terça-feira, 30 de julho de 2013

Racistas italianos, idiotas, exibem seu espírito animal...Me desculpem os animais....!


Na sexta-feira, durante um comício do Partido Democrático, Cecile Kyenge foi alvo de bananas arremessadas em sua direção, o que provocou uma nova onda de indignação na Itália. De origem congolesa, a primeira negra nomeada ministra na Itália, Cecile Kyenge reconheceu, em entrevista ao jornal italiano La República, sentir preocupação pelas duas filhas, de 20 e 17 anos. A ministra disse pensar também em outras minorias e nos imigrantes que, ao contrário dela, não têm garantias de segurança, e sofrem ataques em Itália. “Não posso esconder que às vezes me sinto cansada da repetição de insultos tão graves. Não os esperava tão fortes, mas não me detenho, nem me concentro” a pensar neles, disse Cecile. “Tento olhar para frente, pensar sobre as dificuldades que temos de suportar nesses eventos e sobre as melhores respostas que os políticos e a sociedade podem dar”, acrescentou. A ministra defende que a Itália comece “um processo de reflexão” sobre o racismo. “Em outros países europeus, como a Suécia, há ministros negros, mas não acontece com eles o que está acontecendo comigo na Itália. Não podia imaginar reações tão violentas”, lamentou. Cécile Kyenge garante que os ataques e os insultos ocorrem também na classe política, reiterando que a Itália têm “um longo caminho a percorrer” quando se trata de avaliar a contribuição cultural que a imigração pode dar ao país. “As reações aos insultos, que vejo no país, acabam por unir a Itália ‘boa’ e, quem sabe, ajudar a despertar muitas consciências, que durante anos estiveram um pouco adormecidas”, avaliou. Esse foi mais um caso de racismo que envolveu a ministra, cidadã italiana nascida na República Democrática do Congo, depois de, no início do mês, um senador idiota membro do partido Liga do Norte, que é contra a imigração, ter comparado a ministra a um orangotango. Cecile reagiu ao ataque com bananas dizendo que o mesmo foi “um desperdício de comida”(Fonte: La República)

Papa in Brasile - Attento, Francesco, vogliono farti re! Fuggi!

