sábado, 11 de novembro de 2023

32º domingo - Teimar em esperançar, apesar dos atrasos do 'noivo da paz e da vida nova'! (Mt.25, 1-13)

Vítimas, como somos, da cultura da ‘aceleração vertiginosa’ tendemos a cuidar somente do ‘aqui e agora’. Eventuais atrasos, esperas, desencontros nos deixam desnorteados e sem iniciativa. Na parábola de hoje fala-se do ‘atraso do noivo’, daquele deveria vir para realizar uma nova aliança. E escancarar as portas para novos tempos de paz e de vida em abundância. O que fazer diante dessa demora? Como reagir? É o dilema não só de um grupo de seguidores de Jesus à espera de uma sua volta, mas também daquela parte de humanidade que ainda acredita que algo surpreendente pode acontecer, em que pese o imediato tenebroso em que está mergulhada. Mateus nos diz que podemos até ficar adormecidos e anestesiados por algum tempo, mas jamais podemos ficar sem o ‘óleo nas nossas lâmpadas’. Sem o combustível da ousadia, da coragem, da fé radical não conseguiremos reconhecer o momento oportuno de agir junto ao noivo. Não podemos temer os atrasos nas mudanças históricas, porque o óleo que possuímos não nos permite desistir. É preciso teimar em vigiar e ‘esperançar’, custe o que custar!


domingo, 5 de novembro de 2023

Ainda sobre santidade....evangélica!

No livro do Gênesis se narra que Caim após ter matado o seu irmão Abel fugiu e se escondeu. Deus, contudo, corre atrás dele e lhe pergunta: ‘Onde está o seu irmão Abel’? Caim retruca: ‘ Não sei; sou, por acaso, guardião de meu irmão’? (Gn.4,9) Aqui parecem residir as raízes ‘antropológicas’, ou melhor dito, ‘ideológicas, da ‘falta de cuidado’ de um irmão para com outro. A resposta de Caim assume características de trágico e injustificável cinismo principalmente se se considera que ele acabava de cometer o insano e horrível gesto de eliminar fisicamente o seu próprio irmão. 

Não há como negar que existe, hoje, uma difusa tendência nas relações interpessoais de cultivar sua própria autossuficiência com características de exacerbado individualismo que impede uma razoável abertura e sintonia para com os outros ‘semelhantes’. Expressões populares já consolidadas como ‘e eu com isso’? Ou, ‘fica na tua, não te mete’ ou, ‘fica quieto no teu canto, ninguém te chamou’ parecem revelar que o ‘ideal’ a ser praticado, segundo uma determinada cultura relacional contemporânea, é a assunção da 'falta de cuidado' com o outro. Diga-se, de passagem, que isto nada tem a ver com a atitude respeitosa e louvável de não interferência no universo do ‘outro’ sem ser chamado em causa por ele. É, afinal, a recusa a se deixar envolver e afetar pelos problemas dos outros, suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças. Com efeito, quando a nossa sensibilidade e consciência são arranhadas pelos dramas alheios sentimo-nos, em geral, incomodados e, geralmente, instigados em ‘fazer algo’ pelo outro. É, sem dúvida, um embate interior entre o desejo de ignorar o sofrimento do outro para evitar sermos incomodados e envolvidos por ele, e os recônditos apelos de uma consciência ética bastante anestesiada que, bem ou mal, não deixa de interpelar. Acreditamos que, hoje, dia de 'todos os santos', o apelo urgente a ser lançado e promovido nas igrejas e na humanidade é ‘Eu me importo com você!

A liturgia católica, de forma sábia, escolheu como trecho evangélico na solenidade de todos os santos as ‘bem-aventuranças’. Não é para menos! Santo-bem-aventurado para Jesus é aquela pessoa que se educa e se torna visceralmente solidária com aqueles que choram, com os construtores e artífices de paz, com os ‘desterrados e expropriados’ de terra e de esperança, com todos os famintos de pão e de justiça, com todos aqueles que detestam e não cultivam duplicidade e hipocrisia. Esse itinerário de aproximação e de fusão com o universo do outro que sofre, mas que constrói soluções para pôr fim à dor e às angústias próprias e alheias requer conversão radical, superação definitiva do ‘senso comum’, ou seja, de não se importar com os outros. Poderíamos dizer que é um processo educativo sistemático a se importar pelo outro que vive ao nosso lado ou que entra a fazer parte, progressivamente, das nossas atenções e cuidados. Jesus não pede para os seus discípulos, - pois é a eles que se dirige, prioritariamente, - de, simplesmente, se ‘interessar’ pelos outros, mas de se ‘importar’ com as diferentes categorias de sofredores. O interesse, a princípio, manifesta uma genérica curiosidade pessoal com relação a algo ou alguém, eticamente inócuo e que não exige comprometimento; já ‘importar-se’ com alguém reflete a existência de prioridades, de hierarquia de valores e revela desejo de simbiose com alguém. 

