Já repararam que nos debates promovidos pelos diferentes canais de tevê com os candidatos à presidência em nenhum deles saiu a palavra ‘Reforma Agrária”? Ninguém falou em mineração, em código florestal, em energia, a não ser mediante acenos periféricos. Quase todos eles falam em crescer, nem que seja para arrebentar os pulmões de 200 milhões de brasileiros e hóspedes só porque se o País não cresce (industrialmente) se perdem as eleições, claro! Algum cidadão em sã consciência pode dizer que não precisavam falar nisso porque as soluções a essas questões já foram encontradas ao longo desses anos? Algum deles falou que vai reduzir o ‘número de impostos ‘ mas não disse que vai reduzir o ‘valor do imposto’. Pagar R$ 100,00 de imposto numa parcela única ou dividida em 4-5 dá na mesma...ou não? Dessa forma, o arroz e feijão que um trabalhador come têm a mesma carga tributária do que o arroz comido por quem ganha R$ 15.000 por mês! Em nenhum debate se falou na questão indígena, e a discriminação racial quando foi citada de raspão, entrou quando se polemizou a respeito da questão dos casamentos gay, como se essas fossem as questões centrais nesse País! Certamente a dinâmica e a estrutura dos debates não favoreciam a apresentação de propostas, e sim a possibilidade de atacar e alfinetar o concorrente que lhe tirava votos, a segunda da pesquisa do momento. As avaliações dos ‘experts’ giravam em torno das ‘feições’ dos candidatos: ela estava ‘nervosa, a outra ‘cansada’, o outro ‘cheio de energia’, o outro ‘destemperado’, e assim por diante. Nada que aponte a um projeto de País, a partir dos nosso potencial e dos desejos reais de maior equidade! Não merecemos esse triste espetáculo!
sábado, 4 de outubro de 2014
Para quem não cuida com responsabilidade da vinha/povo a missão de cuidar será entregue a ‘outros’ (Mt.21,33-43)
Até que ponto chega a paciência humana quando, após anos de acompanhamento e de proteção para com uma pessoa, esta parece desconhecer e ignorar todo o bem que lhe foi reservado? Como continuar a lhe oferecer confiança se ela parece nos trair constantemente e chega até a se irritar e a se indignar com o nosso amor delicado e desinteressado? A parábola de hoje tenta responder justamente a essas questões que são bem reais e fazem parte do nosso cotidiano. É claro que Jesus está fazendo um resgate do amor paciente e compassivo que Deus teve para com o seu povo (vinha) e, principalmente, da confiança extrema que depositou nos seus representantes para dele cuidar com responsabilidade. Relembra o carinho e a delicadeza com que cuidou do seu povo enviando pessoas (profetas) responsáveis e dedicadas para protegê-lo e alertá-lo sobre os perigos e as ameaças. Para alertar principalmente os que tinham a missão primordial de cuidar e proteger a vinha/povo. Contudo, ao longo da história Deus só colheu decepção, negligência, traição e, mais que isso, revolta contra Ele e contra o próprio filho (Jesus), o herdeiro, que foi assassinado. A parábola que tem o intuito de despertar um questionamento radical e uma reação forte nos ouvintes de Jesus termina com uma pergunta central dirigida aos seus diretos interlocutores, os sacerdotes e os doutores da lei. Eram estes que, inicialmente, deviam cuidar com amor da vinha/povo.
Jesus pergunta: o que deveria fazer o dono da vinha, em sua opinião, com aqueles vinhateiros irresponsáveis e perversos? Os sacerdotes e dirigentes do povo, que ainda não haviam intuído que eram eles próprios esses perversos e assassinos, deram a resposta que o próprio Jesus esperava. A vinha, segundo eles, deveria passar sob a responsabilidade de outras pessoas mais responsáveis e fieis, que saibam produzir frutos, mesmo que não façam parte do mesmo povo, ou seja, os pagãos e estrangeiros. Serão estes, segundo Jesus que, a partir de agora, terão a incumbência de cuidar com amor e paciência da vinha-povo de Deus. Da mesma forma que faria uma pessoa ao perceber que o seu amor e dedicação para com outra não encontra nenhum tipo de retorno. Sabemos que, na realidade, o amor de Deus é ilimitado, e infinitamente paciente, e Ele não desiste de nós. Somos nós, ao contrário, que ao não compreender a beleza de conviver com Ele, na sua graça e compaixão, corremos atrás de ‘outros falsos cuidadores’, de sonhos ilusórios, de manias de grandeza, achando que nisso teremos mais vantagens e mais benefícios! Assim pode ocorrer nas nossas comunidades: quando se percebe que a dedicação e o serviço gratuito dos responsáveis vêm a faltar, e não conseguem mais produzir frutos de mudanças. Muitas vezes se abre o caminho para a desistência e para a dispersão do rebanho. Que cada um de nós se sinta responsável de cuidar com amor, dedicação e paciência da ‘vinha’ que somos todos nós, juntamente com aqueles que achamos que ainda não são a ‘nossa vinha’!
