quinta-feira, 6 de março de 2014

Piquiá de Baixo - População de Piquiá de Baixo exige cumprimento do TAC...mas eles não são sérios, estão brincando com o povo!

  “A comunidade está dialogando há anos com as instituições e as empresas. Não recebendo respostas, volta a cobrar seus direitos de forma civil e não violenta, num ato público de denúncia do descaso de quem pode e deve contribuir, mas até agora não quis”, afirmam os integrantes da Associação Comunitária do bairro, que ainda esperam um posicionamento também do Governo do Estado e da Vale S.A. a respeito da complementação do dinheiro para construção do novo bairro. Nessa quinta-feira (06), mais de 100 pessoas estão bloqueando por tempo indeterminado o acesso a duas empresas siderúrgicas no distrito industrial de Piquiá de Baixo (Açailândia-MA), um dos bairros mais poluídos do País. Piquiá de Baixo está situado em meio a quatro indústrias de ferro-gusa: Viena Siderúrgica S/A, Queiroz Galvão Siderurgia, Gusa Nordeste S/A e Ferro Gusa do Maranhão Ltda. – Fergumar. Com aproximadamente 1.100 residentes, o bairro que é cortado pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) ainda sofre os impactos de um entreposto de minério da empresa multinacional Vale S.A. Tudo isso fez de Piquiá um “buraco de poluição” e violações do direito à saúde, à moradia e à vida. Mais de 90% da população de Piquiá querem um novo local de moradia, longe da poluição. Os moradores conseguiram um terreno para o reassentamento e participaram da elaboração do projeto urbanístico-habitacional do novo bairro.  Além disso, tem se efetivado várias negociações entre a Associação de Moradores, o Ministério Público Estadual, o Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Estado do Maranhão (SIFEMA), a Prefeitura Municipal de Açailândia, o Governo do estado do Maranhão, dentre outras instituições. 

Em maio de 2011, a Prefeitura de Açailândia, o SIFEMA, o Ministério Público e a Associação de Moradores de Piquiá assinaram um Termo de Compromisso de Conduta (TCC) que detalhou ações e responsabilidades em vista do reassentamento. Entre outros acordos já cumpridos, o termo estabelece que as empresas siderúrgicas efetuem o pagamento total da indenização do terreno destinado à construção do bairro, uma vez que houver a sentença definitiva de desapropriação do mesmo. Segundo a Associação de Moradores, a sentença foi proferida em dezembro de 2013, mas até hoje o SIFEMA, interpelado de várias formas e notificado oficialmente no mês passado, não manifestou interesse em cumprir com o acordo. Outra reivindicação urgente dos moradores é a respeito da aprovação do projeto urbanístico-habitacional do novo bairro por parte da Prefeitura de Açailândia. Desde maio do ano passado a Prefeitura está sendo solicitada a analisar o projeto. O prazo que a própria administração municipal indicou ao Ministério Público Estadual venceu no último dia 17 de fevereiro.

Rede Justiça nos Trilhos 


quarta-feira, 5 de março de 2014

Entrevista a Francisco

O senhor, Santo Padre, de vez em quando, telefona para quem lhe pede ajuda. E às vezes não acreditam no senhor. Sim, isso aconteceu. Quando alguém telefona, é porque tem vontade de falar, uma pergunta a fazer, um conselho a pedir. E para mim continua sendo um hábito. Um serviço. Eu sinto isso dentro de mim. Certamente, agora não é tão fácil fazer isso, dada a quantidade de pessoas que me escrevem.

E há um contato, um encontro que recorda com afeto particular? Uma senhora viúva, de 80 anos, que havia perdido o filho. Ela me escreveu. E agora eu lhe dou uma telefonadinha a cada mês. Ela está feliz. Eu sou padre. Eu gosto.

