segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

E a VALE ainda se pergunta por que é a pior corporação do mundo!!!!!!!!

R$ 26,7 bilhões. Esse é o valor das autuações (incluindo juros e multa) que a Receita Federal aplicou contra a Vale nos últimos anos por entender que a empresa não recolheu os impostos devidos sobre o lucro obtido por suas subsidiárias no exterior. A mineradora discorda do entendimento do Fisco e recorreu à Justiça, mas tem amargado sucessivas derrotas. A empresa não reservou recursos em seu balanço para o caso de ter de pagar a dívida. “É preciso saber se o governo brasileiro entende que nós devemos ter empresas brasileiras fortes fora do Brasil ou não”, afirma o presidente da Vale, Murilo Ferreira, de 58 anos. Ele defende mudanças na legislação tributária. Ferreira assumiu a presidência da Vale em abril do ano passado sob insinuações de que seria o “homem da Dilma” na empresa. Ele diz não falar somente em nome da mineradora, mas de praticamente todas as grandes empresas brasileiras com operações no exterior, como a Petrobras e a Ambev. A Vale atua em 37 países além do Brasil. Ferreira antecipou a ÉPOCA, na última terça-feira, uma notícia boa para a mineradora: a companhia obteve naquele mesmo dia uma licença para explorar uma nova mina em Carajás, Pará, a primeira concedida pelo Ibama nos últimos dez anos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

11 anos de saudade de Padre Carlo Ubbiali

No dia 04 de fevereiro de 11 anos atrás morria tragicamente num acidente de carro padre Carlo Ubbiali, missionário di Brignano, Bergamo. Irmão e amigo. Profundo conhecedor da realidade indígena ele fez da defesa dos direitos dos povos indígenas desse Estado o objetivo fundamental da sua vida. A memória do seu jeito descontraído, brincalhão e firme ao mesmo tempo continuam inspirando missionári@s Brasil afora. Que o seu testemunho ajude a nossa igreja a ser mais atenta à situação de tantas pessoas que continuam sendo ameaçadas e cerceadas em seus direitos mais elementares. Carlos, continuemos em comunhão!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Jesus e a 'urgência urgentíssima'! Á procura do tempo 'perdido' (Mc.1,29-39)

