sábado, 19 de março de 2016

Gilmar Mendes (PSDB/MT) do STF dá despacho igual aos já derrubados por desembargadores federais. O ministro tucano aposta no caos, como de costume!



'Eu ia escrever sobre os atos públicos de hoje; acabo de voltar de um deles. Mas não posso, porque tenho de enfrentar antes uma nova aberração jurídica. O ministro Gilmar Moro deu – como não haveria de dar? – um despacho igual aos já derrubados por desembargadores federais que  revogaram  as erráticas ações que visavam a impedir a posse de Lula.Aliás não é igual, é juridicamente pior.“O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância. Uma espécie de salvo conduto emitida pela Presidente da República“. Que ordem de prisão, Ministro Gilmar Mendes? O senhor sabia de alguma? Havia alguma adrede preparada? Deu-se alguma que tenha sido obstaculizada pelo ato de nomeação de Dilma? Se estava iminente, o que impediu que fosse expedida desde o dia 4 de março, quando Lula foi arrastado a depor e sua casa, seu escritório e o sítio onde passava finais de semana foram invadidos, revirados e violados? Mendes diz que trazer um caso ao julgamento do Supremo “é forma de obstrução ao progresso das medidas judiciais”. Por que razão ministro?Compreende-se que um deputado ou senador chegue a renunciar ao seu mandato para fugir ao severo julgamento do Supremo. Sem foro, terá o juiz de 1a. instância, o tribunal de 2a. instância, o STJ e, afinal, o próprio STF. Tome de obstrução , não é?Duvido que se arranje precedentes nisso, salvo nos casos em que o Supremo tem de pedir licença ao Legislativo para processar, o que não é esta situação.Qualquer advogado com a carteira da OAB estalando de nova sabe que é melhor ter quatro instâncias do que um só. A menos que o Dr. Mendes creia que é “arranjado” o julgamento na Suprema Corte que ele integra. Ou que ela possa ser coagida. Lamento, Ministro, mas o senhor caminha para um placar de 10 a 1 ou nove a dois na decisão do plenário do STF. Não lhe importa, não é? O importante é manter o caos e a ingovernabilidade.' (Do: Tijolaço)

Quantos 'MOROS" surgirão quando tudo acabar? Por Tereza Cruvinel



Depois que tudo acabar, quantos Moros surgirão e o que farão eles na “democracia relativa” que está sendo permitida, numa reedição do eufemismo dos generais ditadores? A manifestação da tarde desta sexta-feira na Avenida Paulista ganhou outra premência e outro caráter nas últimas horas. Expressa a discordância de uma parte do povo brasileiro com as violações a estatutos da democracia em nome do “interesse público” quando o objetivo é indissimulável: viabilizar o afastamento da presidente Dilma, promover a aniquilação moral e política de Lula e encerrar o ciclo de governos que buscaram fazer um Brasil para todos, incluindo os que sempre alimentaram, como dizia Darcy Ribeiro, a “máquina de moer gente” para proveito de poucos. A marcha ganhou impulso nas últimas horas mas vem de longe. Vem de 2013. Na quarta-feira, reagindo à ultima cartada de Dilma, a nomeação de Lula para o Gabinete Civil, Sergio Moro tirou a toga e assumiu que era o lanceiro de uma cruzada política contra o Planalto e o PT. Antes que o caso de Lula passasse à alçada do STF, lançou seu último petardo. Sobram estilhaços para ele próprio, mas já foi transformado em herói, será poupado. Em nome do “interesse público”, divulgou ilegalmente grampos ilegalmente feitos, pois depois de sua própria ordem para que fosse cessado o monitoramento telefônico de Lula. Fez jorrar na mídia parte das gravações que, violando a lei, não se relacionam com a investigação, mas serviram à maior demonização de Lula e fez subir a febre dos exaltados. Qual é o “interesse público” em saber que na intimidade o ex-presidente fala palavrões e faz piadas sobre uma auxiliar por quem tem reconhecido afeto e respeito? Ele mesmo, Moro, resistiria a conversas que tem na intimidade sobre a Lava Jato sem saber que o escutam? Mas está feito e produziu os resultados esperados.  A manifestação de hoje vem depois da pirueta de Moro, do ensaio de guerra civil travado ontem na porta do Palácio,  durante a posse de Lula, da ocupação da Paulista pelos opositores, das  liminares que suspenderam a nomeação de Lula,  da instalação de uma comissão do impeachment liderada por aliados de Eduardo Cunha, da grita de organizações empresariais por uma solução para a crise politica. A manifestação de hoje dirá que não há consenso sobre a marcha em curso, que não há unanimidade em torno das violações do Estado de Direito para lhe abrir caminho, como disseram também os juristas que se reuniram em São Paulo para condenar a ranhura no Estado de Direito e defender a legalidade. Moro, com seus vazamentos, garantiu uma enorme vantagem política aos adversários de Lula-Dilma. O “interesse público” agora invocado por ele, é um corolário da “segurança nacional” em cujo nome a ditadura estuprava os direitos e a Constituição. As “exceções” permitidas agora contra Lula, denunciadas por ele na Carta Aberta de ontem, depois serão aplicadas a outros,  por juízes ou por guardas da esquina. (Fonte: Tereza Cruvinel - síntese do blogueiro)