As relações com o seu antecessor. Nunca pediu algum conselho a Bento XVI? Sim. O Papa Emérito não é uma estátua em um museu. É uma instituição. Não estávamos acostumados. Ele é discreto, humilde, não quer perturbar. Falamos a respeito e decidimos juntos que seria melhor que ele visse pessoas, saísse e participasse da vida da Igreja. Alguns gostariam que ele se retirasse para uma abadia beneditina longe do Vaticano. Eu pensei nos avós que, com a sua sabedoria, os seus conselhos, dão força à família e não merecem acabar em uma casa de repouso.

O seu modo de governar a Igreja pareceu-nos isto: o senhor ouve todos e decide sozinho. Um pouco como o geral dos jesuítas. O papa é um homem sozinho? Sim e não. Eu entendo o que você quer me dizer. O papa não está sozinho no seu trabalho, porque está acompanhado e é aconselhado por muitos. E seria um homem sozinho se decidisse sem ouvir ou fingindo ouvir. Mas há um momento, quando se trata de decidir, de colocar uma assinatura, em que ele está sozinho apenas o seu senso de responsabilidade.

O senhor disse que a franciscomania não vai durar muito tempo. Há algo na sua imagem pública que não lhe agrada? Eu gosto de estar entre as pessoas, junto com quem sofre, ir às paróquias. Não me agradam as interpretações ideológicas, uma certa mitologia do Papa Francisco. Quando se diz, por exemplo, que ele sai de noite do Vaticano para ir dar de comer aos sem-teto na Via Ottaviano. Isso nunca me veio à mente. Sigmund Freud dizia, se não me engano, que em toda idealização há uma agressão. Retratar o papa como uma espécie de super-homem, uma espécie de estrela, parece-me ofensivo. O papa é um homem que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos, como todos. Uma pessoa normal.

Santo Padre, o senhor diz "os pobres nos evangelizam". A atenção à pobreza, a marca mais forte da sua mensagem pastoral, é confundida por alguns observadores como uma profissão de pauperismo. O Evangelho não condena o bem-estar. E Zaqueu era rico e caridoso.O Evangelho condena o culto ao bem-estar.O pauperismo é uma das interpretações críticas. Na Idade Média, havia muitas correntes pauperistas. São Francisco teve a genialidade de colocar o tema da pobreza no caminho evangélico. Jesus diz que não se pode servir a dois senhores, Deus e a Riqueza. E, quando formos julgados no juízo final (Mateus 25), vai importar a nossa proximidade com a pobreza. A pobreza afasta da idolatria, abre as portas para a Providência. Zaqueu devolve metade da sua riqueza aos pobres. E a quem têm os celeiros cheios do próprio egoísmo, o Senhor, no fim, apresenta a conta. O que eu penso da pobreza eu bem expressei na Evangelii gaudium.(Fonte: IHU)


Awá-Guajá - A desintrusão é para valer ou voltarão os madeireiros na terra indígena Awá?

Tratores desfazem construções, cercas e estradas. Após uma intensa campanha internacional, tudo o que foi erguido ilegalmente por madeireiros e fazendeiros está sendo removido das terras pertencentes aos índios da etnia Awá-Guajá, no interior do Maranhão. As tropas da Força Nacional acompanham as ações de despejo que devem ser cumpridas até o dia 9 de março. Na última segunda-feira 24, expirou o prazo de 40 dias dado pela Justiça Federal para que os invasores da reserva homologada em 2005 deixassem o local de forma voluntária. O território dos Awá fica entre os municípios de Centro Novo Maranhão, Governador Newton Bello, São João do Caru e Zé Doca, no noroeste do estado. Apesar de o direito dos 400 índios da etnia a essas terras ser reconhecido desde 1961, eles sofrem ameaças. O principal motivo é a construção da Estrada de Ferro Carajás, que abriu caminho para a chegada de madeireiros ilegais e outros invasores na década de 1980. A operação realizada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) encontra a resistência de trabalhadores rurais, mas não houve confrontos violentos. O dono de uma propriedade destruiu uma ponte que dava acesso ao terreno e uma moradora que tentou agredir servidores públicos foi detida. De acordo com o Incra, 224 das 427 famílias que viviam no território dos Awá serão assentadas em terras da reforma agrária nos municípios de Parnarama e Coroatá e terão acesso ao Programa Minha Casa Minha Vida Rural. “Entidades alegam que a fiscalização feita pela base de proteção etnoambiental não é suficiente para conter as invasões. Outra preocupação é com o reflorestamento das reservas. Com um terço da área foi devastada pelos posseiros, o território dos índios Awá terá de passar por um processo de recuperação ambiental. "Serão levantados os impactos e definidas ações prioritárias de reflorestamento e recuperação de nascentes. O trabalho começa em abril", prevê Travassos. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, entre 2000 e 2009, a invasão de posseiros provocou o desmatamento de 30% da área florestal, o equivalente a 36 mil hectares. (Fonte: Carta Capital)