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Jornal de esquerda francês acusa Marina de ligações com o 'rei do amianto' - hoje ecologista, - responsável por causar a morte de 3.000 trabalhadores italianos
Outro jornal francês importante, o Charlie Hebdo, que apesar de ser humorístico, também traz artigos de política e denúncias, publicou um texto demolidor sobre a principal adversária de Dilma Rousseff. A dica é do internauta Denis Oliveira Damasio. Ontem, divulgamos aqui que a revista L’Humanité Dimanche, que pertence ao jornal do mesmo nome, publicou matéria dizendo que Marina é “cria de Washington para derrubar Dilma Rousseff”, e que ela é a “nova direita”. Houve gente que chiou dizendo que o L’Humanité é esquerdista. Ora, claro que é esquerdista, como a maioria dos franceses. Se fosse um jornal de direita, teria falado bem da Marina. Mas há poucos dias, mais exatamente no dia 17 de setembro último, um outro jornal, não-esquerdista (ou pelo menos não tão francamente como o L’Humanité), publica um artigo ainda mais contundente contra Marina Silva. É uma denúncia. O jornal acusa Marina de ligações com um dos maiores criminosos internacionais do planeta, o senhor Stephan Schmidheiny, o “rei do amianto”. O Charlie lembra que Schmidheiny, após um julgamento histórico que durou anos, foi condenado a 18 anos de prisão pelo tribunal de Turin, como responsável pela morte de três mil operários italianos expostos ao amianto nas fábricas da sua família. Após cumprir parte da pena, Schmidheiny saiu da Europa e refez sua vida na América Latina, onde fundou o grupo Avina, que, por sua vez, começou a patrocinar conferências ambientais. E aí entra Marina Silva. Segundo o jornal, a candidata tem feito reuniões frequentes com membros da Avina, em Durban, Santiago do Chile, Quito, etc. As ligações de Marina Silva com a Avina, de Schmidheiny, já foram denunciadas por sites latino-americanos, como o La Rebellion. A blogosfera suja também vinha dando essa informação há algum tempo. Mas a grande imprensa nunca investigou melhor essas informações. Agora, faltando uma semana para as eleições, e após a denúncia deste jornal francês, é importante que isso fique esclarecido. Qual a relação de Marina com a Avina? Marina recebeu dinheiro de Schmidheiny, o assassino de 3 mil operários italianos?
Siringueira do Acre que trabalhou com Marina diz que a candidata se afastou do seu povo, e não vota nela!
Maria Helena Ribeiro, de 43 anos, tentava consertar as fissuras nas paredes do forno à lenha, quando a reportagem chegou na casa de madeira na Reserva Extrativista Chico Mendes. Ela é filha, neta, irmã e mulher de seringueiros. Hoje, ninguém mais trabalha no seringal. A família foi uma das primeiras cadastradas pelo Bolsa Família dentro da reserva. Ela também recebe um salário mínimo de ajuda do governo federal para criar o filho caçula, deficiente físico.O marido cuida da roça familiar - a pequena produção lhes rende mais do que conseguiriam com a borracha ou a castanha. A colocação (loteamentos dentro do seringal) não tem luz, a água é retirada de um poço. A escola, de um só funcionário, reúne na mesma classe as crianças da comunidade; as mães, hoje alfabetizadas, se revezam para ajudar a educar os filhos. O único hospital fica distante 22 quilômetros por um ramal de terra que no período das chuvas se torna intransitável. Se conseguir chegar até lá, corre o risco de não ser atendida. “Sempre falta médico”, diz. “Mas pelo menos agora tem para onde a gente correr.”Apesar das dificuldades existentes, Maria Helena diz que a vida melhorou. “O seringal foi enxergado. Quando eu era criança, a gente era tratada feito bicho, a casa era de palha e eu acendia o leite da seringueira, porque não tinha querosene. Eu já tinha 30 anos quando fui para a escola, hoje meus filhos estudam. De meus 12 irmãos, 4 morreram doentes. Era assim, não tinha como comprar remédio.