domingo, 13 de março de 2016

De pedra a vidraça dentro de pouco!

O Brasil perdeu uma excelente oportunidade para pedir o fim de todo o sistema político e econômico alicerçado nas propinas. Isso mesmo: sistema, e não pessoas. Afinal, os mesmos que sustentaram Collor estão de novo os governantes de turno, atuais e passados. Conduzindo as mesmas práticas. Lamentavelmente, uma parcela do País, - a que perdeu alguns privilégios nesses anos, ou viu os direitos (para ela, privilégios) se estenderem aos pobretões, - tomada por uma paixão irrefreável e irracional decidiu partidarizar a corrupção. Ela tem partido, estaria circunscrita a um partido e aos seus sócios. O sistema , dessa forma continua o mesmo. Entram os que agora são oposição e irão praticar, como já fizeram no passado, as mesmas asneiras.  Seja FHC como Lula disseram que aqui para governar tem que se aliar com a direita, usando outros eufemismos, claramente. Será assim para aqueles que desejam tirar a Dilma, hoje. Amanhã, serão eles a vidraça a ser apedrejada pelos atuais partidários de uns e de outros. Cá entre os meus botões: acho que tucanos, DEM, PP, Bolsonaro, peemedebistas, e outras sopinhas de siglas partidárias estão revoltados por não poder ter acesso aos cofres como desejariam se estivessem lá. Trágico e patético.

O fim da corrupção pedido pelos corruptos bons!

O governador de São Paulo volta a colocar dinheiro público em manifestação por impeachment de Dilma. Em março do ano passado, determinou a liberação das catracas do Metrô. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo denunciou na tarde de ontem (11), que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) solicitou à direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) que determine a realização de horas extras aos trabalhadores que estiverem em sua função no domingo (13), para “melhor atender” aos manifestantes antipetistas que se dirigirem à Avenida Paulista. Na primeira manifestação pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 15 de março do ano passado, o Metrô liberou as catracas para os manifestantes ao término do protesto.(Jornal GGN). O chuchuzinho ainda não consegue explicar os escândalos do metrô, da merenda escolar, da falta de água....mas ele é o corrupto bonzinho!

Alvo de três investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (DEM-RN), vai participar das manifestações contra a corrupção e a presidente Dilma neste domingo (13) em São Paulo. Desde o ano passado o senador é investigado pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Os procedimentos foram abertos a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizados pelos ministros. Atual líder da oposição no Senado, José Agripino diz não ter constrangimento em participar dos protestos mesmo estando sob suspeita de ter cometido crimes. (Jornal GGN)

O deputado federal fascista e racista Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi ao protesto que pede o impeachment de Dilma Rousseff, neste domingo (13/3), na Esplanada dos Ministérios. Na multidão, ele foi recebido aos gritos de "mito". É para acreditar? Só 70 mil em Brasília. Uma decepção para os organizadores.

