A entrevista bombástica do empresário Joesley Batista, em que ele apontou Michel Temer como chefe da "maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil", também serviu para desmontar uma lenda urbana: a de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus parentes seriam sócios da JBS, dona da marca Friboi; num determinado trecho, o jornalista de Época questiona por que Joesley nunca gravou Lula e a resposta veio direta: "porque eu nunca tive uma conversa não republicana com o Lula"; Joesley disse ainda que só esteve com Lula uma única vez enquanto ele foi presidente – o encontro ocorreu em 2006, quando assumiu o comando da empresa; em sua nota, Temer diz que Joesley protegeu o PT, alegando que a JBS que a empresa cresceu no governo Lula e não no dele; a realidade, no entanto, mostra que praticamente todas as empresas brasileiras cresceram com Lula e afundaram com o golpe
domingo, 18 de junho de 2017
Em nota, o chefe da mais perigosa gangue,TEMER-ário, admite 'pequenos crimes'....e nada fez. Isso não é crime de responsabilidade?
Num dos trechos da nota oficial em que ataca o empresário Joesley Batista, que o acusou de ser o líder da "maior e mais perigosa organização criminosa" do Brasil, Michel Temer deu um tiro no pé e confirmou crimes de responsabilidade apontados em seus 14 pedidos de impeachment – um deles apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil; "Ao delatar o presidente, em gravação que confessa alguns de seus pequenos delitos, alcançou o perdão por todos seus crimes", diz a nota palaciana; Temer não só confirma os diálogos, como também admite nada ter feito e classifica como "pequenos delitos" saber que Joesley estava segurando juízes e procuradores, assim como comprando o silêncio de Eduardo Cunha; "Mesmo que o áudio tivesse alguma edição, as duas declarações públicas de Temer confirmam o teor do diálogo. E isso que é indiscutível. A decisão da OAB levou mais em consideração o fato de o presidente ter escutado tudo que escutou e não ter feito nada em relação a isso", diz Claudio Lamachia, presidente da OAB
Justiça acorda - Moro tem 15 dias para explicar o inexplicável, a liberação dos áudios ilegais da presidente Dilma
O juiz federal Sérgio Moro terá 15 dias para explicar à Corregedoria Nacional de Justiça porque deu autorização para divulgar conversa telefônica entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff em março de 2016.Moro não tinha autorização judicial para gravar qualquer conversa de Dilma. Por não haver a autorização da Justiça, a gravação de diálogos presidenciais configura crime contra a segurança nacional. Na ocasião, Moro divulgou as conversas na véspera de Lula tomar posse como Ministro da Casa Civil e a gravação foi vazada para o Jornal Nacional. O corregedor nacional da Justiça, João Otávio de Noronha, adiou o julgamento do processo para ouvir o juiz federal.
sábado, 17 de junho de 2017
Quarta palavra que liberta – Cuide e respeite seus pais para que se prolonguem seus dias na terra da liberdade. (Ex.20, 12)
Na década de 70, o povo Ka’apor do Maranhão que ocupava as matas do Alto Rio Turiaçu, vivia encurralado. Milhares de famílias fugindo da seca do Nordeste, e atraídas pelos projetos de colonização, começavam a ocupar a região do Alto Turiaçu, berço do povo Ka’apor desde 1820. Naqueles anos de tensão e conflitos os Ka’apor chegaram à drástica decisão de não ter filhos. Mais tarde explicaram não queriam procriar filhos que tivessem que viver fugindo o tempo todo, e serem submetidos a todo tipo de perseguição. O governo federal, na época, agiu bastante rapidamente e em 1982 demarcava definitivamente as terras dos Ka’apor. No ano seguinte, em 1983, ao visitar pela primeira vez a aldeia Ximborendá, bem próxima de Santa Luzia do Paruá, constatava que 80% das mulheres em idade fértil estavam grávidas. A garantia da terra, a paz