Ci erano giunte notizie che Francesco non voleva appartamenti speciali in Brasile e nemmeno modifiche all’Airbus A330 dell´Alitalia che l´avrebbe portato qui per garantire la sua privacitá durante il viaggio. Fin dall’inizio ha lasciato chiaro che sarebbe venuto non come capo di stato per visitare ufficialmente uno stato-nazione, ma come padre-pastore. In ció puó aver deluso coloro che si aspettavano dichiarazioni esplicite sul momento sociale conturbato che le piazze e le ‘avenidas’ delle nostre cittá stanno vivendo. Nei suoi gesti o parole non ho percepito allusioni che potessero creare costrizioni diplomatiche, ma discretamente ha espresso i suoi timori e le sue aspettative come un cittadino comune del mondo. Il suo modo di avvicinarsi alla folla e i suoi interventi diretti e chiari, - piú pastorali e umani che teologici, - confermano uno stile personale proprio al quale ci ha abituati fin dall´inizio del suo pontificato. In ció non ho visto nessuna novitá, e nemmeno dovremmo aspettarcela ad ogni costo. L´insistenza, peró, su certi aspetti della vita della chiesa, la sua missione, la necessitá di una coerenza interiore, la sobrietá di vita dei pastori, lo stare con i poveri, la sua permanente missionarietá, entre altri aspetti, conferma un chiaro rompimento con i suoi antecessori, pricipalmente con Giovanni Paulo II, e pone la chiesa come attore sociale che, pur con contraddizioni, deve dialogare e interagire con il mondo. Senza mettersi su falsi piedestalli, o facendosi quasi che unica protagonista, la chiesa di Francesco deve riformarsi dal di dentro, per essere credibile e per poter associarsi alle numerose forze vive dell´umanitá, con misericordia e compassione. Il viaggio in Brasile, in questo senso, per me non significa innovazione o un divisore di acqua da un punto di vista ecclesiale e teologico, ma é la chiara confermazione di ció che Francesco reafferma sin dall´inizio, ossia che la chiesa dovrá rinnovarsi profondamente e in tutte le sue dimensioni. Cosa potrá significare tutto ció da un punto di vista ‘politico’, é prematuro dirlo. Saranno certamente le scelte e le decisioni che Francesco dovrá prendere per creare le condizioni minime all´interno della chiesa perché tutto ció avvenga. 
Non dimentichiamo che Francesco pur avendo assunto uno stile sobrio, informale, il suo ruolo di papa gli conferisce ancora potere ‘monarchico, autarchico’, che potrá essere utilizzato in una direzione o in un’altra. Il pericolo, tuttavia che vedo é che sia in Brasile che in altre circostanze, Francesco ci faccia vedere una dimensione, una faccia umana del ‘vescovo di Roma’ che difficilmente sará imitata e riprodotta a livello locale, diocesano e parrochiale, dove vescovi e parroci continueranno ad essere formati in seminari chiusi con contenuti teologici e pastorali che vanno nella direzione opposta a quella preconizzata da Francesco. Il pericolo, insomma, che ancora una volta sia lo ‘stile Francesco’ ad emergere e ad attrarre le attenzioni e non i contenuti e gli atteggiamenti a cui lui apponta e che necessitano, urgentemente, di prese di posizione e di decisioni di governo perché la chiesa nella sua totalitá sia la chiesa di Gesú Nazaret e di nessun ‘pop star’ criato ‘ad hoc’ dalla rete Globo o dai media internazionali in cerca di ‘audience’. Evitare mistificazioni e fare in modo che ‘Lui (Gesú e il Regno) cresca’ e che il papa ‘diminuisca’ sará una sfida permanente per Francesco e per coloro che ancora vogliono contemplare la ‘Fonte’ e non solo gli infiniti, seppur significativi, rigagnoli che da lei nascono e si alimentano. 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Francesco aos bispos da América Latina - 'no hoje se joga a vida eterna.Pastores e não príncipes!


Em um duro e longo discurso, considerado o principal de seu pontificado até agora, no encontro com o Comitê de Coordenação do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), o papa Francisco apelou por uma Igreja "atual" e apresentou um raio X dos problemas da Igreja que, segundo ele, estão impedindo seu crescimento e fazendo proliferar sua "imaturidade". Sem meias-palavras, Francisco alerta: a Igreja está "atrasada" e mantém "estruturas caducas". Para ele, chegou o momento de a Igreja entender que precisa se modernizar e deixar de viver de tradições ou apenas de vender esperanças para o futuro. A ocasião escolhida para apresentar seu "programa de governo" para tentar reconstruir a Igreja foi a reunião que manteve com os cardeais latino-americanos, neste domingo, no Rio. "Toda a projeção utópica (para o futuro) ou restauracionista (para o passado) não é do espírito bom. Deus é real e se manifesta no ‘hoje’", declarou. "O ‘hoje’ é o que mais se parece com a eternidade; mais ainda: o ‘hoje’ é uma centelha de eternidade. No ‘hoje’, se joga a vida eterna", insistiu. "O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é justamente a missionariedade", declarou, lembrando que isso "exige gerar a consciência de uma Igreja que se organiza para servir a todos os batizados e homens de boa vontade". "O discipulado-missionário é o caminho que Deus quer para a Igreja ‘hoje’”. "A opção pela missionariedade do discípulo sofrerá tentações", alertou. "É importante saber por onde entra o espírito mau, para nos ajudar no discernimento. Não se trata de sair à caça de demônios, mas simplesmente de lucidez e prudência evangélicas", disse. Para ele, essas tentações ameaçam "deter e até fazer fracassar" a ação pastoral. Uma delas seria a "ideologização da mensagem evangélica". A superação dessa crise, segundo o papa, exigirá bispos com novas atitudes. Para ele, são pessoas que devem "guiar", não comandar. "O perfil do bispo deve ser de pastores, próximos das pessoas, homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham ‘psicologia de príncipes’", disse, numa referência aos termos que são usados em Roma para descrever os cardeais. "Homens que não sejam ambiciosos e que sejam esposos de uma Igreja sem viver na expectativa de outra", insistiu.(Fonte: IHU)

