Luan
Guajajara Soares, jovem indígena de 23 anos da região de Grajaú foi executado a caminho da
rodoviária de São Luís no dia 23 de janeiro passado. Às 21:00h. naquele mesmo dia havia
sido solto pelas autoridades prisionais da SEAP- Pedrinhas, onde se encontrava
detido, acusado de uso abusivo e tráfico de entorpecentes. Na madrugada do dia
24/01/2026, o corpo foi encontrado no percurso do presídio para a rodoviária. A
família que em momento algum foi informada da sua soltura, tomou conhecimento
por terceiros que viram a foto da vítima no jornal. É imprescindível apurar a
relação do procedimento da soltura da vítima do Sistema Carcerário com
possíveis circunstâncias de vulnerabilidade que facilitaram a execução da
vítima. Saber qual foi o tratamento médico dado à vítima durante o período que
esteve sob a custódia do Estado, sendo que a vítima sofria de depressão? Por que a família não foi avisada da soltura? Por
que o serviço social do Sistema Carcerário não contatou a FUNAI ou o seu
defensor legal para avisar da soltura? Qual foi o horário exato da soltura? É
preciso esclarecer, também, os verdadeiros motivos de sua surpreendente transferência de
Grajaú para Pedrinhas, para ser solto logo a seguir, e ser executado no mesmo
dia de sua soltura. Não há como não suspeitar que houve troca de informações
internas entre fontes da SEAP e o executor ou os executores do Luan Guajajara.
Alguns órgãos de defesa dos Diretos Humanos já foram acionados com o intuito de fazer luz sobre esse caso. Espera-se que se faça justiça. Afinal, o assassinato de uma pessoa, mesmo que réu de delitos,
não pode jamais ser justificado. Que os assassinos de Luan e seus cúmplices
sejam encontrados e julgados por isso!
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