quinta-feira, 3 de setembro de 2026

XXIII domingo comum - APRENDER A RESPEITAR OS RITMOS DE MUDANÇA DE CADA PESSOA, EVITANDO CONDENAÇÕES E ELIMINAÇÕES!

Com inaudita leviandade muitas pessoas se arvoram a juízes das outras. Ignoram os condicionamentos, os dramas, as atenuantes, e as angústias interiores de cada pessoa e, mesmo assim, publicam suas sentenças definitivas sobre as demais. Tornam-se executoras implacáveis e sumárias de supostas normas e padrões de comportamento, a partir de suas percepções subjetivas. Não há espaço para a compreensão, para o diálogo, para a escuta sincera, para a busca de caminhos consensuais. Para esses hipócritas paladinos da rígida moral oficial tudo isso seria sinal de fraqueza, de cumplicidade e de permissivismo escancarado. No trecho evangélico de hoje o ‘educador misericordioso’ Jesus nos alerta sobre a importância de não nos precipitar em julgar alguém que errou, mas deveríamos tentar compreendê-lo, dialogando, alertando-o, e respeitando o seu ritmo de mudança. E, mesmo quando a pessoa não dá ouvido às reiteradas admoestações, o que cabe é um mero pedagógico e provisório afastamento da comunidade, mas jamais uma rejeição ou uma condenação definitiva. Afinal, todos nós sabemos com qual compaixão e ternura Jesus tratava ‘os pagãos e os pecadores públicos’! Jesus garante àqueles seguidores que se reunem e agem no nome Dele, - e não em nome de seus próprios interesses e conveniências, - a Sua presença efetiva e confirmadora. Afinal, o Pai de Jesus e nosso, continua apostando na mudança-conversão do coração de seus filhos, em que pesem a sua  brutalidade, insensibilidade e egoismo.


BREVES E DRAMÁTICAS II

Mais de 20 milhões de crianças e adolescentes sofreram abuso sexual facilitado pela tecnologia durante um ano

O relatório estima que mais de 20 milhões de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos em 21 países sofreram algum tipo de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia durante um período de um ano. Esse número representa um em cada cinco menores que usam a internet nesses países. Cerca de 300 pastas, divididas por município e organizadas alfabeticamente. Dentro delas, imagens sexualmente explícitas de adolescentes, distribuídas sem o consentimento delas. Foram anunciadas em um grupo do Facebook e posteriormente vendidas via Telegram por apenas 7,5 pesos (0,38 euros). Foi enquanto navegava nas redes sociais que uma garota mexicana de 16 anos descobriu que suas imagens íntimas haviam sido colocadas à venda. A história delas é contada no relatório "Através dos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual", publicado nesta quinta-feira pelo UNICEF, Interpol e ECPAT International. Trata-se de um dos estudos mais abrangentes do gênero. O relatório estima que mais de 20 milhões de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos em 21 países sofreram algum tipo de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia durante um período de um ano.

Mais de dois terços dos palestinos estão expostos ao risco da da fome 

A ameaça da fome paira novamente sobre a Faixa de Gaza. Milhares de palestinos receberam uma mensagem do Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciando a suspensão da distribuição de pão. A decisão, tomada no final de agosto, está ligada à crise financeira causada pela redução do financiamento internacional. Segundo o PMAdois terços da população de Gaza estão agora expostos a um risco concreto de fome, enquanto o sistema alimentar se encontra à beira do colapso. Para quem vive em campos de refugiados, o pão não é apenas mais um alimento: muitas vezes é o único alimento disponível. "Dependemos de ajuda humanitária para alimentar nossos filhos todos os dias", diz Maram Obeid, de 35 anos, do campo de refugiados de Khan Younis. "Não temos dinheiro para comprar farinha. Não há lenha nem gás para cozinhar e não temos dinheiro. Vivemos de ajuda alimentar. Foi de partir o coração saber que até o pão foi cortado. Como vou alimentar meus cinco filhos?"

Milhões de crianças são recrutadas por grupos armados na África 

Conflitos no SudãoRepública Democrática do CongoSomália e norte da Nigéria estão retirando milhões de crianças das escolas, expondo-as à fome, ao sequestro e ao recrutamento por grupos armados. Os líderes de diferentes Igrejas cristãs em África pedem que sejam vistas sobretudo como vítimas e defendem mais proteção, apoio psicológico e reintegração. "Não é simplesmente uma crise de segurança", mas antes uma crise de proteção das crianças, de educação, de direitos humanos, humanitária e de construção da paz. É assim que a reverenda Angele Wilson Dogbe, diretora do escritório regional da Conferência das Igrejas de Toda a África (AACC) em Lomé, no Togo, descreve a situação de milhares de crianças afetadas pelos conflitos no continente. A declaração é divulgada pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), num momento em que várias Igrejas cristãs africanas reforçam sua intervenção junto de crianças atingidas por guerras e deslocamentos.