segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dia do meio-ambiente - promover a biodiversidade ou....morrer!

Ou a espécie humana protege e promove a diversidade das formas de vida ou ela risca desaparecer. Em outras palavras: ou o ser humano aprende a raciocinar e a agir de forma biocêntrica, - em detrimento da sua visão-prática antropocêntrica – ou proximamente não estaremos aqui para narrar como acabará a aventura hominídea no planeta Gaia! Já passou a época em que defender o meio ambiente era defender espécies animais ou vegetais raras e/ou em extinção. Já passou a época em que se achava que a natureza produz bens infinitos, inesgotáveis. Já passou a época em que zelar pelo ambiente significava somente coletar seletivamente o lixo e destiná-lo a um lugar que não contamine o subsolo ou a atmosfera. Já passou a época em que era necessário emitir na biosfera menos poluentes de carbono e outros produtos afins. Já foi superada a expressão ‘preservar o meio ambiente’, pois significaria congelar um ambiente que já está profundamente degradado. No caso, valeria só para ambientes ainda não contaminados pela ação humana, que não existem mais! Hoje a espécie hominídea é o dinossauro de antigamente. Destrói, agride, domina, queima, descarta, consome e extrai bens naturais de forma irracional e compulsiva. Parece um ser tresloucado, sem rumo e sem controle sobre si. Uma máquina mortífera. Essa espécie, - uma dentre os 10 milhões existentes no planeta, - modificou tanto as condições de vida do ambiente em que ela mesma vive que vem colocando em xeque a sua própria sobrevivência. No Dia Internacional do Meio Ambiente o que está em jogo não são as ações específicas desse ou daquele ser vivo, nem o mero esforço para melhorar a qualidade do ar, ou inibir a pulsão consumista dos humanos, mas fazer uma ampla e radical opção em favor da vida na sua globalidade. Em favor da vida dos micro-organismos, das espécies vegetais e animais, etc. porque, afinal, de forma antropocêntrica e egoísta, são as que lhe garante sobrevivência e sobrevivência digna. Parar é preciso!

sábado, 4 de junho de 2011

Ascensão: um novo envio a partir da Galiléia das nações!

Às vezes é preciso voltar ao ponto de partida. No começo de tudo. Mergulhar naquelas experiências que marcaram positivamente a nossa vida. Não tanto para repetir algo impossível a ser repetido. Mas para regressar aos lugares recônditos do coração, da revelação, da manifestação original. De tudo aquilo que começou a dar sentido à nossa vida. Não para matar antiquadas saudades de um romantismo espiritual ou existencial. Mas para nos deixar batizar novamente nas fontes que nos mudaram. Que transformaram pensamentos e práticas concretas. Esta foi a experiência de um bom grupo de discípulos/as de Jesus de Nazaré após a sua morte. Regressar à Galiléia das nações. A Galiléia dos impuros e dos pagãos. Dos rebeldes e inconformados. A Galiléia que conheceu um jovem da sua terra espalhar misericórdia e compaixão aos esquecidos da terra. Aquela Galiléia que num determinado momento havia sido preterida por Jesus. Talvez por achar que em Jerusalém teria tido mais chances para fazer deslanchar a ‘realeza de Deus’. Ou, talvez, por achar que ninguém é profeta mesmo em sua própria pátria. E não valia mais a pena insistir.


Os discípulos/as galileus de Jesus não voltam somente para reencontrar os seus familiares, e regressar ao cotidiano anterior à morte de Jesus. Voltam para sentir novamente as emoções de re-percorrer povoados, aldeias, veredas, e caminhos conhecidos. Neles haviam conhecido um outro jeito de viver e lutar. Voltam às experiências fundacionais. Ao que os havia transformados de pescadores, lavradores, impuros sociais em parceiros de um mestre que muito haviam admirado, mas do qual pouco haviam entendido. Precisaram fazer a experiência traumática da perda do amigo mestre para compreender que tudo havia começado não nas capitais e nas cidades opulentas e influentes, mas lá na sua própria terra discriminada e anônima. Com um co-nacional idealista e sonhador. Compreendem que mesmo na recordação carregada de afeto, devoção verdadeira e amor, ele se foi. Cabia a eles/as, agora, aqui, na mesma terra, dar continuidade ao que todos eles haviam iniciado alguns anos antes. No ‘monte do encontro e da revelação’ fazem novamente a experiência de se sentirem chamados e enviados. Não mais às ovelhas perdidas de Israel, mas a todas, indistintamente.


