No artigo Afastamento de Dilma é hipocrisia como jamais houve no Brasil, o jornalista Jânio de Freitas, decano da imprensa brasileira, reflete sobre como o golpe de 2016 entrará para a história. "Quem não aceita ver golpe partidário na construção do impeachment de Dilma Rousseff pode ainda admitir, para não se oferecer a qualificações intelectual ou politicamente pejorativas, que o afastamento da presidente se faz em um estado de hipocrisia como jamais houve por aqui", diz ele. "O golpe de 64 dizia-se 'em defesa da democracia', é verdade. Mas o cinismo da alegação não resistia à evidência dos tanques na rua, às perseguições e prisões." Hoje, diz Jânio, o golpe feito por civis e pelo parlamento é diferente. "A hipocrisia do lado civil não tem mais quem a encubra, ficou visível e indisfarçável." Como o próprio interino Michel Temer afirmou que o julgamento é político, embora o Brasil não seja um país parlamentarista, Jânio afirma que "todo o processo do impeachment é, portanto, farsante." E um dos maiores representantes da farsa é o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), incumbido de produzir o relatório do golpe. "As 441 folhas do relatório do senador Antonio Anastasia não precisariam de mais de uma, com uma só palavra, para expor a sua conclusão política: culpada. O caráter político é que explica a inutilidade, para o senador aecista e seu calhamaço, das perícias técnicas e pareceres jurídicos (inclusive do Ministério Público) que desmentem as acusações usadas para o impeachment", diz ele. "Do primeiro ato à conclusão de Anastasia, e até o final, o processo político de impeachment é uma grande encenação. Uma hipocrisia política de dimensões gigantescas, que mantém o Brasil em regressão descomunal, com perdas só recompostas, se o forem, em muito tempo – as econômicas, porque as humanas, jamais."
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
O deputado e pastor evangélico Feliciano o paladino da moralidade é acusado de assedio e tentativa de estupro
Parece enredo de episódio de House of Cards, mas é só a política brasileira sendo assustadora (de novo). O blog Coluna Esplanada levantou uma polêmica das fortes. Segundo o blogueiro Leandro Mazzini, responsável pela publicação,uma estudante de Brasília de 22 anos teria acusado o deputado federal Marco Feliciano de assédio sexual, agressão grave e tentativa de estupro!Conforme a jovem contou ao blogueiro, ela teria sido agredida com um soco na boca e arrastada para o quarto do político durante uma reunião no apartamento funcional dele. A estudante é militante da juventude do PSC, partido pelo qual o pastor foi eleito deputado, e teria realizado a visita para tratar de assuntos da UNE após ser informada de que haveriam outras pessoas no local. Quando chegou, ela se viu sozinha com o político, que começou a agredi-la e tentou estuprá-la no dia 15 de junho. Ela contou ainda que teria recebido uma proposta de se tornar amante do político recebendo um cargo comissionado no PSC com algo salário. Por motivos de segurança, o nome da jovem não foi informado pelo jornalista, que divulgou imagens de conversas pelo Whatsapp que ela teria tido com o político. Segundo ele, dois funcionários do PSC teriam confirmado que o número do celular que aparece nas mensagens seria o telefone pessoal usado pelo deputado, que trocou de número recentemente (Fonte:TERRA)
Sem comentários!
Como não ser um Juiz de Direito? Fácil, leia as decisões de Sérgio Moro - Por Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia
Como foi amplamente noticiado pela imprensa, acabou de ser concedida a liberdade provisória a um casal de réus, com arbitramento de fiança, na chamada Operação Lava-Jato que, como o próprio nome indica, deseja fazer uma “limpeza” ou uma “lavagem” moral no Brasil. Acho até que, talvez, o que se queira mesmo é fazer uma limpeza em si mesmo (Freud explica). Como a repressão é tremenda (e o inconsciente acaba quase sempre vencendo), cuidemos dos outros. Assim, ficamos em paz com o nosso consciente e, de quebra, ainda recebemos prêmio da Rede Globo e aparecemos em manchetes de jornal. Tudo muito bom, portanto. Só não tem nada a ver com Processo Penal. Tem a ver com a psicanálise!Segundo a imprensa, o Juiz Sérgio Moro “fez duras críticas ao ´álibi` do casal nas ações penais“. Penso até que ele usou o significante sem saber mesmo o seu significado técnico-jurídico (eu até o perdoaria, se se tratasse do padeiro aqui ao lado de minha casa, que não é Juiz de Direito e não dá palpite quando não entende do assunto. É um sábio.).Também o Juiz afirmou tratar-se de “uma trapaça que não pode ser subestimada“, devendo ser censuradas em ambos os acusados (que serão julgados por ele, pasmen!) “a naturalidade e a desfaçatez com as quais receberam, como eles mesmo admitem, recursos não-contabilizados.”Em um claro pré-julgamento esse arremedo de Juiz de Direito (pois não demonstra ser um Magistrado imparcial), afirma que o (tal) álibi “não é provavelmente verdadeiro e ainda que o fosse não elimina a responsabilidade individual.
