segunda-feira, 30 de novembro de 2015

No Maranhão há 0,58 médicos por mil pessoas! Uma vergonha!

Segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, existem 1,8 médicos por mil brasileiros. O número é inferior ao de países europeus e vizinhos latino-americanos. Na Argentina, por exemplo, a proporção de médicos por habitantes é de 3,2; em Portugal e Espanha, 4; e em Cuba, 6,8. Uma avaliação mais profunda, contudo, mostra que este número é ainda menor em aéreas da região Norte, revelando a desigualdade na distribuição de médicos entre as regiões brasileiras. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, possuem média próxima à de países desenvolvidos: 2,49 e 3,4 médicos por mil habitantes, respectivamente. Enquanto estados como Pará e Maranhão apresentam taxas preocupantes, de 0,77 e 0,58, respectivamente."Há uma má distribuição entre os estados ricos e pobres do País, mas também notamos uma grande desigualdade dentro dos estados", afirma o secretário. "A região oeste do estado de São Paulo, por exemplo, tem taxas semelhantes às de estados do Norte", completa.Para Hêider Aurélio Pinto, nos últimos anos, o País conseguiu avanços importantes na oferta de saúde em regiões pobres e de difícil acesso graças ao Programa Mais Médicos. Ainda assim, a carência de profissionais de saúde apenas será suprida com uma maior oferta de vagas em cursos de Medicina. "Em dez anos, foram abertos 146 mil postos de trabalho para médicos, mas, neste período, as universidades brasileiras formaram apenas 64% dessa demanda", afirma. (Fonte: Carta Capital)

Incêndio na pré-Amazônia - Agora é a mata dos Awá-Guajá que está em chamas!

Um incêndio de grandes proporções avança por áreas de floresta da Amazônia Oriental, no Maranhão, e desde essa quinta-feira (26/11) afeta a aldeia Juriti, onde residem índios da etnia Awá-Guajá. Suspeita-se que o fogo tenha sido causado por grupos de madeireiros que agem ilegalmente próximo à terra indígena (TI). Até o momento, nenhum órgão estadual ou instituição responsável pela proteção da TI chegou ao local para intervir na contenção das chamas, de acordo com informações da Agência Museu Goeldi. Os Awá são um dos últimos povos nômades de caçadores-coletores no Brasil. Considerados pela organização International Survival como a “tribo mais ameaçada do mundo”, os Awá vivem “o mais próximo do que pode se chamar de genocídio, no Brasil”, de acordo com o chefe da Coordenação Geral de Índios Isolados da Funai, Carlos Travassos. Os indígenas têm sido assediados constantemente por posseiros e comerciantes extrativistas da região. O único auxílio que os Awá receberam foi de um representante da Funai, que passou a quinta-feira na aldeia, no trabalho de abafamento do fogo.Outro funcionário da fundação no Maranhão, Edésio de Sena Martins, informou que o incêndio foi iniciado há alguns dias por um grupo de posseiros em um foco próximo à aldeia Juriti.Como o tempo está muito seco, o fogo rapidamente se espalhou. Segundo ele, a queimada é intensa e está longe de ser controlada. Reserva - O incêndio também ameaça a Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi, em uma terra vizinha à Juriti. Na teoria, a reserva está sob a proteção integral do Ministério do Meio Ambiente (MMA), mas nas últimas décadas tem sofrido invasões de madeireiros, pecuaristas e agricultores, um perigo comum às terras indígenas no Estado, como a dos Awá. (Fonte: Museu Goeldi)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Iº de Advento - Fique ligado, levanta a cabeça, e faça acontecer! (Lc. 21,25-28. 34-36)

