O estado apresentou taxa de crescimento de 331,8% no período entre 2002 e 2012, segundo o "Mapa da Violência 2015" divulgado nesta semana. Em segundo lugar, está o Amazonas, com índice de 298,2%, seguido do Ceará, que registrou 287,9%. No Brasil, o crescimento no mesmo período foi de 11,7%. O estado também é primeiro lugar em crescimento do número de mortes de jovens (com idades entre 15 e 29 anos) por armas de fogo. O índice maranhense chega a 462,10% entre 2002 e 2012. Somente no último ano do estudo, foram registrados 697 óbitos de jovens ante 24.882 em todo o país (10,7%). Só em 2012, o Maranhão teve registro de 1.235 óbitos por armas de fogo. A taxa de óbito de 18,4 (por 100 mil habitantes) coloca o estado na 18ª posição. Alagoas é o primeiro lugar, com taxa de de 55,0 (por 100 mil habitantes). Roraima é o último, com 7,5 (por 100 mil habitantes). Em 2002, o Maranhão ocupava a última posição no ranking: 27º lugar, com taxa de óbito por armas de fogo de 4,9 (por 100 mil habitantes). No Brasil, o total de vítimas de armas de fogo foi de 42.416. Entre os jovens, a taxa de óbito de 35,3 (por 100 mil habitantes) põe o Maranhão na 20ª posição na mortalidade por armas de fogo entre os jovens, em 2012. Alagoas também aparece em primeiro, com 123,6 (por 100 mil habitantes). Roraima é o último, com 12,2 (por 100 mil habitantes) na mesma faixa etária. Em 2002, o Maranhão ocupava a última posição no ranking 27º lugar, com 7,3 (por 100 mil habitantes). O mapa faz parte do estudo "Mortes Matadas por Armas de Fogo", elaborado pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (FLACSO), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil A capital também apresenta números impactantes. Em 2012, foram ao todo 458 óbitos por armas de fogo, sendo 294 dos casos na população jovem. O número de mortes por armas de fogo cresceu 377,1% na capital maranhense entre 2002 e 2012, sendo que na população jovem, o crescimento foi de 476,5%.A taxa de óbito por armas de fogo de 44,1 (por 100 mil habitantes) coloca São Luís na 8ª posição entre as capitais do País (em 2002, ocupava o 25º lugar). Já quando analisados o casos entre a população jovem, São Luís apresenta uma taxa de óbito por armas de fogo de 89,5 em 2012, ocupando a 10ª posição entre as capitais do País (em 2002, ocupava o 26º lugar).(Fonte G1)
domingo, 24 de maio de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
Enfim, Dom Romero, hoje, é beato!
A beatificação no dia de hoje, 23 de maio, de D. Oscar Romero, é uma demonstração da natureza radical da revolução que o Papa Francisco está realizando", afirma Paul Vallely, em comentário publicado no jornal The New York Times.
Quando se tornou arcebispo de San Salvador, a oligarquia do país esperava que o Dom Romero fosse um prelado de confiança. A sua formação era a de um religioso conservador e a sua espiritualidade baseava-se naquela do Opus Dei, grupo de sacerdotes e leigos profundamente tradicionais. Porém ele ficou indignado com a violência crescente contra os pobres e contra os que os defendiam. Dentro de algumas semanas depois da sua instalação como arcebispo, um de seus sacerdotes – um amigo próximo, o padre Rutilio Grande – foi assassinado por apoiar alguns camponeses que protestavam pela reforma agrária e por melhores salários. Vários sacerdotes foram mortos depois disso, embora em 1979 estes formavam somente uma pequena parcela das 3 mil pessoas, em princípio, assassinadas todos os meses no país. As elites sociais, militares e eclesiásticas de El Salvador estavam profundamente infelizes com o arcebispo. As 14 famílias que controlavam a economia e que faziam grandes doações à Igreja enviavam um fluxo constante de queixas a Roma. Elas acusavam Dom Romero de se intrometer na política, ratificando o terrorismo e abandonando a missão espiritual da Igreja de salvar almas. Quatro bispos, preocupados que o arcebispo estava questionando os laços deles com a oligarquia, começaram a se manifestar, com virulência, contra ele.