”Não contente em dizer tantas asneiras, o Juiz Sérgio Moro faz uma comparação absolutamente impertinente, digna de um neófito em Direito: “Se um ladrão de bancos afirma ao Juiz como álibi que outros também roubam bancos, isso não faz qualquer diferença em relação a sua culpa.” Que brilhante!Por fim, uma última pérola do Magistrado incompetente (nos termos do art. 70 do Código de Processo Penal): “É possível reconhecer, mesmo nessa fase, que, mesmo se existente, encontra-se em um nível talvez inferior da de corruptores, corrompidos e profissionais do crime.” Enfim, já estão todos condenados, ou como corruptores ou como corrompidos. E o que seriam mesmo “profissionais do crime“? Veja, ele próprio é um profissional do crime, ou não? Não é um Juiz criminal?Claro que a prática de um delito exige a punição pelo Estado (até que se encontre algo mais humano para se fazer com quem o fez e se procure entender porquê o fez), mas não se pode punir a qualquer custo. Há regras a serem observadas. Regras e princípios constitucionais. E no Brasil, hoje, isso não ocorre. E a Operação Lava-Jato é um exemplo muito claro disso. Vivemos um verdadeiro período de exceção. Hoje, não há Estado Democrático de Direito. Isso é balela! Conduz-se coercitivamente que não pode sê-lo. Invade-se domicílio que não pode ser invadido. Determina-se interceptações telefônicas de quem não pode ser interceptado. Prende-se quem tem imunidade constitucional. Ministro da Suprema Corte dá declarações em relação a processos que serão julgados pela Corte Constitucional (inclusive de natureza político-partidária, como Gilmar Mendes). Aqui faz o que o Judiciário quer ou o que o Ministério Público pede. Dane-se a Constituição Federal! Estamos vivendo dias verdadeiramente sombrios. A nossa única esperança, que era o Supremo Tribunal Federal, virou uma desesperança. Apelar mais para quem? Isso sem falar na pauta conservadora que assola o País. Vejamos, por exemplo, o prestígio de um Bolsonaro, um homem que não se envergonha de fazer homenagens a um torturador e menospreza uma conduta tão violenta quanto o estupro. Bem, mas aí é outro assunto.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Francisco cria a comissão para estudar a possibilidade de reconhecer a diaconia das mulheres. O buraco está mais embaixo!
O papa Francisco criou hoje (2) a Comissão de Estudos sobre Diaconisas, informou o Vaticano. O grupo é o primeiro do novo milênio a estudar a inclusão das mulheres presidindo algumas cerimônias litúrgicas.De acordo com o documento divulgado, 12 pessoas farão parte do comitê de leigos e religiosos, sendo seis mulheres, e o grupo terá como presidente o monsenhor Luis Francisco Ladaria Ferrer, que atualmente é secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. Entre as mulheres que participarão da Comissão, está a professora da Universidade La Sapienza, de Roma, Francesca Cocchini, e a professora de Teologia na Universidade de Viena e membro da Comissão Teológica Internacional, Marianne Schlosser, além de religiosos e professores de universidades da França, Nova York e Madri. Segundo o pontífice, o grupo terá como missão estudar o que eram os diaconatos femininos na igreja primitiva, que são mencionados em algumas passagens bíblicas. "O que eram esses diáconos femininos? Elas tinham ordenação ou não? Era um pouco obscuro. Qual era o papel das diaconisas naquela época? Constituir uma comissão oficial que possa estudar questão?", disse a 900 mulheres que foram a uma audiência, em maio, no Vaticano. Elas questionaram Francisco sobre os papéis das mulheres na Igreja. O assunto de incorporar as mulheres em ritos é um tema caro ao papa Francisco. Por diversas vezes, ele mencionou que elas deveriam ter mais espaço na Igreja Católica. Segundo historiadores, a falta de mulheres no sacerdócio seria referente ao fato de não haver presença feminina no momento da Santa Ceia de Jesus Cristo. O ato instituiu a eucaristia, a divisão do pão e do vinho como o corpo e sangue de Jesus para os cristãos católicos. Porém, Jorge Mario Bergoglio já desconstruiu um pouco esse conceito ao, na páscoa deste ano, incluir - pela primeira vez na história - a presença de mulheres no rito de lava-pés, um dos mais importantes para os católicos.
Comentário do blogueiro - Haveria de se perguntar se está tão claro assim, desde um ponto de vista histórico, que Jesus instituiu o sacerdócio ministerial na última ceia com todas as características que possui hoje, na prática e no entendimento clássico da igreja. Se a última ceia coincidiu com a Páscoa judaica - como tudo leva a crer, - é óbvio que não havia só homens, pois o próprio ritual exige presença de 'famílias' (crianças, mulheres e idosos....) Se nos mantemos no nível da mera 'imitação fundamentalista' dos gestos de Jesus (que também eles são filtrados e interpretados pelas primeiras comunidades....) como explicar que o sacerdócio seja, por exemplo, 'por toda a vida', sendo que Jesus nunca falou disso. Como explicar que o candidato seja solteiro e que tenha que entender de teologia dogmática sendo que Jesus só queria 'pessoas misericordiosas e compassivas, dedicadas' e nada mais? Nisso, as mulheres na nossa igreja nos dão uma verdadeira aula de vida evangélica exemplar!
