segunda-feira, 5 de agosto de 2013

BERLUSCONI - PIANGI, PIANGI!



Caiu, enfim, a máscara do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi. A Suprema Corte da Itália o condenou definitivamente a 4 anos de cadeia por vários crimes de corrupção. Ontem, aceitou discursar, pela primeira vez após a condenação, perante os seus babões que se concentraram em Roma para apoiá-lo e pedir ao presidente italiano a sua anistia. Algo que o presidente, justamente, se recusa a considerar. Evidentemente, o ex-primeiro ministro se considera uma vítima do Ministério Público e dos ‘juízes vermelhos’ (comunistas) e, agora, um perseguido, também, pela Suprema Corte da Itália. Queira Deus que se faça justiça também com tantos outros filiados e aliados do partido de Berlusconi que continuam alimentando formas de racismos e falcatruas administrativas. Lágrimas de crocodilo  não adiantam!

sábado, 3 de agosto de 2013

' A vida não consiste em acumular bens' (Lc.12, 13-21)

Vivemos numa sociedade que exige que sejamos educados a tirar proveito de tudo e de todos. Que sejamos fiéis discípulos da equação custo-benefício. Que se existe algum tipo de custo/sacrifício na vida que seja para obter, mais adiante, mais lucros e mais vantagens. Que nos convençamos que nós humanos temos no nosso DNA a tendência inata em desejar, possuir, acumular e segurar bens para nós. Que isso, afinal, é natural. Há igrejas que se associam a esse tipo de educação e afirmam em alto e bom som que possuir muitos bens seria até uma bênção de Deus. Um ato explícito da sua benevolência e da sua vontade para com aqueles que lucram e acumulam. Quanto mais um ‘abençoado’ possuí bens mais amado e querido por Deus. Tudo isso, no entanto, não resiste a uma superficial constatação do que vêm ocorrendo com as pessoas que aceitam ser ‘educadas nesse tipo de escola’, ‘a pedagogia da ganância’. Jesus, mesmo não vivendo num sistema eufemisticamente definido capitalismo ‘liberal’ nos mostra no evangelho de hoje que a ganância escraviza. Revela como aquelas pessoas que aceitam de se submeter aos impulsos de ter, do acumular, de consumir acabam perdendo sua liberdade interior. Tornam-se bonecos manipulados pelo poder da sedução de se sentirem únicos donos de algo que, fatalmente, não lhe proporcionará liberdade de ação. 
É incompreensível para Jesus, inclusive, a sóbria e sábia preocupação com o cotidiano. Até nisso Jesus nos alerta para agirmos com mais serenidade, pois o Pai que está nos céus não deixa cair um só fio dos nossos cabelos e alimenta os passarinhos que não plantam e nem semeiam. A atualidade da crítica de Jesus a quantos colocam a ganância como alicerce da sua existência é desconcertante. Num sistema econômico que propaga a idéia de que é a liberdade de vender, de comprar, de trocar, e de acumular que faz o mundo evoluir e desenvolver, e proporciona satisfação plena, constatamos com amargura que é justamente isso que cria sempre mais novas formas de escravidão e de dependência. A muitos filhos e filhas de Deus lhes são negadas as condições mínimas para viver com dignidade. E aos seus carrascos, sonegadores de vida, vítimas e escravos de sua sede insaciável e doentia de acumular bens para se exibirem, só lhes cabe ostentar, pateticamente, tão somente o seu vazio interior. Só lhes resta como ‘celeiro moral’ o não sentido da sua vida. Acumularam para dominar e serem felizes, e colhem infelicidade e amargura.  

Mutirão carcerário poderá solucionar parcialmente superlotação nos 'calabouços' do Maranhão!

