sábado, 18 de abril de 2015

Bancos - Em ano de crise os 5 maiores bancos brasileiros têm lucros 'estúpidos'. Vergonha é que não têm!

Mesmo num ano de crise como foi 2014, os cinco maiores bancos brasileiros tiveram recordes de lucro, segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). As instituições ganharam com cobranças de taxas e serviços. Segundo o levantamento, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander tiveram lucro de R$ 60,3 bilhões, o que significa18,5% a mais que em 2013. "A rentabilidade seguiu elevada nos grandes bancos, mantendo o setor financeiro entre os mais rentáveis da economia nacional e mundial", aponta o estudo. Para o Dieese, a fórmula do sucesso veio de uma tripla combinação: os bancos aproveitaram a alta taxa Selic, incrementaram a cobrança por taxas e serviços e seguem reduzindo, a cada ano, o número de trabalhadores.  O Itaú, por exemplo, atingiu um lucro de R$ 20,6 bilhões, o maior da história de uma empresa do setor no país. Itaú eBradesco juntos responderam por 60% do total embolsado pelos bancos.
Lucros dos bancos em 2014:
•    Itaú – R$ 20,6 bilhões
•    Bradesco – R$ 15,3 bilhões
•    Banco do Brasil – R$ 11,3 bilhões
•    Caixa – R$ 7,1 bilhões
•    Santander – R$ 5,8 bilhões
"A estratégia dos bancos privados, nos últimos anos, visou incrementar os ganhos operacionais mediante crescimento das receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias e redução de despesas, principalmente de pessoal", analisa o Dieese. (Fonte: IHU)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Brasil é o 3º país no mundo que mais gera lixo! E que lhe dá um péssimo destino!

O Brasil é o terceiro país no mundo (após China e EUA) que mais lixo gera. Estatísticas falam em 220 milhões de toneladas/dia, em torno de 1,2 quilo diário por pessoa. E os estudos mostram que só 58% do lixo recolhido tem destinação adequada, 41,7% vão para 1.569 lixões e "aterros controlados" em 3.344 municípios. São Paulo gera 18 mil toneladas diárias de resíduos. É uma notícia auspiciosa que o papa Francisco pretende centrar no tema "meio ambiente e pobreza" sua primeira encíclica, a ser conhecida nas próximas semanas. O documento incluirá também em destaque as mudanças climáticas, juntamente com considerações sobre a desigualdade econômica no mundo e a afirmação de que "o homem esbofeteou o rosto da natureza". Que os humanos consumidores, agressores e desperdiçadores te ouçam, Francisco!

Até o STF contra os direitos indígenas!

As ameaças aos diretos indígenas no âmbito do STF são vistos com extrema preocupação pelos participantes da Mobilização. Para Anastácio Peralta, da Aty Guasu, a Grande Assembleia dos Povos Kaiowá e Guarani, as decisões são absurdas: “Tem algumas terras que já foram até declaradas! E agora vem o próprio STF negar isso. É uma negação de direito. É um país sem progresso. Um país que não respeita a Constituição. Para nós, é uma punhalada no nosso coração”, avalia. Para o advogado Maurício Guetta, do Instituto Socioambiental, as posturas da 2ª Turma do STF são novidade. “Em geral, o STF não apreciava as ações judiciais contra as terras indígenas. Essa é uma novidade que temos de alguns anos pra cá: o STF analisando o mérito e decidindo contra os direitos territoriais indígenas. Principalmente ao colocar obstáculos à efetivação do direito à demarcação das terras indígenas, como a questão do marco temporal e a limitação do conceito de esbulho possessório”, aponta. Como explica Guetta, as decisões são pautadas pela tese do “marco temporal”, que só considera como terras indígenas aquelas que estivessem ocupadas em 5 de outubro de 1988 – exceto quanto os indígenas tiverem sido expulsos. A tese consolidou-se como uma das 19 condicionantes do julgamento da TI Raposa Serra do Sol no próprio STF, 2009, mesmo não tendo efeitos vinculantes para outras terras. Walter de Oliveira, Macuxi que veio da Raposa para o Acampamento, critica: “Hoje, embora com a terra garantida, ainda temos que enfrentar as 19 condicionantes. No mundo, para o índio viver bem, precisa de condicionantes? Para nós é um absurdo”. Segundo Anastácio, as informações sobre violações contra os direitos de povos indígenas trazidas a público pelo relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em dezembro de 2014, foram de suma importância para esclarecer os casos de esbulho territorial sofridos pelos povos em Mato Grosso do Sul e outras regiões. (Fonte: Cimi)

Mobilização indígena - Vice-presidente do Brasil diz aos índios desconhecer paralisação das demarcações de terras indígenas!

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), durante audiência com lideranças indígenas na tarde desta quinta-feira (16/4), disse desconhecer a paralisação das demarcações de terras indígenas no país. No momento existem 21 processos demarcatórios totalmente concluídos, sem impedimentos administrativos ou jurídicos, que aguardam há anos apenas a homologação da presidente da República. “Vou falar com a presidente Dilma, não estou sabendo desses processos paralisados, mas vou dizer que eu os recebi, para que, se for o caso, dar sequência a essas demarcações”, declarou Temer. Enquanto o Acampamento Terra Livre (ATL) reúne mais de 1,5 mil indígenas em Brasília, a semana de Mobilização Nacional Indígena acontece em todo o país com atos e encontros para reivindicar e debater os direitos indígenas atacados por projetos de lei, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, a anulação de portarias declaratórias de Terras Indígenas por decisões dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a paralisação das demarcações, entre outros. A PEC 215 transfere do governo federal para o Congresso a atribuição de oficializar Terras Indígenas, Unidades de Conservação e territórios quilombolas.“Essa articulação demonstra a unidade dos povos indígenas na luta por seus direitos. Não há terras tradicionais garantidas. O movimento indígena precisa seguir na rua, em aliança com outros grupos que sofrem os mesmos ataques: quilombolas, sem terras, comunidades tradicionais, sem teto”, enfatiza Babau Tupinambá. 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A quem interessa 'TERCEIRIZAR'?

