quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ministro Teori critica espetáculo dos procuradores, mas não o combate! Onde está a moral do STF?

O ministro Teori Zavascki criticou duramente o espetáculo deprimente dos PPP – Procuradores Powerpoint do Paraná – com seus gráficos mirabolantes destinados a – sem provas, mas convicção – que o ex-presidente Lula seria o “comandante” do esquema de corrupção para o qual inventaram um nome marqueteiro: “propinocracia”.Lá em Curitiba, se deu notícias sobre organização criminosa, colocando o presidente Lula como líder da organização criminosa, dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa, mas o objeto da denúncia não foi nada disso. Esse espetacularização do episódio não é compatível nem como objeto da denúncia nem com a seriedade que se exige na operação desses fatos”, afirmou Teori, segundo a Folha Só que, diante disso, sabem o que o Dr. Teori determinou? Que o caso continue lá com o pessoal que faz espetáculo e “cognição sumária”. Será que o Dr. Teori acha que quem se presta a um “espetáculo” – como ele mesmo chamou – tem equilíbrio para não transformar persecução penal em perseguição política?Não é a primeira vez, não é, Dr. Teori? Porque no caso das gravações ilegais da conversa entre Lula e Dilma o senhor decidiu que aquilo era absurdo, que jamais poderia ser feito e, feito, não poderia ser divulgado. Só que o Dr. Moro fez, divulgou para a mídia inteira – o Jornal Nacional fez a “festa” – e o que aconteceu? Nada! Por 13 votos a um seus pares disseram que não tem problemas violar a lei “em casos excepcionais”  e tudo o que se queria com aquilo aconteceu e prevaleceu.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Eleições municipais 2016 - Ganha o 'NÃO VOTO'! Abstenções e nulos ganham dos mais votados....

Em pelo menos 10 capitais brasileiras, o volume de abstenção supera a média nacional registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral na eleição de 2016, que foi de 17,58%. O índice de eleitores que não foram às urnas já é ligeiramente maior que o aferido em 2012, de 16,41%, e vem crescendo ano a ano. Em São Paulo, João Dória (PSDB) venceu no primeiro turno com 3,085 milhões de votos válidos, ante 3,096 milhões que não foram computados para nenhum dos concorrentes. Os votos de Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) somados chegam a 1,3 milhão, mas não alcançam os 1,86 milhão de eleitores que não colocaram nenhum dos dois candidatos no segundo turno, no Rio de Janeiro. Em Belo Horizonte (MG), João Leite (PSDB) e Kalil (PHS) somam 710 mil votos contra 741 mil de brancos, nulos e abstenções.

Eleições 2016 - Tem vereador indígena na parada

Vários indígenas que foram candidatos nas eleições municipais de domingo 2 acabaram se elegendo. Alguns já têm noção de que o seu poder de influência na sua realidade específica é bem limitado. Outros ainda alimentam o sonho que poderão arrancar, através do seu mandato, alguns benefícios para a sua comunidade.Independentemente de tudo isso não cabe dúvida de que é positiva a presença indígena na eleição e na participação de representantes próprios nas câmaras  de vereadores. Afinal, é uma prova concreta de que não são cidadãos periféricos ou administrados exclusivamente por algumas esferas federais, mas são cidadãos inseridos plenamente em uma unidade municipal, que vivem e atuam no território local. Não temos ainda um quadro completo em nível nacional da totalidade de indígenas eleitos, mas em Grajaú o indígena Guajajara Arão foi o quarto mais votado e o indígena Guajajara Marcolino também se elegeu com folga em Arame. Naturalmente o voto indígena em muitos municípios brasileiros se torna o fiel da balança. Aqueles candidatos que desconsideram esses dados se dão mal. Cabe agora não somente aos eleitos, mas às comunidades indígenas exigir respeito aos seus direitos mais elementares esperando que qualquer reivindicação dirigida ao executivo local não encontre a mesma frieza e desprezo de sempre, ou a justificativa de que tudo cabe à União, e não a ele!  

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Bebê Guajajara morre misteriosamente no Hospital Geral de Grajaú

Uma bebê indígena faleceu, misteriosamente, no dia 30 de setembro no Hospital Geral do Estado, em Grajaú,  após ter nascido normalmente, e ter se alimentado bem por alguns dias. Os pais, um jovem casal Guajajara, foram chamados às pressas para cuidar do pequeno cadáver que estranhamente veio a falecer sem uma aparente causa grave. Surpreendidos com a notícia os pais acorreram e perguntaram aos profissionais qual tinha sido a causa da morte. O médico disse, genericamente, que foi por causa ....'da aorta e do coração...' e acrescentou que era para enterrar do jeito que estava, ou seja, sem mexer nas roupinhas e faixas que cobriam o pequeno corpo sem vida. Ninguém do hospital entregou um laudo sequer esclarecendo a causa da morte e os eventuais procedimentos médicos realizados. Foi somente quando uma profissional da saúde foi ao velório e conversou com o casal para entender em profundidade o motivo do falecimento que algo estranho apareceu na história. Diante daquilo que os pais disseram, repetindo as palavras do médico, ela pediu, gentilmente, se podia descobrir o pequeno corpo. Foi aí para surpresa de todos os presentes que viram um corte de aproximadamente 6-8 centímetros com vários pontos na coxa esquerda da bebê, e mais um corte estranho abaixo da orelha. Somente nesse momento todos entenderam por que o médico insistia em enterrar a bebê sem mexer nas roupinhas...A revolta e a indignação tomou de conta dos presentes. Agora, os pais exigem uma investigação interna e explicações daqueles estranhos cortes e do fato de os profissionais ter escondido detalhes sobre eventuais procedimentos realizados na bebê. Não é a primeira vez que fatos similares ocorrem em hospital públicos em Grajaú e Arame, principalmente com bebês indígenas!