restabelecida, e algumas melhorias na assistência médica proporcionaram aos Ka’apor aquela segurança que antes não tinham. Temos aqui um autêntico caso de ‘paternidade responsável’. Ser pais, para eles, não significava simplesmente ‘fazer filhos’, mas se comprometerem em oferecer às novas criaturas verdadeiros espaços de liberdade e de segurança. Pelo contexto bíblico da quarta palavra revelada a Moisés, entendemos que os pais eram, antes de tudo, aqueles líderes sociais que engendravam, biológica e moralmente, pessoas para a liberdade. Homens e mulheres que educavam especificamente as novas gerações a não se conformarem com a escravidão em que viviam, mas a sonharem, sistematicamente, com uma terra própria e livre. Pais e mães que, mesmo perseguidos e torturados, insistiam em moldar ‘filhos e filhas, cidadãos e cidadãs’ para a rebeldia e a resistência contra o ‘falso pai da nação’, o Faraó. Daí o convite divino a ‘honrar, reverenciar e imitar’ aqueles pais que desmascaram as pretensas paternidades de governantes inescrupulosos e escravagistas que ontem, como hoje, se apresentam como pais do povo, mas que são, na realidade, seus opressores e homicidas. Apoiar, e caminhar ao lado daqueles que formavam para a plena liberdade e a autonomia, significava para o povo de Moisés, ter garantia plena de ‘permanecer por longos dias na terra que o Senhor lhes estava dando (20,12).
A quarta palavra nos diz que só teremos um futuro livre e duradouro ‘numa vida/terra espaçosa que o Senhor nos dá’ se soubermos agir como esses pais. Se soubermos cuidar deles e do patrimônio de valores que nos deixaram. Da mesma forma que vem ocorrendo, hoje em dia, com os filhos dos filhos dos Ka’apor, de lavradores, de líderes sociais, de pais trabalhadores que continuam resistindo aos manipuladores inescrupulosos da mesma forma que seus pais. Pai e mãe não são os que geram filhos numa aventura amorosa passageira. Nem aqueles que são obrigados a assumir a sua paternidade pelos resultados dos exames de DNA, e nem porque emprestam legalmente seus nomes nos registros de nascimento. Pais são aqueles que transferem para nós o DNA da sua capacidade de lutar e resistir aos escravocratas de todas épocas. Pais de verdade são os ser lideres dedicados de comunidade, padrinhos amorosos, tias ou vizinhas que movidas pelo afeto e a compaixão lutam ao nosso lado. A esses pais, mestres em humanidade, devemos devoção e amor sem fim, pois eles não reproduzem a autoritária paternidade do Faraó! Na sociedade atual, entretanto, até as pessoas são consideradas mercadoria descartável. Quanto mais, pais idosos e doentes! Muitas vezes são considerados um estorvo, e não um patrimônio moral a ser transmitido e reproduzido. Aumenta, vergonhosamente, a cada dia, o número de casas de repouso e de abrigos insalubres em que os que engendraram vidas e valores são ‘vergonhosamente armazenados’. Com muita leviandade nós filhos nos esquecemos do que o autor do Eclesiastes já nos dizia 2.700 anos atrás: ‘Meu filho, ajuda a velhice de teu pai, não o desgostes durante a sua vida. Se seu espírito desfalecer, sê indulgente, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com teu pai não será esquecida’. (Ecl.3,14-15)
XI domingo comum – Sem compaixão não há missão! (Mt.9,36- 10,8)
A compaixão é o primeiro passo para ir ao encontro do outro. Compaixão é uma mistura de indignação e coração mole. É sentir em suas próprias ‘entranhas’ (assim é o verbo na língua original) o que o outro sente. Alegrar-se e esperar com quem se alegra, chorar e sofrer com quem sofre. Sem essa capacidade de viver em nós mesmos os sentimentos dos outros não conseguiremos sentir o apelo permanente de Jesus a sair de nós mesmos e fazer causa comum com as pessoas/ovelhas perdidas e desgarradas. Foi isso que Jesus sentiu ao ver o seu povo abandonado e desprotegido, entregue a mercenários e lobos famélicos.