terça-feira, 4 de março de 2014

VALE - O minério que não desenvolve o território da ferrovia. À população local só o cheiro...do pó de ferro!

A Ferrovia Carajás, considerada a mais eficiente do Brasil, três décadas depois de sua construção, o corredor de Carajás, por onde passa um terço do minério de ferro exportado pelo Brasil, continua sendo provedor de mão de obra barata para regiões mais prósperas e grandes projetos amazônicos, segundo a IPS constatou ao percorrer a área. O Maranhão, por onde passam dois terços dos 892 quilômetros da Ferrovia Carajás, continua enviando trabalhadores para muitas regiões do país, em geral para tarefas temporárias ou precárias, como mineração de ouro artesanal na Amazônia ou corte de cana-de-açúcar. Também é a principal origem das vítimas da escravidão moderna, especialmente na pecuária e no carvão vegetal. Seu Índice de Desenvolvimento Humano está em penúltimo lugar entre os 27 Estados brasileiros, e sua renda por pessoa está em último. A Ferrovia Carajás e sua empresa concessionária, a transnacional brasileira da mineração Vale, terão uma nova oportunidade para ajudar o desenvolvimento local. Está em andamento a duplicação de seu traçado, até agora de via única, e da extração na Serra de Carajás, no Pará. Um novo projeto de lei sobre mineração, que será aprovado este ano, forçará a que uma pequena parte dos lucros da Vale beneficie os municípios que sofrem os impactos diretos de sua atividade. A empresa fez um diagnóstico de interesses econômicos locais, com o desenho de “projetos para cada microrregião ao longo da ferrovia”, informou o diretor de Operações Logísticas da Vale, Zenaldo Oliveira. Em uma comunidade pode-se adequar uma fábrica de farinha de mandioca, e em outra, fruticultura e sucos, citou como exemplo. A Vale, fundada pelo Estado em 1942 e privatizada em 1997, só apoia iniciativas em educação, saúde e geração de renda, detalhou Oliveira, pois é onde estão as maiores carências que travam o desenvolvimento local. Apoiar os empreendedores, melhorar escolas e capacitar milhares de operários são algumas das ações sociais e ambientais da Vale e de sua Fundação. 

