quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O COISO É CRISTÃO? ELE DIZ QUE É CATÓLICO, MAS TAMBÉM EVANGÉLICO...É AQUILO QUE VOCÊ QUER QUE ELE SEJA!!!!!


Parece haver um repentino surto entre alguns movimentos cristãos e igrejas, - inclusive entre os Carismáticos católicos (RCC), - no sentido de apoiar o Coiso. A justificativa seria que o citado candidato estaria defendendo os valores da família. Não há piada de pior gosto do que esta. Perguntem o que ele faria se tivesse um filho homo....Já disse para Deus e para o mundo que daria tacas, mas tantas tacas que o filho viraria hétero, só de tacas.....Há gravação disso, não é fake! 

Perguntem se ele, pai e esposo, é fiel à esposa....a qual delas, mesmo? Perguntem se ele acredita que o amor com a pessoa com quem casou seria por toda a vida?  Valores da família? Ele é contra o aborto, ah sim, mas, danação, é a favor de matar 'bandido' e 'defensor de diretos humanos' e se ao matar bandido 'temos que matar inocentes, paciência...faz parte!' (vídeo de uma entrevista, não é fake!) Não me venham com essas lorotas cristãos hipócritas! Digam que que vocês são intolerantes como ele, que desprezam os seres humanos como ele, e que são homofóbicos e racistas como ele....e pronto! Seria mais honesto! 

Agora, preocupem-se com seus irmãos ou pais de sua casa que estão desempregados e que o Coiso  e seu filho deputado, fez de tudo para aprovar a reforma trabalhista do Temer, que votou contra os estatuto das pessoas com deficiência física (Lei Brasileira de Inclusão), contra a Renda Minima, contra o Fome Zero, contra o desarmamento, etc....Essas, por acaso não são as desgraças que acabam com uma família? Assumam as consequências de um apoio que depois de alguns meses transformar-se-á num inútil arrependimento, como na época do famigerado Collor. 

A história se repete como tragédia. 

O sistema se entrega a Bolsonaro. Será um tiro nos pés, mas.....



A lógica de Bolsonaro é ser anti-sistema, o representante do país sombrio, da maioria silenciosa que nunca se viu representada na política. No parlamento, é o baixo clero. Na mídia, é personagem secundário, restrito aos veículos regionais. Ou limitando-se a ver o país através das lentes dos programas policiais e do filtro dos jornais nacionais, sempre na posição passiva. 

Os bolsonaristas são cidadãos de um país anacrônico, que acompanhava, passivamente, o cosmopolitismo provinciano do Rio e de São Paulo, mas não se sentia politicamente integrado.  Ou apenas cidadãos classe-média que escondiam preconceitos e ódios, comuns à pré e a pós-modernidade e que, graças às redes sociais, se descobriram maioria em seus redutos. Junte-se a esse grupos empresários que aprenderam apenas a ganhar dinheiro, sendo submetidos dia após dia ao liberalismo superficialíssimo do sistema Globo, condenando qualquer forma de regulação e de atuação do Estado....Tudo isso ocorre no país de Macunaíma. Aproveitam-se do jogo Ministros do Supremo, ministros de tribunais, economistas de mercado, mais abaixo um pouco, promotores liberados para prender, juízes liberados para condenar, fazendo acertos de contas em cada canto do país. Abrem a jaula achando que vão parlamentar com o leão faminto. E aí acontece o paradoxo.

O Brasil que saiu às ruas no sábado, nas históricas manifestações das mulheres, é o país civilizado, defendendo bandeiras adequadas aos tempos modernos. O Brasil anacrônico dos grandes meios de comunicação, segura a informação. A reação da maioria silenciosa é aumentar a adesão a Bolsonaro – se a pesquisa IBOPE foi efetivamente séria, captando um soluço ou uma tendência. A cada jogada de cena combinada, nos debates de presidenciáveis, mais se esboroa o Brasil institucional. A cada autodesmoralização do Supremo, mais gás para a besta. O antipetismo desvairado da mídia, o oportunismo de presidenciáveis, de explorar o fantasma do suposto autoritarismo do PT tem efeito multiplicado nas redes sociais. Revive as maluquices do “comunista-comedor-de-criancinhas” e é tiro nos dois pés. Não demoniza apenas o PT, desmoraliza as instituições, o “sistema” – que Bolsonaro, mais uma vez, anunciou que irá destruir. E até Ciro Gomes, o presidenciável com melhores propostas, embarca nessa aventura que, em vez de levá-lo para o segundo turno, poderá levar Bolsonaro ao poder.