Prefeitura de Maricá - Brasil - a única que não cobra transporte urbano. Candidatos olhem as experiências bonitas que existem nesse País!!!!
É simples entender o fenômeno da popularidade do prefeito petista de Maricá.É que sua gestão usa os recursos públicos exclusivamente para melhorar a vida do povo, dos que necessitam do governo, o que não é caso das classes média e alta. É comum ouvir do prefeito durante comícios a confissão de que, de fato, não governa para todos, mas sim para os pobres. Maricá é a única cidade do Brasil com mais de 100 mil habitantes que instituiu a tarifa zero no transporte coletivo. Os ônibus da prefeitura, conhecidos como "vermelhinhos", cruzam a cidade dia e noite sem cobrar nada de ninguém. Maricá amplia cada vez mais o alcance da moeda social mumbuca, impactando diretamente na melhoria das condições de vida da parcela mais vulnerável da população. O prefeito trouxe, em parceria com o governo federal, o programa Minha Casa, Minha para a cidade. Atingidos por um enchente terrível, os moradores dessas unidades contaram com a ajuda do governo municipal para comprar eletrodomésticos danificados pelo aguaceiro. Centenas de quilômetros de ruas foram asfaltadas na cidade. Os serviços públicos funcionam e os servidores recebem em dia. Realidade bem diferente da situação caótica vivida pelo governo do estado do Rio de Janeiro e da penúria de vários municípios. A prefeitura tem assumido até o financiamento de serviços do governo estadual, como a UPA. A inauguração do Hospital Municipal Doutor Ernesto Che Guevara, prevista para os próximos meses, alçará o município à condição de referência na região em termos de atendimento de saúde. Essas realizações se refletem nas pesquisas de opinião que conferem ao prefeito altos índices de aprovação. Por não querer andar para trás, o eleitor de Maricá aponta Fabiano Horta como o grande favorito para vencer as eleições de outubro. (Blog do Bepe)
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
TEMER OLÍMPICO - Já vão ensaiando as vaias e a falta de saudação ao golpista
Alejandra Benitez, uma das maiores atletas de seu país na atualidade, disse que não irá saudar Michel Temer na abertura da Olimpíada; "Lamento porque pensava que ia passar pelo estádio e iria saudar a Dilma, como presidente da República. Mas agora há um golpista. Eu não vou saudá-lo, por exemplo, porque é um golpista. Não sei se todos os venezuelanos vão, mas eu não vou. Passarei diretamente porque ele é um golpista, e os golpistas são antidemocráticos. Eu sou pela democracia e pela Justiça. Queria ver a Dilma, e não vou a saudá-lo", afirmou
A abertura da Olimpíada só acontecerá na sexta-feira 5, mas os ensaios acontecem a todo vapor, incluindo o da vaia esperada contra o presidente interino e contra o golpe; na semana passada, em um dos ensaios do evento de abertura, no estádio do Maracanã, assim que o nome de Michel Temer foi citado pelo locutor, os participantes do ensaio entoaram uma sonora vaia ao peemedebista; abertura dos Jogos Olímpicos promete colocar o golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff mais uma vez em evidência na mídia mundial.
A abertura da Olimpíada só acontecerá na sexta-feira 5, mas os ensaios acontecem a todo vapor, incluindo o da vaia esperada contra o presidente interino e contra o golpe; na semana passada, em um dos ensaios do evento de abertura, no estádio do Maracanã, assim que o nome de Michel Temer foi citado pelo locutor, os participantes do ensaio entoaram uma sonora vaia ao peemedebista; abertura dos Jogos Olímpicos promete colocar o golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff mais uma vez em evidência na mídia mundial.
LETÍCIA SABATELLA vítima do ódio dos coxinhas fascistas
Em declaração por vídeo ao jornal Brasil de Fato após ter prestado depoimento no 1º Distrito Policial em Curitiba, neste domingo, onde registrou B.O. por injúria depois de ter sido chamada de "puta", "sem-vergonha" e outros nomes apenas por ser contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a atriz Letícia Sabatella descreve que o ato contra o golpe em que esteve foi "amoroso" e "as pessoas estavam felizes", enquanto no protesto a favor do impeachment, "eles criaram uma energia" negativa; "Eu sinto muito por eles estarem vendo as coisas dessa maneira, com tanto ódio"; ela disse ainda que "há tantas pessoas sofrendo consequências desse golpe que está acontecendo no Brasil", que não sentiu que o episódio ocorrido com ela "era pior"; "Que pena, não dá mais pra conversar com as pessoas. Parece uma gana por esse ódio".
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