Santos, hoje, não são os canonizados milagreiros vivos ou mortos, nem tampouco os que são contemplados nos calendários católicos ou venerados em santuários em redomas douradas cercadas por velas e ofertas votivas, mas são todos aqueles humanos, batizados ou não, que se importam com seus semelhantes, com suas condições de vida, suas dores e alegrias, seus sonhos e esperanças, e com eles fazem comunhão. Que não fogem e nem se escondem e, ao ser interpelados por Deus não temem em responder que' 'Abel está aqui, comigo, sob os meus cuidados e eu....sob os dele'! 


sábado, 4 de novembro de 2023

Aquecimento global: 50% de chance de atingir 1,5°C antes de 2030

Um novo estudo, publicado na Nature Climate Change, estima que o mundo tem 50% de chance de atingir 1,5°C de aquecimento global antes de 2030, a menos que as emissões de dióxido de carbono sejam reduzidas rapidamente. O estudo, liderado por pesquisadores do Imperial College London, é a análise mais atualizada e abrangente do orçamento global de carbono. O orçamento de carbono é uma estimativa da quantidade de emissões de dióxido de carbono que podem ser emitidas, mantendo o aquecimento global abaixo de certos limites de temperatura.

O Acordo de Paris visa limitar o aumento da temperatura global a bem abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais e buscar esforços para limitá-lo a 1,5°C. O orçamento de carbono restante é comumente usado para avaliar o progresso global em relação a essas metas. O novo estudo estima que, para uma chance de 50% de limitar o aquecimento a 1,5°C, há menos de 250 gigatoneladas métricas de dióxido de carbono no orçamento global de carbono. Os pesquisadores alertam que, se as emissões de dióxido de carbono permanecerem nos níveis atuais de cerca de 40 gigatoneladas métricas por ano, o orçamento de carbono será esgotado por volta de 2029, comprometendo o mundo a um aquecimento de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. 

A descoberta significa que o orçamento é menos do que calculado anteriormente e caiu aproximadamente pela metade desde 2020 devido ao aumento contínuo das emissões globais de gases de efeito estufa, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, bem como uma estimativa melhorada do efeito de resfriamento dos aerossóis, que estão diminuindo globalmente devido a medidas para melhorar a qualidade do ar e reduzir as emissões. O estudo também descobriu que o orçamento de carbono para uma chance de 50% de limitar o aquecimento a 2ºC é de aproximadamente 1.200 gigatoneladas métricas, o que significa que, se as emissões de dióxido de carbono continuarem nos níveis atuais, o orçamento central de 2 °C será esgotado até 2046.

O estudo foi recebido com preocupação por especialistas em mudança climática, porque mostra que estamos muito mais próximos de ultrapassar o limite de 1,5°C do que pensávamos.


Unicef: “Gaza se tornou um cemitério de crianças”

Nesta semana, o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Elder, alertou que a Faixa de Gaza “se tornou um cemitério de crianças”, quase um mês após o início da guerra com Israel. Segundo informou, os números de meninos e meninas de Gaza afetados pelo conflito continuam crescendo. Além disso, lembrou que se chegou a mais de 3.450 mortos nos bombardeios, milhares de desaparecidos ou em cativeiro e mais de um milhão que permanecem sem água, alimentos e produtos básicos. “É assombroso que este número aumente significativamente a cada dia. Gaza se tornou um cemitério de crianças. É um inferno para todos os outros”, declarou Elder.

Para o Unicef, as mortes infantis por desidratação são “uma ameaça crescente” no território, uma vez que a produção de água de Gaza está em 5% do volume necessário, pois as centrais de dessalinização não funcionam, estão danificadas ou com falta de combustível. E, olhando para o futuro, acrescentou que quando os combates finalmente pararem, os custos para as crianças “serão sentidos por décadas” por causa dos terríveis traumas enfrentados pelos sobreviventes. Elder citou o exemplo da filha de quatro anos de um funcionário do Unicef, em Gaza, que começou a praticar a autolesão devido ao estresse e o medo diários, enquanto sua mãe disse a seus colegas que “não é possível se dar ao luxo de pensar na saúde mental de seus filhos”, pois “primeiro é necessário mantê-los com vida”. Por sua vez, o responsável em coordenar a ajuda humanitária da ONU, Martin Griffiths, disse que o que estão suportando, desde o início das represálias de Israel aos ataques mortais do Hamas, em 7 de outubro, é “mais do que devastador”. (IHU)

Solenidade dos eternos bem-aventurados! (Mt. 5,1-12a)