O juiz José Roberto de Paula, da Vara das Execuções Penas e o promotor de justiça Pedro Lino da Silva Curvelo, desmascararam para a população, toda a verdade do Sistema Carcerário de São Luís. Informações fabricadas pela Secretaria de Comunicação do Estado e os sofismas alardeados através da mídia por gestores da Sejap, foram totalmente desmascarados pela justiça e o ministério público.  Nenhum rastro de ressocialização foi encontrado, muito pelo contrário, o desrespeito a  dignidade e aos direitos humanos se constituem na realidade das unidades prisionais da capital. Os discursos com expressões recheadas de vaidades megalomaníacas se perderam tal qual o vento e a frustração com a verdade vindo a tona, talvez possa  mudar totalmente a administração e até mesmo o comportamento dos gestores, caso estejam dispostos a descer do pedestal e  efetivamente com humildade e respeito possam  trabalhar dentro de uma administração moderna e participativa.
Com a constatação pelo Tribunal de Justiça de que três mil presos aguardam julgamento em todo o Maranhão e a terrível superlotação que originam fugas e assassinatos e a necessidade urgente de uma solução para a problemática, bem que poderiam ser feitas gestões junto ao Conselho Nacional de Justiça para a realização de um  mutirão carcerário em nosso Estado, como recentemente o CNJ anunciou para o Amazonas. O Ministério Público deve pedir ao judiciário a instauração de procedimentos contra o Governo do Maranhão, que inclusive vem postergando Termos de Ajustes de Condutas. O mais grave em tudo isso é que o Sistema Penitenciário do Maranhão recebe muitos recursos federais e a sua aplicação não é bem transparente. Mensalmente são milhões de reais destinados exclusivamente  para serviços  terceirizados, principalmente na utilização de pessoas totalmente despreparadas e sem um mínimo de qualificação para o exercício de atividade específica de agente penitenciário. (Fonte: Blog do Aldir Dantas)

Práticas extorsivas dos bancos 'brasileiros' rendem lucros vergonhosos. 'Manifestações' neles!

De acordo com um levantamento feito pelo UOL com dados do Banco Mundial, os ganhos do maior banco privado brasileiro apenas no primeiro semestre (cerca de US$ 3,11 bi) são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de Aruba, Cabo Verde e Butão, por exemplo. Os 33 países mais pobres do mundo ficam principalmente na África, Oceania, Ásia e América Central. O ranking do Banco Mundial compara a economia de 190 países. Em 2012, a economia brasileira foi considerada a sétima maior do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Reino Unido.O segundo maior banco privado brasileiro, o Bradesco, teve lucro líquido de R$ 5,86 bilhões no primeiro semestre, no maior ganho de sua história. Esse resultado é maior do que a economia de 30 países, segundo dados do Banco Mundial. O Santander, por sua vez, registrou no primeiro semestre lucro de R$ 2,929 bilhões (cerca de US$ 1,29 bilhão) apenas no Brasil. Esse resultado é maior do que o PIB de 21 países, também segundo informações do Banco Mundial. Os juros cobrados pelos bancos brasileiros são um dos fatores que fazem os lucros serem cada vez maiores. Segundo um levantamento do blog Achados Econômicos, o Itaú, apesar de ser só o 39º maior banco do mundo no ranking geral da revista britânica "The Banker", é o 13º quando o assunto é cobrança de juros. O conglomerado financeiro recebeu US$ 27,687 bilhões com empréstimos no ano passado. Os três maiores bancos do país (Itaú, Banco do Brasil e Bradesco) ganharam, juntos, US$ 72 bilhões com juros em 2012. (Fonte: IHU)
Comentário do blogueiroocorreu-me que as manifestações de rua, com raras exceções, criticaram as práticas de extorsão dos bancos ‘brasileiros’...menos ainda tentaram invadir e saquear alguns deles! 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Maranhão, campeão às avessas - Atlas do desenvolvimento humano das Nações Unidas diz que Maranhão tem a pior renda média 'per capita' do Brasil.

