quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Índios - E se os deputados ressuscitarem a PEC-71?

O provável engavetamento da PEC-215, que propõe que o Congresso Nacional decida sobre a demarcação das terras indígenas e a ratificação das demarcações já homologadas, trouxe à tona a possibilidade de aprovação da PEC-71, que pretende “estender o direito de indenização a proprietários que tivessem títulos incidentes nas áreas indígenas demarcadas ao longo desse período”. De todas as medidas que tratam dos direitos indígenas, a PEC-71 “é ainda a menos conhecida e a menos debatida e, como vimos, ela tem uma natureza diferente da PEC-215 ao colocar o foco do seu mérito não na exclusão de direitos dos índios, mas no acréscimo de um direito aos não índios”, diz Márcio Santilli à IHU On-Line, em entrevista concedida por telefone. Santilli explica que a PEC-71 estabelece uma “ressalva ao que está disposto no parágrafo 6º do artigo 231, que trata da impossibilidade de indenização por conta de demarcações de terras indígenas. A Constituição prevê a indenização de benfeitorias, mas não indenização pela terra. Então, a PEC põe uma vírgula no final do texto atual, no parágrafo 6º, salvo em relação aos títulos de boa-fé. Se essa modificação for aprovada, passaria a ser necessária a indenização pela terra nos casos em que houver a incidência comprovada desses títulos de boa-fé”. A retroatividade, contudo, “não implica em desconstituição dos atos demarcatórios ocorridos no período, o que foi demarcado está demarcado, mas o que a PEC pretende é estender o direito de indenização a proprietários que tivessem títulos incidentes nessas áreas demarcadas ao longo desse período. (Fonte: IHU)

O programa 'MAIS MÉDICOS" recebe nota 9! E quando eles saírem?

Pesquisa inédita revela que usuários do Mais Médicos dão nota média de 9, em uma escala de 0 a 10, ao programa do governo federal iniciado em 2013. O levantamento, realizado pelo Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entrevistou mais de 14 mil pessoas em 700 municípios brasileiros entre novembro e dezembro de 2014. Entre os usuários ouvidos pela pesquisa, mais da metade (55%) deu nota máxima ao programa, sendo que 89% dos entrevistados deram nota de 10 a 7, 5% avaliaram o programa com notas de 6 a 4 e 1% deu nota de 3 a zero. Outros 5% não souberam responder.Nenhum item da pesquisa referente à qualidade do atendimento médico do programa foi mal avaliado pela população atendida. Grandes maiorias avaliam como melhor ou muito melhor a clareza da comunicação com o médico (77%), a atenção ao paciente (87%), a qualidade do atendimento (87%) e a duração da consulta (83%). A pesquisa mostrou que os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) reclamam de acesso a medicamentos, atraso na marcação de consultas e demora para receber o atendimento, mas o atendimento por parte dos médicos é o diferencial na boa avaliação do programa, diz a coordenadora da pesquisa, Helcimara Telles. ”Mesmo que a infraestrutura da unidade básica de saúde não seja muito boa, mesmo que faltem coisas, quando o atendimento médico é bom, isso repercute bem na avaliação do programa”, disse a pesquisadora.

Comentário do blogueiro - Concordo, pelo que vi até hoje visitando várias cidades e interiores do Estado, com a nota final dada ao programa e aos médicos. Não há como ficar positivamente surpresos com a dedicação, atenção e capacidade de se entrosar com as pessoas de centenas de médicos cubanos, em sua maioria, pelo Maranhão afora. Hostilizados por outros colegas 'nacionais' no início do programa eles deram a volta por cima e provaram a que vieram. 

sábado, 1 de agosto de 2015

Cosmos - Lindo e perfeito demais para ser fruto do....acaso! Imagens sensacionais da Via Láctea






Fonte: La República

18º domingo comum - Jesus e o seu projeto de vida é quem mata definitivamente as nossas fomes (Jo. 6,24-35)