Após o assassinato, os seus inimigos deram início a três décadas de manobras que buscavam evitar que ele fosse declarado oficialmente santo. Uma série de táticas foram postas em prática para impedir que isso acontecesse, tudo liderado pela mesma pessoa que havia recebido a tarefa de defender a causa [de beatificação] de Dom Romero: o Cardeal Alfonso López Trujillo, religioso colombiano profundamente avesso à Teologia da Libertação. Anos se passaram enquanto as autoridades vaticanas examinavam os escritos de Dom Romero em busca de erros doutrinais. Quando nada encontraram aqui, os críticos mudaram de posição para argumentar que ele – Dom Romero– não havia sido morto por sua fé, mas por suas “declarações políticas”. Em 2007, Bento XVI chamou-o de “um homem de grande virtude cristã”. E acrescentou: “Que Romero como pessoa merece a beatificação, eu não tenho dúvida”. (Esta última frase foi estranhamente cortada da transcrição disponível no sítio do Vaticano.) Um mês antes de renunciar, Bento XVI deu ordens para que o processo de canonização de Dom Romero fosse desbloqueado. Foi a chegada do Papa Francisco – que prontamente engendrou uma reaproximação entre o Vaticano e a Teologia da Libertação – o que finalmente fez as coisas andarem. A causa de Dom Romero, disse ele aos jornalistas, estava “bloqueada na Congregação para a Doutrina da Fé ‘por prudência’”. Mas acrescentou: “Para mim, Romero é um homem de Deus”.A beatificação de Oscar Romero é, pois, motivo para um regozijo duplo. Ela honra um homem cujo amor pela justiça e o foco nos pobres eram uma manifestação direta de sua fé. Mas ela também revela que, com a chegada do Papa Francisco, algumas das forças das trevas que se esconderam no Vaticano nas décadas recentes foram, finalmente, derrotadas". (Fonte: IHU)
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Ciro Gomes afirma que o congresso nacional está dominado por 'bandidos acusando gente séria de bandido'!
Agora na iniciativa privada, como chefe da ferrovia Transnordestina, o ex-ministro da Integração Nacional e ex-governador do Ceará Ciro Gomes não poupou o Congresso Nacional e as coligações partidárias durante sua participação na 3ª edição do Fórum Brasil promovido por Carta Capital, cujo tema neste ano é "Crescer ou crescer”. Para Ciro, o parlamento está dominado por ladrões. A culpa, afirmou Ciro Gomes, começa pelas alianças partidárias no Congresso, considerado o mais conservador desde a redemocratização do Brasil. “Brasília está dominada por uma coalizão de gatunos e incompetentes”, afirmou. “E isso é grave menos pela novela moralista e mais pelo cinismo de um Congresso de ladrões convocando CPIs e bandidos acusando gente séria de ser bandido", disse. O comentário de Ciro, ex-governador do Ceará, vai ao encontro do que afirmou seu irmão Cid, ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff. Em evento na Universidade Federal do Pará, Cid disse haver no Congresso “400 ou 300 achacadores” se aproveitando da fraqueza do governo para levar vantagens. A frase provocou indignação contra Cid no Congresso, e ele acabou deixando o governo.
(Fonte: Carta Capital)
Comentário do blogueiro - Acredito que tirando os 300-400 gatunos que estão no Congresso a população brasileira pensa da mesma forma que Ciro Gomes, inclusive os colaboradores dos 'achacadores nacionais'....que os conhecem bem!!!!
PENTECOSTES – A IRRUPÇÃO DO ESPÍRITO DO RESSUSCITADO QUE OFERECE PAZ E ROMPE AS BARREIRAS E AS ESTRUTURAS DE UMA IGREJA MEDROSA E TAPADA! (Jo 20, 19-23)
Certamente na nossa vida temos feito experiências concretas de percepções, intuições, sensações luminosas que tornam, quase que de repente, mais clara a nossa caminhada. Ou seja, chegamos a compreender com clareza quem somos e o que as pessoas esperam de nós. São momentos de lucidez existencial em que compreendemos que não são somente frutos da nossa inteligência pessoal, mas dom de algo ou de alguém ‘externo’ a nós. Algo divino. Sentimo-nos possuídos por uma segurança e uma alegria interiores jamais sentidas anteriormente. Essas experiências surpreendentes não pertencem somente aos membros de uma igreja. Nem a movimentos tipicamente cristãos. São intervenções do divino que estão acima desta ou daquela crença, desta ou daquela cultura. Todo ser humano pode fazer esta experiência luminosa, desde que esteja interiormente aberto e esteja disposto a acolher aquilo que brota de forma surpreendente do seu íntimo mais profundo. Pentecostes foi isso, só que foi um sentir coletivo. Não foi uma mera experiência pessoal de compreensão da própria missão no mundo, mas de um compromisso a ser assumido em conjunto. Um grupo de pessoas tendo uma história em comum, fazendo memória de acontecimentos vividos em conjunto, se confrontando e se confirmando entre si, chega a ter uma mesma e única intuição.
