quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Desbaratada gangue que invadia terras indígenas no Mato Grosso

Na manhã desta quinta-feira (07/08), a Polícia Federal dá cumprimento a cinco mandados de prisão, oito mandados de condução coercitiva e 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal, contra a organização criminosa envolvida com a invasão da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso.As medidas estão sendo cumpridas em nove municípios, nos estados de Mato Grosso, Goiás e São Paulo, nas cidades de Alto Boa Vista (MT), São Felix do Araguaia (MT), Confresa (MT) Querência (MT), Cana Brava do Norte (MT), Água Boa (MT), Rondonópolis (MT), Goiânia (GO) e Cedral (SP).~Segundo investigação conduzida pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, a organização criminosa atuava de modo a impedir que a etnia Xavante usufruísse da Terra Indígena Marãiwatsédé, definitivamente delimitada, demarcada e homologada desde 1998.Mesmo com confirmação, pelo Supremo Tribunal Federal, da ordem judicial para retirada dos não índios do interior da terra indígena Xavante, a quadrilha aliciava pessoas para invadirem novamente a área, dificultando o trabalho da FUNAI, Polícia Federal e Força Nacional.A retirada de todos os não índios de Marãiawtsédé iniciou-se em dezembro de 2012, prolongando-se até o março de 2014. Centenas de policiais e servidores da FUNAI de todo o Brasil estavam mobilizados para fazer frente às constantes reinvasões da terra indígena.(Fonte: MPF)

O produto interno bruto (PIB) por si só não revela a qualidade do seu uso, diz professor da PUC

“Quando você tem apenas cinco grandes bancos, você não tem mercado, tem acordos”, disse o professor Ladislau Dowbor (foto), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na noite dessa terça feira (5), no programa Espaço Público, da TV Brasil. Segundo Dowbor, que se formou em economia na Suíça e presta consultoria para a Organização das Nações Unidas(ONU), o sistema financeiro não gera riquezas porque não fomenta a produção, já que seu ganho principal vem dos juros. Nesse sentido, o Brasil é um pais que oferece ganhos excepcionais graças ao mecanismo da Selic, a taxa básica de juros. Ele lembrou que no governo Fernando Henrique Cardoso o Brasil chegou a pagar 47% ao ano de juros pelos seus títulos. “Se você considera que o banco usa o dinheiro de terceiros que nele depositam suas economias em troca de uma remuneração de 8% ao ano, percebe o tamanho do rendimento que o banco tem, apenas usando o dinheiro que não é dele”. O professor lembrou que os juros do cartão de crédito no Brasil chegam a 260% ao ano, enquanto nos Estados Unidos estão em 17% e já são considerados altíssimos. 
“O banco não é uma coisa ruim, porque promove o investimento. Na Alemanha, por exemplo, 60% da poupança estão em pequenos bancos municipais. Mas aqui no Brasil, o retorno dos bancos é pelo sistema Selic. Porque o governo retira dos impostos para remunerar os bancos”. Perguntado sobre o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), Ladislau Dowbor respondeu que  o que faz a economia crescer é o bom  gasto do dinheiro e que, nesse sentido, as politicas públicas implantadas na última década foram fundamentais para manter o desenvolvimento do país, apesar do PIB pequeno. O tamanho do PIB, disse ele, só revela o montante do dinheiro usado e não a qualidade desse uso. E citou como exemplo o dinheiro gasto pelos Estados Unidos para recuperar a região do Golfo do México, afetada pelo vazamento de petróleo, que aumentou o PIB americano naquele ano. Em contrapartida, destacou que a Pastoral da Criança investe apenas R$ 2 por criança para combater a desnutrição infantil e isso não contribui para aumentar o PIB. (Fonte: IHU)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Blá, blá, blá e perguntas sérias em época de campanha eleitoral.....

A esta altura de campanha, um desfile de perguntas se levanta com toda força: até que ponto os candidatos estão sintonizados com tantas iniciativas populares que debatem os problemas do dia a dia e exigem participação na formulação de programas políticos? Até onde e como estão dispostos a tomar a sério esses debates, integrando-os em seus programas políticos? A temática de suas campanhas eleitorais – cada vez mais dispendiosas pelo marketing apelativo – converge ou não para as mesmas águas de semelhantes debates e propostas populares? E se, por parte deles, há de fato interesse em acompanhar as discussões em curso, quantos e quais o fazem de forma efetivamente comprometida? Além das costumeiras e batidas promessas, dá para esperar algo de novo? Eis as interrogações, dúvidas e inquietudes que não querem calar! E o desfile de perguntas poderia continuar. Parece haver um hiato, um abismo às vezes crescente intransponível, entre aquilo que ocupa e preocupa a mente, o coração e as mãos dos trabalhadores e trabalhadoras, por um lado, e, por outro aquilo que se aprova ou desaprova nos altos escalões da administração pública. Disso decorre, naturalmente, uma outra questão: em que medida essas preocupações da planície alcançam as alturas do Planalto Central; em que medida os dramas vividos por quem habita a base da pirâmide social chegam aos habitantes do topo; ou ainda, em que medida o cotidiano dos simples mortais passam pelos corredores, salas, escritórios e auditórios dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo? Os pilotos da nave chamada Brasil conhecem de verdade os problemas de seus passageiros ou mais parecem extra-terrestres? Perguntas, perguntas, perguntas… para trazer à tona tanto na Semana da Pátria quanto no processo eleitoral já em curso e em pleno vapor! (Fonte: ADITAL)