A fome insaciável e irrefreável de possuir, de prazer e de poder leva, em geral, uma pessoa a ser uma eterna dependente. Uma escrava de suas ambições e desejos. Será sempre uma pessoa não livre. Quando isso ocorre não serve correr atrás de mais sonhos de felicidade. Seriam só meros paliativos. Ilusões e sensações de falsa realização pessoal. Deixariam mais frustração e gosto amargo. A vida, nesses momentos, tem que ser totalmente repensada para encontrar o caminho que leva à verdadeira paz e à felicidade interior. Jesus que é um profundo conhecedor da alma humana percebeu o quanto somos frágeis e dependentes nós humanos! Uma simples satisfação fisiológica como a de ter matado a fome de pão de um povo numa determinada ocasião, muitas vezes leva esse mesmo povo a procurar com mais ansiedade mais pão e mais formas de auto-satisfação. No evangelho de hoje Jesus compreende que o povo não havia entendido o seu convite de cada pessoa colocar em comum tudo o que possuía para matar a fome de todos (evangelho de domingo passado). No gesto de fazer comunhão, partilhar pão e peixe, Jesus queria não só matar a fome material das pessoas, mas fazer compreender que elas poderiam matar também a própria fome de estar próximo e solidário uns com os outros. Ou seja, na doação gratuita do que temos e somos está a verdadeira satisfação das nossas numerosas fomes.
 É claro que muitas vezes nós queremos garantias e provas de que ao fazer assim vamos ser, de fato, felizes e realizados. Em geral, não acreditamos que é justamente no ato de nos esvaziar que nos preenchemos plenamente de paz e de felicidade interior. Os próprios judeus questionavam e desconfiavam de Jesus, e daquilo que ele propunha. Afinal, eles diziam que Moisés tinha dado comida a seus pais no deserto e ao longo de muitos anos, e insinuavam que Jesus, ao contrário, tinha dado pão uma só vez! Como acreditar, então, que Jesus seria maior que Moisés e que daria alimento não perecível a eles? Como acreditar que poderia oferecer uma comida capaz de matar para sempre a eterna fome de felicidade que existe nos humanos? Jesus com muita serenidade afirma que é o Pai que doa o alimento que nos sacia, e não Moisés ou outros iluminados. O profeta, como outras pessoas generosas, só facilitam o acesso a um alimento que se consome, e que não sacia a verdadeira fome que grita no coração dos humanos. Nós, hoje, como os judeus da época, pedimos e clamamos que Jesus nos dê esse alimento. Cansados como somos de correr sempre atrás de algumas novidades que nos satisfaçam. Jesus, hoje como outrora, assume que o verdadeiro pão que mata as nossas fomes é ele mesmo! O projeto de vida de Jesus, seus valores, seu modo de amar, de acolher e de se doar é que alimenta a nossa vida de forma permanente. Crer nisso significa reproduzir os mesmos gestos de perdão e de compaixão do próprio Jesus. Só assim não haverá mais sentido corrermos atrás de tantos alimentos contaminados pela ganância, pelo desejo de emergir e de dominar, pela arrogância de julgar e condenar os outros, pelo prazer de saborear novas emoções...

A VALE não conhece crise. Novo recorde de produção e de receita bruta!

Rio de Janeiro, 30 de julho de 2015 – A Vale S.A. alcançou produção de minério de ferro de 85,3 Mt no 2T15 (segundo trimestre), a melhor performance para um segundo trimestre na história da Vale, com a produção de Carajás atingindo 31,6 Mt, o que também representou um recorde para um segundo trimestre.A receita bruta totalizou R$ 21,808 bilhões no 2T15, um aumento de R$ 3,444 bilhões em relação ao 1T15, como resultado de maiores volumes de vendas e melhor realização de preço, apesar dos menores preços de referência de minério de ferro e de níquel.O EBITDA ajustado foi de R$ 6,817 bilhões, ficando 47,1% acima do 1T15, principalmente como resultado da melhor realização de preço de minério de ferro e dos maiores volumes de vendas na maioria dos segmentos de negócios.Os investimentos totalizaram US$ 2,119 bilhões no 2T15 e US$ 4,329 bilhões no 1S15, decrescendo US$ 727 milhões se comparados com os que foram feitos no 1S14. Os investimentos na execução de projetos totalizaram US$ 1,434 bilhão no 2T15, enquanto os investimentos na manutenção das operações existentes totalizaram US$ 685 milhões (Fonte: site da Vale)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Após negociação índios Ka'apor liberam a BR 316, e aguardam o resultado do inquérito sobre o homicídio de Eusébio Ka'apor