O número de trabalhadores terceirizados deve aumentar caso o Congresso aprove o projeto 4.303/2004. A nova legislação abre as portas para que as empresas possam terceirizar todas as suas atividades. Hoje, somente o que é não faz parte da atividade-fim pode ser delegado a outras empresas, como por exemplo a limpeza, a segurança e a manutenção de máquinas. Entidades de trabalhadores, auditores fiscais do trabalho, procuradores do trabalho e juízes trabalhistas acreditam que o projeto é nocivo aos trabalhadores e à sociedade.

1) Salários e benefícios devem ser cortados - O salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).  2) Número de empregos pode cair - Terceirizados trabalham, em média, três horas a mais por semana do que contratados diretamente.3) Risco de acidente vai aumentar - Os terceirizados são os empregados que mais sofrem acidentes. Na Petrobras, mais de 80% dos mortos em serviço entre 1995 e 2013 eram subcontratados.  4) Preconceito no trabalho pode crescer -A maior ocorrência de denúncias de discriminação está em setores onde há mais terceirizados, como os de limpeza e vigilância, 5) Negociação com patrão ficará mais difícil -Terceirizados que trabalham em um mesmo local têm patrões diferentes e são representados por sindicatos de setores distintos. Essa divisão afeta a capacidade deles pressionarem por benefícios. 6) Casos de trabalho escravo podem se multiplicar - O uso de empresas terceirizadas é um artifício para tentar fugir das responsabilidades trabalhistas. Entre 2010 e 2014, cerca de 90% dos trabalhadores resgatados nos dez maiores flagrantes de trabalho escravo contemporâneo eram terceirizados, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. 7) Maus empregadores sairão impunes - Com a nova lei, ficará mais difícil responsabilizar empregadores que desrespeitam os direitos trabalhistas porque a relação entre a empresa principal e o funcionário terceirizado fica mais distante e difícil de ser comprovada. 8) Haverá mais facilidades para a corrupção - Casos de corrupção como o do bicheiro Carlos Cachoeira e do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda envolviam a terceirização de serviços públicos. Em diversos casos menores, contratos fraudulentos de terceirização também foram usados para desviar dinheiro do Estado. A saúde e a educação pública perdem dinheiro com isso. 9) Estado terá menos arrecadação e mais gasto - Empresas menores pagam menos impostos. Como o trabalho terceirizado transfere funcionários para empresas menores, isso diminuiria a arrecadação do Estado. Ao mesmo tempo, a ampliação da terceirização deve provocar uma sobrecarga adicional ao SUS (Sistema Único de Saúde) e ao INSS. Segundo ministros do TST, isso acontece porque os trabalhadores terceirizados são vítimas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais com maior frequência, o que gera gastos ao setor público. (Fonte: Repórter Brasil)

terça-feira, 7 de abril de 2015

são 54 os 'bilionários' no Brasil, segundo Forbes

Em todo o mundo, mais de 320 milhões de pessoas têm acesso a algum artigo de luxo – um setor avaliado em cerca de um trilhão de reais por ano, segundo a mesma consultoria. México e Brasil, juntos, contribuem com quase 75 milhões de reais para esse contingente, mas quem detém o primeiro lugar quanto ao número de ricos é a Europa, com 33% do total, seguida da Ásia, com 26%, e dos EUA, com 23%. As expectativas para 2019 são mais do que suculentas: espera-se que o valor do mercado se aproxime de 1,5 trilhão de reais, sendo 28% desse total na Ásia. A América Latina, por enquanto, responde por apenas 4,4% desse mercado, e mesmo crescendo a cifras superiores a 10% alcançará apenas 6% do total. Mesmo assim, o número de bilionários na região cresceu 38% em um ano.A classe média latino-americana – que entre 2000 e 2012 teve uma expansão de 34,3%, chegando a 181,2 milhões de cidadãos – desempenha um papel fundamental para o setor, pois são clientes potenciais do mercado de luxo. No Brasil, segundo a revista Forbes existem 54 pessoas bilionárias! Quando alguém decide taxar as grandes fortunas? (fonte: Carta Capital)

Violência contra mulher - Vida de mulher no Brasil, vida de cão!

Nos últimos 30 anos, mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, 43 mil delas, quase metade, entre 2000 e 2010 (Mapa da Violência, São Paulo: Instituto Sangari, 2010). O Brasil guarda o impressionante número de uma mulher ser espancada a cada 45 segundos, de acordo com pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em 2010. Duas em cada cinco mulheres (40%), de 2.365 entrevistadas nas 25 unidades da federação, afirmaram já ter sofrido alguma das violências citadas no questionário da pesquisa, em especial controle ou cerceamento (24%), violência psíquica ou verbal (23%) e ameaça ou violência física (24%). Em 2013, mais de 50 mil casos de estupro foram registrados em todo o país, segundo números da polícia divulgados no 8o. Anuário Brasileiro de Segurança Pública.  Isso sem contar os relatos que nunca chegaram às autoridades, em especial aqueles que ocorrem dentro de relacionamentos, com parceiros fixos, e sobre os quais muitas mulheres têm dificuldade de falar.