As comunidades seguidoras do Ressuscitado rompem com o seu presente ainda marcado pelo medo da perseguição (portas fechadas), da rejeição, pelo sentimento de culpa (a paz esteja convosco) e pela dúvida. Sentem que uma força impetuosa, jamais sentida antes, leva as comunidades a assumirem atitudes que por elas mesmas jamais conseguiriam. Algo inexplicável, mais forte e potente que elas escancara suas estruturas e espaços e as arrasta para novas e inéditas direções. São opções de vida e de missão que as comunidades nem cogitavam até então. Tornam-se, de forma surpreendente, comunidades abertas, que sabem entrar em sintonia com o modo de ser e sentir de outras comunidades de outras culturas e credo (falar várias línguas). A Babel de outrora em que as pessoas não se entendiam é substituída pela 'nova igreja' cuja linguagem plural se torna inteligível para todos. A comunicação foi restabelecida. Comunidades que viviam preocupadas com sua administração interna, e voltadas quase que exclusivamente para seus próprios membros, iniciam a dialogar com o mundo. Compreendem que são luz (fogo) e portadoras de uma Luz que não pode ficar escondida ou guardada só para alguns. Nós hoje precisamos fazer acontecer ‘Pentecostes’ nas nossas comunidades, para superar o nosso fechamento, o nosso comodismo, a nossa falta de ousadia em evangelizar no corpo-a-corpo. Que possamos ‘falar as línguas da compaixão e do serviço’, pois só estas são entendidas por todos!
Aumenta a desigualdade na distribuição de renda entre os paises ricos. América Latina distribui melhor!
Hoje, nos países da OCDE, os 10% mais ricos ganham 9,6 vezes mais do que os 10% mais pobres. Nos anos 80, a proporção era de sete vezes mais e, na década de 2000, de 9,1. A partir de meados dos anos 2000, as desigualdades de renda também aumentaram em grandes economias emergentes, como China, Rússia, Indonésia e África do Sul. Já a maioria dos países da América Latina, "particularmente o Brasil", vem reduzindo, desde o final dos anos 90, as diferenças de renda, afirma a organização. A OCDE, que reúne 34 países, a grande maioria economias industrializadas, ressalta, no entanto, que a queda na desigualdade de renda na América Latina desacelerou a partir de 2010. "Houve, a partir do início dos anos 2000, uma queda generalizada da desigualdade na América Latina. Essa redução não ocorreu de forma tão acentuada em outras regiões", diz Levy. "Dessa vez o bolo cresceu, com o crescimento econômico, e foi melhor dividido. É um fato novo na realidade latino-americana", afirma o analista.
Reforma política I - Mais sociedade e menos 'políticos'!
Ao lado dos retrocessos econômicos e regressões sociais pelos quais o país vem passando, corre-se grande risco degeneração da política e da democracia. Dentro do pacote de reformas conservadoras, existe uma que pode tornar a classe política ainda mais a alheia à população: a Emenda Constitucional (PEC) 352/2013, também conhecida como Reforma Política. A sociedade continua a se mobilizar por uma verdadeira reforma política, com coisas que efetivamente mudem o quadro, como o controle do financiamento de campanha. Isso, sim, é um escândalo nacional, porque a OAB já entrou com moção no Supremo, tem a maioria de 6 votos favoráveis e o Gilmar Mendes, simplesmente, sentou em cima”, afirmou. Sem dúvidas, o financiamento privado de campanha precisaria ser abolido. “Temos de fazer a reforma política para valorizar o controle da sociedade civil, através de organizações e movimentos sociais, que precisam ter mais voz e peso nos processos decisórios. Trata-se de contar menos com os partidos e mais com a organização da sociedade civil autônoma, horizontal, com perspectivas de mudar as atuais regras do jogo”, propôs.
Reforma política - Distritão, não!
Os especialistas definem o distritão como “aberração institucional”. O modelo fragiliza os partidos políticos e elevará os custos da campanha, além de ser um sistema que deixará sem representação os eleitores que votarem em candidatos não eleitos. "O distritão exacerba as tendências ao personalismo já presentes em nosso processo político, tornando dispensáveis as identidades partidárias e levará aos píncaros os custos de campanha, pois cada candidato, para ser eleito, precisará ainda mais do que hoje percorrer todo o estado em busca de votos, criando comitês em todos os lugares possíveis, para o que somas vultosas serão necessárias. Nem é preciso dizer que isto aumenta a tentação do financiamento ilegal de campanha", explica o professor Couto da FGV.
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