Jesus, entretanto, sabia que só sentir não é suficiente. Era preciso intervir, planejar e realizar ações de solidariedade e de mobilização. Entendia também que sozinho não teria dado conta do recado. Jesus motiva e convoca ‘doze pessoas’ pois o número 12 é símbolo de totalidade. Indica que estava chamando a todos, a nação toda! O nosso País, hoje, parece um rebanho sem pastor. As ovelhas servem para alimentar lobos e mercenários. Os ‘12’ hoje somos todos nós, 205 milhões de homens e mulheres, que sentem as entranhas se revoltando e devem se sentir chamados a ‘amparar os desempregados e desprotegidos, a limpar a lepra da corrupção e da indiferença, a dar vida nova a um rebanho de desesperançados’.
terça-feira, 6 de junho de 2017
VOX POPULI /CUT - LULA ganharia no primeiro turno se a eleição fosse hoje!
Lula tem mais de 50% das intenções de votos. A solução para a maioria dos brasileiros é Lula. Se a eleição fosse hoje, Lula venceria o segundo turno do pleito com 52% das intenções de votos se o candidato tucano fosse Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que ficaria em segundo lugar, com 11% dos votos. Se o PSDB resolver apostar no discurso do novo ou da gestão marqueteira, Lula teria 51% dos votos no segundo turno e o prefeito João Doria, 13%. Lula também ganharia de Marina Silva (Rede) por 50% a 15%. Se o candidato for o Aécio, Lula sobe para 53% e Aécio teria 5%.
Lula também é imbatível nas consultas espontâneas sobre intenções de voto, quando o entrevistador não mostra nenhum nome na cartela. O levantamento CUT/Vox Populi, aponta que 40% dos brasileiros votariam em Lula se a eleição fosse hoje - em abril o percentual era de 36%. Em segundo lugar, bem distante, vem Jair Bolsonaro (PSC) com 8% das intenções de voto – tinha 6% em abril. Já Marina Silva (Rede) e o juiz Sérgio Moro empatam em 2%. Lula é igualmente o preferido por idade, escolaridade, renda e gênero.
Tem 48% das intenções de votos entre os jovens, 44% entre os adultos e o mesmo percentual (44%) entre os maduros. Quanto a escolaridade, 55% dos eleitores com ensino fundamental votam Lula, 40% ensino médio e 29% ensino superior. Quando separados por renda, o cenário se repete: votam em Lula 58% dos que ganham até 2 salários mínimo, 41% dos que ganham entre 2 e 5 mínimos e 27% dos que ganham mais de 5 salários mínimos. A pesquisa CUT/Vox foi realizada em 118 municípios do Brasil de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior. Foram entrevistadas 2000 pessoas com mais de 16 anos. (Vox Populi)
O empresário Emílio Odebrechet afirma perante Moro que Lula NUNCA tratou de valores....
O empresário Emílio Odebrecht afirmou, em seu depoimento ao juiz federal Sério Moro, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca tratou de valores nas reuniões que teve com ele, mas reconheceu que que Lula teria pedido contribuições para campanhas políticas. Segundo o empresário, "todos os presidentes do Brasil e do exterior" faziam esse tipo de pedido. Emílio relatou, ainda, que sua relação com Lula era mais cerimoniosa. Ele poderá ser ouvido novamente esta semana uma vez que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) acatou pedido da defesa de Lula, que reclamou não ter acessado a vários documentos que foram incluídos na véspera do depoimento.
Ainda segundo Emílio Odebrecht, os valores da doação eram feitos entre executivos da empreiteira e representantes do PT. Ele afirmou que o ex-ministro Antonio Palocci era o responsável por tratar dos valores a serem doados. Estas negociações teriam resultado na criação de uma conta-corrente que teria movimentado cerca de R$ 300 milhões. Emílio destacou que seu filho, Marcelo Odebrecht, pediu para tratar dos valores finais do acerto diretamente com Lula, o que foi negado. Alexandrino Alencar, também relatou não ter tratado de valores com Lula e afirmou não ter participado da compra de um imóvel para abrigar a sede do Instituto Lula. Segundo ele, após o prédio ser comprado pela empreiteira, Lula recusou receber o imóvel. Marcelo Odebrecht teria então pedido sua ajuda para encontrar um novo local, o que acabou não prosperando.
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