Sentem ecoar dentro deles/as a mesma voz do itinerante Jesus que ‘inconformado’ os impele a saírem. A irem à procura das ovelhas feridas, desgarradas, perdidas. Para batizá-las na esperança, na vida plena, na comunhão com Pai. Não mais para serem objeto de compaixão, mas para serem discípulos/as de um novo Jesus. O Jesus que age, se move, e anuncia mediante eles e elas. A mesma nuvem que havia envolvido Jesus no Jordão abrindo os seus olhos e o seu coração agora envolve os próprios discípulos/as. Chama-os e envia-os como se fossem outros/as ‘Jesus’. Já não há mais separação entre céu e terra. Entre vida e morte. Entre espiritual e material. Todos estão no Todo. Num universo de luz e comunhão.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Belo Monte: a farsa do Comitê Gestor


O circo para instituir o Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu, hoje, dia 3 de junho, em Altamira (PA), não aconteceu da forma que o Governo Federal, o consórcio Norte Energia e latifundiários queriam. Em ato político conduzido pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre, povos indígenas tomaram a mesa da primeira reunião e denunciaram manipulação na indicação de indígenas ao comitê. Integrantes da Casa Civil e da Secretaria Especial da Presidência da República conduziam a farsa. Antônia Melo, líder do Xingu Vivo, leu nota de repúdio a licença concedida pelo Ibama à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e ao final todos se retiraram em flagrante sinal de que não reconhecem o Comitê Gestor - composto por representantes dos governos federal, estadual e municipais, entidades patronais e supostamente por comunidades indígenas, movimentos sociais, organizações ambientais, entidades sindicais dos trabalhadores rurais, urbanos e de pescadores.Conforme relatos de quem estava no ato, enquanto representantes do governo tentavam dar início à reunião e diziam que Belo Monte não seria como Tucuruí (usina hidrelétrica instalada também no Pará), nas palavras do deputado federal Zé Geraldo (PT/PA), fazendeiros e madeireiros bradavam xingamentos racistas contra os indígenas e demais integrantes do Movimento Xingu Vivo. Aos cochichos, ameaçavam de morte e outras violências quem estava ali contra a farsa do Comitê Gestor e o crime de Belo Monte. A presença do governo não os intimidou. Ao contrário, parece ter incentivado.Conversamos com alguns indígenas Arara que estavam listados como membros do Comitê e não sabiam de nada. Sequer foram consultados", disse Éden Magalhães, secretário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) presente no ato do Movimento Xingu Vivo. A indígena Sheila Juruna, importante liderança dos povos originários, ressaltou que os indígenas não foram consultados sobre o grande empreendimento e tampouco sobre a composição do Comitê. Disse que a resistência a Belo Monte não vai cessar. Ontem, 2 de junho, a presidente Dilma Roussef determinou ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo o envio da Força Nacional ao Pará. A justificativa foi o quinto assassinato, em menos de duas semanas, de uma liderança camponesa. No entanto, a primeira tarefa da Força Nacional foi cumprida nesta reunião do Comitê Gestor como forma de intimidar ações de protesto da militância contrária a construção da usina de Belo Monte. (Fonte: Renata Santana)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Liderança do quilombo Charco, Vicente Ferrer, sofre atentado

