quem sou eu?” (Mt. 16,13-20)

É doloroso descobrir que as pessoas, muitas vezes, têm uma ideia equivocada a nosso respeito. Tentamos assumir um estilo de vida autêntico e coerente, mas as pessoas interpretam de uma forma totalmente diferente. Isso produz sentimentos de indignação, sensação de fracasso pessoal, e uma forte vontade de abandonar tudo e todos. Jesus também passou por isso. A narração evangélica de hoje relata justamente o momento em que Jesus achava que tinha deixado claro com palavras e gestos que a sua missão era bem diferente daquela dos profetas que o haviam precedido. Para as pessoas comuns, no entanto, Jesus não passava de um grande profeta, e nada mais. Jesus, então, interroga aquelas pessoas que o haviam apoiado e acompanhado mais de perto, seus apóstolos, mas somente um, ‘Pedro/o teimoso’, o reconhece como o ‘filho do Altíssimo’. Mas como muitas vezes ocorre na nossa vida, também aquelas pessoas que acham que nos conhecem mais profundamente, acabam dando respostas não convincentes. O próprio Jesus ao chamar ‘Simão, filho de Jonas’, entende que a resposta dele não é fruto de convicção pessoal, mas uma revelação. O ‘Pedro, apóstolo, é igual àquele Jonas que convidado por Deus para ir a Nínive, pegou um rumo totalmente contrário. Simão, o Pedro/teimoso, como Jonas, resiste à vontade de Deus, e somente muito tarde compreenderá que Jesus não é o filho de Davi, ou seja, aquele que usa o poder temporal para se impor, mas o ‘filho do Altíssimo’, aquele que serve e que se doa inteiramente até à morte. Somente depois disso Jesus o reconhece como ‘pedra/tijolo’ que fincado sobre a ‘Rocha’ que é Jesus, poderá construir o seu novo povo capaz de acolher e reconhecer definitivamente a sua missão sem distorções.  

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Justiça bandida - É o processo do Lula, idiota! Manda logo para o TRF! Não perca tempo!

A ação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex no Guarujá tramita em ritmo recorde e já chegou ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre; foi o trâmite mais rápido até agora, entre todas as apelações da Lava Jato com origem em Curitiba; foram apenas 42 dias, desde a sentença do juiz Sergio Moro, em julho, até o início da tramitação do recurso na segunda instância, nesta quarta (23); média dos demais casos foi de 96 dias; ritmo acelerado do processo sinaliza a intenção dos juízes do caso em correr para interferir no processo político brasileiro, em uma manobra para  tirar Lula das eleições de 2018, em que é líder absoluto nas intenções de voto todos os cenários; sem candidatos competitivos para as próximas eleições, uma das estratégias da direita brasileira é justamente usar o Poder Judiciário para tentar impedir o provável triunfo de Lula nas urnas

Caos BRASIL- carta aberta de Luis Nassif a empresários e militares para salvar o Brasil

Numa carta aberta à sociedade brasileira, o jornalista Luis Nassif diz que a Lava Jato entregou o Brasil "à mais irresponsável organização criminosa" que já comandou o País e alerta industriais e militares contra a destruição econômica que vem sendo promovida por Michel Temer."Atenção, Anfavea, Abimaq, Abdib, atenção ruralistas, ambientalistas, Forças Armadas, brasileiros com responsabilidade em relação ao futuro: movam-se! Pelo amor de Deus! Por respeito ao país!", diz ele, em artigo publicado no jornal GGN.

O desastre mais recente, diz Nassif, é a privatização da Eletrobrás, que pode inviabilizar a indústria nacional com tarifas mais caras. "Atenção, Anfavea. Essa negociata que estão fazendo com o setor elétrico vai bater direto nos seus custos. Pretendem ampliar o que o governo Fernando Henrique Cardoso fez lá atrás. O Brasil tinha a energia mais limpa e barata do mundo, por conta de hidrelétricas já amortizadas. E FHC definiu a descontratação dessa energia, elevando substancialmente o valor das tarifas e inviabilizando diversos setores eletro intensivos, além de acabar com um grande trunfo que o país dispunha, na competição internacional. Esse quadro voltou reverteu nas últimas renovações de concessão. O que se pretende, agora, é descontratar o que resta dessa energia, especialmente nas usinas da Eletrobrás, jogando os preços nas alturas, como ocorreu nos anos 90", afirma.Ele também alerta contra a destruição da soberania nacional. "Atenção, Forças Armadas, sabem aquela história de que energia é soberania? Pois é, o setor elétrico será entregue aos chineses, o petróleo aos americanos. E o projeto Amazônia Azul será bancado pela IV Frota, já que os ativos a serem defendidos serão os deles

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

VALE - Dois descarrilamentos em uma semana e um atropelamento fatal. Isto não VALE!