O estado do Maranhão tem a pior renda per capita média do Brasil, no valor de R$ 360,43. É o que aponta o Atlas do Desenvolvimento Humano 2013, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesses dias. Sete dos dez municípios com os mais baixos resultados no levantamento da renda média são do estado, inclusive os três piores. Marajá do Sena, o “lanterna” do país, tem renda média por habitante de R$ 96,25. Já em Fernando Falcão, penúltimo do ranking, o valor é de R$ 106,99, e em Belágua, antepenúltimo, R$ 110,65. As outras sete cidades brasileiras com as piores rendas médias do país são: Amajari (RR), com R$ 121,32; Santo Antônio do Içá (AM; R$ 122,21); Uiramutã (RR; R$ 123,16); Serrano (MA; R$ 123,44); Humberto de Campos (MA: R$ 125,91); Jenipapo dos Vieiras (MA; R$ 127,24); e Santana (MA; R$ 127,77). Na elaboração do Atlas, a pesquisa avaliou outros diversos quesitos envolvendo renda, saúde e educação. Em todos o Maranhão figura entre os últimos colocados. O estado tem o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com 0, 639, na frente apenas de Alagoas, com 0,631. No ranking de municípios menos desenvolvidos, o Maranhão também aparece em segundo lugar com Fernando Falcão, que obteve 0,443, número semelhante ao IDH dos países mais pobres da África, como Angola e Benin. Entre os 50 menos desenvolvidos, estão outros cinco municípios maranhenses: Marajá do Sena (0,452), Jenipapo dos Vieiras (0,490), Satubinha (0,493), Água Doce do Maranhão (0,500) e Lagoa Grande do Maranhão (0,502). O Maranhão apresentou melhora do IDH dos municípios em relação a 1991 e 2000, quando era o menos desenvolvido do Brasil, com 0, 639 e 0,531, respectivamente. O percentual da população de 18 anos ou mais com fundamental completo também subiu uma posição. Em 2000, era o 3º pior (26,49). A expectativa de vida permaneceu como a segunda mais baixa. Em 2000, era de 63,92, na frente apenas de Alagoas também. Já em 1991, era a pior do Brasil (58,4). Quanto à renda per capita média, o estado também manteve o último lugar em que havia ficado nos outros levantamentos. (Fonte: TG1)

AS 10 PIORES CLASSIFICAÇÕES DO PAÍS EM RENDA PER CAPITA
Marajá do Sena (MA): R$ 96,25
Fernando Falcão (MA): R$ 106,99
Belágua (MA): R$ 110,65
Amajari (RR): com R$ 121,32
Santo Antônio do Içá (AM): R$ 122,21
Uiramutã (RR): R$ 123,16
Serrano (MA): (R$ 123,44)
Humberto de Campos (MA): R$ 125,91
Jenipapo dos Vieiras (MA): R$ 127,24
Santana (MA): R$ 127,77

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mais de 800 indígenas na audiência pública sobre os descalabros da saúde indígena no Maranhão



Tudo estava pronto para a realização da audiência pública em São Luis, para tratar das graves denúncias de descaso, clientelismo, omissão e improbidade administrativa na gestão da saúde indígena no Maranhão. Ontem, o coordenador nacional da Secretaria da Saúde Indígena, Antônio Alves, comunicou que não iria participar alegando ‘falta de segurança’. Decisão inconcebível que só pode ser entendida como uma forma de ludibriar a consistência das denúncias já feitas, e que serviu somente para reconhecer indiretamente sua própria responsabilidade nesse setor. Mesmo assim, hoje, cerca de 800 indígenas do Maranhão se concentraram no auditório da OAB/MA, e na presença do Procurador da República Alexandre Soares, do coordenador dos Direitos Humanos da OAB/MA, do defensor público federal e outros colaboradores expuseram, mais uma vez, o que vem ocorrendo nesse Estado. Todas as nove etnias estavam representadas. Uma participação maciça que vem a demonstrar o quanto é urgente uma solução nesse setor nevrálgico da vida e do futuro dos povos indígenas no Maranhão. As denúncias expostas publicamente, não alteraram substancialmente o quadro informativo que a Procuradoria e outros órgãos da União possuem a esse respeito. 
Foi interessante observar, no entanto, que os presentes denunciaram não somente as mazelas que se escondem na administração local e nacional da saúde indígena, mas também as próprias. As disputas internas, as alianças espúrias de grupos de famílias indígenas para obter vantagens, e tirar proveito das péssimas condições de saúde desses povos, foram colocadas de forma clara e contundente. O quadro geral que emergiu confirmou o que vem sendo exposto publicamente desde 2011: falta de remédios básicos, desvio de remédios, péssimo atendimento nos pólos-base, falta de respeito com as especificidades culturais no atendimento, falta de transporte para levar os doentes aos hospitais próximos, casos de mortes como conseqüência da negligência e da omissão dos órgãos e pessoas responsáveis. Foi pedida, enfim, explicitamente, a saída do atual responsável regional da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI). Duas lições parecem emergir desse evento. A primeira: O Ministério Público federal terá que ir até as últimas conseqüências quanto ao que foi denunciado, investigando e processando eventuais responsáveis. Isso deve ser feito de forma rápida, eficaz e indiscriminada. A segunda: os indígenas deverão continuar a pressionar e a construir ao mesmo tempo formas próprias para melhorar o atendimento à saúde, propondo, denunciando, realizando de forma coerente o que lhes cabe. 

