domingo, 13 de novembro de 2022

Per i giovani di Giorgio Agamben

Non so se abbia senso credere di potersi rivolgere a dei “giovani”. Certo giovinezza e vecchiaia convivono finché è vivo in ciascuno e ci portiamo dentro a ogni istante il giovane che siamo stati, così come il giovane presentiva lucidamente e perentoriamente la sua vecchiaia. È proprio questa contemporaneità dei tempi e delle età che si è andata perdendo, così che oggi i giovani diventano vecchi anzitempo e i vecchi si credono giovani fuori tempo.

Per questo non trovo altre parole per rivolgermi ai giovani che quelle che il 23 agosto 1914 una ragazza di ventidue anni, Carla Seligson, scrisse a Walter Benjamin pochi giorni dopo che sua sorella Rika si era suicidata insieme al fidanzato, il poeta diciannovenne Christoph Friedrich Heinle. I due giovani avevano deciso il suicidio subito dopo aver appreso la notizia dello scoppio della guerra mondiale. Vorrei che i giovani riflettessero su questa decisione oggi che il discorso sulla guerra atomica è diventato qualcosa come una chiacchiera quotidiana. Ma soprattutto vorrei che nelle parole di Carla Seligson essi sentissero vibrare quel «lamento per una grandezza mancata» che secondo Benjamin è la lingua della gioventù. «Ci sono soltanto due età» scrive Carla Seligson «la gioventù e la morte». È questa intatta consapevolezza della serietà della propria condizione che vorrei ricordare a chi oggi crede di essere giovane. Ho tradotto il breve testo letteralmente, cercando di conservare la sua asprezza.

Il Suicidio.

La morte prende forma ed ha una forma, morire è solo la fine della vita, della perdita, della corruzione. Vi è nella morte una relazione del morente al mondo, alla quale nessuno dei due può mai sfuggire. Chi muore la morte, raggiunge lo stato del mondo che tramonta. Questo avviene in un grande potere sul mondo, che è un darsi interamente a colei che lo ama. Questa morte è spaziosamente formata, essa partorisce l’eternità nell’onnipresenza dell’amato. La morte giovanile è pura, se diventa il letto di morte del mondo e si appropria interamente dei corpi delle cose. In una tale morte nasce un nuovo mondo, nel quale solo la materia muore. Il passaggio nella morte è una rinuncia al fare o all’agire. Riesce raramente al giovane, quasi mai al vecchio. Non ha età colui che muore quando è venuta nella stagione la sua ora e solo nella gioventù si offre libero il passaggio. Ci sono soltanto due età: la gioventù e la morte. Esse confinano l’una con l’altra, la morte del fratello dona al giovane la ricchezza che appartiene all’immortale. Suo fratello è così immortale. Ciascuno raggiunge la catena della morte.

7 novembre 2022

Giorgio Agamben

sábado, 12 de novembro de 2022

33º Domingo do Tempo Comum - Enfrentar sem medo as lacerações produzidas pela injustiça do templo/religião e inaugurar a nova etapa da igreja da caridade e do testemunho (Lc.21, 5 -19)

 

Para que o sol da justiça brilhe é necessário enfrentar muitos conflitos. A construção da justiça não é algo natural, harmonioso. É imprescindível, primeiramente, identificar, e destruir as causas da injustiça, o que acarreta enfrentamentos, dilacerações, divisões, resistências. Jesus sempre viu no aparato do templo, com seus sacerdotes, sacrifícios, proibições e preceitos uma das principais causas da injustiça social que oprimia, principalmente, o povo simples e pobre de Israel. A própria arquitetura do templo intimidava pela sua grandeza e magnitude, mas para Jesus não passava de uma transitória ‘obra humana’. Como foi construído, assim ele pode ser destruído, principalmente quando não cumpre mais o seu objetivo de ser espaço privilegiado de encontro com o Deus que protege e abriga seus filhos.  Quando o templo/religião se torna símbolo de manipulação de consciências e exploração social e econômica, quando nome santo de Deus é utilizado, sacrilegamente, para justificar roubo e dependência moral 'ele deve ser extinto'! 

No evangelho de hoje Jesus convida os seus a contemplar a efêmera beleza de uma religião que seduz os olhos, mas não o coração. De forma, ousada, prevê o fracasso de um sistema sociorreligioso e moral quando perde de vista o cuidado para com os filhos e filhas de Deus mais fragilizados. A confrontação entre religião, classe sacerdotal, aparato legal e prática da fé/caridade/testemunho dar-se-á mediante conflitos e enfrentamentos até violentos que produzirão lacerações e divisões de todo tipo, mas terá o único objetivo de fazer surgir um novo modo de viver a fé, de ser povo/igreja de Deus. Nada de se apavorar ou desanimar por causa disso. Não será o fim, é só o começo de uma nova e inédita etapa da vida cristã. No nosso País vivemos, inegavelmente, algo semelhante. Grupos supostamente cristãos acusando outros de traição e desvio e vice-versa. Grupos tão profundamente identificados com o aparato religioso manipulador, conservador e fundamentalista erguem-se, hoje, como paladinos enfurecidos não da fé, mas da defesa do ‘templo/aparato que explora, manipula e coopta’. Há chegado a hora do grande testemunho, da profecia e da fidelidade à prática misericordiosa de Jesus que, no momento, pode até não suscitar entusiasmos, mas que inaugura um novo jeito de ser igreja. A igreja que vive e sobrevive sem templos, sem sacerdotes, sem padrinhos, sem alianças com os que sentam nos tronos dos belos e poderosos palácios. A igreja que ama, e não a que se arma!


domingo, 6 de novembro de 2022

DIA DE TODOS OS SANTOS E SANTAS - FELIZ E SANT@ ÉS TU, HOJE.......

Feliz é você, hoje, em cujo coração não abafa a dor e o desespero de milhares de pobres, seus irmãos! Feliz é você que não se sente autossuficiente, e deixa de ser indiferente. Que não tem medo de caminhar ao lado de tantos defraudados e perseguidos e, com coragem e coerência, assume a sua existência. E os protege de futuras ameaças e humilhações. É no ‘espírito da solidariedade radical’ com tantos empobrecidos que fará brotar no peito desta humanidade um coração compassivo. 

Feliz é você, hoje, que chora ao enxugar as lágrimas de uma mãe viúva que vela o corpo de um filho que morreu prematuramente. Feliz é você que ainda não se deixou intoxicar pelo veneno da indiferença da maioria. Que não bebe as águas infectadas do poço do ódio e da intolerância. Feliz é você que deixa ecoar dentro de si a mesma dor que sente um irmão defraudado da esperança. Não desanime: você já mergulhou na sua paz interior, e será um permanente consolo para todos os desesperançados. 

Feliz é você, hoje, que continua acreditando no diálogo, e na solução pacífica dos conflitos. Que detesta os arrogantes e suas prevaricações. Que denuncia os fabricantes e vendedores de armas. E que tem ojeriza aos que têm o gatilho fácil. Feliz é você que desobedece aos que mandam prender sem flagrante, e condenam inocentes sem provas. Que rejeita os que usam a tortura para mutilar corpos e dobrar consciências, e que espalham ‘fake news’ para enlamear a honra dos justos e confundir os desinformados. Feliz é você, hoje, que transforma essa terra num templo cósmico de mansidão e verdade.

Feliz é você, hoje, que compreende que não pode assegurar ‘barriga cheia e direitos’ só para si. Que entende que as injustiças dos injustos, e as desigualdades dos potentes de ontem e de hoje, continuam matando milhões de criaturas 'sem comida e sem cidadania’. E que, em nome das leis elaboradas pelos prevaricadores do Congresso e interpretadas pelos 'doutores da lei' de hoje deixam apodrecer nos calabouços públicos somente as vítimas de suas próprias arbitrariedades, e de sua insaciável sede de punição. Feliz é você que hoje vive inconformado, que resiste e insiste, que organiza e mobiliza todos os sedentos e os famintos de pão e de direito.

Feliz é você, hoje, que sabe se compadecer das fragilidades próprias e alheias, e que não se escandaliza por causa delas. Que não se veste da prepotência daqueles puritanos hipócritas que enxergam o pecado somente nos outros. Feliz é você, hoje, que sabe perdoar a si próprio. E, ao fazer isso, se capacita para oferecer uma nova chance a quem lhe magoou e não o perdoou. Feliz é você porque compreendeu que misericórdia não significa cumplicidade com o crime de quem oprime. E, tampouco, omissão para com aqueles que ainda não aprenderam a prática do perdão.

Feliz é você, hoje, que num mundo de aparências e duplicidade só alimenta franqueza e transparência em seu coração. Feliz é você que não cultiva dentro de si subterfúgios, e nem insanas ambições. Que não engana e nem manipula o seu próximo para poder prevalecer sobre ele. Feliz é você quando permanece ‘você mesmo’: puro e impuro ao mesmo tempo. Você verá a Deus, diretamente, dentro de você, do jeito que você é. E o seu coração, agora sem véus, verá, diretamente, em todos os seres vivos o rosto humano e luminoso do Invisível.  

Feliz é você, hoje, quando, mesmo perseguido e caluniado, - inclusive pelos seus familiares, - não abre mão dos valores em que acredita. Feliz é você que no mundo dos espertalhões e de aduladores de 'mitos' continua a agir com honestidade, aquela que não tem cor partidária. Feliz é você que, mesmo torturado física e moralmente, não vende a sua alma ao prepotente que o governa, ao miliciano que o ameaça, e nem ao patrão delinquente que o assedia. Não recue, e nem desista: com sua coerência de vida você já os derrotou. 

Feliz e santo é você, hoje, não porque algum papa o canonizou. Ou porque o seu nome está escrito num calendário religioso. Nem porque a sua imagem é venerada numa redoma de cristal em algum santuário famoso. E nem tampouco porque lhe atribuíram algum milagre. Santo e feliz é você quando fugir do reconhecimento público. E das honrarias que cooptam a sua consciência. E, na intimidade do seu espírito incorruptível, ou na simplicidade de seus gestos, testemunha a presença de um Deus que não cansa de amar e acolher. Basta esse milagre para você ser um eterno ‘BEM-AVENTURADO E FELIZ! 


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Os votos dos 'sem religião' deram a vitória a Lula! Por José Eustáquio Diniz Alves

......Em síntese, a proporção de católicos, evangélicos, outras religiões e sem religião influenciam o voto brasileiro. Mas entre o eleitorado cristão – que são os dois maiores grupos religiosos do Brasil, com cerca de 82% do total do eleitorado – houve uma vantagem de Bolsonaro. Já entre o segmento sem religião (que representa 12% do eleitorado) Lula teve uma vantagem de 5,9 milhões de votos, o que garantiu a vantagem final de 2,1 milhões de votos que deram a vitória ao candidato do Partido dos Trabalhadores. Portanto, católicos e sem religião foram fundamentais para superar o bolsonarismo da maioria do segmento evangélico, mas o fiel da balança foi indubitavelmente o segmento sem religião, que compensou as diferenças no voto cristão......

.......Não tenho segurança alguma em subscrever essa ideia. Ao contrário: minha impressão é que o bolsonarismo tenderá a se tornar uma força com reduzida capacidade de articulação nos próximos meses e sem condições de se coordenar nacionalmente. Os fatos apontam que o fascismo brasileiro só se organiza a partir do Estado. O bolsonarismo possivelmente não consegue se coordenar fora dele. Isso se deve principalmente ao fato de o bolsonarismo não se apresentar como um conjunto de ideias com começo, meio e fim. O bolsonarismo não tem programa claro, a não ser um nacionalismo moralista de fachada, o enunciado de poucos dogmas religiosos e de professar um ultraliberalismo sem freios. O bolsonarismo não é um projeto, mas uma torrente de sensos comuns e uma pregação ininterrupta da violência como dinâmica de intervenção social. É pobre e primário como ideário político.

........Mas o fascismo seguirá forte em alguns bolsões do Estado, em especial no aparato de segurança (Forças Armadas, Abin, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais). Aqui o problema é sério e só há uma solução. Ela foi dada por Gustavo Petro, menos de um mês após assumir a presidência, em 19 de agosto último. De uma só penada, o novo presidente colombiano anunciou a passagem compulsória para a reserva de nada menos que 52 generais, abrindo 24 postos de comando na Polícia Nacional, 16 no Exército, 6 na Marinha e mais 6 na Força Aérea. Sem sutileza, o presidente avançou sobre instituições tidas como intocáveis na América Latina, ao mesmo tempo em que buscou tirar da frente potenciais ameaças ao futuro de sua administração.

Mais do que especular se o bolsonarismo seguirá sem Bolsonaro, será necessário que o novo governo Lula tome a iniciativa de desativar as bombas-relógio colocadas à sua frente pela ameaça fascista, retirando-a de qualquer alavanca de comando do Estado. O mais provável é que em poucos meses tais correntes percam boa parte da relevância que exibem hoje e o bolsonarismo seja uma tendência marginal na sociedade.

LULA - NOVAS ESPERANÇAS? Por Flavio Lazzarin

 No Brasil, este ano, as ameaças de subversão contra o que resta do estado de direito conseguiram contagiar o povo brasileiro. Não se tratou apenas do aumento exponencial do ódio e da violência política, semeados pela extrema direita e pelas Forças Armadas, mas também de uma verdadeira perturbação generalizada gerada pelo estresse eleitoral: preocupações, temores, alarmismos, cansaço.

Terminado o segundo turno das eleições presidenciais, metade dos brasileiros supera o estresse com a alegria de quem sabe desde sempre o que é o carnaval, ou seja, o que significa dançar com alegria para pisotear a dor e a tristeza. Mas a outra metade chora e talvez busca revanches a qualquer preço. Em suma, as emoções são as protagonistas dessa política, que se transformou em um ringue, no qual se é chamado a torcer por um dos competidores contra seu adversário. São as emoções que, mais fortes do que as atitudes críticas, marcam também o meu íntimo neste tempo. Até o domingo à noite, 30 de outubro, predominavam a minha angústia e a minha preocupação. De fato, depois de vencer no primeiro turno – na Câmara dos Deputados, no Senado e na maioria dos governos estaduais –, Bolsonaro poderia sair vitorioso do segundo turno. Terminados os escrutínios, os dados revelaram que, por um punhado de votos, Lula estava em primeiro lugar. Alívio, porque eu realmente temia que pudesse ser pior!

Compartilho, portanto, as emoções da melhor parte da sociedade brasileira, porque, apesar de a conjuntura continuar dramática e preocupante, evitamos a catástrofe. As ameaças da extrema direita, porém, continuam presentes no mundo ocidental, na Europa assim como na América Latina: exigem esforços de análises críticas – cada vez mais difíceis – e posições radicais para defender existencial e politicamente aquilo que resta de uma humanidade fraterna, compassiva, justa, não violenta e amante da verdade. Por toda parte, o neofascismo se apresenta como inimigo da igualdade: liberticida, colonialista, racista, misógino, homofóbico, defensor dos privilégios e inimigo dos pobres, ligado a religiosidades que pregam o ódio e a guerra. Por toda parte, ele se apresenta artificialmente como antissistêmico, quando na verdade apoia o capitalismo totalmente desregulado e desumano.

No Brasil, ao contrário do que ocorreu recentemente na Itália, a centro-esquerda de Lula consegue propiciar uma ampla aliança de forças políticas, que, por razões diversas, se opõem ao bolsonarismo. O Partido dos Trabalhadores confirma, assim, sua vocação de defensor do sistema, do status quo de uma democracia formal que, ao mesmo tempo, é agredida por forças subversivas, mas não consegue arranhar o poder da elite secularmente privilegiada, desatenta às condições precárias da maioria dos brasileiros e sempre opressora e violenta em relação aos mais fracos.

Veremos se, mais uma vez, Lula e seus novos aliados conseguirão dar continuidade à estratégia do mandato presidencial anterior: o apoio irrestrito ao parasitismo de renda, ao capitalismo do agronegócio e às mineradoras, junto com políticas compensatórias populares: combate à fome, aumento do salário mínimo, carteira de trabalho em tempos de uberização acelerada, saúde, educação etc. Lula também chega com promessas de defesa da Amazônia e de seus povos, mas ignora – em um tributo prévio ao capitalismo da soja, do eucalipto e da cana-de-açúcar – a situação do Cerrado devastado e moribundo e de sua gente: indígenas, quilombolas e agricultores tradicionais, perseguidos e expulsos pelo Estado e pelas milícias dos empresários. A savana brasileira, mãe de todos os rios e da água doce, o segundo bioma brasileiro em extensão, presente em nada menos do que 11 estados da União, é perenemente ignorada pela política e pela opinião pública mundial, por países que se calam porque se beneficiam do papel brasileiro como Arábia Saudita verde.

 Estou profundamente convencido de que o voto mais consciente, mesmo nestas eleições, foi o voto das minorias indígenas e camponesas, o voto das mulheres, dos homoafetivos, dos negros, das minorias abraâmicas que lutam cotidianamente com seus corpos e seus territórios contra a violência e a mentira, mostrando espiritualidade e caminhos para salvar o planeta do suicídio.

Em tempos de irracionalidade, negacionismos e intolerância visceral.....

 .......“Discutir com uma pessoa que renunciou ao uso da razão é como administrar remédio aos mortos” – Thomas Paine (1737-1809)


02 de novembro - Solenidade dos 'eternos viventes'!

Frequentemente no dia dos ‘finados’ costuma-se evocar imagens e conceitos contraditórios. Já a terminologia ‘finados’ deveria ser abolida, pois indica ‘fim’. A morte biológica de uma pessoa teria colocado um fim na sua existência que, ao contrário, é infinitamente maior que a sua vida física, material. Os que nos deixaram fisicamente não são finados, mas eternamente viventes!

O outro conceito que aparece com bastante intensidade nessa solenidade ou nas celebrações de sétimo dia é o da ‘esperança’ entendido como um vago sentimento  em que, supostamente,  se aguarda o momento fatídico de se reencontrar com a pessoa que nos deixou fisicamente. Ou seja, uma permanente e confiante expectativa de rever e de fazer comunhão futura e eterna com que nos deixou. Mas, perguntemo-nos: como se reencontrar com alguém que, de fato, pela fé interior, ‘nunca morreu’, ou que ‘nunca deixou de caminhar sempre ao nosso lado’ como muitas vezes afirmamos? Soa como um sentimento e como um conceito contraditório, a não ser assumamos a ‘esperança’ não como uma expectativa intimista de rever alguém que se foi há muito tempo, e sim como uma prática e compromisso de proteger e lutar para não deixar morrer quem vive fisicamente. E a lembrança daqueles que se foram fisicamente nos motiva para nos dedicar com mais afinco para defender e proteger vidas constantemente ameaçadas pela violência e truculência, pela fome e o desamor! 

Enfim, o ultimo conceito carregado de contradição para quem crê na força do amor infinito é o da ‘ressurreição’! Não ressuscita quem nunca morreu! Se as pessoas que nós amamos e com as quais convivemos com intensidade de afeto e amizade nunca tiveram sua existência aniquilada pelo ‘fim biológico’, e se graças a isso não precisamos viver numa permanente expectativa de reencontrá-las porque nunca deixaram de nos fazer companhia e caminhar ao nosso lado, não há porque afirmar que elas ‘morreram’! Se é verdadeiro, como afirma o autor bíblico que ‘a vida não é tirada, extinta, mas transformada’ não há porque dizer que temos que crer na ‘feliz ressurreição’ porque, efetivamente, os que se foram fisicamente ‘NUNCA MORRERARM’!