domingo, 28 de julho de 2013

Venha a nós o vosso reino de justiça! ( Lc.11,1-13)

‘Pai nosso’ – porque não sois patrão e nem senhor, porque na sua família vós não dominais ou manipulais os seus filhos e filhas, porque em vós só existem relações de afeto, de proteção e de mútua colaboração, porque não sois pai somente dos filhos e filhas que possuem o mesmo sangue, mas também daqueles que nunca conheceram um pai e uma mãe e que nunca foram abraçados por eles... 
‘seja santificado o teu nome’ -  e não o nosso, cheio de ambição e de vontade de ser conhecido e propagado.  Seja cultuada a vossa santidade que desmascara a nossa arrogância e a nossa iniquidade. Seja santificado o vosso nome porque nele é santificado o nome/dignidade de tantos filhos e filhas vossos anônimos e desconhecidos por outros filhos e filhas orgulhosos de terem um nome nobre e tradicional como se isso bastasse para ser estimado e admirado. 
‘Venha a nós o Teu reino’ - e não o reino de tantos metidos a todo-poderosos que por terem coroas e posses acham que valem mais do que os seus ‘governados e dominados’. Nós sabemos que deles jamais vai vir justiça e direito reconhecido. Ajudai-nos a construir esse Seu novo jeito de governar hoje e sempre!
‘Dai-nos a cada dia o alimento necessário’ - pois ele é sistematicamente acumulado, negado e sonegado a muitos filhos e filhas tuas por outros que sentem seus donos. Pedimos-te o pão que preenche o nosso ser, que nos sustenta na provação, que dá força no desespero, que dá coragem no medo, que dá vigor ao desnutrido. Mas te pedimos também: dai-nos sempre fome e sede de justiça que é o único alimento que não nos permite sonegar pão e esperança ao nosso irmão!
‘Perdoa as nossas dívidas, como nós também procuramos perdoar as dos demais’ - pois sentimos o peso da nossa intolerância, da nossa indiferença, da nossa leviandade em julgar e condenar, baseados em aparências e preconceitos. Dai-nos a humildade de reconhecer que somos devedores sim, mas de caridade, de compaixão, de amor verdadeiro. Arranca de nós a presunção de nos considerar sempre credores de tudo, para com todos!
‘não nos deixes cair na tentação’ – a de largar o teu projeto de vida e de entrar na onda do comodismo, das espertezas da vida fácil, do desejo de possuir coisas e de dominar pessoas, de corromper e de aceitar de sermos corrompidos. 
E dai a força de nos libertar  e de libertar os vossos filhos e filhas de todos males produzidos por nós mesmos! 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Secretaria de Saúde Indígena não respeita acordo e índios depredam quatro carros zero quilômetros!

