Será
que as palavras, por si, só têm poder para motivar, seduzir e fascinar pessoas,
ou elas dependem, essencialmente, de quem as comunica? Jesus parece sugerir um
outro caminho: as palavras e seus efeitos transformadores dependem de quem as
acolhe! Em outras palavras: podemos ter palavras-sementes de ótima qualidade,
serem proclamadas por hábeis e generosos ‘comunicadores-semeadores’, mas tudo
vai depender da abertura ou do fechamento de quem as escuta e acolhe! É,
afinal, a qualidade do ‘solo humano’, do receptor da palavra que faz a
diferença. A parábola hodierna nos mostra que o ‘semeador’ deixa cair,
paradoxalmente, sementes valiosas, de qualidade, em vários tipos de solos. Parece
não se preocupar em selecionar, previamente, o solo, nem analisa qual poderia
ser o mais apto, evitando, assim, desperdícios, e visando, unicamente, o seu
pleno aproveitamento. O semeador parece acreditar que todos 'os solos-pessoas', -
até os mais impróprios – possuem energia interna para fazer germinar a 'semente-palavra'.
Há, contudo, algumas condições para que isto aconteça:1. Não se deixar ‘sufocar’
jamais quando aparece a perseguição e a calúnia por manter fidelidade à palavra anunciada; 2. Jamais permitir
que a sedução da riqueza e do poder prevaleça; 3. Nunca desistir quando se experimenta medo e a angústia perante os conflitos e as turbulências da
vida. O nosso solo humano está pronto para isso?
sexta-feira, 10 de julho de 2026
15 domingo comum - Não a semente, mas o solo-receptor é que faz a diferença!
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