Santos são os pobres cujo único patrimônio é o seu espírito livre para amar. Que não se apegam aos falsos tesouros que dominam o coração. Desde já possuem o Reino da Libertação. Santos são os que não se envergonham de derramar as lágrimas de sua tristeza e aflição e anseiam por colo e consolação. Eles serão acalmados, e pela suave mão do próprio Deus ternamente acariciados. Santos são os que adotam o diálogo e a persuasão para vencer a truculência dos que vivem na opulência. Eles ocuparão a ‘terra prometida’ que dos intolerantes será tirada. Possuirão definitivamente ‘a terra sem males’. Santos são os que não se sentem saciados enquanto houver um faminto padecendo fome de  justiça e de pão. O seu esforço não será em vão: vida plena acumularão. Santos são os que possuem um coração desimpedido  para perdoar. Que abominam a vingança e a retaliação. Mágoa e rancor não contaminam sua alma. Santos são os que educam o seu coração à transparência e à honestidade e detestam toda duplicidade. Santos são os que garantem a paz fazendo guerra às indústrias de armas e de destruição, e não temem combater os fantasmas da dominação. A alegria e a felicidade são a sua recompensa. Aqui a traça não corrói, e nem o ladrão destrói! 



quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A psicopatia de Israel. Artigo de Franco Bifo Berardi*

O documentário Born in Gaza de Hernán Zin pode ser encontrado na Netflix e na Filmin. Se me permitem, recomendo a todos que assistam: conta a história de dez crianças entre seis e quatorze anos, durante a guerra de 2014, uma das muitas guerras que Israel desencadeou contra os palestinos e os palestinos desencadearam contra Israel. Estas crianças falam dos bombardeios, das feridas que receberam, do terror que experimentam todos os dias, da fome que sofrem; dizem que a vida que vivem não é vida, que morrer seria melhor. É provável que estas pessoas, que eram crianças em 2014, sejam agora militantes do Hamas e tenham participado na orgia de terror de 7 de outubro.

Se eu estivesse no seu lugar em vez de ser eu, um velho intelectual que vive confortavelmente na sua casa numa cidade italiana onde neste momento não há bombardeios, se eu fosse um daqueles que foram crianças sob as bombas de 2014, hoje eu seria um terrorista que só quer matar um israelense. Eu ficaria horrorizado? É claro que ficaria horrorizado, mas o meu pacifismo silencioso é simplesmente um privilégio de que desfruto porque não passei a minha infância em Gaza, ou em lugares como Gaza. Portanto, acredito que Israel só tem uma forma de erradicar o Hamas: matar todos os palestinos que vivem em Gaza, nos territórios ocupados e também em outros lugares: todos, todos, todos, especialmente as crianças. Afinal, é isso que eles estão fazendo, certo? Chama-se genocídio, mas é completamente racional. Os governos europeus, muito racionais, apoiam o genocídio; Macron disse que gostaria de participar no genocídio com uma coligação. Scholz disse que desde que a Alemanha cometeu genocídio no passado, agora tem o dever de apoiar aqueles que cometem genocídio hoje.

Será esta a única forma de erradicar o terrorismo?

Talvez houvesse outra forma de erradicá-lo: paz incondicional, renúncia à vitória, amizade, deserção, aliança entre as vítimas: as vítimas de Hitler e as vítimas de Herodes-Netanyahu. Mas as vítimas, ao que parece, apenas aspiram a tornar-se algozes, e muitas vezes conseguem. Portanto, a espiral não irá parar e não sabemos qual vórtice ela pretende alimentar. Há algo de monstruoso nas mentes dos palestinos que viveram em terror. E há algo igualmente monstruoso nas mentes dos israelitas. Mas como julgar o comportamento dos povos, como julgar as explosões de violência que se multiplicam na vida coletiva? Podemos julgar o comportamento dos militantes do Hamas ou dos israelenses em termos éticos ou políticos? A razão ética está fora do jogo, porque a ética está totalmente apagada do panorama coletivo do nosso tempo. A ética é a valorização da ação do ponto de vista do bem do outro como continuação de si mesmo. Mas nas condições de guerra generalizada em que se move a sociedade contemporânea, o outro é apenas o inimigo: este é o efeito da infecção liberal-competitiva e da infecção nacionalista: a defesa do território físico e imaginário significa guerra. A ética está morta, assim como a piedade está morta. Não pode haver ética no comportamento dos jovens que cresceram na prisão de Gaza, porque as suas mentes não podem considerar o outro (o soldado israelense que espera por você com uma arma em punho em cada encruzilhada), exceto como um carcereiro, um torturador, um inimigo, mortal. Cada fragmento (pessoas, grupo étnico, máfia, organização, partido, família, indivíduo) luta desesperadamente pela sua própria sobrevivência, como lobos lutando contra lobos. Tal como a razão ética, a razão política deixa de ser relevante numa situação em que a decisão estratégica é substituída por microdecisões de sobrevivência imediata. Israel reage à violência brutal do Hamas de uma forma que pode ou não ser militarmente eficaz. Mas certamente não é politicamente eficaz. 