As mentiras do desenvolvimento local - 

No entanto, “são projetos pontuais, que não incentivam o desenvolvimento efetivo do território”, ressaltou George Pereira, secretário-executivo da Associação Comunitária Itaqui-Bacanga, cuja fundação e sede, também “produtos de investimentos sociais da Vale”, servem aos 58 bairros em torno do porto Ponta da Madeira. Além disso, estão longe de compensar os danos à população do corredor de Carajás, segundo a Justiça nos Trilhos, campanha de movimentos sociais e religiosos que defende direitos das populações afetadas pela ferrovia. Em 2012, suas denúncias e as da Articulação Internacional dos Afetados pela Vale conseguiram atribuir à empresa o prêmio Olho Público, criado por organizações internacionais como Greenpeace para apontar as transnacionais que mais violam os direitos humanos e as normas ambientais, segundo milhares de votantes. Acidentes fatais, contaminação com pó dos minerais e rachaduras nas casas próximas à via são alguns desses impactos. A ferrovia paga seus próprios pecados e os de sua parceira perfeita, a mineração de ferro. Também faz parte do Programa Grande Carajás, um conjunto de empresas de mineração, aço, alumínio, celulose, pecuária e hidroeletricidade com que o governo pretendeu desenvolver a Amazônia oriental nos anos 1980. Esse programa deixou desmatamento acelerado, contaminação letal onde se concentrou a indústria do ferro gusa, trabalho escravo e outras violências, enquanto o desenvolvimento humano pouco avançou, segundo as estatísticas. (Fonte: Mário Osava)

segunda-feira, 3 de março de 2014

A guerra civil no Sudão do Sul continua a ceifar milhares de pessoas. Comboniano maranhense relata.

O maranhense padre Raimundo Rocha, missionário comboniano que trabalha no Sudão do Sul, envia mais notícias sobre a situação da guerra civil que atinge o país. ‘Já são dois meses e meio desde que os conflitos começaram em Juba. Faz um mês desde que tivemos que deixar a nossa missão em Leer e fugir para o mato e pântanos com o povo. Agora me encontro bem com meus colegas em Juba, mas o povo continua no mato sem comida, muitos doentes e com medo.Não é surpresa a falta de notícias nos meios de comunicação. Aqui em Juba a situação está tranquila. No começo apareceram algumas reportagens, muito mais sobre Juba, por causa da presença dos diplomatas e jornalistas na cidade. A guerra mudou-se para os três estados de Unity, Jongley e Upper Nile e se concentra lá. No momento lá não tem comunicação, por isso não se sabe bem o que está acontecendo. Essa é a região rica em petróleo e não é por acidente que a guerra continua lá. Também é a terra do povo Nuer e do vice-presidente deposto. Não se pode esquecer que é uma guerra civil política, uma briga por poder movida por interesses e gananciosos indivíduos ou grupos, mas com um contorno étnico muito acentuado. São milhares de mortos, difícil saber ao certo, a maioria civis inocentes e quase um milhão de desabrigados. Os campos da ONU estão superlotados de gente da comunidade e etnia Nuer. Há muito mais gente escondida no mato. Isso posso dizer muito bem porque ficamos na mesma situação por dezoito dias e sei bem o que o povo está vivendo nesse momento. As destruições, saques e assassínios de forma cruel são verdadeiros horrores. Apesar disso e da pressão da comunidade internacional e muitas orações, os dois líderes, governo e oposição, não escutam os clamores do povo. As negociações de paz não avançam. Há uma necessidade urgente de conversão de mente e coração dos líderes desta jovem nação. É difícil enxergar o fim de tudo isso. A situação é pior em Malakal. Todo mundo teve que fugir e as igrejas não foram respeitadas. O ‘White Army’ (exército branco) formado por jovens Nuers é impiedoso. São jovens recrutados para a guerra e profundamente manipulados. Não temem matar ou morrer. Vê-se que precisa de muita oração para mudar essa realidade. Sempre que puder lhes mandarei mais notícias. Continuem rezando por nós e nossos povos'.