'Os que mais exibem susto e medo, e recuam com apelos à tolerância dos apoiadores de Lula e Dilma, nas ruas de hoje, são os que mais incitaram a atitudes de ódio e provocação, de desafio e humilhações. O juiz Sergio Moro despertou, sem pretendê-lo, certa altivez em um lado e covardia no outro. Dilma, o governo e a direção petista tiveram a difícil sensatez de pedir que a massa dos provocados se contenha, de preferência, em casa. Mas nada é garantido. Nem o melhor êxito dos apelos e providências contra o confronto alteraria a pior probabilidade perceptível: o que for evitado hoje está propenso a ocorrer adiante, a se manterem os atos arbitrários que suscitam sentimentos de perseguição e revolta nos lulistas e suas redondezas. A perplexidade provocada pela torrente de insinuações, acusações e "suspeitas" despejada pelos meios de comunicação contra Lula e família, dia a dia, foi substituída por ânimos que aos atacantes pareciam extintos. Caso se contenham hoje, não quer dizer que voltaram a amortecer-se. (Jânio de Freitas)

Os brancos moralistas manifestam o 'Fora Dilma' e as babás negras conduzem os carrinhos dos nenês brancos cujo futuro está 'ameaçado!'


A 'marchadoscorruptos' e dos sem-moral que pedem honestidade.

Quem também está engrossando o coro pelas manifestações de domingo é a esposa do ex-deputado Pimenta da Veiga (PSDB), que é réu na Justiça Federal por lavagem de dinheiro; "Nós temos a obrigação de irmos às ruas no dia 13 para lutar pelo nosso País, mas sobretudo pelo futuro dos nossos filhos e netos. Eles não podem pagar um preço tão alto, por uma escolha errada, muitas vezes que nós mesmos fizemos, afinal de contas é válido lembrar que os políticos chegam ao seus cargos através do nosso voto", diz a jornalista Anna Paola Frade Pimenta da Veiga

Citado em cinco delações e prestes a ser denunciado pelo Ministério Público (segundo Veja), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) postou um vídeo nas redes sociais chamando o povo às ruas neste domingo 13; "Esse próximo domingo não vai ser um domingo como os outros. Pode ser um domingo que mudou o Brasil. Mas para isso é fundamental que você, eu, todos nós estejamos nas ruas dizendo 'chega desse governo' e vamos construir uma nova história para o Brasil", convoca o tucano; reação dos internautas, no entanto, não foi favorável; "Que quem nunca roubou nem subornou ninguém esteja, tudo bem. Mas Aécio contra corrupção! Não dá pra levar a sério", disse o jornalista Hélio Doyle; "O excelentíssimo senador vai de helicóptero?", ironizou outra internauta, pelo Twitter

"O canalha maior é mesmo Aécio. Com seu cinismo, demagogia e sua falta de caráter demolidora, ele dividiu ainda mais um país já tão dividido. A história haverá de dar a ele o papel que merece. Lacerda é o Corvo, como o apelidou Samuel Wainer. Aécio será um Abutre, ou coisa parecida", diz o jornalista Paulo Nogueira, editor do DCM

sexta-feira, 11 de março de 2016

Miguel Nicolelis diz que vai denunciar no exterior a tentativa de golpe no Brasil

Considerado um dos maiores cientistas do mundo, Nicolelis afirmou que irá aproveitar suas palestras no exterior para alertar sobre a situação do país: “Estado de Direito é nossa única defesa contra a barbárie. Brasil não pode voltar às trevas!” Miguel Nicolelis, considerado um dos vinte maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American, resolveu manifestar sua opinião sobre o atual cenário da política no Brasil. Em seu perfil no Twitter, ele afirmou ontem (10) que levará ao exterior essa preocupação. “Sábado estarei palestrando na Harvard. Na quinta na Yale e na semana próxima na Georgetown Uni. Em todas irei denunciar a tentativa de golpe no Brasil”, escreveu. (Da Revista Fórum)