Crise psicótica nos governantes israelenses!

O grupo governante de Israel é um grupo de mafiosos corruptos que há anos dão espetáculo com o seu cinismo e oportunismo. Agora encontram-se perante uma situação que nem sequer imaginavam e que ultrapassa os seus poderes de compreensão política. Israel perdeu a cabeça. Tudo no comportamento dos israelenses mostra que está ocorrendo uma crise psicótica, que irá prejudicar gravemente os palestinos, mas também irá prejudicar gravemente os israelitas. Do ponto de vista ético, Israel há muito se esqueceu, desde o início da sua existência, que o outro tem a mesma humanidade que você, tem a mesma sensibilidade que você e, naturalmente, tem os mesmos direitos que você. Mas também do ponto de vista político, os israelenses estão tomando medidas que se revelarão terrivelmente contraproducentes para eles. Li as declarações dos políticos e soldados que governam Israel: falam de animais humanos que devem ser exterminados, falam do corte de eletricidade, combustível, comida e água aos habitantes de Gaza (dois milhões e meio). Eles não apenas falam sobre isso, mas fazem. Como eles podem? Não há explicação ética ou política. A única explicação para seu comportamento é a psicopatia, o sofrimento psíquico, o desejo de sangue, o horror, a morte. Portanto, é necessário explicar esta guerra em termos de psicopatogênese, como efeito da incapacidade das vítimas de curar a sua dor. Há já algum tempo que estou convencido de que o único método cognitivo capaz de compreender a cadeia de violência que se desenvolve no Oriente Médio, e em grande parte do mundo, é o da psicanálise, o da psicopatogenealogia. Acredito que Israel não irá se recuperar desta terrível experiência: o povo de Israel já estava irreparavelmente dividido, Netanyahu será responsabilizado pela divisão causada e pela falta de preparação que se seguiu. Mas não será suficiente, porque a direita abertamente racista de Israel está destinada a tornar-se mais forte neste tsunami de ódio.

  Acredito que Israel está caminhando para a desintegração. Quantos israelenses quererão ficar naquele deserto, depois do que está acontecendo e do que irá acontecer? Acredito que só permanecerá quem tem armas, só quem sabe matar e quer matar. Foi agora desencadeado um vórtice de ódio contra o Hamas, amanhã surgirá um sentimento de culpa por terem se tornado autores de um genocídio certificado. A política não será capaz de governar ou compreender este vórtice. Só a visão clínica pode entender, mas não acredito que possa curar. Estamos diante de uma psicose massiva com um poder de contágio muito elevado. A primeira coisa que devemos fazer é evitar o contágio, evitar acabar como os políticos israelenses que gritam frases de bêbados para acalmar a ansiedade. Mas também precisamos de produzir uma vacina cultural e psíquica contra o contágio, e esta tarefa que a psicanálise não conseguiu realizar no século passado é a tarefa que temos diante de nós, se não for tarde demais. (IHU)

 *Franco "Bifo" Berardi, filósofo, escritor e ativista italiano

Incra finalizou a inclusão de todas as Terras Indígenas (TIs) no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR).

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) finalizou a inclusão de todas as Terras Indígenas (TIs) no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR). Segundo o instituto, a medida abrange 446 áreas que representam mais de 100 milhões de hectares, além de outras 11 TIs homologadas em processo final de regularização. Os decretos de homologação foram assinados em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cadastro começou em junho. Entre as TIs cadastradas estão as de Arara do Rio Amônia, no Acre, Avá-Canoeiro, em Goiás, Kariri-Xocó, em Alagoas, Rio dos Índios, no Rio Grande do Sul, Tremembé da Barra do Mundaú, no Ceará, e Uneiuxi, no Amazonas. “É a primeira vez na história do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que esse trabalho é realizado”, informou, em nota, o Incra. Com a conclusão do cadastramento, o Estado terá acesso a “dados qualificados indispensáveis à formulação das políticas públicas voltadas à questão agrária”, acrescentou.

Bases fundiárias - A Funai explicou que essa iniciativa tem, como objetivo, a inserção das TIs “em uma das mais importantes bases fundiárias, que compreende o cadastro de todos os imóveis rurais do país e seus detentores, sejam proprietários, arrendatários, parceiros, meeiros e outros; das glebas públicas, reservas ambientais e terras indígenas”. Tendo como gestores o Incra e a Receita Federal, o Sistema Nacional de Cadastro Rural é a base constituinte do Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR). Há nele dados de imóveis rurais, bem como de proprietários e detentores, arrendatários e parceiros rurais, de terras e florestas públicas. “São mais de sete milhões de imóveis privados e públicos constantes, superando 738 milhões de hectares”, finalizou o Incra.