Oração para os candidatos

"Senhor, viemos diante de Ti neste dia, para Te pedir  perdão e para pedir a tua direção.
Sabemos que a tua Palavra disse: Maldição àqueles que  chamam  bem ao que está mal, e é exatamente o que temos feito.
Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado os nossos valores.
Temos explorado o pobre e temos chamado a isso sorte.
Temos recompensado a preguiça e a batizamos de Ajuda Social.
Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temos chamado de livre escolha.
Temos abatido os nossos encarcerados e dissemos que isso é  justiça.
Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e dissemos que isso é desenvolver a sua auto-estima.
Temos abusado do poder e temos chamado a isso de Política.
Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temos chamado de "ter ambição".
Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com  muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado "liberdade de expressão".
Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto chamamos de "obsoleto e passado".
Oh Deu!, olha no profundo dos nossos corações; purifíca-nos e livra-nos dos nossos  pecados.
    Amém

Esta foi a oração que o reverendo Joe Wright fez por ocasião da abertura do senado no Estado do Kansas (EUA).  A reação foi imediata. Um Parlamentar abandonou a sala durante a oração. Três outros criticaram a oração do Padre classificando a oração como “uma mensagem de intolerância”. Esta Igreja recebe agora petições do mundo inteiro, da Índia, África, Ásia, para que o pároco Wright ore por eles. Nós pedimos a mesma coisa nessa campanha!
(Fonte: Blog de Marco Passerini)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Índios isolados do Brasil e Peru são forçados ao contato por narcotraficantes e grandes projetos

Um grupo indígena de etnia ainda não identificada estabeleceu em junho o primeiro contato com funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) e com índios Ashaninka, na Aldeia Simpatia, da Terra Indígena Kampa e Isolados do Alto Envira, na fronteira do Acre com o Peru. O grupo, que recebeu destaque da revista Science, pode ser apenas um de vários outros da região que devem sair da “condição de anonimato” nos próximos anos. Isso porque o avanço da exploração de madeira e petróleo, além do narcotráfico e da construção de estradas próximas ou nas terras indígenas – principalmente no lado peruano –, podem estar forçando-os a sair do isolamento na floresta e a se aproximar das aldeias de índios já contatados. A avaliação foi feita por pesquisadores participantes de uma mesa-redonda sobre índios isolados no Acre realizada durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC em Rio Branco). “Há um conjunto de 10 áreas indígenas nessa região de fronteira do Acre com o Peru, conhecida como Paralelo 10, que são corredores de índios isolados”, disse Terri Vale de Aquino, antropólogo da Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai e professor da UFAC.“As lideranças dos índios Kaxinawá estão fazendo uma denúncia ao Ministério Público Federal porque essa estrada está sendo construída sem licença e estudos e relatórios de impacto ambiental”, afirmou. Além disso, a distribuição de lotes para a exploração de petróleo e gás na região está “ilhando” terras indígenas noAlto Juruá e impactando diretamente os povos indígenas e grupos de índios isolados na região, sobretudo do lado peruano da fronteira, apontou. Para agravar esses problemas, narcotraficantes têm buscado novas rotas de tráfico de drogas na Amazônia por meio do Alto Envira, um rio binacional que nasce em terras peruanas e passa pelo Acre, contou Aquino. (Fonte: IHU)

Desembargador garante que se depender dele o caso Piquiá será resolvido dentro de 15 dias!

Continua a melodramática novela da transferência das famílias de Piquiá de Baixo (Açailândia) para um terreno um pouco mais afastado das siderúrgicas, já expropriado pela prefeitura. O suposto dono do terreno onde as famílias aguardam ser transferidas não aceitou o valor determinado pelo juiz de base. A grana do terreno ( 35 ha.) que gira em torno de mais de um milhão de reais, já foi depositada no banco, mas ainda não foi liberada, pois se aguarda, agora, uma decisão definitiva do Tribunal de Justiça do Maranhão. O relator é o desembargador Jorge Rachid Mubarak Maluf que garantiu, hoje, às defensoras públicas itinerantes do Maranhão, que dentro de 15 dias tudo estará resolvido. Ressalvou, contudo, que muito dependerá se o revisor indicado para o caso agir com a mesma celeridade. Ao blogueiro não foge o cheiro de ‘queimado’ nessa história toda. Inicialmente os valores do terreno, - que parecia ser ‘o único terreno’ do coitado, mas eram três em sua posse - havia sido avaliado em mais de R$ 350.000, o que não foi aceito por ele. Após delongas inexplicáveis chegou-se à avaliação final de um técnico do INCRA que fechou em pouco mais de um milhão. Mesmo assim, o proprietário não aceitou. Pergunto: não haverá cheiro de propina no negócio? Elevar de forma exagerada, longe dos valores de mercado, seria só ganância ou compromisso de entregar uma parte do bolo a quem ‘ajudou’?Perguntar não faz mal. A resposta, talvez, sim......

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

De volta à terrinha, com ou sem sabiás!

Está de volta o blogueiro. Após quase dois meses de ausência desse espaço, retorna à ilha e ao seu cotidiano feito de sonhos, indignações, cheiros, reflexões, projetos e muita emoção. Um caldeirão que dá ânimo pelo menos para ele e, de quebra, a quantos queiram não somente lê-lo, mas interagir nos caminhos da vida. Bem achados meus irmãos e irmãs!