Há momentos na vida em que damos fé que perdemos oportunidades únicas. Situações excepcionais que intuímos que não se repetirão. Ou tomamos consciência que por muito tempo fizemos coisas que não nos proporcionavam algum tipo de realização pessoal. Ou que, enfim, descobrimos como numa visão fulgurante, o sentido-vocação da nossa existência. Ou seja, a percepção clara daquilo que desde sempre queríamos para nós. E para os demais. Quando descobrimos isso a vida adquire uma nova configuração. Um novo ritmo. Ela se transforma, repentinamente, numa corrida frenética contra o tempo. Uma procura descontrolada à procura do ‘tempo perdido’.....
O evangelho de Marcos desse domingo parece retratar com lucidez desconcertante essa ‘experiência luminosa’ em Jesus de Nazaré. A sucessão dos acontecimentos e o ritmar dos momentos que marcam o dia de Jesus nos mostram um homem que parece ser ‘afetado de super-ativismo’. Parece não ter sossego. Possui um ritmo de vida-trabalho estonteante. E de uma intensidade surpreendente. Parece quase ter antecipado e incorporado os ritmos da ‘pós-modernidade’! É como se Jesus tivesse realmente compreendido de repente a ‘urgência urgentíssima’ de anunciar e provar que a Realeza de Deus havia finalmente chegado a ele e à humanidade. E que precisava aproveitar o máximo do tempo que ainda lhe restava. Jesus, sabemos, havia adquirido essa consciência somente após a sua experiência mística do seu batismo, no deserto. Um deserto existencial que se preencheu, aos poucos, de esperança, de sonhos, de convicção profunda de que Deus estava a conceder um momento de graça a ele mesmo e a Israel. Na sua descrição quase ofegante Marcos nos diz que num só dia Jesus ‘vai à sinagoga, cura a sogra de Pedro, à tarde, depois do pôr do sol cura numerosos doentes, e expulsa muitos demônios; no dia seguinte, de madrugada bem cedo, ainda no escuro, sai para rezar, mas é encontrado pelos seus discípulos que lhe dizem que todos o procuram, mas ele pede para ir para outra margem do lago, e visitar outras aldeias e pessoas, pois ele tinha vindo também para elas’. Respiremos um pouco. Marcos conclui dizendo que Jesus percorria toda a Galiléia pregando nas sinagogas e expulsando demônios.
Por tudo o que Marcos nos apresenta, podemos ter uma clara idéia não só do ritmo adotado por Jesus, mas também das atividades-prioridades com que ele preenchia o seu tempo, o tempo de Deus. Algumas chamam a atenção:
1. As curas. Jesus cura não para ostentar o seu poder de taumaturgo, mas para que o doente curado ‘se levante e sirva’. O verbo ‘levantar’ é o mesmo utilizado para ‘ressuscitar’. Jesus parece devolver à pessoa ‘doente’ aquela existência que havia perdido ou que nunca havia encontrado. Talvez a mesma existência-descoberta que o próprio Jesus havia procurado anos a fio e encontrando-a somente na sua fase adulta! Ao pôr de pé (ressuscitar) a pessoa abatida, e morta por dentro, Jesus a coloca na situação de servir. Ou seja, de reproduzir, por sua vez, o dom que recebeu: a vida nova definitivamente encontrada!
2. As expulsões de demônios. Jesus com isso desmascara o poder do mal. Das forças maléficas da mente e do coração cativo, aprisionado. De tudo o que ameaça a plenitude da vida, da esperança, da liberdade. Do que se opõe à vinda da Realeza de Deus. Jesus percebe que o anti-reino tem uma força e uma astúcia surpreendentes. E descortina a nova energia que é produzida pela Realeza de Deus . Por isso tem que intervir com autoridade contra ‘os diabólicos que dispersam e dividem’ para que ‘se calem’. E para que deixem ‘falar’ definitivamente a voz da boa nova.
3. Ir à outra margem, às outras aldeias.... Jesus não se entende como um mestre de um grupo fechado. De uma instituição, de uma localidade, de uma comunidade-sinagoga. Uma seita fanática. É o profeta que não se deixa prender, que não se deixa apropriar e manipular. Que sabe recomeçar, sempre. Numa nova terra. Com outra gente. Com novos desafios. Com nov@s discípul@s!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"Homem é bicho porco"! Na São Luis dos 400 anos tudo fede a urina!

Parece uma moda, mas de péssimo gosto. Eles vêem uma parede qualquer, - mas em geral preferem as do centro histórico, - e simplesmente lançam o seu acido úrico contra elas. Não são cachorros não. São machos metidos a ‘porco’! Eles acham que são avantajados por possuírem um lava-jato natural, e inundam paredes de prédios, de lojas, de residências com aquela urina fétida. Não conhecem hora: pode ser de manhã, de tarde, à noitinha. Renunciaram ao pudor e à vergonha na cara há muito tempo. Educação, eis um termo misterioso e jamais ouvido por eles. Haverá certamente quem diga que o poder executivo nunca pensou, e nada faz para construir banheiros públicos em lugares muito freqüentados. Não se pode negar. É um fato. Ocorre que nesses lugares públicos sempre se encontra um bar, um mini-restaurante, uma loja qualquer que possui um banheiro. E mesmo que nunca tenha sido visitado e aprovado por algum departamento de alguma secretaria de saúde em geral disponibiliza um vaso sanitário. Ontem, numa rápida visita ao centro histórico flagrei três desses ‘manipuladores de lava-jato’ que deixavam a sua ‘marca de urina’ na parede de um prédio, mas que respingava na escadaria da Rua do Giz. Lá vai o turista avoado de faro pouco afinado sentando naquelas ‘históricas escadarias’. E eternizar aquele momento único dessa gloriosa e decadente São Luis. A São Luis dos ‘mais 400 anos’!

Havia uma vez a SEMA, as siderúrgicas e a lei .....para 'elas'!


