Jesus nunca quis ser morto. Gostava da vida e queria que todos pudessem saborear o vinho do amor e da alegria de viver. Tampouco Deus queria a morte do seu filho. Para salvar a humanidade Ele não precisava mandar matar o seu filho amado! Os donos do templo foram os verdadeiros mandantes da morte de Jesus. Os sumos sacerdotes que detinham o monopólio da criação de animais utilizados para os sacrifícios, das pousadas e dos abrigos em Jerusalém, e que contrabandeavam a Palavra de Deus, se sentiram ameaçados pelo pregador da misericórdia. ‘Não quero sacrifícios, e sim misericórdia’ dizia Jesus. Com isso Ele detonava a indústria lucrativa da fé na lei e na pureza dos ritos propagandeada pela classe sacerdotal. Os senhores do templo se aliaram cinicamente aos romanos para eliminar um que ameaçava seus interesses econômicos sob o pretexto de que haveria rebeliões contra César se isso não acontecesse. O homicídio de Jesus que não teve direito a testemunhas, a advogados e a um processo justo foi a consequência de uma vida coerente. Jesus não podia atirar a pedra contra a hipocrisia e a intolerância dos sumos sacerdotes e da elite religiosa, e fugir. Permaneceu ao lado dos impuros, dos rejeitados e do excluídos do templo e do banquete. Pagou com a sua própria vida, como muitos honestos, hoje, pagam! Que a nossa sexta feira seja compromisso com a coerência e a fidelidade aos valores da justiça e da verdade que não podem ser sacrificados nos altares de nenhuma religião.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
quinta-feira, 13 de abril de 2017
A LIÇÃO DA QUINTA FEIRA DO BANQUETE DO SERVIÇO
A ceia convocada e patrocinada por Jesus é a resposta dele à traição de Judas, de Pedro e de outros tantos. É um banquete aberto a todos, não é para os melhores, nem para os puros e santos. Jesus deu o primeiro pedaço, - que era reservado às pessoas importantes, - para o Judas. Foi o extremo gesto de amor para com aqueles que traem o seu projeto de amor. Nenhum julgamento ou condenação por parte de Jesus, mas uma extrema chance para quem estava errando. No banquete Jesus se torna ‘pão que alimenta’ que dá força e que motiva para a vida, de modo que os que comem dele se tornem por sua vez, pão para os outros. Receber indignamente o corpo do Senhor acontece quando comemos, mas não nos tornamos alimento para os demais. Ou seja, quando deixamos de partilhar e de sermos solidários com os famintos de pão e justiça. Jesus inaugura no banquete a nova aliança alicerçada na solidariedade e no serviço, e não na lei e nas normas litúrgicas. Na antiga aliança eram os homens que prestavam culto e serviço a Deus, mas com Jesus é o próprio Deus visível em Jesus que se coloca à mesa para nos servir. Aprendemos que servir aos homens é servir a Deus! O nosso celebrar muda radicalmente: na eucaristia é Deus que nos serve para que aprendamos a servir, deixando de lado disputas, rivalidades e ambições mesquinhas. Bom apetite!
Propina existe há mais de 30 anos no Brasil, diz Emílio Odebrecht! Está institucionalizada e é para todos!
Patriarca da empreiteira que leva o nome da família, Emílio Odebrecht fez um diagnóstico da corrupção no Brasil durante sua delação prremiada; profundo conhecedor dos meadros do poder, Odebrecht foi categórico em seu depoimento: o modelo de corrupção brasileira existe há mais de 30 anos; "O que nós temos no Brasil não é um negócio de cinco, dez anos. Estamos falando de 30 anos atrás. Então tudo que está acontecendo era um negócio institucionalizado, era uma coisa normal, em função de todos esses números de partidos. Eles brigavam era por cargos? Não, era por orçamentos gordos. Ali os partidos colocavam seus mandatários com a finalidade de arrecadar recursos para o partido, para os políticos", afirmou
Delações 'premiadas' - Os golpistas do governo chafurdam na lama.....grunhindo.....
