A mentalidade moralista e espiritualista que vem impregnando as nossas consciências ao longo dos séculos impede que se encare o ‘pecado’ como algo concreto e pernicioso para a existência de todos os seres vivos! O pecado é visto ainda como algo espiritual, intimista, uma falta contra uma determinada moral produzida por grupos humanos. Algo que, ao ser confessado, expiado ou absolvido cessaria, automaticamente, de existir e, consequentemente, deixaria de destruir sonhos e vidas reais. O profeta João Batista no evangelho de hoje nos coloca no plano das atitudes éticas, e não dos comportamentos morais. De fato, ele reconhece no inspirado Jesus de Nazaré, - que curava integralmente as pessoas de toda doença, exclusão, dependência espiritual maligna, - como Aquele que tem o poder de ‘eliminar, destruir, tirar’, definitiva e concretamente, o ‘pecado do mundo’. Isto significa que Jesus ataca direta e concretamente não as pequenas, periféricas e insignificantes faltas morais, mas a origem, a causa principal que produz aqueles hábitos destrutivos e os comportamentos desviantes que negam e destroem a vida em plenitude para todos os seres. É o ‘pecado do mundo’ que encontra abrigo no nosso coração e que nos leva a destruir, possuir, negar, escravizar, manipular o outro. O nosso desafio é incorporar ‘o Espírito do Pai’ para que tenhamos coragem de atacar e destruir tudo o que agride e destrói a vida em abundância! Sim, o pecado de mundo!
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