Enquanto o mundo tomava conhecimento do assassinato de Dinho, sobrevivente do massacre de Corumbiara – Rondônia, ocorrido em 1996, no mesmo dia aqui no Maranhão, mas precisamente em São Vicente Ferrer, o sindicalista Almirandi Pereira Costa, 41 anos, casado, pai de 3 filhos e vice-presidente da associação quilombola de Charco sofria uma tentativa de assassinato. lmirandi está na luta pela titulação do território quilombola do Charco em conflito com Gentil Gomes, pai de Manoel de Jesus Martins Gomes e Antônio Martins Gomes, recentemente beneficiados por um salvo-conduto concedido pelo TJ-MA. Os dois estão denunciados pelo Ministério Público Estadual sob a acusação de serem os mandantes do assassinato de Flaviano Pinto Neto, líder do mesmo quilombo, no dia 30 de outubro de 2010. A tentativa ocorreu por volta das 21h30min do dia 27 de maio, depois de ele ter voltado de uma reunião no quilombo Charco. Segundo o próprio Almirandi, ele estava na sala de sua casa com as portas fechadas quando ouviu parar em frente da mesma um carro modelo celta, de cor preta, de onde, depois de alguns minutos, foram feitos 03 disparos. Segundo a polícia civil de São Vicente Ferrer, trata-se de uma pistola calibre 380 – igual à arma utilizada para matar Flaviano. O governo federal DESCUMPRE a Constituição Federal que determina a titulação das terras ocupadas pelas comunidades remanescentes de quilombos ao cortar recursos do Orçamento Público Federal – do Ministério do Desenvolvimento Agrário ao qual está vinculado o INCRA.


(Tirado da CPT/MA, por Inaldo Serejo e re-elaborado pelo blogueiro)

sábado, 28 de maio de 2011

VI domingo de Páscoa - Amar para viver e superar a pulsão da destruição (Jo.14, 15-26)



No ser humano parecem existir duas grandes pulsões: o amor e a morte/destruição. As duas o mantém em permanente estado de alerta. Fazem-no sentir ‘vivo’, construtor ou destruidor que seja. A vivência concreta do amor, - amar e ser amado, - o capacita a enfrentar tudo. Por amor o ser humano agüenta o sofrimento, a dor, a angústia, a morte. Aprende a compreender que tudo isso pode ter sentido se encarado por um coração que ama, ou que é amado. Isso lhe permite resistir e não desanimar ou desesperar diante dos grandes desafios existenciais. Diante de seus aparentes ou reais fracassos. E sente-se suficientemente forte para combater a outra pulsão que está dentro dele: destruir e matar. Esta se apresenta como pulsão contrária à vida. Contrária ao amor criador. As duas dimensões-pulsões convivem, inexoravelmente, dentro do mesmo ser. Poderá prevalecer ora uma ora outra, a depender das escolhas, decisões, nível de consciência, projeto de vida, educação que o ser humano herdar e/ou assumir para si e para os demais.


Os primeiros discípulos/as de Jesus procuram re-iniciar a sua vida sem poder contar com a presença física e amável do mestre. A lembrança dele continua forte, mas, inicialmente, não suficientemente inspiradora e intensa para senti-Lo ainda vivo e atuante dentro e no meio deles/as. Progressivamente, o trauma da morte violenta deixa lugar a sentimentos e expectativas inéditas. Descobrem quase que coletivamente que o amor para com o mestre se intensifica na medida em que reproduzem os seus mesmos gestos de amor e compaixão. Ao amar os não amados descobrem-no vivo novamente e eles também começam a re-viver. A pulsão destruidora é superada e suplantada pela pulsão amorosa. É uma experiência única. Só aqueles que a conhecem e a vivem podem perceber, ver e sentir a sua importância transformadora. Aos que se deixam arrastar ainda pela força da destruição, incapazes de sentir e seguir o amor que recria só lhes resta o vazio interior, o sentimento de orfandade, a não vida. A igreja hoje é chamada a ser testemunha do amor que acolhe e faz viver. Deve deixar de lado atitudes e ameaças que, embora subliminarmente, apontam para a punição, o castigo, a ameaça, o fogo eterno. É chamada a proclamar e a viver radicalmente o amor que acolhe, que recria, e dá sentido à existência humana. Um amor que só pode vir do Pai, o Deus- amor infinito. Ilimitado amor!