”O principal motivo da melhora, ela diz, é a ajuda do governo federal. Maria Helena aguarda por mais um benefício: oBolsa Verde, parte do Brasil Sem Miséria, para famílias que desenvolvem atividades de conservação.“Caminhei muito com Marina Silva, mas nela não voto porque ela fez erro grande em se afastar da gente. Ela saiu doPT sem dar explicação para ninguém aqui. E, você sabe, o partido aqui no Acre surgiu da nossa luta, da luta dos seringueiros. Desde que me conheço por gente, eu voto no PT. Não conheço bem os projetos da Marina, porque aqui a gente não tem televisão, mas sei que foi no governo petista que minha vida melhorou muito.”Estimativa. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, fundado pelo ambientalista e líder sindical Chico Mendes, com quem Marina ingressou no ativismo político, pelo menos 70% dos cerca de 3 mil associados recebem o Bolsa Família.(Fonte:IHU)
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Candidatos à presidência apregoam 'desenvolvimento', não falam no caos da situação indígena, mas 41 Kaingang são encontrados exercendo trabalho escravo
É difícil de acreditar que ainda hoje os povos indígenas continuem sendo escravizados no Brasil. O confinamento em pequenas áreas de terra é uma das principais razões para a precária situação dos povos indígenas. Sem alternativas, eles se tornam alvos fáceis para os aliciadores: tanto que muitos acabaram como escravos em canaviais e fazendas nos últimos anos. Um caso emblemático de trabalho escravo envolvendo indígenas ocorreu em Bom Jesus (RS). Uma força-tarefa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Publico do Trabalho (MPT) e Funai resgatou 41 indígenas kaingang encontrados em condições análogas à de escravo; eram submetidos a condições degradantes no cultivo de maçãs. Dentre eles estavam 11 adolescentes entre 14 a 16 anos. Os alojamentos estavam em péssimas condições, havia apenas dois banheiros para os 41 trabalhadores, as famílias – inclusive crianças – se apertavam em espaço insuficiente, a fiação elétrica estava solta, o frio entrava pelas frestas, a água era armazenada em garrafas pet e havia comida estragada pelos cantos (2).Não podemos aceitar que índios do Brasil continuem exilados de suas terras. Milhares deles, especialmente no Mato Grosso do Sul, estão há anos sob barracos em beiras de rodovias ou confinados em áreas diminutas, expostos a todo tipo de violência, dentre as quais assassinato, despejo e trabalho escravo. Precisamos garantir que, em pleno século XXI, os povos indígenas tenham seus direitos, suas tradições e sua dignidade respeitados. Esses direitos originários garantidos pela Constituição Federal de 1988 e assegurados pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estão sendo violados! Uma das melhores maneiras de evitar que isso continue é garantindo a demarcação de suas terras. (Fonte IHU)
Empresas que constam na 'lista suja' financiam candidatos do PSDB, PT, DEM...Aécio é um dos beneficiados!
Empresas flagradas com trabalhadores em situação análoga à escravidão doaram dinheiro a 61 candidatos que disputam a eleição deste ano. Outros seis candidatos são, eles próprios ou suas famílias, donos de empresas que submeteram trabalhadores a esta situação. O levantamento foi feito pela ONG Transparência Brasil e considera todas as doações feitas a estes políticos entre 2002 e este ano, levando em conta a prestação de contas parcial divulgada no início de setembro pelos candidatos. O único candidato à presidência na lista da instituição é o candidato à presidência Aécio Neves (PSDB). Os candidatos ao governo são Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Fernando Pimentel (PT-MG), Marconi Perillo (PSDB-GO), Tião Viana (PT-AC) e Wellington Dias (PT-PI). Entre os postulantes ao Senado, estão na lista Antônio Anastasia (PSDB-MG), Helenilson Pontes (PSD-PA), Mário Couto (PSDB-PA), Paulo Rocha (PT-PA), Perpétua Almeida (PC do B-AC) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).(Fonte: Carta capital)
Supremo Tribunal Federal anula portaria que amplia terra dos Canela do Maranhão
Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a Portaria 3.508/2009, do Ministério da Justiça, que declarou a terra indígena Porquinhos como de posse permanente do grupo indígena Canela-Apaniekrã, no Maranhão, e resultou na ampliação da área demarcada em data anterior à Constituição Federal de 1988. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Ordinário em Mandado de Segurança (RMS) 29542, que foi provido pelo colegiado na sessão desta terça-feira (30). Em seu parecer, a Procuradoria Geral da República frisou que a questão em debate no recurso é a possibilidade jurídica de ampliação de uma terra indígena que foi demarcada em 1979 – antes portanto da Constituição Federal de 1988 –, e homologada em 1993. A área, originalmente com 79 mil hectares, passou para 301 mil. Ao se manifestar pelo desprovimento do recurso, a PGR frisou entender que só é possível a revisão no caso de erro, que seria o caso dos autos.
A relatora do RMS, ministra Cármen Lúcia, votou pelo provimento do recurso. Ao rememorar o julgamento da PET 3388 e dos embargos de declaração opostos contra a decisão da Corte naquele caso, a relatora frisou que os ministros vedaram à União a possiblidade de rever os atos demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol, ainda que no exercício de sua autotutela administrativa. A autotutela da administração pública – o dever/poder de anular atos ilegais e contrários aos interesses públicos e revogar os inconvenientes –, explicou a ministra, devem ser exercidos no prazo de cinco anos, conforme artigo 54 da Lei 9.784/1999, pelo que não se pode admitir ampliação administrativa dos limites de reserva indígena demarcada e homologada há mais de 30 anos. De acordo com a relatora, permitir essa pretensão debilitaria o princípio da segurança jurídica, fragilizando a confiança que se deve ter nos atos da administração.A ministra disse entender que o ato apontado como coator (portaria do MJ) e a decisão recorrida (do STJ) se afastaram do que assentado pelo STF no julgamento da PET 3388. “A mudança de enfoque atribuída à questão indígena a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, que marcou a evolução de perspectiva integracionista para a de preservação cultural do grupamento étnico, não é fundamentação idônea para amparar a revisão administrativa dos limites da terra indígena já demarcada, em especial quando já exaurido o prazo decadencial para a revisão dos atos administrativos”, afirmou. (Fonte:MB/AD)
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