Muitos
de nós se lembram do que se comentava à época da covid: ‘Nunca mais seremos os
mesmos’. Mergulhados naquela experiência traumática supunha-se que iríamos
aprender a ser, no futuro, mais humanos e mais compassivos, entre outras
coisas. Ledo engano. Após alguns meses, e diminuídos os casos da pandemia, voltou-se
a uma intrigante e constrangedora normalidade. Continuamos com os mesmos vícios
e dependências e, em alguns casos, tornamo-nos até mais embrutecidos. Não
aprendemos a lição de vida que nos era revelada através da dor e da perda! No
evangelho de hoje Jesus enfatiza a necessidade de perdoar sempre, o tempo todo.
Jesus entende que uma pessoa ao se sentir perdoada e agraciada, deveria, por
sua vez, aprender a perdoar e a ser generoso com os demais. Contudo, o Mestre
observa que, infelizmente, o ser humano tende a se deixar dominar pelas suas
pulsões de dominar e humilhar, de controlar e oprimir. Esquece que um dia, ele
mesmo, foi um agraciado, um poupado! É nesse contexto que Jesus deixa claro que
perdoar não é ignorar o mal cometido por alguém. Isto seria uma grave omissão que
cheira a cumplicidade. Perdoar é, antes de tudo, praticar um amor ativo e exigente,
ou seja, ajudar quem errou a praticar, concretamente, a compaixão lá onde ele semeou
brutalidade, e a tolerância onde praticou intolerância.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
XXIV domingo comum - PERDOAR NÃO É IGNORAR O MAL COMETIDO; É PRATICAR UM AMOR EXIGENTE, E NÃO DESISTIR JAMAIS DO PECADOR
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