sábado, 21 de maio de 2011

A difícil missão de revelar 'deus', o insondável - V domingo -

Quem pode mostrar Deus, o invisível? Tornar conhecido aquele que não se deixa conhecer? Mais ainda, acreditar numa sua determinada existência e anunciá-lo sem incorrer no perigo de distorcer a sua identidade e de manipulá-lo? Deus não se encaixa nas representações que nós humanos fazemos a seu respeito. Não pode ser sequer identificado com um ‘ser humano’, homem ou mulher que seja. Nem com uma vaga e ilimitada expansão de energia, mesmo que eterna ou infinita. Ele é e continuará a ser o ‘totalmente outro’. O insondável. Aquele que não se deixa ‘provar e dissecar’ nos laboratórios da teologia, da filosofia, das religiões, das dissertações sobre espiritualidade e mística. Mas por que, então, em nome de Deus se fizeram guerras santas? Por que pessoas foram conduzidas à fogueira por tentar atribuir a Deus uma determinada dimensão por outras que atribuíam a Deus dimensões diferentes?


Por que líderes políticos, crentes ou não, igrejas de diferentes denominações, homens e mulheres de diferentes culturas continuam a invocá-lo e constroem templos e dogmas para supostamente facilitar o encontro com ele? Sob o nome de Deus sempre se tem escondido projetos de poder e de manipulação de alguns sobre outros. Deus tem sido utilizado como pára-choque e como bandeira para exigir submissão, obediência cega, aniquilação da vontade, da consciência e da autonomia pessoal. Já o segundo mandamento nos alertava sobre a tentação-perigo de ‘não pronunciar em vão o nome de Deus’, ou seja, de não utilizá-lo a torto e a direito para impor ou veicular interesses e projetos pessoais ou de grupo. ‘Para não prejudicar o próprio irmão’, nos diz outra versão, sempre do segundo mandamento.


Jesus adotou uma imagem de Deus. A que lhe foi ensinada, ou que andou construindo progressivamente ao longo da sua vida e com a qual se sentiu bem. Jesus, pelos relatos evangélicos, concebeu deus como pai. Tentou agir e se comportar como um pai, tal como eram educados a se comportarem os verdadeiros pais na cultura em que Jesus foi socializado. Os discípulos/as de Jesus no seu amor para com os pobres, doentes pecadores viram nele uma carga tão intensa de humanidade tão despida de todo poder ‘divino’ que começaram a acreditar que Jesus poderia ser a revelação do próprio Deus invisível, insondável. Jesus de Nazaré revelou a outra face de ‘Deus’. Não o deus do palácio e do templo que era manipulado e usado para impor interesses e poderes pessoais, mas o Deus dos pequenos, dos simples. Enfim, dos órfãos de afeto, de apoio moral, de esperança, da paz. Talvez isso não corresponda à verdadeira essência/identidade objetiva de Deus, - que permanecerá insondável - mas certamente pode dar sentido real e histórico a muitos humanos em sua luta por vida plena, por justiça, e por felicidade.

sábado, 7 de maio de 2011

Os 'muitos discípulos/as de Emaus: retornar a Jerusalém para fazer do lugar da morte o lugar da vida nova! (Lc. 24,13-35)