Chegou ao fim à interdição da BR-316, iniciada na madrugada desta quinta-feira (30), entre as cidades de Araguanã (MA) e Nova Olinda do Maranhão (MA), no noroeste maranhense. O bloqueio feito por índios da etnia Ka'apor moradores da Reseva Alto Turiaçu terminou no fim da tarde de forma pacifica depois que representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) foram até o local para negociar com grupo indígena, segundo a Polícia Rodoviária Federal.Os manifestantes pediam Justiça pelo assassinato do líder indígena Eusébio Ka'apor, ocorrido em abril deste ano, e denunciavam que o caso nunca teria sido investigado. Eles acreditam que a vítima tenha sido assassinada por madeireiros, que insistem em invadir as terras para a exploração ilegal de madeira. Os índios também reivindicavam por melhores condições de saúde, educação e, principalmente, segurança. A Funai não se posicionou em relação ao protesto dos índios. Já o delegado regional de Zé Doca disse que as investigações sobre o assassinato do líder indígena não estão paradas e que, em breve, a polícia dará uma resposta aos índios. Confira a nota enviada pela SSP na íntegra: 

NOTA - A Secretaria de Segurança Pública por meio da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) informa que três delegados de Polícia Civil foram designados para a negociação e liberação da BR-316. Os delegados dialogaram e ouviram as demandas dos indígenas e garantiram que as investigações sobre o homicídio da liderança indígena estão em andamento. Após as negociações com a Polícia Civil a via foi liberada.Crime -A Polícia Civil e o Ministério Público Federal  já abriram inquéritos para investigar a morte do líder da aldeia Ximborendá Eusébio Kaapor depois que o corpo da vítima foi encontrado enterrado. Ele teria sido morto com dois tiros pelas costas no Povoado do Pedro, entre Centro do Guilherme e Santa Luzia do Paruá (MA).(Fonte: G1)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Brasil 2014, a hecatombe indígena! Vergonha, vergonha...vergonha!

138 índios assassinados (sem contar as tentativas de homicídio), 135 suicídios, 785 crianças indígenas mortas, 118 casos de morosidade na regularização de terras e 84 invasões possessórias. Isso apenas em 2014, segundo o relatório Violência contra os povos indígenas do Brasil, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).O Relatório do Cimi sobre Violência Contra os Povos Indígenas, lançado semana passada, registrou uma escalada na taxa de violações contra esses povos, com crescimento de 42% no número de assassinatos. Segundo Dom Erwin presidente do Cimi há vários motivos para a escalada da violência. O primeiro está ligado à não-demarcação das áreas indígenas. O governo é refém do agronegócio e a bancada ruralista é contra demarcações previstas na constituição. A PEC 215 quer tirar do Executivo a prerrogativa de demarcar áreas indígenas e fazer depender qualquer demarcação de uma votação no Congresso. Isso equivale a dizer que não haverá mais demarcação, porque a bancada ruralista, cujo número de assentos no Congresso aumentou, não vai votar a favor de área indígena.Entre os dados do relatório, talvez o mais impressionante seja a taxa de mortalidade de crianças entre 0 e 5 anos, que é de 785 mortes em 2014. Em Altamira, município atingido pelas obras da hidrelétrica de Belo Monte, a taxa de mortalidade na infância chegou a 141 a cada mil crianças, número dez vezes maior que a taxa nacional. (Fonte: IHU)