O PT tem defeitos enormes. Mas o oportunismo do país institucional, de atribuir ao partido propósitos ditatoriais, para navegar nas águas fáceis do anticomunismo mais primário, tem um efeito multiplicador terrível na base, nos escaninhos das redes sociais de onde se alimenta o bolsonarismo. E fica o Brasil institucional aguardando o momento em que FHC descerá do seu ego e engrossará a frente contra o atraso. Sabe o que vai acontecer? Nada. Será anulado com um pum que Bolsonaro reteve no hospital. (Por Luis Nassif)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

a esquerda que pensa como a direita!

A adesão à fúria antipetista, não raro, impede até a contundência da crítica ao fascismo. O jornalista e professor da UFRJ Paulo Roberto Pires identificou no fenômeno o “intelectual adversativo”, aquele incapaz de condenar Bolsonaro sem relativizar. “Não é raro que, usando a desonestidade como método, conclua que bolsonaristas e lulistas são faces da mesma moeda. Não são”, diz. “Vivemos cercados de intelectuais e comentaristas adversativos, que arrematam cada frase com um ‘mas’ providencial. A direita hidrófoba é inaceitável, mas a esquerda radical não fica atrás; o governo Temer é uma calamidade, mas foi engendrado pelo PT”, acrescenta.

A esquerda tem candidatos extremamente qualificados na corrida eleitoral. Ciro Gomes pensa e explica o Brasil como poucos e carrega bagagem invejável. Guilherme Boulos é uma inegável força dos movimentos sociais, com garra e adensamento intelectual impactantes. Marina Silva, embora perdida em divagações direitistas, está no campo da defesa do progressismo.Mas, enquanto tratarem a coisa pública sob a ótica definida pelo perfil conservador, serão meros agentes da dissolução da esquerda e alimentarão a sanha fascista sedenta de ódio.O Brasil precisa se livrar, sim, da polarização. Da polarização instituída pela direita. E pensar, definitivamente, fora da caixa. Da caixa criada pela direita.

Quando criança, 50 anos atrás, na Itália diziam o que se diz hoje no Brasil com os petistas 'comunistas comem criancinhas...e transformam o País numa grande Venezuela...' Argentinos de Macri falem, digam algo!!!!

A principal façanha política do campo conservador é fazer a militância de esquerda pensar com a cabeça da direita. As críticas contra a campanha de Haddad giram em torno de temas pré-definidos pela própria direita: “dependência de Lula”, “corrupção”, “inexperiência”, “extremismo”, “Venezuela”. A influência é tamanha a ponto de fazer o eleitor progressista ignorar o desprezo e os ataques da direita para endossar críticas de forma descontextualizada e legitimar estereótipos plantados maliciosamente pelos conservadores. Só esse fenômeno, por exemplo, é capaz de fazer a Venezuela se tornar essencial na disputa brasileira. Veja: a Argentina neoliberal quebrou, tem 1/3 de pobres. Mas a direita omite a penúria dos hermanos e manda a esquerda se preocupar com a Venezuela. E os progressistas obedecem. O PT passou 14 anos no poder e nunca deu sinais antidemocráticos. Mas a direita consegue fazer o eleitorado temer, a despeito da história, uma “venezuelização” (nunca “argentinização”) do país com o partido no governo. Atenta contra o bom senso.

Autocrítica. Nenhum partido – nem mesmo o campeão de corrupção PP, ao qual pertenceu Bolsonaro – fez qualquer tipo de autoanálise. Nenhum, e não são cobrados. O PSDB, atolado nas delações e protegido pela Justiça, deita e rola a falar dos outros. Mas a direita faz o eleitorado criticar o PT por não “admitir erros”.

Alianças. O PT é detonado, até por colegas do campo progressista, por se juntar com personagens conservadores, como Renan Calheiros. Mas a crítica é seletiva. No Rio Grande do Norte, Ciro pediu voto para Agripino Maia (DEM) e, no Ceará, o irmão dele está na chapa de Eunício de Oliveira com os petistas. Não é contraditório? Sim, mas ruim é o PT.

Dependência. Lula é, hoje, o maior estadista vivo do planeta, referendado por líderes e pensadores renomados. Acaba de receber visita e solidariedade de Noam Chomsky, intelectual dos mais prestigiados do mundo. Mas a direita distorce e criminaliza o benefício da influência do ex-presidente e seduz a esquerda a endossar o silêncio e a censura impostos ao petista.

