Há oportunidades que aparecem
na nossa vida que são únicas. Existem convites específicos a nós dirigidos que
devem ser acolhidos no instante, pois nunca mais podem voltar. Ocorre que estamos
tão obtusamente fixados no que conhecemos e experimentamos de forma rasteira que
não percebemos tudo isso como ‘momentos inéditos de graça’ que poderiam mudar
qualitativamente a nossa existência. Só com o tempo é que constatamos, com
tristeza, o que perdemos. O evangelho de hoje nos alerta sobre duas coisas. 1. Os
convites a entrarmos numa nova lógica e prática de vida que as circunstâncias
do cotidiano nos oferecem, ao serem ignorados e desprezados por nós, serão
aproveitados, inexoravelmente, por outras pessoas. Depois disso, não cabe nem inveja e nem
ressentimento. 2.Ao compreendermos, porém, a importância única de aceitarmos o
convite a entrar na nova lógica da Realeza do Pai, com atitudes e valores bem
específicos e bem diferentes daqueles que o anti-reino oferece, faz-se necessário
"vestir a camisa'. Ou seja, é imprescindível assumir radical e definitivamente aquele
compromisso-missão de construir o novo jeito de ser e viver inaugurado por Jesus. Aceitar
o convite para o banquete do reino e não vestir-incorporar a sua lógica de fraternidade, de comunhão,
de justiça, produzirá a nossa própria autoexclusão. Afirmar ser discípulo de
Jesus e apoiar os representantes do anti-reino que excluem e perseguem é sinal que nunca vestimos, de fato, a
camisa do Reino do Pai!
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
XXVIII Domingo Comum - QUEM ACEITA PARTICIPAR DO BANQUETE DO PAI NÃO PODE FICAR DO LADO DE QUEM EXCLUI DO BANQUETE!
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