Mais uma acusação de corrupção contra o senador Aécio Neves (PSDB) veio à tona; os executivos Marcelo Odebrecht e Henrique Valladares disseram, em delação premiada, que o tucano recebeu R$ 50 milhões para defender interesses das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez nas obras das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia; a propina teria sido acertada em 2008, quando Aécio era governador de Minas Gerais;
Um dos principais executivos da Odebrecht, Marcio Faria, afirmou em sua delação premiada que Michel Temer participou de uma reunião em que foi acertada uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB, em contrapartida a um contrato na Petrobras; o valor hoje equivale a R$ 126 milhões e o acerto teria ocorrido no escritório político de Temer, em São Paulo;
O atual ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, é acusado de ter recebido R$ 17,9 milhões de caixa 2 para estruturar o PSD para a disputa eleitoral de 2014, a primeira do partido criado por ele; as afirmações são do ex-diretor da Odebrecht Benedicto Júnior sem seu acordo de delação premiada
O ex-diretor-presidente da Odebrecht Benedito Barbosa da Silva Junior afirmou, em acordo de delação premiada, que o hoje ministro da Casa Civil e homem forte do governo do presidente Michel Temer, Eliseu Padilha, cobrou o pagamento de propina no valor de 1 por cento do contrato de uma linha de trem no interior do Rio Grande do Sul, cujo contrato, nas mãos da empreiteira, era estimado em 323 milhões de reai; "Ele (Padilha) fazia jus ao pagamento de 1 por cento e a gente aceitou a fazer o pagamento", completou
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Radicalismo religioso - O calvário dos cristãos coptas no Egito. Mais de 40 mortos no atentado das festas dos Ramos!
Durante a chamada Primavera Árabe, cenas de cristãos e muçulmanos protestando juntos no Cairo, a capital do Egito, e se protegendo mutuamente das forças de segurança, causaram comoção no mundo. A esperança daqueles dias de 2011 há muito se tornou uma lembrança saudosa para quase todos os egípcios, mas as minorias, entre as quais os cristãos coptas são a mais numerosa, sofrem de maneira desproporcional. Seis anos depois do levante contra Hosni Mubarak, a comunidade copta é vítima de níveis de violência sem precedentes em sua história. No Domingo de Ramos (9 de abril), uma das datas preparatórias para a Páscoa cristã, os coptas sofreram um ataque de grande repercussão. A igreja de São Jorge, em Tanta (100 km ao norte do Cairo), e a catedral de São Marcos, em Alexandria, foram alvo de ataques simultâneos, que deixaram 44 mortos e centenas de feridos. O atentado terrorista foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Ativo na Península do Sinai, o ISIS, como também é conhecido o grupo, age no Egito da mesma forma que faz na Síria e no Iraque. Ataca o governo, mas também as minorias religiosas. O atentado provocou condenações internacionais, em especial no Ocidente.
A igreja copta, uma denominação da ortodoxia oriental que teria sido fundada pelo apóstolo Marcos, existe desde o século I. Essa comunidade cristã, que hoje compõe cerca de 10% da população egípcia, sobreviveu ao Império Bizantino, à conquista muçulmana do que hoje é o Egito. Os ventos mudaram quando a monarquia foi derrubada no golpe que levou Gamal Abdel Nasser ao poder. A partir de 1952, os coptas foram marginalizados pelo Estado, uma situação que se agravou em 1970, quando o pan-arabista Nasser foi substituído por Anwar al-Sadat. A ascensão de Sadat coincidiu com o empoderamento dos islamistas, os adeptos do islã político, uma ideologia segundo a qual o islã pode e deve resolver todos os problemas da sociedade. A intenção de Sadat era fortalecer os religiosos para contrapor o peso dos socialistas apoiadores de Nasser. Esta política, associada ao ganho de poder político e econômico por parte da Arábia Saudita naquele período, e ao intercâmbio entre islamistas sauditas e egípcios, foi uma das molas propulsoras da radicalização do islã no Oriente Médio.(Carta Capital)
Quando Lula vai ser preso? - Por Nelson Jobim, ex-ministro do STF e do governo Lula
É pergunta recorrente.
Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.
Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber...”
Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.
Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.
Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descreve-lo.
Pergunto do que se está falando.
A resposta é genérica: é a Lava-Jato.
Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.
Quais as acusações?
Nada sobre fatos, acusações e processos.
Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de ... (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-Senador Delcidio Amaral, à Petrobrás, ao PT...
Sobre o ex-Senador dizem que ele teria dito algo que não lembram.
E completam: “está na cara que tem que ser preso”.
Dos fatos não descritos e, mesmo, desconhecidos, e da culpa afirmada em abstrato se segue a indignação por Lula não ter sido, ainda, preso!
[Lembro da ironia de J.L. Borges: “Mas não vamos falar sobre fatos. Ninguém se importa com os fatos. Eles são meros pontos de partida para a invenção e o raciocínio”.]
Tal indignação, para alguns, verte-se em espanto e raiva, ao mencionarem pesquisas eleitorais, para 2018, em que Lula aparece em primeiro lugar.
Dizem: “Essa gente é maluca; esse país não dá...”
Qual a origem dessa dispensa de descrição e apuração de fatos?
Por que a desnecessidade de uma sentença?
Por que a presunção absoluta e certa da culpa?
Por que tal certeza?
Especulo.
Uns, de um facciosismo raivoso, intransigente, esterilizador da razão, dizem que a Justiça deve ser feita com antecipação.
Sem saber, relacionam e, mesmo, identificam Justiça com Vingança.
Querem penas radicais e se deliciam com as midiáticas conduções coercitivas.