Desilusões e decepções fazem parte da vida. Mas nem sempre conseguimos compreendê-las e aceitá-las. Às vezes, nos sentimos como se tivéssemos sido traídos! Elas nos parecem vinganças e punições da vida por termos acreditado demais. Por termos sonhado de forma exagerada. Por termos idealizado sobremaneira pessoas, princípios, promessas, ideais de vida. Parece até que quanto maior foi o nosso grau de idealização e expectativa na vida, maior foi a decepção quando não plenamente realizada. Embora as decepções sejam pontuais, e tenham uma duração limitada, deixam uma marca indelével no nosso modo de encarar a vida. Fazem surgir dentro de nós sentimentos generalizados de desconfiança. Até os momentos bonitos da vida são vivenciados com suspeita, pois imaginamos que vão durar pouco. Que algo grave vai acontecer para fazer ruir a magia daquele momento. É preciso uma radical conversão de mentalidade para poder enfrentar as contrariedades da vida com mais equilíbrio e serenidade. Isto poderá ocorrer se fatos inesperados, novos, nos quais não havíamos posto fé e confiança, nos surpreenderem positivamente. Se tivermos, ao mesmo tempo, capacidade de fazer memória de fatos positivos que marcaram a nossa história pessoal. Isto poderá nos ajudar e recuperar confiança em nós mesmos e na vida. Recomeçar e olhar o futuro com outros e renovados olhos....


Parece ter sido esta também a experiência dos dois discípulos de Emaus! Os dois haviam alimentado uma enorme e, talvez, irreal expectativa com relação ao futuro de Israel, a partir da ‘passagem’ de Jesus de Nazaré! Jesus havia sinalizado algo novo nas relações humanas, sociais e políticas dos seus contemporâneos. Algo que foi interpretado pelos dois e por muitos outros admiradores como uma possível e positiva ruptura com o passado e o presente de Israel. A morte violenta e humilhante do líder Jesus parece haver trazido todos os sonhos e as idealizações de mudança de muita gente à crua realidade. Sentimentos de decepção, de desnorteamento, de frustração. De dor e, talvez, de raiva por ter ‘se deixado iludir’....Os discípulos precisavam se afastar imediatamente de Jerusalém. Ela só lhes fazia recordar morte e frustração. Era o lugar da crucifixão e da eliminação dos seus sonhos e esperanças. Tornava-se urgente regressar ou, talvez, fugir aos lugares originais, aos afazeres do dia-a-dia, ‘à realidade crua’ que haviam momentaneamente abandonado.


É interessante observar no texto evangélico que na medida em que os dois discípulos se afastam de Jerusalém, mais lucidez adquirem sobre o que lhes aconteceu. Inicialmente de forma confusa, estranha, incompreensível. Na medida em que avançam pelo ‘caminho’, - que já não é estrada, mas processo de recordação e compreensão dos acontecimentos da sua vida – avança também o grau da sua consciência e da sua capacidade de ler o sentido daqueles acontecimentos. Já não é um exercício de mera recordação. É um reviver, um re-sentir, um reproduzir de forma intensa aqueles gestos, palavras, relações de afetos, paz, vontade de transformar que os haviam tocado em sua breve convivência com Jesus de Nazaré. Essa nova e progressiva consciência alcança o seu ápice quando começam a reproduzir o mesmo gesto/experiência de partir e partilhar o pão da fraternidade, do serviço gratuito, da misericórdia ampla que haviam visto e aprendido de Jesus de Nazaré.


Somente nessa hora os dois discípulos compreendem que também Jerusalém podia se transformar de um lugar de morte e de humilhação, em um lugar de vida nova. Não precisavam mais se afastar dela para esquecer o próprio passado. Ou para recomeçar num outro lugar que não recordasse o próprio passado. Ao contrário, precisavam encarar o lugar da morte com outros olhos. Descobrir que no lugar da humilhação podia surgir vida, esperança renovada. E fazer memória das ‘ilusões/expectativas’ de ontem e de hoje que vinham dando sentido à sua vida. Só nesses momentos os dois, ‘os muitos’ discípulos/as de Emaus-Jerusalém e do mundo descobrem que o ‘peregrino’ Jesus sempre havia estado com eles ao longo do seu caminhar.



Homenagem - A todas as mães que caminham ao lado dos seus filhos/as de forma delicada, permanente, amorosa, sem largá-los/as em seus momentos mais difíceis, um grande e terno abraço filial! FELIZ DIA DAS MÃES!