Sempre nos disseram que são ‘DEFUNTOS’, ou seja, que já cumpriram uma função-missão’, mas eu creio que eles assumiram uma nova e inédita missão e que, ao definhar, biologicamente, conheceram um novo e luminoso RECOMEÇO. Sempre nos disseram que, agora, são ‘ALMAS VAGANTES’, mas, paradoxalmente, afloram à minha mente somente ‘corpos que amam’: braços que me apertam, mãos que me seguram, bocas que me beijam, olhos que se iluminam de alegria e de esperança. Sempre nos disseram que são ‘ALMAS PURGANTES’, pois estariam expiando algum tipo de pecado, mas eu creio que vivem numa dimensão que escapa à nossa compreensão de tempo e espaço, de punição e premiação, e que, agora, só se alimentam do amor infinitamente intenso e inefável de Quem tudo criou. Sempre nos disseram que nos cemitérios permanecem ‘OS RESTOS MORTAIS’ de quem amamos, como se fossem ‘sobras materiais’ de suas existências, mas eu creio que ‘aquelas relíquias’ têm a função de nos alertar que os gestos de carinho, o testemunho de vida, as opções e os valores de vida de quem amamos nunca foram enterrados com eles. Creio, sim, que esse patrimônio humano, moral, espiritual ressurge, permanentemente, naqueles ficam, para que ninguém morra! Afinal, amar alguém significa dizer-lhe ‘VOCÊ JAMAIS MORRERÁ’!
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