Orgulham-se com o histerismo de suas paixões ou ódios.
Lutam por “uma verdade” e não “pela verdade”.
Alguns, porque olham 2018, esperam por uma condenação rápida, que torne Lula inelegível.
Outros, simplesmente são meros espectadores.
Nada é com eles.
Entre estes, tem os que não concordam com o atropelo, mas não se manifestam.
Parecem sensíveis à uma “patrulha”, que decorre da exaltação das emoções, sabotadora da razão e das garantias constitucionais.
Ora, o delito é um atentado à vida coletiva.
Exige repressão.
Mas, tanto é usurpação impedir a repressão do delito, como o é o desprezo às garantias individuais.
A tolerância e o diálogo são uma exigência da democracia - asseguram o convívio.
Nietzsche está certo: As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.
Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber...”
Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.
Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.
Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descreve-lo.
Pergunto do que se está falando.
A resposta é genérica: é a Lava-Jato.
Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.
Quais as acusações?
Nada sobre fatos, acusações e processos.
Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de ... (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-Senador Delcidio Amaral, à Petrobrás, ao PT...
Sobre o ex-Senador dizem que ele teria dito algo que não lembram.
E completam: “está na cara que tem que ser preso”.
Dos fatos não descritos e, mesmo, desconhecidos, e da culpa afirmada em abstrato se segue a indignação por Lula não ter sido, ainda, preso!
[Lembro da ironia de J.L. Borges: “Mas não vamos falar sobre fatos. Ninguém se importa com os fatos. Eles são meros pontos de partida para a invenção e o raciocínio”.]
Tal indignação, para alguns, verte-se em espanto e raiva, ao mencionarem pesquisas eleitorais, para 2018, em que Lula aparece em primeiro lugar.
Dizem: “Essa gente é maluca; esse país não dá...”
Qual a origem dessa dispensa de descrição e apuração de fatos?
Por que a desnecessidade de uma sentença?
Por que a presunção absoluta e certa da culpa?
Por que tal certeza?
Especulo.
Uns, de um facciosismo raivoso, intransigente, esterilizador da razão, dizem que a Justiça deve ser feita com antecipação.
Sem saber, relacionam e, mesmo, identificam Justiça com Vingança.
Querem penas radicais e se deliciam com as midiáticas conduções coercitivas.
Orgulham-se com o histerismo de suas paixões ou ódios.
Lutam por “uma verdade” e não “pela verdade”.
Alguns, porque olham 2018, esperam por uma condenação rápida, que torne Lula inelegível.
Outros, simplesmente são meros espectadores.
Nada é com eles.
Entre estes, tem os que não concordam com o atropelo, mas não se manifestam.
Parecem sensíveis à uma “patrulha”, que decorre da exaltação das emoções, sabotadora da razão e das garantias constitucionais.
Ora, o delito é um atentado à vida coletiva.
Exige repressão.
Mas, tanto é usurpação impedir a repressão do delito, como o é o desprezo às garantias individuais.
A tolerância e o diálogo são uma exigência da democracia - asseguram o convívio.
Nietzsche está certo: As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
Abusos da Lava-Jato - No caso do jornalista Guimarães ficou claro que eles só queriam...Lula. Depois de 2 anos ELES não conseguem nada contra o ex-presidente!
.......O depoimento que empurraram para Eduardo assinar visava claramente comprometer Lula e incluía declarações que, depois de conferir, Eduardo garantia jamais ter falado. Um dos trechos dizia que Eduardo tinha certeza de que Lula tivera conhecimento da operação depois que ele, Eduardo conversou com o Instituto. Eduardo negou, na frente do advogado, ter dito aquilo. Os delegados insistiram, então, para substituir a parte afirmativa por uma suposição: supunha que Lula soubesse. Eduardo negou-se. Até então, não se tinha a menor ideia sobre do que se tratava o inquérito. Hideo pediu para ver o inquérito. Não tinha. Só tinham vindo o mandado de condução coercitiva e as perguntas, visando impossibilitar a defesa. A intenção óbvia da Lava Jato era apanhar Eduardo desprevenido para arrancar informações, incluir interpretações da sua fala para criminalizar Lula. À medida que os fatos foram sendo conhecidos, aumentava a relação de abusos. A condução coercitiva existe apenas para testemunhas, jamais para investigados – que têm a prerrogativa de nada dizer que possa comprometer sua defesa. No entanto, Guimarães foi conduzido coercitivamente mesmo sendo o investigado (Hermenêutica 4) Mais: o despacho de Curitiba já definia o indiciamento de Guimarães, antes mesmo que fosse ouvido (Hermenêutica 5). Só à tarde, Hideo juntou a procuração digitalizada nos autos de Curitiba e, no dia seguinte, teve acesso ao inquérito..... (Luís Nassif )
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