É uma excelente portaria a Nº111 da SEMA, do Estado do Maranhão. Em 29 de dezembro de 2008 o Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais reconhece que cabe à sua pasta autorizar, controlar, licenciar, monitorar e fiscalizar o uso sustentável dos recursos naturais. Não só, mas também é de sua competência monitorar as atividades potencialmente poluidoras. Com base nisso resolveu determinar que todas as instalações de produção de ferro gusa existentes na data de publicação da portaria Nº111 que estão operando, ficam obrigadas à promoção de melhorias de processo. Entende-se com isso que deverá haver instalação de equipamentos de controle, disposição adequada de resíduos, monitoramento e outras medidas necessárias para o cumprimento integral da legislação ambiental. As indústrias de ferro gusa que possuem Licença de Operação concedida pela SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS, conhecida como SEMA, ou com processo em tramitação, terão suas atividades acompanhadas através dos respectivos processos de licenciamento existentes e segundo um cronograma já definido em lei.
Vejam bem, agora. A portaria diz, por exemplo, que deve haver: Implantação de sistema de recirculação das águas de refrigeração dos altos-fornos em circuito semi-fechado: 24 meses. - Implantação de sistema de tratamento de esgotos sanitários: 24 meses. - Implantação de sistema de drenagem e tratamento primário das águas pluviais: 36 meses. - Implantação e/ou manutenção do cinturão verde: 18 meses. - Implantação de sistema de disposição final para finos de carvão, finos de minérios e matéria-prima, de forma a minimizar a dispersão do material particulado para o ambiente: 18 meses. - Apresentação de protocolo de solicitação de outorga de uso da água: 02 meses. -Implantação de tecnologias e equipamentos para controle de emissões atmosféricas, que atinjam a carga limite prevista no artigo 3°, de fontes fixas e móveis, nas áreas de processamento (transporte, descarga, peneiramento e pesagem) de carvão vegetal, minério e fundentes, que tais equipamentos devem garantidos pelos filtros de mangas: 36 meses. E assim por diante.
Coloque, agora, a mão no peito e feche seus olhos. Pergunte-se: será que as siderúrgicas de Pequiá fizeram isso e algo mais que está previsto pela portaria? Será que a SEMA andou por lá para verificar se as guseiras cumpriram o que ela mesma determinou? Se , apesar de nunca ter ido a Pequiá, a sua resposta for NÃO, você está bem próximo da verdade. Acredite: estamos numa terra onde a lei é feita para ‘maranhense ver’! Vejam a foto acima e digam se estou exagerando! Ah, estamos em Pequiá! Sejam bem-vind@s!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Belo Monte goela abaixo II. Pescador e ribeirinho que se danem!

As praias daqui já estão debaixo d’água e nós nunca mais vamos ver. Os peixes não vão comer esse lodo cheio de barro que está sedimentando no fundo do rio. A gente disse pra Norte Energia que os peixes vão morrer e que não vamos poder pescar, e que depois só ia sobrar o Tucunaré, porque ele é um peixe predador. Aí o engenheiro me disse que isso era uma coisa boa, e perguntou se a gente não achava isso bom”, conta um pescador da Volta Grande, no Rio Xingu. Casas habitadas e abandonadas se misturam ao cenário de ficção científica da construção da primeira barragem de Belo Monte. Em algumas das casas vazias, é possível ver vacas e bois abandonados e cachorros sem o que comer. A primeira das três primeiras ensecadeiras que servirão para a construção da barragem da Usina Hidrelétrica Belo Monte já fechou o rio Xingu. Situada no chamado canal do Arroz Cru, o canteiro de obras foi alvo de protestos no mês de janeiro.
No entorno da Ilha do Pimental, localizada na margem oposta do canal, diversas placas boiando na água advertem às embarcações que já não é mais permitido transitar por lá. E de fato, não há saída: de ponta a ponta, o canal, da margem do Arroz Cru até a ilha, já foi barrada pela primeira ensecadeira da usina. O barramento já alterou o nível do rio no canal. Acima da ensecadeira, a água está cerca de três metros mais alta do que à jusante, dizem os pescadores. “Tá vendo aquele coqueiro? A água nunca chegou nessa altura”, comentou um pescador. “O rio já está bem cheio e ainda é janeiro. E aqui perto do aterro [ensecadeira] tá muito alto. Será que é por isso que lá em Altamira tá cheio daquele jeito?”, questionam entre si. De fato, a “enchente”, como é chamado o período das cheias e do inverno na cidade, está adiantada. “É porque é ano bissexto”, explicam. “E a água represada tá correndo pra lá, pras ilhas, pra terra”, diz o pescador. De fato, a barragem provisória já está inundando trechos florestados de ilha e terra firme. “E como eles vão fazer depois? Tirar a água do rio pra derrubar a mata?”, indagam os pescadores. De acordo com os pescadores, se o trecho do rio em questão ficar permanentemente cheio, é o início do fim da vida na Volta Grande do Xingu. (Fonte: Xingu Vivo)