Vejam no que dá quando faltam tato e perspicácia no trato com as populações indígenas. Aconteceu alguns dias atrás no município de Barra do Corda, próximo da aldeia Colônia. Tudo havia sido previamente combinado entre os representantes indígenas e os responsáveis da Secretaria da Saúde Indígena. Estes iriam até à cidade e em diálogo iriam elaborar as modalidades para um levantamento aprimorado das infra-estruturas físicas e as formas de atendimento da saúde nas aldeias. A turma que veio de Brasília e de São Luis entrou sem avisar em algumas aldeias com o intuito de exibir e entregar 4 carros novos, zero quilômetros, a algumas aldeias da região. Talvez com a intenção de ‘impressionar’ eventuais reticentes após os episódios das semanas passadas em que vários indígenas haviam ocupado a sede da FUNASA e bloqueado a ferrovia da VALE. Os visitantes, naturalmente, não fizeram algum tipo de debate obre o levantamento e entraram nas aldeias sem ter avisado. Resultado: os indígenas ficaram tão revoltados que depredaram e destruíram os 4 carros que deviam ser entregue na ocasião e detiveram por algum tempo alguns reféns, que logo foram soltos. Após tantas pressões de um  lado e silêncio e desprezo do outro, diante da possibilidade de se chegar a um acordo irrompem essas formas de menosprezo e arrogância.. Aos índios só lhe restava a sua manifestação de contrariedade e indignação que, infelizmente, se concentrou num patrimônio que, afinal era para eles mesmos! Não adianta fazer moral nessa altura: com certeza esse fato, mais vez, não ajudará a melhorar as formas de negociar e tratar com os indígenas. Há vícios estruturais que ninguém tira!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Entidades indígenas e indigenistas repudiam publicamente novo ataque aos direitos indígenas

As organizações indígenas e indigenistas abaixo relacionadas vêm a público manifestar seu repúdio às proposições legislativas que visam revogar o capítulo dos índios consagrado na Constituição Federal de 1988. O mais recente refere-se à aprovação, pelo colégio de líderes da Câmara dos Deputados, do requerimento, em regime de urgência, para votação do projeto de Lei complementar, de número 227, aprovado no âmbito da Comissão de Agricultura, que pretende regulamentar o parágrafo sexto do artigo 231 da Constituição definindo o “relevante interesse público da União” no uso dos territórios indígenas. Trata-se, no nosso entendimento, de mais uma iniciativa do Congresso Nacional de desrespeitar os povos indígenas, buscando alterar uma política que é de Estado e não de governos, alterando de forma inconstitucional os seus direitos territoriais. Pelo projeto, poderá ser retirado dos índios o direito de usar, de forma exclusiva, seu território, abrindo margem para a construção de hidrelétricas e estradas, exploração mineral, legalização de latifúndios e assentamentos. Sem qualquer discussão a iniciativa desse projeto, de autoria da bancada ruralista, pretende, por meio de manobras legislativas, alterar o sentido da Constituição Federal de 1988. Sua tramitação rompe com o acordo que o Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, havia feito em abril com lideranças indígenas para que todas as proposições legislativas de interesse dos índios fossem discutidas numa comissão de negociação entre parlamentares e representantes indígenas. 
Chama atenção, ainda, a aprovação do regime de urgência, com apoio da bancada governista, e do líder do governo na Câmara, Dep. Arlindo Chinaglia, na mesma tarde em que a Presidente Dilma recebia, pela primeira vez em seu governo, representantes indígenas em audiência, e se comprometia a defender os direitos indígenas no Congresso Nacional. O parágrafo sexto do artigo 231 da Constituição prevê a edição de uma lei complementar para regular as situações em que o “relevante interesse público da União” imponha a exceção ao direito dos índios de usar, de forma exclusiva, seu território. No nosso entendimento, tanto pela autoria do projeto, quanto pela articulação para sua aprovação em regime de urgência, por parte da bancada ruralista, sem discussão e consulta aos povos indígenas, o projeto de lei em foco pretende colocar o interesse de proprietários de terra e de outros grupos econômicos acima dos direitos dos índios e do interesse público do próprio Estado brasileiro. Iniciativas legislativas favoráveis à efetivação dos direitos indígenas, como o Estatuto dos Povos Indígenas ou a criação do Conselho Nacional de Política Indigenista, permanecem paralisadas em comissões do Congresso Nacional enquanto avançam propostas para cercear direitos e abrir os territórios indígenas à exploração pela iniciativa privada. Essa manobra, patrocinada pela bancada ruralista, com apoio dos líderes do Congresso Nacional, é mais uma delas. Esperamos que este ataque inédito aos direitos indígenas seja rechaçado pelos demais parlamentares e pelo governo da Presidente Dilma, numa resposta que recoloque a política para os povos indígenas como uma prioridade do Estado brasileiro. Conclamamos os líderes do Congresso Nacional para que cumpram a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que estabelece o direito dos povos indígenas de serem consultados sempre que uma medida legislativa possa afetar seus direitos coletivos. A consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas é uma obrigação assumida pelo Congresso Nacional ao ratificar a Convenção 169, e incorporá-la ao nosso ordenamento jurídico. Não é pedir demais que o Congresso Nacional cumpra as leis que ele mesmo aprova e legisle respeitando os povos indígenas e impedindo ataques aos direitos indígenas consagrados na Constituição de 1988.