Secas e vendavais destruindo casas, mares de lama contaminada matando a vida que pulsava nas águas do Rio Doce, e deixando milhares de pessoas sem casa e sem água potável. Fogo criminoso torrando milhares de hectares de floresta dos índios Guajajara e dispersando ou matando índios e animais.  Cloacas de corrupção e de violência institucional inundando consciências e arrastando pessoas de todas as esferas sociais para comportamentos aéticos e imorais. Recordes de criminalidade, de abusos de todo tipo, e desocupação crescente. É o caos, alguém diria. É o fim do mundo, outros acrescentariam. Jesus, ao contrário, nos diz que chegou a hora de ‘levantar’ e ‘reerguer a cabeça’. E vislumbrar nesse caos universal a proximidade da libertação integral. Todavia, o mestre nos deixa a entender que isso não vai acontecer mediante a ação poderosa de alguém, individualmente, mas através de nós mesmos se tivermos a coragem de contemplar e incorporar o testemunho do ‘filho do homem’, de Jesus, o mestre em humanidade. Se fosse somente o poder da ação de um ser divino que por si só restabelece a ordem no caos não haveria necessidade de nos levantar e reerguer a cabeça. Ele faria por nós, e nós seríamos só os beneficiados. Mas não é assim que Jesus age. Ele pede que nos levantemos, que deixemos de rastejar para quem quer que seja. Chega de se deixar pisar e oprimir. De viver como dominados e escravizados. É preciso recuperar confiança em nós mesmos e enfrentar os desafios da vida. Ter consciência que temos valor e potencialidades, e muita capacidade de superação. Quando isso acontecer teremos condições de olhar a nossa vida e o mundo com outros olhos. Ao levantar e ao nos reerguer não olharemos os acontecimentos como gente encurvadas sobre si, arrastada e manipulada. Teremos a capacidade de olhar para além das consequências do caos que nós mesmos produzimos, e descobrir dentro de nós o nosso lado recriador e transformador. Jesus mostrou isso ao agir de forma serena e firme com todos, e em todas as circunstâncias. Ele não andou desperdiçando tempo e energias em coisas fúteis que só tiram o foco dos verdadeiros objetivos da vida. Viver em estado de ‘Advento’ de um mundo novo e renovado, afinal, significa que quem sabe que chegou a hora de agir com coragem, não espera que as coisas ocorram por si só. Ele faz acontecer, do jeito que Deus quer, e não do jeito que o Diabo gosta!


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Belo Monte - IBAMA autoriza enchimento da represa.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu licença de operação para a Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e autorizou hoje (24) o enchimento do reservatório da usina, que está em construção há quatro anos e cinco meses no Rio Xingu. Segundo o Ibama, a licença de operação obtida pela empresa Norte Energia está relacionada ao cumprimento de 41 condicionantes. A licença é válida por seis anos. Em parecer técnico de 10 de setembro, o Ibama havia apontado 12 pendências que impediam a emissão da licença. Sem o documento, a Norte Energia ficava impedida de encher o reservatório e dar início à geração de energia no empreendimento. Os documentos do processo de licenciamento de Belo Monte, que tramita desde 2006, estão disponíveis para consulta no site do Ibama.
A presidenta do Ibama, Marilene Ramos, começou a dar entrevista à imprensa para explicar a concessão da licença, quando foi interrompida por indígenas que dançaram, cantaram e fizeram um ato no auditório do instituto contra o projeto da usina no Rio Xingu. Eles carregaram cartazes com os dizeres “Não a Belo Monte” e “Xingu vivo para sempre”. Os líderes indígenas reclamaram por não terem sido consultados previamente sobre a emissão da licença de operação. Eles disseram estar mobilizados contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, na Câmara dos Deputados, quando souberam da decisão do Ibama. Cerca de 50 indígenas foram à sede do instituto para protestar contra a licença que permite encher o reservatório e dar início à geração de energia no empreendimento. O cacique Tabata Kuikuro, do Alto Xingu, recebeu com tristeza a notícia. “Ficamos mais preocupados. A construção da usina já está secando o rio. É um dia triste para nós”. A construção de Belo Monte já dura quatro anos e cinco meses no Rio Xingu.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A crise econômica chegou ao Maranhão II.

Dentre as regiões, Nordeste apresenta a maior taxa de desocupação (10,8%), chegando ao dobro entre jovens (22,7%). Dentre os Estados, a Bahia apresenta a maior taxa de desocupação (12,8%) e Santa Catarina a menor (4,4%).O Maranhão tem a 2a menor taxa de desocupação do Nordeste (8,4%), abaixo da média nacional de 8,9%.Em comparação ao trimestre anterior, a taxa de desocupação do MA teve pequena oscilação negativa, caindo de 8,8% para 8,4%.Contudo se comparado ao 3o trimestre de 2014, a taxa de desocupação aumentou de 6,7% para 8,4%, segundo a PNAD Continua do IBGE.Dentre as 21 regiões metropolitanas, a Grande São Luís apresenta a 2a maior taxa de desocupação do país, com 14%.
Em um ano, a taxa de desocupação na Grande São Luís pulou de 9,5% para 14%. Assim, a RM Grande São Luís apresenta a 2a maior taxa de desocupação (14%), abaixo apenas da Região Metropolitana de Salvador (17%).Se considerarmos que a taxa de desocupação entre os jovens (18-24 anos) é usualmente o dobro da população em geral, na Grande São Luís teríamos entre 28-30% de desocupação na juventude.Dessa forma, o cenário é bastante negativo para o Maranhão em 2015: com perspectiva de queda de 2% do PIB (IMESC). Perspectiva ainda de saldo negativo na geração de empregos em 2015, aprofundando a crise na economia do Maranhão.Em São Luís, o saldo negativo é de 4.935 demissões em 2015, chegando a 5.269 demissões na Região Metropolitana SLZ. Diante desses números, é, no mínimo, risível a propaganda oficial quando trata da questão da crise do emprego no Maranhão. (Fonte: IBGE)

sábado, 21 de novembro de 2015

Jesus rei do universo – Um modo de governar que não segue a lógica dos reinos desse mundo! (Jo. 18, 33-37)