Belo Monte goela abaixo. Índio que se dane!

Cerca de 200 lideranças indígenas da região do Médio Xingu, cujas aldeias estão na área de influência da hidrelétrica de Belo Monte, participaram no dia 25 de janeiro de uma nova rodada de negociações com o governo e a empresa Norte Energia, sobre ações de mitigação de impactos da usina. Antes da chegada do presidente da FUNAI Márcio Meira, o local da reunião havia sido isolado por agentes de trânsito, pela Força Nacional, Polícia Federal e Polícia Militar. Todos os participantes foram revistados e nenhum índio pôde entrar com arcos, flechas ou bordunas. Para surpresa dos indígenas, o primeiro tema abordado por Eck foi o Projeto de Lei (PL) 1610, que visa regulamentar mineração e hidrelétricas em terras indígenas, mediante autorização do Congresso Nacional e com pagamento de royalties para índios e Funai. Após uma contundente defesa do PL, Eck argumentou que, para discutir compensações financeiras de Belo Monte, “precisa ser definido um valor, um tempo e a forma como ele deve ser pago. E se o dinheiro vai para a aldeia ou se vai para um fundo [da Funai]. Para isso, que é chamado popularmente de royalty, precisa de uma lei”, e sugeriu que este fosse o assunto da reunião.
O desvio da pauta principal acabou irritando o cacique José Carlos Arara, liderança da aldeia Arara da Volta Grande. De acordo com o cacique - cuja aldeia fica logo acima do principal barramento de Belo Monte -, uma das principais preocupações dos arara é que, a partir de novembro, quem vive à jusante da barragem perderá a mobilidade no rio. “A gente não vai conseguir subir o rio pra chegar a Altamira. Nossos barcos não vão conseguir passar por falta de água. Não temos estrada nem pista [de pouso]. Nossa entrada e saída da aldeia é o rio”, afirmou. A poluição da água do rio, que está barrenta em função da construção da primeira barragem provisória no Xingu – a chamada ensecadeira -, também foi denunciada pelos indígenas. “Vocês tão aí bebendo água mineral. A gente tá bebendo água suja do rio, a água podre que vocês deixaram com Belo Monte....Vocês ficam falando de lei, de PBA, de PL, de royalty, e olha a nossa situação, os nossos problemas. Vocês estão enrolando”, adendou Jair Xipaya, e José Carlos Arara Concluiu: “Eu não queria Belo Monte. Isto está vindo goela abaixo da gente”.

Encaminhamentos

Apesar da expectativa de um posicionamento claro sobre as ações de mitigação, o governo e a Norte Energia afirmaram que farão uma apresentação detalhada do PBA (Projeto Básico Ambiental) em cada uma das aldeias afetadas por Belo Monte em fevereiro, para discutir medidas condizentes. Sobre as demais pendências, pouco ficou encaminhado, afirma Rodrigo Kuruaya, da aldeia Cajueiro.“Eu e todas as lideranças não ficamos nem um pouco satisfeitos com essa reunião. Foi mais uma enrolação, não avançou nada em relação à reunião de dezembro. A gente tinha apresentado um monte de problemas acerca das medidas emergenciais que estão em andamento, e de lá pra’ cá nada mudou. Eles falaram que era porque teve recesso de fim de ano, mas isso não adianta para nós”, concluiu. (Fonte: CIMI)