ASSOCIAÇÃO TERRA INDÍGENA XINGU – ATIX
ASSOCIAÇÃO WYTY-CATË DOS POVOS TIMBIRA DO MA E TO
CENTRO DE TRABALHO INDIGENISTA – CTI
COMISSÃO PRÓ-ÍNDIO DO ACRE – CPI/AC
CONSELHO DAS ALDEIAS WAJÃPI – APINA
FEDERAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DO RIO NEGRO – FOIRN
HUTUKARA ASSOCIAÇÃO YANOMAMI – HAY
INSTITUTO DE PESQUISA E FORMAÇÃO INDÍGENA – IEPÉ
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL – ISA
ORGANIZAÇÃO DOS PROFESSORES INDÍGENAS DO ACRE – OPIAC

sábado, 20 de julho de 2013

Ser Marias que sabem sentar aos pés do Mestre para escutar (Lc. 10,38-42)

Vivemos em plena revolução da comunicação, - ou melhor, da informação extensa e filtrada, - mas nunca como hoje temos dificuldade de ouvir. Escrevemos e falamos para os outros, mas não temos paciência e disposição para escuta os outros. O tempo e o espaço se encurtaram, tudo tem que ser rápido no aqui e agora da vida. Lançamos a mensagem, a provocação, o sinal e vamos correndo atrás de mais sinais e mensagens para lançar e interpretar, mas isso não nos capacita para acolher as mensagens e os sinais do outro. Não podemos nos desconectar, desligar, assumir outros ritmos, pois correríamos o perigo de sermos isolados e colocados à margem da ‘grande rede’. Somos chamados a desempenhar vários papéis ao mesmo tempo e a nos desdobrar em inúmeros serviços e funções engolidos e sugados por formas de hiper-ativismo estonteante. A revolução midiática e o ritmo dos ‘tempos modernos’ não trouxeram e não imprimiram nas pessoas uma nova postura de escuta perante o outro. Uma espécie de contemplação dele mesmo que está esquecendo. Esse ‘outro’ é visto quase que exclusivamente como usuário, amigo da rede, possível parceiro ou competidor, receptador das nossas mensagens e sinais, mas quase nunca como uma pessoa que possui sonhos, dramas, dúvidas, medos que ele precisa desabafar e comunicar a um alguém que o possa escutar. E quando encontra alguém disposto a escutá-lo deverá fazê-lo de forma rápida e superficial porque lhe custará caro, sendo que tudo é calculado em dinheiro. 
Afinal, o outro que não escutamos somos nós mesmos que não somos escutados e somos incapazes de nos escutar. Somos ‘Marta’ que ainda vítima dos inúmeros afazeres reais ou imaginários, impostos ou criados pelos modismos da hora impedem que possamos desenvolver e valorizar a ‘Maria’ que está dentro de nós. A que ainda não perdeu a capacidade e a disponibilidade de sentar aos pés do Mestre, da vida, e ouvir de forma gratuita e atenta, sinais e mensagens, mas, principalmente, sentimentos, dramas, angústias, afetos, e sonhos. Os que ainda fazem vibrar e esperar.