Há
momentos na vida em que, para se manter coerentes e cumprir um chamado
personalíssimo, é preciso romper drasticamente com o próprio passado e com o nosso
entorno. Sim, ‘é preciso obedecer primeiro a Deus, à própria consciência, e depois aos homens”! O Jesus que emerge da experiência luminosa do batismo
no Jordão não é o mesmo que havia sido moldado e educado na sua comunidade em Nazaré. Ele se vê forçado a romper com a sua família
biológica e com a sua própria comunidade religiosa por elas não reconhecerem o seu inédito chamado e a sua nova missão. Ele percebe que não vale mais a pena investir numa comunidade religiosamente
bitolada e espiritualmente fechada ao ‘novo’ que Deus sempre comunica aos seus filhos! O ‘convertido’ Jesus abandona definitivamente Nazaré e se muda para a ‘terra dos
pagãos’, na aldeia de Cafarnaum, terra de ‘pescadores de peixes’. O seu desafio
é persuadir pessoas religiosamente não bitoladas, mas abertas ao 'novo', a mudarem de
mentalidade e de direção. Jesus convoca leigos e leigas não religiosos, especialistas
em pescaria, a pescar diferente: a ‘pescarem homens’. Em outras palavras: a puxarem para fora das turvas águas do mar do desespero, do medo, da violência, da dependência e da morte, um número infinito de pessoas que
estavam a afogar. É este ato permanente de ‘pescar, curar e libertar gente' que prova que o novo jeito de 'governar de Deus' está ao nosso alcance. O Reinado da compaixão e da misericórdia, - e não das liturgias bitoladas dos
sacerdotes e dos devotos do templo, - se torna, agora, possível em Jesus! Mas como é difícil entender e praticar isto!!!!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
III Terceiro Domingo Comum - É URGENTE PESCAR DIFERENTE!
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