Colômbia rejeita, em referendum, o acordo de paz entre o governo e as FARC. E agora?

Em plebiscito realizado ontem (2), os colombianos rejeitaram o acordo de paz costurado entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que pretendia implementar medidas para encerrar um conflito armado que já dura 52 anos no país. Dos 13 milhões de eleitores que foram às urnas, 50,22% votaram contra o acordo e 49,77% a favor, sendo que somente 37% dos colombianos participaram do plebiscito. O sim  venceu em regiões que são as mais afetadas pelo conflito. O acordo previa que as Farc abandonassem suas armas e se tornassem um movimento político, e foi assinado na última segunda-feira, após quatro anos de negociações, com a presença de líderes mundiais como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o rei Juan Carlos, da Espanha

Eleições municipais 2016 - Ganhou o 'candidato', não o 'partido'! Época liquida, frágil, e personalista.

Bauman continua acertando nos seus estudos. Mas, quem acredita em ciências sociais, né?De acordo com Bauman, a sociedade tardo-moderna decreta a afirmação do indivíduo, mas do indivíduo de jure, não do indivíduo de fato. Sozinho, vulnerável, sem um espaço público a que se referir, sem uma dimensão política que apenas uma ressurreição da "ágora" pode garantir, o indivíduo contemporâneo não se eleva para o papel de cidadão, mas um isolado". É o mundo líquido, da sociedade fragmentada, difusa, sem referenciais, com suas relações efêmeras e passageiras. Do imediatismo frígido e frágil. É dessa forma que está sendo observado um total esfarelamento de qualquer função relacionada ao conceito de coletivo.O resultado das eleições do último domingo foi emblemática, apontando a agonização de todos os partidos políticos.A fragmentação dos resultados demonstra, agora de forma absolutamente clara, que o eleitor brasileiro definitivamente se afastou do conceito usual do que seja a política.Não interessa mais a plataforma partidária, a coletividade de propostas. Candidatos eleitos, alguns que nunca participaram partidariamente da vida política, por inúmeros bandeiras não demonstra a vitória de uma agremiação. Ao contrário, o que se observou foi a absoluta derrota dos três partidos de maior dimensão; o PMDB, o PT e o PSDB.No caso de São Paulo o resultado pode ter sido "uma vitória de Pirro".O PSDB apenas retomou um dos seus feudos. E o fez abrindo cicatrizes. A vitória de Alckmin é, de certa forma, uma derrota do PSDB.É sabido que o governador empurrou com um golpe desleal o seu Dórea. A vitória aumentará o racha interno. Serra e Aécio não vão engolir a liderança de Alckmin.Dórea e Alckmin são incapazes de aglutinar forças no cenário nacional, são nomes restritos ao cenário provincial paulista. Tanto é assim que o seu nome, mesmo no longo seis anos de administração no maior estado brasileiro, continua desconhecido pelo Brasil afora.Alckmin na eleição presidencial que disputou teve o feito inédito de, no segundo turno, receber uma votação menor do que no primeiro turno, o que comprova o seu caráter de desaglutinador e provinciano.

PT perde mais da metade das prefeituras que detinha em 2012. Tucanos avançam 15%. Ganha, contudo, o esfarelamento partidário...

A derrota do prefeito Fernando Haddad em São Paulo está computada na lista de perdas do PT na eleição de 2016. Alvo preferencial da Lava Jato, a legenda colheu os frutos da campanha de desconstrução sem data para acabar, elegendo apenas 256 prefeitos, uma queda de 59,4% em relação ao pleito de 2012. O PT só conseguiu eleger um prefeito de capital no primeiro turno, em Rio Branco (AC), e disputa o segundo turno em Recife (PE). A título de comparação, em 2004, foram nove prefeitos eleitos em capitais. Em 2008, cinco, e nas últimas eleições, em 2012, eram quatro. A última vez que o PT administrou apenas uma capital foi em 1985, ano em que conquistou apenas Fortaleza (CE). Enquanto isso, o PSDB surfou na onda antipetista e emplacou João Dória no primeiro turno em São Paulo e Firmino Filho em Teresina (PI). Ao todo, o partido elegeu 791 prefeitos em todo o País, sendo o segundo maior no número de prefeitos, atrás apenas do PMDB. O crescimento do tucanato foi de aproximadamente 15% em relação à eleição de 2012, quando conquistou 686 prefeituras. Agora, o PSDB vai disputar mais oito capitais no segundo turno, entre elas, Belo Horizonte, no Estado já governado por Aécio Neves