Pe. Raimundo Rocha, pároco de Leer, em Juba

domingo, 2 de março de 2014

VII domingo comum - Uma antropologia do dinheiro como absoluto existencial! (Mt.6, 24-34)

Quem de nós, em época de eleições políticas, já não ouviu expressões do tipo ‘melhor votar num rico do que em um pobre, pois o rico já tem o dele, e não precisa roubar...Já o ‘pobre’ vai querer meter a mão, pois ele não tem...e vai roubar’. Nada de mais equivocado. O ‘rico’, embora não qualquer rico, dificilmente se tornou rico de forma honesta. e chegou aonde chegou cultuando o que ele considera o bem mais precioso da sua vida, o dinheiro. E dele se tornou um escravo e um devoto submisso. Nem com dinheiro suficiente para viver no luxo a vida inteira vai detê-lo de querer obter sempre mais dinheiro. A sua procura virou doença, dependência, e mesmo com as reservas abarrotadas ele tentará arrancar mais e mais dinheiro de quem quer que seja. Mais do que isso. Se um rico deixa de possuir aqueles bens que inicialmente tinha, sentirá a mesma crise de ‘abstinência’ que um dependente químico sente, e fará de tudo para procurar o necessário para sentir as mesmas emoções e poder que sentia no auge da sua ‘embriaguez’. O assim chamado ‘pobre’ também ele não está livre de sentir a mesma atração por dinheiro, e mergulhar nas mesmas formas de dependência. Afinal, a sensação de potência que o dinheiro elevado a senhor absoluto da nossa vida proporciona é algo que afeta a todos. Jesus sabia disso, e é aos pobres que ele se dirige, pois estes, embora sintam a mesma atração e sedução, ainda possuem a chance para não entrar na mesma lógica dos já dependentes do dinheiro, . Reconhecer a supremacia de Deus, e o da  misericórdia e da justiça, e não do dinheiro, significa acreditar que Ele nunca nos abandonará, nunca nos deixará entregues ao 'nosso destino'. O dinheiro, ao contrário, por ser 'coisa' movida a interesse e conveniência, nos abandona e nos faz sentir ‘coisas’ e não gente, livre e autônoma. Deus, ao contrário, no seu modo de nos governar vai permitir que compreendamos que Ele está sempre conosco, como uma mãe solícita que entende e atende as nossas reais necessidades, sem nos deixar faltar do que precisamos para viver como verdadeiros filhos adoradores do único Deus que não escraviza e não domina. Mais uma vez Mateus nos diz que os que encaram as leis e as normas cultuais como meios absolutos para encontrar Deus são os mais expostos a tornar absolutas as coisas. Não acreditam que é Deus que se deixa encontrar e conhecer de forma gratuita e livre, mas são os humanos através da sua suposta obediência e subserviência cega. Afinal, quem coloca o dinheiro em primeiro lugar quer dizer para si mesmo e para os outros que ele mesmo pode ser ‘deus’, e que pode viver sem o verdadeiro ‘Deus’.  A sua queda será grande! 

sábado, 1 de março de 2014

Indígenas - 'Quem não prestam são vocês...deputados racistas!'

Um grupo de representantes indígenas protocolou nessa quinta-feira na Procuradoria Geral da República representação contra os deputados federais Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Alceu Moreira (PMDB-RS). Os índios querem que os dois sejam investigados e denunciados pelos crimes de incitação à violência, racismo e injúria qualificada. Com o pedido de representação foram entregues dois vídeos, nos quais os deputados aparecem fazendo declarações sobre a questão da demarcação de terras indígenas. Num deles, gravado durante uma audiência pública ocorrida em novembro do ano passado, no município gaúcho de Vicente Dutra, o deputado Heinz, ao criticar a atuação do ministro Gilberto Carvalho à frente da Secretaria Geral da Presidência da República afirma: “Ali, estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo o que não presta, ali estão aninhados…” Na mesma audiência, o deputado Moreira, ao falar sobre o avanço dos processos de demarcações de terras indígenas, diz aos produtores rurais presentes: “Se fardem de guerreiros e não deixem um vigarista destes dar um passo na sua propriedade. Nenhum. Usem todo o tipo de rede, todo mundo tem telefone, liguem um para o outro imediatamente, reúnam multidões e expulsem do jeito que for necessário. Até porque, quando expulsar não vão expulsar índio daqui, vão expulsar índios que foram orientados de fora para cá”.(Fonte: IHU)