Salienta-se, por exemplo, o “voto ignorante” em Haddad no Nordeste e esconde-se a predileção por Tiririca no Sudeste para vilanizar a região favorável ao petismo. Minimiza-se a romaria de líderes mundiais à prisão onde está Lula e a importância de movimentos como o #elenão – no dia seguinte à maior manifestação democrática já feita por mulheres no país, a manchete da Folha de SP era um cozidão de denúncias contra o núcleo da campanha de Haddad.
(Thiago Barbosa)

Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas... Não se vota com bílis', adverte ex-vice presidente da Fiesp que decidiu votar em Haddad

O pavor da volta do PT no governo federal é o principal fator que leva parte consistente das elites a apoiar a candidatura do deputado federal, de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL). Em outras palavras, a decisão é absolutamente irracional, como analisa o empresário, fundador das escolas Luminar e sócio da Semco Style Institute, Ricardo Semler, em artigo de opinião publicado nesta terça-feira (02), na Folha de S.Paulo.

"Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez queira e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada. Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas", pontuou.


AINDA SERÁ POSSÍVEL FAZER UM CHAMADO À RAZÃO? Os EUA brincaram e ganharam um TRUMP que agora querem tirar...!


Não consigo acreditar que quase 1/3 do eleitorado brasileiro seja, em sua totalidade, a favor da tortura, da ditadura, do estupro, do extermínio de adversários políticos etc. Ou que sejam todos eles racistas, machistas, homofóbicos, violentos. Não, eu não desconheço que, dentre esses,  haja policiais torturadores, patrões escravistas, agressores e assassinos de mulheres, militares reacionários, religiosos fundamentalistas etc. (estes são os eleitores “típicos”, que se sentem plenamente representados pelo nazifascista). No entanto o que dizer de amigos e parentes próximos que nunca professaram essas ideias e práticas anti-humanas (e anti-humanistas) e, sabendo o que ele (#EleNão) defende e a tragédia que poderia ser um governo do nazifascista, ainda assim o apoiam?

Será que o ódio ao PT (e à esquerda) justifica que, de forma absolutamente irresponsável, possamos vir a entregar (espero e luto para que isso não aconteça!) o nosso país a um sujeito truculento, bronco e ignorante, que não tem nada (nada!) de positivo a apresentar em mais de 30 anos de deputado federal (onde só teve dois projetos aprovados, nunca tendo se destacado como parlamentar)? O que leva advogados, meus colegas  - que juraram defender a Constituição e o Estado Democrático de Direito - a se envolver com uma candidatura que nega tudo isso e faz a apologia do regime de exceção? O que faz com que médicos - que fizeram o juramento de Hipócrates - apoiem um candidato que explicitamente defende o sofrimento e a morte de seus oponentes?

Em que parte do Evangelho (a “boa nova”) os cristãos praticantes (católicos, evangélicos ou espíritas) encontram fundamento para votar em um sujeito que prega explicitamente ódio e a intolerância?É esse o chamado que quero fazer aos que, de forma consciente ou não, embarcaram nessa nau da insensatez: que possam refletir sobre o que está em jogo nestas eleições; que avaliem se uma “vingança” contra o PT pode ser mais forte que o futuro de nosso país, de nossa sociedade, de nossos filhos e netos. É disso que se trata, em última análise. Se cometermos esse erro brutal, nem a História, nem as gerações futuras, nem nossos filhos e netos nos perdoarão.
Mas, ainda dá tempo!Só depende de nós!

João Alfredo Telles Melo
Advogado e professor

Não digam que não falei....

A rancorosa Marina e o desiludido Ciro Gomes continuam batendo no candidato petista Haddad que de radical não tem nada. O resultado direto é que eles descem e sem chance de ir ao segundo turno. E o resultado indireto é que dão asas às ambições extremistas e absurdas do Coiso. Fique claro que quem está colocando o Brasil nos braços do fascismo são justamente os que se dizem equilibrados, dialogantes, moderados, de centro...Se assim fossem o eleitorado os teriam escolhido desde já para serem o anti-Bolsonaro. Ao insistir até o fim contra o candidato petista colocam em sério risco a possível vitória do Brasil contra a extrema direita. Não se queixem amanhã quando chegar o auto-golpe dos milicos e dos insensatos. Não venham dizer que foi o eleitorado imaturo a não escolhê-los, eles, os equilibrados e puros! Não digam que não falei de....guerra! 

Bom, da cumplicidade do Moro que publiciza parte de uma delação do Palocci que não será utilizada judicialmente já se sabia...afinal ele apoia qualquer um desde que não seja um petista...Do STF e de vários de seus ministros também não se duvida....afinal, todos menos Lula na frente.....desse passo não digam que as instituições se deterioram por causa dos petistas.....Louvável a atitude de um famoso empresário brasileiro Ricardo Semler que ao declarar seu voto e apoio a Haddad afirmou se sentir espantado com a conversa de amigos e parte de familiares que 'QUALQUER UM É MELHOR QUE O PT' ! Não chorem mais adiante!!!!!!