Com inaudita leviandade muitas pessoas se arvoram a juízes das outras. Ignoram os condicionamentos,
os dramas, as atenuantes, e as angústias interiores de cada pessoa e, mesmo
assim, publicam suas sentenças definitivas sobre as demais. Tornam-se
executoras implacáveis e sumárias de supostas normas e padrões de
comportamento, a partir de suas percepções subjetivas. Não há espaço para a
compreensão, para o diálogo, para a escuta sincera, para a busca de caminhos
consensuais. Para esses hipócritas paladinos da rígida moral oficial tudo isso seria sinal
de fraqueza, de cumplicidade e de permissivismo escancarado. No trecho
evangélico de hoje o ‘educador misericordioso’ Jesus nos alerta sobre a
importância de não nos precipitar em julgar alguém que errou, mas deveríamos tentar
compreendê-lo, dialogando, alertando-o, e respeitando o seu ritmo de mudança.
E, mesmo quando a pessoa não dá ouvido às reiteradas admoestações, o que cabe é
um mero pedagógico e provisório afastamento da comunidade, mas jamais uma rejeição ou uma condenação definitiva. Afinal, todos nós sabemos com qual compaixão e
ternura Jesus tratava ‘os pagãos e os pecadores públicos’! Jesus garante àqueles seguidores que se reunem e agem no nome Dele, - e não em nome de seus próprios interesses e conveniências, - a Sua presença efetiva e confirmadora. Afinal, o Pai de Jesus e nosso,
continua apostando na mudança-conversão do coração de seus filhos, em que pesem a
sua brutalidade, insensibilidade e egoismo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
XXIII domingo comum - APRENDER A RESPEITAR OS RITMOS DE MUDANÇA DE CADA PESSOA, EVITANDO CONDENAÇÕES E ELIMINAÇÕES!
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