Tornou-se perigoso viajar de trem no Maranhão pela ferrovia do Carajás. Afinal, não somos minério! Uma tragédia vem sendo anunciada: em menos de 8 dias o trem da VALE descarrilou duas vezes, segundo o jornal Correio do Carajás. O primeiro foi no dia 14 de agosto próximo da Vila Itainópolis, em Marabá e o segundo descarrilamento foi domingo passado, dia 20, no Km 450 próximo de Açailândia, quando 43 vagões carregados de minérios saíram dos trilhos. O trem de passageiros havia passado pelo mesmo local poucas horas antes. Ainda não foram reveladas as causas do acidentes. Hoje pela manhã, dia 23 de agosto, a JnT informa que faleceu a esposa de um senhor que havia sido atropelado e morto pelo trem da Vale cerca de duas semanas atrás. A VALE vem sendo citada também em sistema de propina envolvendo o Consórcio dos municípios que estão situados no Corredor do Carajás (COMEFEC). 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Enfim, STF deu uma dentro: por 7 a 0 reconhece posse imemorial das terras do Parque do Xingu

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (16), por 8 a 0, que toda a área que compõe o Parque Indígena do Xingu é, comprovadamente, de ocupação imemorial e contínua por povos originários, não cabendo assim indenização ao estado de Mato Grosso em decorrência da criação da área de proteção. A ação, julgada na manhã desta quarta-feira, em sessão extraordinária, foi aberta há mais de 30 anos por Mato Grosso, que processou a União e a Fundação Nacional do Índio em busca de indenização, por entender terem sido incluídas no perímetro do Parque do Xingu áreas que à época não eram ocupadas por indígenas, razão pela qual tais terras seriam de posse do estado, conforme a Constituição de 1946. O Parque Nacional do Xingu, hoje denominado Parque Indígena do Xingu, foi criado em 1961, numa área de aproximadamente 2,7 milhões de hectares, no norte de Mato Grosso. A demarcação do território indígena foi idealizada, entre outros, pelo antropólogo Darcy Ribeiro, pelos irmãos Villas-Bôas e pelo Marechal Rondon. "Documentos históricos e diversos estudos comprovam a existência do parque do Xingu desde épocas imemoriais, mesmo antes do decreto que o criou formalmente", disse Marco Aurélio Mello, relator da ação. "Todos os laudos comprovam que a ocupação tradicional indígena existiu, ela existe, e sempre foi lícita, diferentemente do alegado pelo estado de Mato Grosso", afirmou o ministro Alexandre de Moraes. A decisão do STF abrange também as Reservas Indígenas Nambikwára e Parecis, que eram objeto da mesma contestação por parte de Mato Grosso, numa segunda ação conexa também julgada nesta quarta-feira. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a decisão desta quarta-feira evita um prejuízo de R$ 2,1 bilhões ao cofres da União. Mato Grosso terá que arcar com os custos processuais, avaliados em R$ 100 mil.

Marco temporal - Temia-se que o STF aplicasse o chamado "marco temporal", entendimento adotado pela Corte em ações anteriores e segundo o qual os povos indígenas só teriam direito à posse de áreas efetivamente ocupadas por eles no momento da promulgação da Constituição de 1988.O assunto, no entanto, não foi abordado no julgamento desta quarta-feira. Os ministros do STF entenderam que o princípio não poderia sequer ser considerado no caso, uma vez que os territórios indígenas alvo das ações foram demarcados "muito antes da vigência da Constituição de 1988, portanto essa questão não se colocaria", ressaltou o ministro Luís Roberto Barroso. (Carta Capital)