Um padre italiano, padre Milani, educador e pastor num povoado do interior de Florença, nos anos 50, dizia aos seus alunos, filhos de camponeses, que se um dia algum deles se tornasse prefeito ou deputado, ele estaria do outro lado, do lado do povo. Padre Milani entendia que quando alguém ocupa um lugar de chefia, mesmo que tenha origens humildes, já começa a querer dominar, e deixa de servir e proteger os mais frágeis. Mesmo tendo boas intenções, necessariamente acabará assumindo a lógica do ‘governante’ e fará os joguinhos típicos dos poderosos. Desde o primeiro rei de Israel, Saul, – que sofreu impeachment depois de poucos anos, - passando por Davi, Salomão, entre outros, todos eles agiram de forma cruel e dominadora. Nós mesmos podemos constatar isso com pessoas, instituições e partidos que conhecemos: é só dar um cargo ou uma chefia a alguém, é só ele chegar ao governo, para ver como muda radicalmente o seu comportamento! Jesus sempre combateu essa lógica, e sempre se recusou a entrar nela. Quantas vezes o povão faminto de ‘líderes alternativos’, - por estarem insatisfeitos com aqueles que ele tinha, - pressionava Jesus para que assumisse a sua liderança, para que fosse rei no lugar dos que reinavam! Jesus diante dessa perspectiva fugia ou repreendia veementemente os seus admiradores do momento.

Jesus entendia que ‘os chefes das nações’ são todos iguais: tiranizam e dominam. Que os homens não precisam de chefes, e sim de servidores generosos, libertos de toda mesquinha ambição. E que se educassem a pensar como Deus. Como um Deus Pai, não como um rei tirano. Um Deus compassivo, não como um rei cruel e dominador. Um Deus protetor, não como um rei violento e agressivo. Um Deus humilde e sóbrio, não como um rei orgulhoso e esbanjador. Esse, afinal, é o modo de ‘governar’ do Deus de Jesus. Um Reino que não age como os reinos deste mundo, que vai na contra-mão da prática de quem ocupa tronos e cadeiras de chefia. Isto não significa que não temos que assumir responsabilidades e coordenações na nossa vida, e nem deixar de que outros nos dominem. Ao contrário, significa que não podemos assumir responsabilidades e coordenações para acumular poder, influências, formas de controle e de dominação sobre os outros. Que a nossa prática de ‘administrar’ não seja uma mera reprodução da prática utilizada por Pilatos, César, Herodes e pelos reis de Israel, em geral, mas a que o ‘filho do homem’ adotou. Um jeito humano de estar com todos, de acolher e conviver,  na disponibilidade e na gratuidade.

A crise econômica chegou ao Maranhão. Vejam os números!

Brasil fecha o mês de outubro com 169.131 demissões, com a maior queda ocorrendo no setor da construção civil (49.830 demissões) - CAGED.Segundo o Ministério do Trabalho e (des)Emprego, no acumulado de 2015, o Brasil apresenta um saldo negativo de 818.918 empregos perdidos.
Em apenas 4 Estados houve saldo positivo de empregos no mês de outubro: Alagoas (+6.456), Sergipe (+1.063), Tocantins (+47), MS (+41).
No Maranhão, o mês de outubro terminou com 2.311 demissões, especialmente na indústria: com destaque para o setor açucareiro de Coelho Neto (1.052 demissões). As 2.311 demissões se concentraram na indústria (-1.879), afetando os demais setores com exceção do comércio (+322).Crise do emprego no Maranhão: o estado teve o 2o pior mês de outubro da série histórica do CAGED.
No acumulado de 2015, o MA apresenta um saldo negativo de 5.870 demissões, como a tendência é de continuidade das demissões em novembro e dezembro, provavelmente 2015 feche como o pior ano da história.No contexto da crise, as duas maiores cidades foram particularmente afetadas: São Luís e Imperatriz, somam juntas 7.897 demissões. São Luís: a) saldo negativo de 1.753 demissões em outubro, b) com um acumulado de 4.935 empregos perdidos em 2015.Imperatriz: a) saldo positivo de 368 contratações em outubro, b) com um acumulado de 2.962 demissões em 2015. (Fonte: Wagner Cabral)