O papa se foi, vamos falar de 'juventudes'?

Até poucos dias antes da chegada do papa Francisco ao Brasil a pauta de juventude não era bucólica e carregada de mensagens de paz e esperança. Pelo contrário, era alto o brado pela redução da maioridade penal e fortes os ataques ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que garante direitos a uma das pontas frágeis da sociedade. Para a mídia, em geral as crianças e jovens são vistos sob duas óticas: como consumidores ou como infratores. Não há uma reflexão nos meios de imprensa sobre o papel dos jovens na sociedade enquanto atores capazes de oferecer a energia que alimenta as utopias ou pessoas com grande capacidade para inovar e propor caminhos, alternativas e novas tecnologias. A abordagem da imprensa dos fatos de uma sociedade não é feita pela ótica da normalidade, daquilo que é a rotina do cotidiano, mas da exceção. Ou seja, quando um adolescente comete um crime bárbaro aquilo é martelado à exaustão nos canais de TV e jornais, principalmente porque a anomalia é notícia e, portanto, vende mais, atrai mais público. A repetição da anomalia cria na sociedade uma falsa sensação de que aquilo é corriqueiro, que os crimes cometidos por jovens são a maioria e que eles precisam se punidos. 
Por outro lado, o tratamento desqualificado e muitas vezes brutal recebido por jovens encarcerados em instituições que deveriam garantir seus direitos à educação, saúde, moradia e outros é fato corriqueiro, portanto, deixa de ser notícia. Não é abordado pela mídia, a não ser em casos de rebelião, quando novamente a exceção rompe a barreira da rotina e exige seu espaço nas manchetes. O debate sobre a maioridade penal deveria ser mais abrangente, envolvendo uma discussão ampla sobre as políticas voltadas para a juventude em todo o Brasil, nas questões de educação, saúde e moradia, mas principalmente em relação ao acesso dos jovens a oportunidades, principalmente de trabalho. Há ritos de passagem que não estão acontecendo, a sociedade não oferece as necessárias oportunidades para que os jovens ascendam ao mundo adulto com dignidade. As políticas de inclusão de jovens devem ter maior abrangência e ir fundo na oferta de serviços que ajudem a mitigar carências materiais e de acesso às oportunidades. Debater a maioridade penal é importante, porque a sociedade precisa entender o porquê das garantias que o ECA dá aos jovens. Os jovens de 18 a 24 anos são o maior grupo por faixa etária da população carcerária de pouco mais de meio milhão de presos no Brasil. Eles representam 30% do total de detentos, enquanto os jovens de 25 a 29 anos somam 26% dos presos no Brasil. Ou seja, mais da metade da população carcerária do país já é composta por jovens. Agora que o papa Francisco se foi e que a Jornada da Juventude chegou ao fim, é uma boa hora para retomar o debate sobre como a sociedade brasileira trata seus jovens. Educação, saúde, habitação, oportunidades.(Fonte:Carta Capital - reelaborado pelo blogueiro)