quinta-feira, 10 de setembro de 2026

XXIV domingo comum - PERDOAR NÃO É IGNORAR O MAL COMETIDO; É PRATICAR UM AMOR EXIGENTE, E NÃO DESISTIR JAMAIS DO PECADOR

Muitos de nós se lembram do que se comentava à época da covid: ‘Nunca mais seremos os mesmos’. Mergulhados naquela experiência traumática supunha-se que iríamos aprender a ser, no futuro, mais humanos e mais compassivos, entre outras coisas. Ledo engano. Após alguns meses, e diminuídos os casos da pandemia, voltou-se a uma intrigante e constrangedora normalidade. Continuamos com os mesmos vícios e dependências e, em alguns casos, tornamo-nos até mais embrutecidos. Não aprendemos a lição de vida que nos era revelada através da dor e da perda! No evangelho de hoje Jesus enfatiza a necessidade de perdoar sempre, o tempo todo. Jesus entende que uma pessoa ao se sentir perdoada e agraciada, deveria, por sua vez, aprender a perdoar e a ser generoso com os demais. Contudo, o Mestre observa que, infelizmente, o ser humano tende a se deixar dominar pelas suas pulsões de dominar e humilhar, de controlar e oprimir. Esquece que um dia, ele mesmo, foi um agraciado, um poupado! É nesse contexto que Jesus deixa claro que perdoar não é ignorar o mal cometido por alguém. Isto seria uma grave omissão que cheira a cumplicidade. Perdoar é, antes de tudo, praticar um amor ativo e exigente, ou seja, ajudar quem errou a praticar, concretamente, a compaixão lá onde ele semeou brutalidade, e a tolerância onde praticou intolerância.


Nenhum comentário: