sábado, 27 de setembro de 2014

26º Domingo – Não quem diz 'sim' a Deus, e não faz, mas aquele que faz concretamente é o predileto de Deus!

‘Chega de lero-lero, quero te ver fazer, realizar, passar aos fatos!’ Quem de nós já não se expressou dessa forma ao constatar que muitas pessoas, - inclusive, nós mesmos, - falamaos, falamos, mas temos dificuldade de passar aos fatos e realizar aquilo que ‘falamos’? Pois bem, Jesus constata a mesma coisa naqueles fariseus que estufam o peito e se auto-proclamam pessoas de bem, fiéis e obedientes aos mandamentos e preceitos, mas na prática, não vivem o amor verdadeiro, e tampouco a coerência de vida. A parábola de hoje é mais uma resposta polêmica de Jesus àqueles fariseus que o acusavam de se dar bem e ser misericordioso com os pecadores, e duro, para com eles que se achavam os ‘filhos prediletos e obedientes’! Analisemos brevemente a parábola.

1. São apresentados dois filhos, embora, para Israel, Deus sempre tenha considerado como único filho ele mesmo, Israel (Ex. 4,22). Aos poucos, porém, vamos entendendo quem é esse segundo segundo filho de que Jesus fala: são os pagãos, os publicanos, os rejeitados por Israel!
2. A parábola é um ataque de Jesus à arrogância de Israel, às suas falsas seguranças, à ideia de achar que só ele era o povo eleito, o único escolhido e merecedor do amor do Pai.
3. Jesus deixa claro que pelo fato de Israel achar que estava obedecendo às normas e leis criadas pelas suas elites não significava que ele estava ‘fazendo a vontade de Deus’. Israel havia fechado várias alianças e construído um arcabouço legal e religioso muito sofisticado, mas não era isso que Deus queria. Ele não se deixava seduzir por isso.
4. Já os pagãos e os pecadores, impuros (segundo Israel), e que inicialmente não haviam fechado nenhuma aliança com Deus, nem freqüentavam os templos e nem obedeciam às normas, - ou seja, haviam dito não a Deus,  -  num segundo momento, pensaram melhor, acolheram a proposta de Jesus e aceitaram fazer a vontade do Pai. Isso nos remete a outro versículo evangélico: ‘Não quem diz Senhor, Senhor, entrará no Reino de Deus, mas quem faz a vontade do Pai’. 
5. Bom mesmo seria dizer sempre ‘sim’ e agir de conseqüência, de forma coerente. No nosso cotidiano, porém, agimos de forma contraditória. Às vezes somos o primeiro filho, às vezes o segundo, raras vezes o...‘terceiro filho’, aquele que diz e faz mesmo, simultaneamente.
6. Essa visão de Jesus que se choca com idéia predominante em Israel nos questiona profundamente como igreja. Afinal, todos nós temos dificuldade de acolher e valorizar o testemunho de pessoas que nunca pisam na igreja, ou que até são agnósticos, ou não tem igreja alguma, mas que praticam verdadeiros gestos de caridade. São pessoas que lutam por justiça e direitos, que sabem se solidarizar com os pequenos e respeitam todas as pessoas. Esses são o ‘segundo filho’ amado e abençoado por Deus! Que todos nós possamos ser o ‘terceiro’, aquele que diz e faz!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Bom dia Brasil, Globo e corrupção.....

Como deixar de comentar a entrevista da Dilma hoje pela manhã no Bom dia Brasil? Impossível. Aqui vão algumas observações. Os entrevistadores: a chata e petulante Miriam Leitão, e o constrangido Chico Pinheiro, principalmente, constituíram um time coeso para ‘atacar’ e interromper, o tempo todo, as tentativas bem-sucedidas, diga-se de passagem, da presidente, de expor e motivar suas afirmações e dados. Faziam perguntas, mas após o início da fala da presidente intervinham com outras e, às vezes, os três simultaneamente. Numericamente eram 3 contra 1! Ridículo e injusto! Quanto às perguntas, foram as de sempre, as óbvias: escândalos na Petrobrás e os supostos proclamas anti-Marina que seria acusada pela presidente de iniciar um desmantelo de programas federais bem sucedidos. Ora, quando você pergunta a um presidente e a qualquer responsável último de qualquer setor: ‘ Como é possível que você, chefe, não sabia desse fulano corrupto...’? você está dizendo que se sabia e não mandou investigar e encontrar provas efetivas, você chefe, é cúmplice e, logo, você também deve ser investigado e punido. E se você não sabia, mas emergiu o caso de corrupção, deve-se ver se imediatamente manda apurar ou oculta. A presidente afirmou que não sabia mas mandou apurar. Ninguém teve a ousadia de dizer que ela sabia, até por razões óbvias: não têm provas! Aí que está: é muito mais deletério insinuar. É o que a Globo faz! A presidente com justeza afirmou que é papel da PF, Ministério Público Federal e outros órgãos coletar provas e encaminhar à Justiça, algo que vem sendo feito nesse governo de forma sistemática. Aí vem a minha consideração: corrupção sempre teve e sempre haverá, em todas as esferas, mas são poucos aqueles que têm a coragem de ir até o fim, tornando-a pública e punindo-a. É um fato que a PF e a Procuradoria geral da República nos governos FHC eram ‘proibidos’ de investigar lá onde havia cheiro de governistas envolvidos em escândalos. Quem não lembra como era chamado o senhor Brindeiro? O engavetador geral da República! Esse diferencial, hoje, é que deveria animar o cidadão: saber que os casos de corrupção que fatalmente ocorrerão, sempre, serão investigados e apurados, custe o que custar. Trágico será quando um governo abusa de suas prerrogativas para censurar, ocultar ou pior, abençoar, como foi feito num passado não tão remoto, toda tentativa de coleta de provas. A presidente, contudo, deu amplas demonstrações de competência em todas esferas da vida pública, - quando a deixavam falar, -colocando uma séria hipoteca ao papel de comentarista econômica no lugar da Miriam, caso ela não se eleja,...o que duvido!

sábado, 20 de setembro de 2014

25º Domingo - Mt. 20. 1-16 a – O senhor da vinha e os trabalhadores: a  beleza de servir sem exigir recompensas!

As parábolas utilizadas por Jesus visam suscitar espanto em seus ouvintes. Elas não seguem a lógica comum. São propositalmente paradoxais, exageradas. Dessa forma Jesus consegue captar a atenção das pessoas. Estas acabam se perguntando: ‘O que ele quer dizer com isso?’Isso faz com que as pessoas parem e se confrontem com a sua palavra que segue a lógica de Deus e não a dos homens. A parábola de hoje é fortemente polêmica e visa ‘provocar’ a mentalidade farisaica e apresentar a ‘mentalidade’ de quem pensa e age como Deus. Analisemos brevemente:

1.  O dono da vinha precisa de trabalhadores e não quer que ninguém fique parado ou sem emprego. Por isso sai a toda hora à procura de quem estiver disponível a trabalhar. Perguntemo-nos se nas nossas comunidades há trabalhadores trabalhando ou se há muitos só assistindo outros poucos a trabalhar....
2.  O dono/empregador faz um acordo inicial de um bom salário que é aceito pelos contratados, seja pelos trabalhadores da primeira hora, bem como, - com maior razão, - pelos trabalhadores da última hora. 
3.  As reações agressivas dos trabalhadores da primeira hora ocorrem no momento do pagamento. Nele fica claro que o dono quis demonstrar a sua extrema generosidade com os da última hora dando o mesmo valor que aos trabalhadores da primeira hora de forma pública, para todos verem. Evidentemente, os da primeira hora, mesmo que tivessem aceitado o acordo inicial, acham injusto o pagamento, e reagem.
4.  O que Jesus quer combater, nessa parábola, é a ‘teologia dos merecimentos’ dos fariseus, principalmente. Estes consideram Deus um juiz que dá de acordo com os méritos de cada um. Os fariseus achavam que por eles freqüentarem a sinagoga, obedecer aos preceitos, pagar o dízimo, etc. iriam obter mais benevolência, proteção e mais favores por parte de Deus do que os outros que não faziam nada disso, ou que haviam começado a fazer isso somente na última hora.
5.  Jesus mostra com suas palavras e gestos que o Deus dos fariseus não é o Deus em que Ele acredita. O Deus dele é o Deus da generosidade e da misericórdia sem limites, que vai contra a lógica, e a idéia de justiça distributiva (dar a cada um o seu!). A justiça do Deus de Jesus é a ‘equidade’, ou seja, dar MAIS A QUEM PRECISA MAIS! E isso, independentemente de seus méritos!
6.  A nossa inveja, muitas vezes, chega a ser doentia ao perceber que Deus é generoso para com os que se convertem na última hora, achando que nós ‘justos’ (quem disse que o somos?!) merecíamos muito mais do que ‘eles’ pelo fato de  termos obedecido a determinadas obrigações religiosas. Jesus nos diz que, afinal, Deus faz chover bênçãos sobre os que se consideram bons e também sobre os que não são considerados bons, sem praticar distinção.
7.  Não há recompensa final divina por ter feito isto ou aquilo (obrigações, preceitos, proibições, etc.), mas só a alegria e o bem-estar interior por ter sido fiel a Deus. Quem começou cedo a ser fiel terá aproveitado muito mais do que aquele que entendeu essa alegria de ser fiel somente na última hora! O fato de ter usufruído dessa alegria e paz, sem segundos fins e interesses, não é, por acaso, um excelente salário? 
8.  Olhando para as nossas comunidades não podemos esperar que quem começou a animar, coordenar e servir uma comunidade exija mais privilégios ou reconhecimentos que os demais. Pior ainda, que se senta ‘dono’ da ‘vinha/comunidade’ porque foi ele ou ela que a fundou, que a zelou, que a reformou, etc.... Daí a necessidade de ‘pensar conforme Deus’ cujo pensamento é muito diferente do nosso.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Carros, os ídolos que viciam!

Continuar a ampliar a presença de automóveis no globo é um ato de enorme imprudência. Já passou da hora de recolocarmos as pessoas e o convívio humano como foco central do planejamento urbano e recuperar a qualidade de vida que o número excessivo de carros tirou de nós. Estilo de vida, sentimentos e status social estão ligados a ter ou não um automóvel. Confunde-se, não raro, a qualidade do objeto com seu proprietário. Reformam-se cidades para servir a esses pequenos tiranos, perdendo em tranquilidade, ar puro e convívio humano. O apego aos carros tornou-se tão intenso que, mesmo estando o planeta mergulhado numa grave crise ambiental, em grande parte causada pelo seu uso, ainda há muita resistência em abrir mão desse conforto. Pelo contrário, ele continua sendo o sonho de consumo de muitos. Como resolver esse quadro? 
No plano individual, pegar num volante traz uma agradável sensação de liberdade. Ter um automóvel à disposição dá mais autonomia no ir-e-vir e agilidade para compromissos, encontros, trabalho, diversão etc. No entanto, isola seu condutor de um contato mais estreito com as ruas que percorre e as pessoas pelas quais passa, e, não raro, leva-o a mergulhar numa pressa sem propósito. Pressa que se traduz em competição, na qual se dão fechadas, disputam-se centímetros de espaço e se acelera em ultrapassagens sem razão, só para ficar parado num semáforo metros adiante.No plano coletivo, essa situação multiplicada por milhões de veículos pelas ruas ou estradas causa um stress constante, não só para as pessoas, mas também para os locais cortados por rodovias ou grandes avenidas. E afeta ainda quem mora em torno das áreas de muito tráfego ou viaja nos ônibus – que também participam dessa disputa e cooperam para congestionamentos que em muitas localidades não estão mais restritos aos horários de pico. Afeta, sobretudo, o clima na Terra. É, portanto, um cenário que pede mudanças urgentes.(Fonte: IHU)
Comentário do blogueiro - Se depender dos presidenciáveis a saúde da economia é medida também pela compra-venda de carros. Sinal de economia sadia é poder afirmar que os cidadãos estão a comprar sempre mais carros e sempre mais sofisticados, mesmo que isso signifique colapso urbano, estresse e poluição incontrolável. Algo que ninguém consegue equacionar até o momento, a não ser se curvar às necessidades desse exército de 'motoristas' individualistas...(haja vista que um carro serve uma pessoa somente, na maioria das vezes!!!) Na nossa São Luis, os carros crescem 'pari passu' com a inademplência, a sede de possuir o ídolo e a idiotice de achar que agora sim, está plenamente emancipado em sua cidadania....

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Francisco - Papa diz aos 120 novos bispos que não devem sacrificar sua liberdade circundando-se de cortes e cortejos de consensos!

O papa Francisco pregou uma missa para 120 novos bispos nomeados por ele durante 2014 e disse que não quer sacerdotes "desligados ou pessimistas", que fiquem "apoiados apenas em si mesmo ou rendidos à escuridão do mundo ou ainda que desistiram de sua missão". "A vocação de vocês não é serem guardiões de uma massa falida, mas serem protetores do Evangelho", afirmou o Pontífice."Por favor, não caiam na tentação de sacrificar sua liberdade circundando-se de cortes, cortejos ou coros de consenso porque no trabalho de um bispo da Igreja o mundo tem o direito de encontrar sempre o Evangelho que os libertará", destacou Francisco.Ele ainda ressaltou que os religiosos devem ser "apaixonados pela verdade" e que "não desperdicem energia para brigas e desentendimentos, mas para construir e amar". "Receber, acolher e amar. Gostaria que vocês, não pela quantidade de meios eletrônicos de comunicação que tem, oferecessem espaços para acolher as pessoas e suas necessidades concretas, dando a eles interesse e o grande ensinamento da Igreja - não um catálogo de arrependimentos", disse o líder da dos católicos. Jorge Bergoglio finalizou seu forte discurso pedindo para que os novos bispos "não se deixem iludir pela tentação de que mudarão o povo". Ele pediu que eles "amem as pessoas mesmo cometendo grandes pecados" sem que fiquem cansados da missão. Francisco afirmou que os bispos devem "pedir perdão ao Senhor e recomeçar, mesmo que o preço seja ver canceladas tantas falsas imagens do voto divino ou das fantasias que vocês alimentaram para criar sua comunhão com Deus" (Fonte: JB)

Crentes e gay correm atrás de assinaturas dos presidenciáveis....como se o escrito valesse algo!!!!

De um lado, a Associação Brasileira de lésbicas, Gays, Bissexuais  Travestis e Transexuais (ABGLT), maior organização do País, com 308 entidades filiadas. De outro, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a maior denominação evangélica do País, que lida com milhões de fiéis. Em comum, um objetivo: obter, por escrito, compromissos de candidatos à Presidência da República. A associação quer apoio às causas do movimento, como a aprovação de uma lei sobre o casamento igualitário e a criminalização da homofobia. Já a convenção busca uma afirmação com os compromissos da igreja, entre os quais a oposição clara às duas reivindicações dos gays. O debate sobre os direitos dos homossexuais foi introduzido na campanha eleitoral após a polêmica sobre o programa de governo de Marina Silva. A candidata do PSB chegou a divulgar uma versão que incluía a defesa de reivindicações históricas da causa gay. Depois, divulgou uma errata excluindo essa defesa. A presidente Dilma Rousseff aproveitou e passou a se declarar a favor da aprovação de uma lei sobre criminalização da homofobia - algo que seu governo não se empenhou em aprovar durante seus quase quatro anos de gestão.(Fonte: O Estado de São paulo) 


Pelo menos metade dos produtos dos supermercados são originários de desmatamento ilegal

Pelo menos metade do desmatamento mundial é ilegal e está vinculado à agricultura comercial, sobretudo para abastecer os mercados estrangeiros, afirma um novo estudo. Na última década, a maior parte do desmatamento ilegal de florestas do mundo se deveu pela demanda estrangeira por artigos básicos como papel, carne bovina, soja e óleo de palma. Entretanto, os governos dos principais mercados, como Estados Unidos, e União Europeia (UE), não tomaram quase nenhuma medida para desestimular o consumo desses produtos. Em geral, 40% do óleo de palma e 14% da carne bovina comercializados no mundo procedem de terras desmatadas ilegalmente, afirma o estudo. O mesmo ocorre com 20% da soja e um terço da madeira tropical utilizada para fabricar produtos de papel. Enquanto isso, exporta-se cerca de 75% da soja brasileira e do óleo de palma indonésio. Essa tendência está aumentando em Papua Nova Guiné e na República Democrática do Congo. (Fonte: IHU)