Há fardos na vida que deixam de ser tais
quando compreendemos o sentido e o valor que eles escondem. Assistir um filho
ou uma mãe acamada, por exemplo, pode ser um peso fisicamente exigente, mas
pode se tornar um ‘jugo’ afetiva e moralmente leve. Compreender o valor da gratuidade
e da gratidão ou a generosa doação incondicional para com aqueles que precisam
de apoio, nos motiva a estarmos ao seu lado, custe o que custar. Para quem
entende isso não existe cruz pesada, nem jugo insuportável, nem sacrifício inútil,
nem destino amaldiçoado. As elites sacerdotais e os sabichões cegos da religião
oficial não podiam entender isso. Eles foram educados a manter uma relação
voltada única e exclusivamente para satisfazer um Deus supostamente desejoso de
sacrifícios e mortificações, e não para manifestar solidariedade e compaixão aos seus irmãos e irmãs! Jesus de Nazaré continua a nos alertar, hoje, que preceitos, celebrações,
liturgias e ritos, esses sim, se tornam verdadeiros jugos se ignoram que o único e
verdadeiro compromisso do discípulo é ouvir, acolher, confortar todos aqueles que
estão sendo esmagados sob o peso da indiferença, do abandono e da truculência dos
que alimentam a alienação do legalismo e do moralismo do templo, e da lógica perversa de quem
vive nos palácios.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
14 domingo comum - Nada pesa para quem faz com amor!
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